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Клиент УФСИНа

Klient UFSINa

Cliente do UFSIN

Álbum: Записки из мертвого дома
Compositor: Metox
Letrista: Alexey Samsonov (Metox)
Arranjador: Metox

Letra em Russo

[Припев]
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, меня спросят: почему?
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, щас у кабуры сижу
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, меня спросят: почему?
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, вам отвечу почему

[Куплет 1]
В экономическом плане невыгодно
Ждать от того, чем ты, прихода
Простимулировать своё сознание — запрещено
Продавцу с пониманием
Обняли щупальца прокуратуры
Когда я стал импульсом этой культуры
Нахуй работать за грош и копейки?
Понял, когда появились статейки
Обо мне в задрипанных газетёнках
Приветливо замаячила шконка
С добропорядочной маской я workал
Свою судьбу разъебал по осколкам
А хули поделать когда на подписке?
«Жёлтые лилии» — свод летописный
Я составлял и работал в поту
Только суды посещал по утру
В решётке настойчиво застрекотало
К нам в хату дорогой влетает малява —
Схороненый в гробике спичечном
Нахуй меня ограничили? А?
Мой друг отдал Порше на нужды бюджета
Я продал — приобрел се шконарь
Скучаю по гостеприимству минета
Лишь сны греют яйца — зову их Тефаль
На каждом углу за свою делюгу
Я слышу, спасибо ТВ и ютуб
В тюряжке кручу на столе шаурму
От перхоти сую в Shaumu

[Припев]
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, меня спросят: почему?
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, щас у кабуры сижу
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, меня спросят: почему?
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, вам отвечу почему

[Куплет 2]
Сижу на полу, в котором отверстие
Туда-сюда катаю груза
За стенкой убийцы путают следствие
Просят заточку для братана-на-на-на
На новый год 2016 тюремный хлеб, икра кабачка
Под голос Владимира пиздятся с руганью
Двое безумных и пьяных зека
Этажом ниже сидят второходы, там каждый второй бедолага (-лага)
Кричат они в кабуру целой толпой: «Нам сигарет надо, сахара надо!»
Крепим верёвку к бутылке обрезанной
Посередине напополам
В бутылке подгоны, продукты и лезвия
От наших до вас «Алейкум салам!»
Бутылка как лифт, вниз улетит
Братики рады такому раскладу
И снова и снова начнут каждый день:
«Нам сигарет надо, сахара надо!»
Чёрная хата, как бровь армянина
Тут похуй на проигрыш наших от финнов
В хоккей, волейбол, футбол или регби
На этой стране бы подняться как Гэтсби
Подельники пишут малявы (Я-я)
На общее кину я два блока «Явы»
Сегодня без курицы принесли плова нам
Как комплимент от шеф-повара (Повара)
Тут кабуры — это отверстия в стенах или в полах
Пробитые нах

[Припев]
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, меня спросят: почему?
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, щас у кабуры сижу
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, меня спросят: почему?
Принимают с — я теперь клиент УФСИНа
Сединой цветёт затылок, вам отвечу почему

Tradução em Português

[Refrão]
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, vão perguntar-me: porquê?
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, agora estou sentado junto à fresta (kabura)
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, vão perguntar-me: porquê?
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, vou responder-vos porquê

[Verso 1]
Em termos económicos não é rentável
Esperar pela m*rda que tu fazes
Estimular a própria consciência — é proibido
Ao vendedor com compreensão
Abraçaram os tentáculos da procuradoria
Quando me tornei o impulso desta cultura
Para quê caralho trabalhar por tostões e trocados?
Percebi quando surgiram os artigos de jornal
Sobre mim em jornais de m*rda
Amigavelmente acenou o beliche (shkonka)
Com uma máscara de homem respeitável eu trabalhava
A minha sorte despedacei em cacos
E o que fazer afinal quando se está sob termo de residência?
«Жёлтые лилии» — a compilação de crónicas
Eu compunha e trabalhava em suor
Apenas frequentava tribunais de manhã
Na grade começou a chiar com insistência
Entra na nossa cela por via (doroga) uma carta clandestina (malyava) —
Escondida num caixãozinho de caixa de fósforos
Para quê caralho me limitaram a liberdade? Ah?
O meu amigo deu o Porsche para as necessidades do orçamento estatal
Eu vendi — adquiri para mim um beliche (shkonar)
Tenho saudades da hospitalidade do broche
Apenas os sonhos me aquecem os tomates — chamo-lhes Tefal
Em cada esquina pelo meu negócio
Eu ouço, obrigado à TV e ao YouTube
Na prisão enrolo na mesa uma shawarma
Contra a caspa meto a cabeça na Shauma

[Refrão]
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, vão perguntar-me: porquê?
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, agora estou sentado junto à fresta (kabura)
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, vão perguntar-me: porquê?
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, vou responder-vos porquê

[Verso 2]
Estou sentado no chão, no qual há um buraco
Para trás e para a frente rolo cargas
Atrás da parede assassinos confundem a investigação
Pedem uma faca artesanal (zatochka) para o mano-no-no-no
No Ano Novo de 2016 pão de prisão, caviar de curgete
Ao som da voz do Vladimir (Putin) andam à pancada com insultos
Dois reclusos loucos e bêbados
Um andar abaixo estão reincidentes (vtorokhody), ali cada segundo é um coitado
Gritam eles para a fresta (kabura) numa multidão inteira: «Precisamos de cigarros, precisamos de açúcar!»
Prendemos a corda a uma garrafa cortada
Ao meio dividida
Na garrafa estão prendinhas (podgony), alimentos e lminas de barbear
Dos nossos para vocês «Aleikum salam!»
A garrafa como um elevador, vai voar lá para baixo
Os irmãos ficam felizes com tal desfecho
E de novo e de novo começam cada dia:
«Precisamos de cigarros, precisamos de açúcar!»
Cela preta (chyornaya khata), como a sobrancelha de um arménio
Aqui estão-se a cagar para a derrota dos nossos contra os finlandeses
No hóquei, voleibol, futebol ou râguebi
Neste país seria bom subir na vida como o Gatsby
Os cúmplices escrevem cartas clandestinas (malyavy) (Yeah-yeah)
Para o fundo comum atiro dois maços de «Yava»
Hoje trouxeram-nos plov sem frango
Como cortesia do chef de cozinha
Aqui as frestas (kabury) — são buracos nas paredes ou nos soalhos
Perfurados para caralho

[Refrão]
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, vão perguntar-me: porquê?
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, agora estou sentado junto à fresta (kabura)
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, vão perguntar-me: porquê?
Apanham-me com m*rda — sou agora um cliente do UFSIN
Com cabelos brancos a florir na nuca, vou responder-vos porquê

💡 Interpretação e Contexto Cultural

O Sistema de «Кабура» (Fresta Clandestina), Ano Novo no SIZO e a Cela Preta (Чёрная хата)

O Conceito de «Кабура» (Fresta Clandestina): Buracos escavados secretamente pelos reclusos nas paredes ou soalhos entre celas para comunicar e passar garrafas cortadas com mantimentos, lâminas e cartas (малявы).

Ano Novo de 2016 no SIZO: A descrição surreal da passagem de ano de 2016 na cela, a comer caviar de curgete (икра кабачка) enquanto reclusos bêbados andam à pancada ao som do discurso de Ano Novo de Vladimir Putin na televisão.

Conceito de Cela Preta (Чёрная хата): Celas onde vigora o código de honra dos reclusos e a solidariedade criminal (общак), em oposição a celas sob controlo direto da administração da prisão.

A Criação do Álbum «Жёлтые лилии»: A revelação de que Metox escreveu o seu primeiro álbum «Жёлтые лилии» enquanto cumpria termo de identidade e residência (подписка о невыезде), frequentando os tribunais todas as manhãs.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Кабура[Ka-bu-RA]Fresta/buraco clandestino entre celasSubstantivo feminino da gíria prisional.
УФСИН[U-F-S-I-N]Direção do Serviço Federal PrisionalSigla estatal de gestão de prisões.
Чёрная хата[CHYOR-na-ya KHA-ta]Cela regida pelas regras dos reclusosExpressão cultural da gíria.
Подгон[Pod-GON]Prendinha / Mantimentos passados entre celasSubstantivo masculino informal.
Подписка[Pod-PIS-ka]Termo de identidade e residênciaAcrónimo jurídico de *подписка о невыезде*.
Икра кабачка[Ik-RA ka-bach-KA]Caviar de curgete (pasta de vegetais)Prato popular russo.

Parte 2: Verbos de Movimento de Cargas Clandestinas («Катаю груза»)
Катаю груза туда-сюда — Uso do verbo катать para indicar a passagem repetida de garrafas com encomendas através de frestas.

Parte 3: Construção de Apelo Coletivo («Нам сигарет надо»)
Нам сигарет надо, сахара надо — Uso do caso genitivo (сигарет, сахара) com a palavra de necessidade надо*.

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Что такое «кабура» в контексте песни?

O que é a «kabura» no contexto da música?

Russo:
Клиент УФСИНа
Чёрная хата
Сижу у кабуры
Катаю груза
Português:
Estou sentado junto à fresta da cela
Cliente do Serviço Prisional
Cela regida pelos reclusos
Rolo cargas clandestinas

Какой альбом писал автор, находясь на подписке о невыезде?

Que álbum escrevia o autor enquanto estava sob termo de identidade e residência?