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Letra em Russo
[Интро]
(Тени, тени, тени, тени, тени, тени)
Тень от решёток на выцветших стенах
Как десять железных дорог (Дорог)
Нас прокляли эти вон два офицера и
Греческий бог, и греческий бог (Э)
[Припев]
Тень от решёток на выцветших стенах
Как десять железных дорог (Дорог)
Нас прокляли эти вон два офицера и
Греческий бог, и греческий бог (Э)
Мой свитер теперь за окном
Верёвки из шерсти катают записки
От узника к узнику наш общий дом
Делает близким, он делает близким
[Куплет]
Беседки туманились дымом ашотовских сижек
Мы будто бы где-то в Париже
А зэки полезли в солярий, ну то есть на крышу
Я всё это вижу
Вороны кружат над нами не зная:
Мы скованы в вольности наших раздумий
Живя по магическим циклам между полнолуний
Я понял, что жизнь — это сонная выдумка Бога
Которая нас обрекает на боль (На боль)
Я обнялся с бедой
22 контролёра следят, чтоб я спал беспробудно
Мы тонем, мы — судно
Мы плыли по морю баланды, швартуясь о кровоточащие дёсны
Ведомы на блёсны
И те медсестрички в военной накидке
Мне дарят улыбки, но всё это пытки
Я помню, как мёрзлые ангелы таяли на твоих чёрных прядях
И свет испарений от них, абажуром из святости над головой воссияв
Верить меня заставлял, что мы сила единая в низком поклоне
Смерти с любовью, страху с любовью, боли с любовью, силе с любовью
А щас я сижу на полу в карантине и слушаю скрипы древесных полов
Начальник, скажи мне, начальник, скажи мне
Чего же мне ждать?
Ведь и к смерти готов
Скрипнул засов меня на коридор
Со всеми вещами — ну, здравствуй, тюрьма
Я попадаю под кров и надзор
Здорово, шпана, (Здорово, шпана)
[Припев]
Тень от решёток на выцветших стенах
Как десять железных дорог (Дорог)
Нас прокляли эти вон два офицера и
Греческий бог, и греческий бог (Э)
Мой свитер теперь за окном, за окном
Верёвки из шерсти катают записки
От узника к узнику наш общий дом
Делает близким он делает близким
(Тени, тени, тени, тени, тени, тени)
Тень от решёток на выцветших стенах
Как десять железных дорог (Дорог)
Нас прокляли эти вон два офицера и
Греческий бог, и греческий бог (Э)
[Припев]
Тень от решёток на выцветших стенах
Как десять железных дорог (Дорог)
Нас прокляли эти вон два офицера и
Греческий бог, и греческий бог (Э)
Мой свитер теперь за окном
Верёвки из шерсти катают записки
От узника к узнику наш общий дом
Делает близким, он делает близким
[Куплет]
Беседки туманились дымом ашотовских сижек
Мы будто бы где-то в Париже
А зэки полезли в солярий, ну то есть на крышу
Я всё это вижу
Вороны кружат над нами не зная:
Мы скованы в вольности наших раздумий
Живя по магическим циклам между полнолуний
Я понял, что жизнь — это сонная выдумка Бога
Которая нас обрекает на боль (На боль)
Я обнялся с бедой
22 контролёра следят, чтоб я спал беспробудно
Мы тонем, мы — судно
Мы плыли по морю баланды, швартуясь о кровоточащие дёсны
Ведомы на блёсны
И те медсестрички в военной накидке
Мне дарят улыбки, но всё это пытки
Я помню, как мёрзлые ангелы таяли на твоих чёрных прядях
И свет испарений от них, абажуром из святости над головой воссияв
Верить меня заставлял, что мы сила единая в низком поклоне
Смерти с любовью, страху с любовью, боли с любовью, силе с любовью
А щас я сижу на полу в карантине и слушаю скрипы древесных полов
Начальник, скажи мне, начальник, скажи мне
Чего же мне ждать?
Ведь и к смерти готов
Скрипнул засов меня на коридор
Со всеми вещами — ну, здравствуй, тюрьма
Я попадаю под кров и надзор
Здорово, шпана, (Здорово, шпана)
[Припев]
Тень от решёток на выцветших стенах
Как десять железных дорог (Дорог)
Нас прокляли эти вон два офицера и
Греческий бог, и греческий бог (Э)
Мой свитер теперь за окном, за окном
Верёвки из шерсти катают записки
От узника к узнику наш общий дом
Делает близким он делает близким
Tradução em Português
[Intro]
(Sombras, sombras, sombras, sombras, sombras, sombras)
A sombra das grades nas paredes desbotadas
Como dez caminhos-de-ferro (Caminhos)
Amaldiçoaram-nos aqueles dois oficiais ali e
Um deus grego, e um deus grego (Eh)
[Refrão]
A sombra das grades nas paredes desbotadas
Como dez caminhos-de-ferro (Caminhos)
Amaldiçoaram-nos aqueles dois oficiais ali e
Um deus grego, e um deus grego (Eh)
O meu camisola está agora fora da janela
Cordas de lã fazem rolar cartas clandestinas
De recluso para recluso a nossa casa comum
Torna-nos próximos, torna-nos próximos
[Verso]
Os quiosques ficavam enevoados com fumo de cigarros do Ashot
Como se estivéssemos algures em Paris
E os reclusos subiram ao solário, ou seja, ao telhado
Eu vejo tudo isto
Os corvos voam em círculos sobre nós sem saber:
Estamos acorrentados na liberdade dos nossos pensamentos
Vivendo por ciclos mágicos entre luas cheias
Percebi que a vida — é uma invenção sonolenta de Deus
Que nos condena à dor (À dor)
Eu abracei a desgraça
22 guardas de controlo vigiam para que eu durma profundamente
Nós estamos a afundar, nós somos — um navio
Navegámos pelo mar de sopa de prisão (balanda), atracando em gengivas a sangrar
Guiados por iscos de pesca
E aquelas enfermeirinhas de capa militar
Dão-me sorrisos, mas tudo isto são torturas
Lembro-me de como anjos congelados derretiam nas tuas mechas pretas
E a luz dos vapores deles, brilhando como um abat-jour de santidade sobre a cabeça
Fazia-me acreditar que somos uma força única numa vênia profunda
À morte com amor, ao medo com amor, à dor com amor, à força com amor
E agora estou sentado no chão da quarentena a ouvir o ranger dos soalhos de madeira
Chefe, diz-me, chefe, diz-me
O que devo esperar?
Pois estou pronto até para a morte
Rangeu o ferrolho mandando-me para o corredor
Com todas as coisas — ora bem, olá, prisão
Entro sob o teto e vigilância
Olá, rapaziada (Здорово, шпана), (Olá, rapaziada)
[Refrão]
A sombra das grades nas paredes desbotadas
Como dez caminhos-de-ferro (Caminhos)
Amaldiçoaram-nos aqueles dois oficiais ali e
Um deus grego, e um deus grego (Eh)
O meu camisola está agora fora da janela, fora da janela
Cordas de lã fazem rolar cartas clandestinas
De recluso para recluso a nossa casa comum
Torna-nos próximos ele torna-nos próximos
(Sombras, sombras, sombras, sombras, sombras, sombras)
A sombra das grades nas paredes desbotadas
Como dez caminhos-de-ferro (Caminhos)
Amaldiçoaram-nos aqueles dois oficiais ali e
Um deus grego, e um deus grego (Eh)
[Refrão]
A sombra das grades nas paredes desbotadas
Como dez caminhos-de-ferro (Caminhos)
Amaldiçoaram-nos aqueles dois oficiais ali e
Um deus grego, e um deus grego (Eh)
O meu camisola está agora fora da janela
Cordas de lã fazem rolar cartas clandestinas
De recluso para recluso a nossa casa comum
Torna-nos próximos, torna-nos próximos
[Verso]
Os quiosques ficavam enevoados com fumo de cigarros do Ashot
Como se estivéssemos algures em Paris
E os reclusos subiram ao solário, ou seja, ao telhado
Eu vejo tudo isto
Os corvos voam em círculos sobre nós sem saber:
Estamos acorrentados na liberdade dos nossos pensamentos
Vivendo por ciclos mágicos entre luas cheias
Percebi que a vida — é uma invenção sonolenta de Deus
Que nos condena à dor (À dor)
Eu abracei a desgraça
22 guardas de controlo vigiam para que eu durma profundamente
Nós estamos a afundar, nós somos — um navio
Navegámos pelo mar de sopa de prisão (balanda), atracando em gengivas a sangrar
Guiados por iscos de pesca
E aquelas enfermeirinhas de capa militar
Dão-me sorrisos, mas tudo isto são torturas
Lembro-me de como anjos congelados derretiam nas tuas mechas pretas
E a luz dos vapores deles, brilhando como um abat-jour de santidade sobre a cabeça
Fazia-me acreditar que somos uma força única numa vênia profunda
À morte com amor, ao medo com amor, à dor com amor, à força com amor
E agora estou sentado no chão da quarentena a ouvir o ranger dos soalhos de madeira
Chefe, diz-me, chefe, diz-me
O que devo esperar?
Pois estou pronto até para a morte
Rangeu o ferrolho mandando-me para o corredor
Com todas as coisas — ora bem, olá, prisão
Entro sob o teto e vigilância
Olá, rapaziada (Здорово, шпана), (Olá, rapaziada)
[Refrão]
A sombra das grades nas paredes desbotadas
Como dez caminhos-de-ferro (Caminhos)
Amaldiçoaram-nos aqueles dois oficiais ali e
Um deus grego, e um deus grego (Eh)
O meu camisola está agora fora da janela, fora da janela
Cordas de lã fazem rolar cartas clandestinas
De recluso para recluso a nossa casa comum
Torna-nos próximos ele torna-nos próximos
💡 Interpretação e Contexto Cultural
A Fase de Quarentena (Карантин), Fios de Camisolas de Lã e a Linguagem dos Reclusos
• A Quarentena Prisional (Карантин): O período inicial de isolamento e observação de duas semanas a um mês a que todos os novos reclusos são submetidos antes de entrarem nas celas definitivas.
• Redes de Comunicação com Fios de Lã (Дороги): A técnica tradicional em que reclusos desmancham camisolas de lã (распускать свитер) para criar cordas finas e compridas e transportar cartas (малявы) pelas janelas da prisão.
• Poética Romântica e Corvos: O poema lírico e soturno compara as sombras das grades na parede a caminhos de ferro e a vida a uma invenção de Deus que condena o ser humano à dor.
• A Saudação «Здорово, шпана!»: O cumprimento clássico de chegada às celas principais da prisão, marcando a integração oficial na comunidade de reclusos.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Карантин | [Ka-ran-TIN] | Quarentena / Período inicial de cela | Substantivo masculino. |
| Дорога | [Do-RO-ga] | Rede de fios para passagem de cartas | Gíria prisional para o sistema de comunicação entre janelas. |
| Засов | [Za-SOV] | Ferrolho / Tranca da porta da cela | Substantivo masculino. |
| Шпана | [Shpa-NA] | Rapaziada da rua / Jovens marginais | Substantivo coletivo informal. |
| Контролёр | [Kon-tro-LYOR] | Guarda de vigilância da cela | Substantivo masculino. |
| Начальник | [Na-CHAL'-nik] | Chefe da prisão / Diretor | Substantivo masculino. |
Parte 2: Metáforas de Extensão Espacial («Как десять железных дорог»)
• Тень от решёток как десять железных дорог — Comparação lírica da sombra das grades a carris de comboio.
Parte 3: O Uso do Vocalista de Rua («Здорово, шпана!»)
• Здорово, шпана — Saudação informal da gíria urbana para entrar em novos ambientes comunitários.
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Из чего делают верёвки для пересылки записок за окном?
De que fazem as cordas para o envio de cartas clandestinas fora da janela?
Russo:
Здорово, шпана
Скрипнул засов
Верёвки из шерсти
Тень от решёток
Português:
A sombra das grades
Olá, rapaziada
Rangeu o ferrolho
Cordas de lã
Сколько контролёров следят за сном в куплете?
Quantos guardas de controlo vigiam o sono no verso?
🎵 Outras Músicas de "Записки из мертвого дома"
1
Вакэ
Vake
Cozinhar Guito
2
Зачем вы так?
Zachem vy tak?
Porquê Fazer-me Isto?
3
Кроссовки
Krossovki
Sapatilhas
4
Удел
Udel
Destino
5
На кичу
Na kichu
Para a Prisão
6
Амплуа
Amplua
Papel (Amplua / O Curandeiro)
7
Два на два
Dva na dva
Dois por Dois
8
Generation G
Generation G
Geração G
9
Баландровер
Balandrover
Balandrover (O Carrinho da Sopa de Prisão)
10
КГУ
KGU
KGU (Roubar, Assaltar, Matar)
11
Потребитель
Potrebitel
Consumidor
12
УФ
UF
UF (Uff / Atmosfera Quente)
13
Приговор
Prigovor
Sentença
15
В хате
V khate
Na Cela
16
Мозоль на весах
Mozol na vesakh
Calo na Balança
17
2 копилки
2 kopilki
2 Mealheiros
18
Клиент УФСИНа
Klient UFSINa
Cliente do UFSIN
19
Выход
Vykhod
Saída / Libertação
