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Letra em Russo
Сперва я ёбну Лёху гантелей в ухо, отложив пекарь
Пекарь может будет нужен потом, в конце потехи
Чтоб доебурить Лёху уже наверняк
Отпустить Лёхе все его дешёвые грехи
Додать этой суке на орехи
Ты спросишь: «За что Лёху? Лёха ж свой»
А я тебе отвечу: «Какой бля нахуй, Лёха свой?
Разуй глаза, браза, Лёха нам такой же свой, как гной»
Когда он в теле, гной тоже вроде свой
Да не совсем, всекайся в тему
Со второго удара с гантели
Густо закапает на люберецкий ковёр
С Лёхой закончено, дальше чё? Дальше Егор
Егор — это полминуты работы коленями и локтями
И пиздец, не помогла Егорке любовь к сальцу ломтями
Потом конвульсии рыжего Эдика в тесной прихожей
Вой Тёмы, острая вонь его нутра, в фурункулах его рожа
Ты скажешь: «Бля, Тёмка же не при делах, его-то нахуя?»
А я ничего тебе не отвечу, ничего не отвечу тебе я
За Тёмой к праотцам проследует Данила
Я добью пидораса в ножную, хруст костей — это мило
За Данилой близнецы, вылетела их фамилия
Ну те, молчуны, блондины, от татух все синие
Симметрично пожили ухари-близняшки
Родились, сдохли вместе, как слипшиеся какашки
Короче, пиздаускас этому пионерскому отряду
Пожалеют, что за минуту до сами не выпили яду
В квартире тихо-тихо
Только звук вытекающей крови
За ночь кровь впитается в ковры
И на Петровке утром опер сдвинет брови
Ты скажешь, что я ёбнулся в конец, ссучился и охуел
Что по ерунде гасить своих — галимый, бля, беспредел
Что иногда стоит включать голову, выключать паранойю и быть, типа, cool
И что в седьмом году люди договариваются, а не вырезают сходу аул
Ты меня убедил: я включаю голову и ломаю ей тебе нос
Как же ты заебал своей правильностью, ботан-хуесос
Я на вещи смотрю совсем иначе, скучный мудила
Я не выключаю паранойю, я не отпускаю удила
Я считаю, что в этом и есть мой cool, понятно тебе?
В седьмом году я веду себя так, как мне приятно
Е, е
Пекарь может будет нужен потом, в конце потехи
Чтоб доебурить Лёху уже наверняк
Отпустить Лёхе все его дешёвые грехи
Додать этой суке на орехи
Ты спросишь: «За что Лёху? Лёха ж свой»
А я тебе отвечу: «Какой бля нахуй, Лёха свой?
Разуй глаза, браза, Лёха нам такой же свой, как гной»
Когда он в теле, гной тоже вроде свой
Да не совсем, всекайся в тему
Со второго удара с гантели
Густо закапает на люберецкий ковёр
С Лёхой закончено, дальше чё? Дальше Егор
Егор — это полминуты работы коленями и локтями
И пиздец, не помогла Егорке любовь к сальцу ломтями
Потом конвульсии рыжего Эдика в тесной прихожей
Вой Тёмы, острая вонь его нутра, в фурункулах его рожа
Ты скажешь: «Бля, Тёмка же не при делах, его-то нахуя?»
А я ничего тебе не отвечу, ничего не отвечу тебе я
За Тёмой к праотцам проследует Данила
Я добью пидораса в ножную, хруст костей — это мило
За Данилой близнецы, вылетела их фамилия
Ну те, молчуны, блондины, от татух все синие
Симметрично пожили ухари-близняшки
Родились, сдохли вместе, как слипшиеся какашки
Короче, пиздаускас этому пионерскому отряду
Пожалеют, что за минуту до сами не выпили яду
В квартире тихо-тихо
Только звук вытекающей крови
За ночь кровь впитается в ковры
И на Петровке утром опер сдвинет брови
Ты скажешь, что я ёбнулся в конец, ссучился и охуел
Что по ерунде гасить своих — галимый, бля, беспредел
Что иногда стоит включать голову, выключать паранойю и быть, типа, cool
И что в седьмом году люди договариваются, а не вырезают сходу аул
Ты меня убедил: я включаю голову и ломаю ей тебе нос
Как же ты заебал своей правильностью, ботан-хуесос
Я на вещи смотрю совсем иначе, скучный мудила
Я не выключаю паранойю, я не отпускаю удила
Я считаю, что в этом и есть мой cool, понятно тебе?
В седьмом году я веду себя так, как мне приятно
Е, е
Tradução em Português
Primeiro dou um golpe (yobnu) no Lyokha com o haltere no ouvido, deitando de lado a arma (pekar')
A arma pode ser necessária depois, no fim da diversão
Para arrumar com o Lyokha já pela certa
Perdoar ao Lyokha todos os seus pecados baratos
Dar a este p*ta o troco nas nozes
Tu vais perguntar: «Porquê o Lyokha? O Lyokha é dos nossos»
E eu respondo-te: «Que c*ralho, o Lyokha é dos nossos?
Abre os olhos, mano (braza), o Lyokha é tão nosso quanto o pus»
Quando está no corpo, o pus também parece dos nossos
Mas não totalmente, entra na onda
Ao segundo golpe com o haltere
Vai pingar grosso no tapete de Lyubertsy
Com o Lyokha está acabado, e depois o quê? Depois o Egor
O Egor — é meio minuto de trabalho com joelhos e cotovelos
E f*deu-se, não ajudou ao Egor o amor por toucinho às fatias
Depois as convulsões do Edik ruivo no hall de entrada apertado
O uivo do Tyoma, o odor afiado do seu interior, a cara dele cheia de furúnculos
Vais dizer: «F*da-se, o Tyomka nem estava metido nisto, para que c*ralho ele?»
E eu não te respondo nada, nada te respondo eu
Atrás do Tyoma para junto dos antepassados segue o Danila
Vou rematar o f*dido a pontapé, o estalar dos ossos — é querido
Atrás do Danila vêm os gémeos, fugiu-me o apelido deles
Aqueles calados, loiros, todos azuis de tatuagens
Viveram assimetricamente os gémeos espertalhões
Nasceram, morreram juntos, como m*rdas coladas
Em resumo, p*tasparkas (pizdauskas) para esta esquadra de pioneiros
Vão arrepender-se de não terem bebido veneno um minuto antes
Na casa está tudo silencioso-silencioso
Apenas o som do sangue a escorrer
Durante a noite o sangue vai entranhar-se nos tapetes
E em Petrovka de manhã o inspetor (oper) vai franzir as sobrancelhas
Vais dizer que fiquei chalado de todo, virei p*ta e passei-me da cabeça
Que por coisas de m*rda arrumar com os nossos — é uma p*ta de uma anarquia (bespredel) pura
Que às vezes vale a pena ligar a cabeça, desligar a paranoia e ser, tipo, cool
E que no ano de 2007 as pessoas negoceiam, e não chacinam logo uma aldeia (aul)
Tu convenceste-me: eu ligo a cabeça e parto-te o nariz com ela
Como é que já me chateaste com a tua correção, nerd do c*ralho
Eu olho para as coisas de forma totalmente diferente, c*brão chato
Eu não desligo a paranoia, eu não largo o travão (udila)
Eu considero que é nisso que está o meu cool, entendes?
No ano de 2007 eu comporto-me como me dá gozo
Ye, ye
A arma pode ser necessária depois, no fim da diversão
Para arrumar com o Lyokha já pela certa
Perdoar ao Lyokha todos os seus pecados baratos
Dar a este p*ta o troco nas nozes
Tu vais perguntar: «Porquê o Lyokha? O Lyokha é dos nossos»
E eu respondo-te: «Que c*ralho, o Lyokha é dos nossos?
Abre os olhos, mano (braza), o Lyokha é tão nosso quanto o pus»
Quando está no corpo, o pus também parece dos nossos
Mas não totalmente, entra na onda
Ao segundo golpe com o haltere
Vai pingar grosso no tapete de Lyubertsy
Com o Lyokha está acabado, e depois o quê? Depois o Egor
O Egor — é meio minuto de trabalho com joelhos e cotovelos
E f*deu-se, não ajudou ao Egor o amor por toucinho às fatias
Depois as convulsões do Edik ruivo no hall de entrada apertado
O uivo do Tyoma, o odor afiado do seu interior, a cara dele cheia de furúnculos
Vais dizer: «F*da-se, o Tyomka nem estava metido nisto, para que c*ralho ele?»
E eu não te respondo nada, nada te respondo eu
Atrás do Tyoma para junto dos antepassados segue o Danila
Vou rematar o f*dido a pontapé, o estalar dos ossos — é querido
Atrás do Danila vêm os gémeos, fugiu-me o apelido deles
Aqueles calados, loiros, todos azuis de tatuagens
Viveram assimetricamente os gémeos espertalhões
Nasceram, morreram juntos, como m*rdas coladas
Em resumo, p*tasparkas (pizdauskas) para esta esquadra de pioneiros
Vão arrepender-se de não terem bebido veneno um minuto antes
Na casa está tudo silencioso-silencioso
Apenas o som do sangue a escorrer
Durante a noite o sangue vai entranhar-se nos tapetes
E em Petrovka de manhã o inspetor (oper) vai franzir as sobrancelhas
Vais dizer que fiquei chalado de todo, virei p*ta e passei-me da cabeça
Que por coisas de m*rda arrumar com os nossos — é uma p*ta de uma anarquia (bespredel) pura
Que às vezes vale a pena ligar a cabeça, desligar a paranoia e ser, tipo, cool
E que no ano de 2007 as pessoas negoceiam, e não chacinam logo uma aldeia (aul)
Tu convenceste-me: eu ligo a cabeça e parto-te o nariz com ela
Como é que já me chateaste com a tua correção, nerd do c*ralho
Eu olho para as coisas de forma totalmente diferente, c*brão chato
Eu não desligo a paranoia, eu não largo o travão (udila)
Eu considero que é nisso que está o meu cool, entendes?
No ano de 2007 eu comporto-me como me dá gozo
Ye, ye
💡 Interpretação e Contexto Cultural
A Cidade de Lyubertsy, Petrovka 38 e a Paranoia de 2007
• Tapete de Lyubertsy («Люберецкий ковёр»): Lyubertsy é uma cidade-satélite de Moscovo famosa nos anos 80 e 90 por ser o berço dos Lyubers (subcultura de jovens musculados e gangues de rua). O tapete na parede é o símbolo supremo da decoração doméstica pós-soviética.
• Petrovka 38 («Петровка»): Endereço lendário da sede da Polícia de Investigação Criminal de Moscovo (Московский уголовный розыск - МУР).
• Ano de 2007 («В седьмом году»): Referência explícita ao ano de 2007, altura em que o crime organizado russo já se tinha institucionalizado em negócios formais, mas o protagonista recusa o diálogo «civilizado» mantendo a brutalidade crua dos anos 90.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Пекарь | [PE-kar'] | Arma de fogo / Pistola (gíria) | Literalmente «padeiro», gíria para arma. |
| Люберецкий | [Lyu-be-RETS-kiy] | Relativo à cidade de Lyubertsy | «Люберецкий ковёр». |
| Пиздаускас | [Piz-da-US-kas] | F*deu-se tudo / Fim absoluto (pseudo-lituano) | Gíria inventada de desfecho. |
| Петровка | [Pet-ROV-ka] | Petrovka 38 (Sede da Polícia Criminal de Moscovo) | Substantivo próprio. |
| Беспредел | [Bes-pre-DEL] | Anarquia total / Violência sem regras | Conceito criminal russo clássico. |
| Удила | [U-di-LA] | Freio / Travão do cavalo | «Не отпускать удила» = Não perder o controlo. |
Parte 2: Formas de Comparação Abjeta com Substantivos da Biologia («Как гной»)
• Лёха нам такой же свой, как гной — Comparação sarcástica usando такой же... как... para desconstruir laços de amizade.
Parte 3: O Uso do Verbo «Включать голову» em Sentido Literal
• A expressão figurativa включить голову (usar a cabeça) é interpretada literalmente pelo protagonista ao dar uma cabeçada e partir o nariz ao interlocutor.
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что означает название легендарного московского адреса «Петровка» в тексте?
O que significa o nome do lendário endereço moscovita «Petrovka» no texto?
Liga as palavras às suas traduções:
Russo:
Пиздаускас
Беспредел
Пекарь
Português:
Pistola/Arma de fogo
Anarquia/Violência sem regras
F*deu-se tudo (fim)
В каком году происходит действие песни, когда «люди уже договариваются»?
Em que ano se passa a ação da música, quando «as pessoas já negoceiam»?
🎵 Outras Músicas de "Гантеля"
1
Интро
Intro
Introdução (O Skit do Haltere)
2
Зимняя
Zimnyaya
Canção de Inverno
3
Быть плохим
Byt plokhim
Ser Mau / Ser um Gajo Mau
4
Колхозники
Kolkhozniki
Os Saloios / Os Camponeses do Crime
5
Порно
Porno
Pornografia / Porno
6
Беспорядки
Besporyadki
Distúrbios / Motins na Cidade
8
Органы
Organy
Órgãos / Doação de Órgãos
9
Глаза
Glaza
Olhos / Os Olhos nas Costas
10
Ночь
Noch
Noite / O Manifesto Nark-Track
11
Метадон
Metadon
Metadona / Negócios de Família
12
Киса
Kisa
Gatinha / O Friccionar das Mucosas
13
Шурик
Shurik
Shurik / Nostalgia dos Anos 90
14
Г.Э.С.
G.E.S.
G.E.S. / Estação Hidroelétrica (Gallen-Euphorics-Stimulants)
15
Аутро
Outro
Outro (O Fim do Haltere)
