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В гостях у соседа

V gostyakh u soseda

A Visitar o Vizinho

Álbum: Продавец кошмаров
Compositor: Mikhail Gorsheniov
Letrista: Andrey Knyazev
Arranjador: Korol i Shut

Letra em Russo

[Куплет 1]
Брёл в ночи домой я, был слегка навеселе
А вокруг спокойно, ни души во всём селе
Тут-то и увидел я соседа при луне
Он слегка прихрамывал, спеша навстречу мне
Я его не знал и в его доме не бывал
Тут он, улыбаясь, вдруг к себе меня позвал
Всё, что в огороде, по пути сосед нарвал
Выложил на стол, настойку горькую достал

[Куплет 2]
От его настойки я конкретно захмелел
Да и сам хозяин, как покойник, посинел
А когда мы вышли подышать с ним на крыльцо
Волосами вдруг покрылось всё его лицо

[Припев]
Эх, башка дурная, пьяная моя башка, тебя люблю
И всё наливает сосед исподтишка, а я всё пью

[Куплет 3]
От такого зрелища я мигом протрезвел
И совсем иную я картину тут узрел
Где-то, в чаще леса между сосен я сижу
Шишку вместо стопки возле рта держу

[Припев]
Эх, башка дурная, пьяная моя башка, тебя люблю
И всё наливает сосед исподтишка, а я всё пью

[Куплет 4]
Пичкал негодяй меня бесовскою едой
Накормил поганкой, напоил болотною водой
Чёрт под пьяный глаз мне всю реальность подменил
Поглумился надо мной, поймал бы, так убил

[Припев]
Эх, башка дурная, пьяная моя башка, тебя люблю (У-у-у)
И всё наливает сосед исподтишка, а я всё пью

Эх, башка дурная, пьяная моя башка, тебя люблю (У-у-у)
И всё наливает сосед исподтишка, а я всё пью

[Аутро]
А-у-у, а-у-у, а-у-у, а-у-у, а-у-у

Tradução em Português

[Verso 1]
Eu caminhava para casa na noite, estava um pouco alegre
E ao redor calmo, nem uma alma em toda a aldeia
Foi então que vi o vizinho sob a lua
Ele manquejava ligeiramente, apressando-se ao meu encontro
Eu não o conhecia e nunca tinha estado na sua casa
Nisto ele, a sorrir, de repente convidou-me para sua casa
Tudo o que havia na horta, pelo caminho o vizinho colheu
Colocou na mesa, tirou uma aguardente amarga

[Verso 2]
Com a sua aguardente fiquei concretamente embriagado
E o próprio dono, como um defunto, ficou azulado
E quando saímos com ele para respirar no alpendre
De repente todo o seu rosto se cobriu de pelos

[Refrão]
Eh, cabeça tonta, minha cabeça bêbada, eu amo-te
E o vizinho continua a servir às escondidas, e eu continuo a beber

[Verso 3]
Com tal espetáculo fiquei sóbrio num instante
E uma imagem totalmente diferente eu vislumbrei aqui
Algures na densura da floresta entre pinheiros estou sentado
Seguro uma pinha junto à boca em vez de um copinho

[Refrão]
Eh, cabeça tonta, minha cabeça bêbada, eu amo-te
E o vizinho continua a servir às escondidas, e eu continuo a beber

[Verso 4]
O canalha entupiu-me com comida diabólica
Alimentou-me com um cogumelo venenoso, deu-me de beber água do pântano
O diabo sob o olhar ébrio substituiu-me toda a realidade
Escarniou de mim, se o apanhasse, matava-o

[Refrão]
Eh, cabeça tonta, minha cabeça bêbada, eu amo-te (U-u-u)
E o vizinho continua a servir às escondidas, e eu continuo a beber

Eh, cabeça tonta, minha cabeça bêbada, eu amo-te (U-u-u)
E o vizinho continua a servir às escondidas, e eu continuo a beber

[Outro]
A-u-u, a-u-u, a-u-u, a-u-u, a-u-u

💡 Interpretação e Contexto Cultural

O Engano do Diabo e o Folclore das Florestas
Esta canção utiliza o humor negro para abordar o tema clássico do encontro com entidades sobrenaturais (como o «Lishiy» ou o próprio diabo) que enganam viajantes incautos. Na tradição russa, o diabo («Чёрт») é frequentemente retratado como um trapaceiro que usa ilusões para ridicularizar os humanos, especialmente aqueles sob o efeito do álcool.

A Ilusão da Hospitalidade: O narrador acredita estar numa casa confortável a beber aguardente (настойка) com um vizinho simpático, mas a realidade é um cenário de pesadelo: ele está sozinho na floresta profunda, a comer cogumelos venenosos (поганка) e a segurar uma pinha como se fosse um copo de vodka. Esta transição súbita da «civilização» para a natureza selvagem e perigosa é um elemento recorrente nos contos de horror rural da banda.

Metamorfose e Alucinação: A transformação do vizinho num lobisomem ou demónio peludo funciona como o gatilho que quebra o feitiço. A música explora a paranoia russa de que «nem tudo o que parece, é», servindo como um aviso cómico, mas sinistro, sobre os perigos de aceitar hospitalidade de estranhos em noites de luar.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Сосед[Sa-SYED]VizinhoSubstantivo masculino. O antagonista disfarçado.
Башка[Bash-KA]Cabeça / MonasTermo coloquial e rude para 'golova' (cabeça).
Настойка[Nas-TOY-ka]Aguardente / Infusão alcoólicaBebida caseira russa feita de ervas ou frutos.
Поганка[Pa-GAN-ka]Cogumelo venenosoGeralmente refere-se ao Amanita phalloides ou similares.
Шишка[SHISH-ka]PinhaO objeto real que o protagonista segurava na alucinação.
Чёрт[Chort]Diabo / DemónioEntidade folclórica responsável pelo engano.

Parte 2: O Caso Instrumental de Causa e Comparação
A letra utiliza o Caso Instrumental para fazer comparações: «как покойником» (como um defunto - implícito no adjetivo посинел) ou para indicar o meio: «Волосами покрылось» (cobriu-se com pelos). A palavra Волосами está no plural instrumental, indicando o material que cobre a face.

Parte 3: Advérbios de Modo e Frequência
Encontramos a palavra Исподтишка (Is-pad-tish-KA), um advérbio muito expressivo que significa «à socapa», «sorrateiramente» ou «pelas costas». Descreve perfeitamente a natureza traiçoeira do vizinho que continua a servir bebida enquanto o protagonista perde a noção da realidade.

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Что на самом деле держал во рту герой вместо стопки?

O que é que o herói segurava na verdade na boca em vez de um copinho?

Liga os elementos da ilusão à realidade da floresta:

Russo:
Настойка
Дом
Еда
Português:
Поганка (Cogumelo)
Болотистая вода (Água do pântano)
Чаща леса (Densura da floresta)

Какое слово герой использует для своей головы в припеве?

Que palavra o herói usa para a sua cabeça no refrão?