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Letra em Russo
[Куплет 1]
В лесной глуши, во тьме безлунной ночи
Скитался парень, волновался, спички жег
И тишиной зловещей лес ему пророчил
Его судьбы весьма безрадостный итог
И каждый куст свирепым хищником казался
Скрипели ветки у него над головой
Перед землянкой он внезапно оказался
До боли напрягая взгляд плененный тьмой
[Припев]
От радости он дверь ударил головою
И жалобно стонал: «Я целый день в лесу
Блуждаю будто зверь, того гляди завою
Пустите, а не то, землянку разнесу!»
[Куплет 2]
Но с кучей хвороста на узенькой спине
Из чащи вышел дед, заросший волосами
И в тот же миг он очутился на сосне
За ветки бородой цепляясь и усами
И парень сделал шаг назад и оступился
Упал и покатился кубарем в овраг
На самом дне средь мухоморов очутился
И голова кружилась, черти знает как
[Припев]
От радости он дверь ударил головою
И жалобно стонал: «Я целый день в лесу
Блуждаю будто зверь, того гляди завою
Пустите, а не то, землянку разнесу!»
[Куплет 3]
«Ах, виноват, бродяга, ты передо мною
В моем родном лесу меня ты напугал!»
Занес кулак у парня дед над головою:
«Таких я отродясь нахалов не видал!»
«Я не согласен дед с тобою, тем мы квиты
Что испугав тебя – я сам упал в овраг!
Иди ты к лешему!» – воскликнул он сердито
И леший понял – этот парень не дурак
[Припев]
От радости он дверь ударил головою
И жалобно стонал: «Я целый день в лесу
Блуждаю будто зверь, того гляди завою
Пустите, а не то, землянку разнесу!»
В лесной глуши, во тьме безлунной ночи
Скитался парень, волновался, спички жег
И тишиной зловещей лес ему пророчил
Его судьбы весьма безрадостный итог
И каждый куст свирепым хищником казался
Скрипели ветки у него над головой
Перед землянкой он внезапно оказался
До боли напрягая взгляд плененный тьмой
[Припев]
От радости он дверь ударил головою
И жалобно стонал: «Я целый день в лесу
Блуждаю будто зверь, того гляди завою
Пустите, а не то, землянку разнесу!»
[Куплет 2]
Но с кучей хвороста на узенькой спине
Из чащи вышел дед, заросший волосами
И в тот же миг он очутился на сосне
За ветки бородой цепляясь и усами
И парень сделал шаг назад и оступился
Упал и покатился кубарем в овраг
На самом дне средь мухоморов очутился
И голова кружилась, черти знает как
[Припев]
От радости он дверь ударил головою
И жалобно стонал: «Я целый день в лесу
Блуждаю будто зверь, того гляди завою
Пустите, а не то, землянку разнесу!»
[Куплет 3]
«Ах, виноват, бродяга, ты передо мною
В моем родном лесу меня ты напугал!»
Занес кулак у парня дед над головою:
«Таких я отродясь нахалов не видал!»
«Я не согласен дед с тобою, тем мы квиты
Что испугав тебя – я сам упал в овраг!
Иди ты к лешему!» – воскликнул он сердито
И леший понял – этот парень не дурак
[Припев]
От радости он дверь ударил головою
И жалобно стонал: «Я целый день в лесу
Блуждаю будто зверь, того гляди завою
Пустите, а не то, землянку разнесу!»
Tradução em Português
[Verso 1]
No ermo da floresta, na treva de uma noite sem lua
Vagava um rapaz, inquieto, riscando fósforos
E com um silêncio sinistro a floresta profetizava-lhe
Um desfecho bastante sombrio para o seu destino
E cada arbusto parecia um predador feroz
Rangiam os ramos acima da sua cabeça
Diante de uma cabana de terra ele surgiu subitamente
Forçando até à dor o olhar cativo da escuridão
[Refrão]
De alegria ele bateu com a cabeça na porta
E gemia lastimosamente: «Estou o dia todo na floresta
Ando à deriva como uma fera, qualquer dia começo a uivar
Deixem-me entrar, senão, destruo a cabana!»
[Verso 2]
Mas com um monte de gravetos nas costas estreitas
Saiu da espessura um velho, coberto de pelos
E no mesmo instante ele viu-se em cima de um pinheiro
Agarrou-se aos ramos pela barba e pelos bigodes
E o rapaz deu um passo atrás e tropeçou
Caiu e rolou de cabeça para baixo até à ravina
No fundo, entre cogumelos venenosos, ele viu-se
E a cabeça andava à roda, sabe o diabo como
[Refrão]
De alegria ele bateu com a cabeça na porta
E gemia lastimosamente: «Estou o dia todo na floresta
Ando à deriva como uma fera, qualquer dia começo a uivar
Deixem-me entrar, senão, destruo a cabana!»
[Verso 3]
«Ah, estás em falta, vagabundo, perante mim
Na minha floresta natal tu assustaste-me!»
Ergueu o velho o punho sobre a cabeça do rapaz:
«Nunca na vida vi semelhantes atrevidos!»
«Não concordo contigo, velho, estamos quites
Porque ao assustar-te – eu próprio caí na ravina!
Vai para o raio que te parta!» – exclamou ele zangado
E o Leshy percebeu – este rapaz não é burro
[Refrão]
De alegria ele bateu com a cabeça na porta
E gemia lastimosamente: «Estou o dia todo na floresta
Ando à deriva como uma fera, qualquer dia começo a uivar
Deixem-me entrar, senão, destruo a cabana!»
No ermo da floresta, na treva de uma noite sem lua
Vagava um rapaz, inquieto, riscando fósforos
E com um silêncio sinistro a floresta profetizava-lhe
Um desfecho bastante sombrio para o seu destino
E cada arbusto parecia um predador feroz
Rangiam os ramos acima da sua cabeça
Diante de uma cabana de terra ele surgiu subitamente
Forçando até à dor o olhar cativo da escuridão
[Refrão]
De alegria ele bateu com a cabeça na porta
E gemia lastimosamente: «Estou o dia todo na floresta
Ando à deriva como uma fera, qualquer dia começo a uivar
Deixem-me entrar, senão, destruo a cabana!»
[Verso 2]
Mas com um monte de gravetos nas costas estreitas
Saiu da espessura um velho, coberto de pelos
E no mesmo instante ele viu-se em cima de um pinheiro
Agarrou-se aos ramos pela barba e pelos bigodes
E o rapaz deu um passo atrás e tropeçou
Caiu e rolou de cabeça para baixo até à ravina
No fundo, entre cogumelos venenosos, ele viu-se
E a cabeça andava à roda, sabe o diabo como
[Refrão]
De alegria ele bateu com a cabeça na porta
E gemia lastimosamente: «Estou o dia todo na floresta
Ando à deriva como uma fera, qualquer dia começo a uivar
Deixem-me entrar, senão, destruo a cabana!»
[Verso 3]
«Ah, estás em falta, vagabundo, perante mim
Na minha floresta natal tu assustaste-me!»
Ergueu o velho o punho sobre a cabeça do rapaz:
«Nunca na vida vi semelhantes atrevidos!»
«Não concordo contigo, velho, estamos quites
Porque ao assustar-te – eu próprio caí na ravina!
Vai para o raio que te parta!» – exclamou ele zangado
E o Leshy percebeu – este rapaz não é burro
[Refrão]
De alegria ele bateu com a cabeça na porta
E gemia lastimosamente: «Estou o dia todo na floresta
Ando à deriva como uma fera, qualquer dia começo a uivar
Deixem-me entrar, senão, destruo a cabana!»
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Encontro com o Espírito da Floresta
Esta canção explora a figura do Leshy (Леший), o espírito guardião das florestas na mitologia eslava, conhecido por pregar partidas aos viajantes ou protegê-las conforme o seu humor.
Esta canção explora a figura do Leshy (Леший), o espírito guardião das florestas na mitologia eslava, conhecido por pregar partidas aos viajantes ou protegê-las conforme o seu humor.
• O Medo do Desconhecido: A primeira estrofe descreve o estado de pânico sensorial de quem se perde na floresta à noite, onde sons comuns tornam-se sinistros. O rapaz tenta impor a sua presença através da força («destruo a cabana»), o que é uma atitude perigosa perante seres místicos.
• O Leshy Atrapalhado: Ao contrário de muitas representações aterradoras, o Leshy aqui aparece como um velho que se assusta tão facilmente como o humano, acabando pendurado numa árvore pela barba. Isto humaniza o mito, trazendo-o para o campo do humor negro e do absurdo.
• O Jogo de Palavras: O rapaz diz «Иди ты к лешему!» (Vai para o Leshy!), que é uma expressão russa equivalente a «Vai para o diabo que te carregue» ou «Vai-te lixar». Como ele está a dizer isto ao próprio Leshy, a ironia é total. O espírito da floresta reconhece a esperteza (ou a audácia) do rapaz e decide não o punir, mostrando que o respeito no mundo sobrenatural eslavo por vezes conquista-se com pragmatismo e falta de medo.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Леший | [LYE-shiy] | Espírito da Floresta | Entidade mitológica eslava que protege as matas. |
| Землянка | [Zim-LYAN-ka] | Cabana de terra | Tipo de habitação rústica escavada no solo. |
| Хворост | [KHO-rast] | Gravetos / Lenha miúda | Ramos secos usados para acender o fogo. |
| Овраг | [Av-RAG] | Ravina / Barroca | Local onde o rapaz caiu após assustar o Leshy. |
| Мухомор | [Mu-kha-MOR] | Amanita / Cogumelo venenoso | O clássico cogumelo vermelho com pintas brancas. |
| Квиты | [KVI-ty] | Quites / Empatados | Expressão usada quando não há mais dívidas ou ofensas entre dois. |
Parte 2: Verbos de Movimento e Acaso
• Скитался (Vagava / Deambulava): Verbo que indica um movimento sem rumo definido, geralmente associado a cansaço ou perda de direção.
• Очутился (Viu-se / Encontrou-se subitamente): Um verbo muito usado em contos russos para descrever quando alguém aparece num lugar de forma inesperada ou mágica.
• Оступился (Tropeçou / Deu um passo em falso): Verbo reflexivo que indica um acidente físico.
Parte 3: O Uso do Instrumental de Modo
• Кубарем (De cabeça para baixo / A rebolar): Um advérbio derivado que descreve a forma como o rapaz caiu na ravina.
• Головою (Com a cabeça): Forma instrumental de 'Голова', indicando a parte do corpo com que ele bateu na porta.
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
За что зацепился леший, когда оказался на сосне?
No que é que o Leshy se agarrou quando se viu no pinheiro?
Liga os elementos aos seus lugares na história:
Russo:
Мухоморы
Землянка
Хворост
Português:
No fundo da ravina
Habitação do Leshy
Nas costas do velho
Куда парень послал деда в конце песни?
Para onde é que o rapaz mandou o velho no fim da música?
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