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Дагон

Dagon

Dagon

Álbum: Тень клоуна
Compositor: Mikhail Gorshenev
Letrista: Andrei Knyazev
Arranjador: Король и Шут

Letra em Russo

[Интро]
В хронике моей
А, а

[Куплет 1]
В хронике моей есть последняя глава
К сожалению в ней обрываются слова
За последний год из рыбацких деревень
Сгинул весь народ в тот туман, что каждый день
С моря заходил в глубь материка
Я свидетель был, как пустели берега

[Припев]
Мир менялся на глазах, зов стихий в людских сердцах
Посеял первобытный страх, посеял страх
Самого Дагона сын из морских пришёл глубин
То был судьбы недобрый знак, недобрый знак
Каждый день в умах росло необузданное зло

[Куплет 2]
Запись в дневнике: «Я опять теряю ум!
Снова в голове появился странный шум!
Но сегодня я начал звуки различать
Это чей-то зов, мне пред ним не устоять
За окном гроза, а мои глаза
Лезут из орбит, страшен в зеркале мой вид!»

[Припев]
Мир менялся на глазах, зов стихий в людских сердцах
Посеял первобытный страх, посеял страх
Самого Дагона сын из морских пришёл глубин
То был судьбы недобрый знак, недобрый знак
Все прокладывали путь к морю сквозь иную суть

[Куплет 3]
Кто-то полз к воде, ветхий старенький причал
Был в его судьбе, как начало всех начал
За собой тащил свою мокрую тетрадь
Из последних сил что-то пробовал писать
А затем, нырнув, скрылся под водой
Зашумел прибой, унося его с собой

[Припев]
Мир менялся на глазах, зов стихий в людских сердцах
Посеял первобытный страх, посеял страх
Самого Дагона сын из морских пришёл глубин
То был судьбы недобрый знак, недобрый знак
Новой расы молодой вид родился под водой

Tradução em Português

[Intro]
Na minha crónica
Ah, ah

[Verso 1]
Na minha crónica há um último capítulo
Infelizmente nele as palavras interrompem-se
No último ano, das aldeias de pescadores
Desapareceu todo o povo naquele nevoeiro que todos os dias
Entrava do mar para o interior do continente
Eu fui testemunha de como as margens ficavam vazias

[Refrão]
O mundo mudava diante dos olhos, o chamamento dos elementos nos corações humanos
Semeou um medo primitivo, semeou o medo
O filho do próprio Dagon veio das profundezas marinhas
Esse foi um mau sinal do destino, um mau sinal
Todos os dias nas mentes crescia um mal desenfreado

[Verso 2]
Nota no diário: «Estou a perder o juízo outra vez!
De novo na cabeça surgiu um ruído estranho!
Mas hoje comecei a distinguir os sons
É o chamamento de alguém, não consigo resistir-lhe
Lá fora há trovoada, e os meus olhos
Saem das órbitas, é terrível o meu aspeto no espelho!»

[Refrão]
O mundo mudava diante dos olhos, o chamamento dos elementos nos corações humanos
Semeou um medo primitivo, semeou o medo
O filho do próprio Dagon veio das profundezas marinhas
Esse foi um mau sinal do destino, um mau sinal
Todos traçavam um caminho para o mar através de uma outra essência

[Verso 3]
Alguém rastejava para a água, o velho cais decrépito
Estava no seu destino, como o início de todos os inícios
Arrastava atrás de si o seu caderno molhado
Com as últimas forças tentava escrever algo
E depois, mergulhando, desapareceu debaixo de água
O marulhar da maré soou, levando-o consigo

[Refrão]
O mundo mudava diante dos olhos, o chamamento dos elementos nos corações humanos
Semeou um medo primitivo, semeou o medo
O filho do próprio Dagon veio das profundezas marinhas
Esse foi um mau sinal do destino, um mau sinal
Uma nova raça, uma espécie jovem nasceu debaixo de água

💡 Interpretação e Contexto Cultural

O Horror Cósmico de Lovecraft no Punk Russo
Esta canção é uma homenagem direta ao universo literário de H.P. Lovecraft, especificamente ao conto «Dagon» (1917) e, em parte, a «A Sombra sobre Innsmouth».

A Metamorfose: A letra descreve o processo de insanidade e transformação física («os olhos saem das órbitas») de um homem que encontra a divindade marinha Dagon. O tema central é a inevitabilidade de se tornar aquilo que se teme.

Dagon e a Nova Raça: O refrão menciona o nascimento de uma «nova raça jovem» sob a água, aludindo aos híbridos entre humanos e criaturas marinhas que povoam os mitos de Cthulhu. O mar não é visto como uma fonte de vida, mas como um abismo de terror antigo.

O Diário: A estrutura da música como uma «crónica» ou «diário» (дневник) emula o estilo narrativo de Lovecraft, onde a história é frequentemente contada através de documentos encontrados após o desaparecimento ou morte do protagonista.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Хроника[KHRO-ni-ka]CrónicaSubstantivo feminino. Refere-se ao registo de eventos.
Сгинул[SGI-nul]Desapareceu / PereceuVerbo no passado. Indica um desaparecimento súbito ou trágico.
Глубина[glu-bi-NA]ProfundezaSubstantivo feminino. No plural: глубины.
Зов[Zof]Chamamento / ApeloSubstantivo masculino. 'Chamamento dos elementos'.
Гроза[gra-ZA]Trovoada / TempestadeSubstantivo feminino.
Причал[pri-CHAL]Cais / PíerSubstantivo masculino.

Parte 2: O Caso Prepositivo (Locativo)
Para indicar o local onde algo está ou acontece, usamos a preposição В (em) seguida do Caso Prepositivo.
В хронике (Na crónica) - de Хроника.
В голове (Na cabeça) - de Голова.
В зеркале (No espelho) - de Зеркало.

Parte 3: Verbos de Movimento e Mudança
A música utiliza verbos que descrevem processos graduais ou súbitos:
Менялся (Mudava-se) - Verbo reflexivo no imperfeito.
Заходил (Entrava/Passava) - Movimento repetitivo ou habitual.
Росло (Crescia) - Neutro para concordar com Зло (Mal).

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

На основе чьих рассказов написана песня?

Com base nos contos de quem foi escrita a canção?

Liga os substantivos aos seus significados na letra:

Russo:
Прибой
Дневник
Глубина
Português:
Diário
Profundeza
Maré / Ressaca

Что случилось с глазами героя?

O que aconteceu aos olhos do herói?