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Letra em Russo
Только здесь в кронах нежится ветер
И пьянит первобытный туман.
Ты другой уголок не советуй,
Не ищи в закоулках ума.
Прижимай же к груди Забайкалье –
Пусть встречают тепло тут и там,
Чтоб увидеть себя вертикально
Всё на свете отдам.
Не горюй, благодарный свидетель,
Жизнь в урок беспощадно дана.
Господа под копирку одеты,
Самохвально блестят ордена.
Было б чем на гулянках гордиться,
Рвать рубаху и бить себя в грудь,
А придется икоте традиций
По утру присягнуть.
Где нас спросят сполна,
Чаши золото взвесят,
Где с глаз прочь пелена
Манят дали и веси.
Тучи грудятся в сопках овчиной,
Дозревает привычно Луна,
Млечный путь высветляется чинно,
Ночь, как прежде, сильна и хмельна.
И река плавит в бронзовом тигле
Золотистые нити свои,
Серебрятся морозные иглы
У белёной швеи.
Так не рви душу в клочья, не надо,
Износилось, ослабло звено.
Неуместна твоя серенада,
Пьют гураны запойно вино.
Пусть судьбою изодраны снасти,
Пусть расплата спешит по пятам,
Но к истокам вернуться однажды –
Всё на свете отдам.
Горсть слов греет в пути,
Память избранных лечит,
Гость вновь кровь разбудил,
Токи радостной встречей.
Где высокое небо бездонно,
Приголубь меня, Родина-мать.
Было время – цвели урожденно,
Как смогли нас капканы поймать?
Не к добру обезножили лыжи
И всерьез окопался Китай.
Неизбежное ближе и ближе –
Рукава закатай!
Всепогодно озвучены ставки –
Нам с тобой не везет никогда.
На кону номерные удавки,
Неприкаянных ждет нагота.
Удальцов протрезвеет немало
По заказникам, гиблым местам,
Чтобы усобица нас не сломала –
Все на свете отдам!
Чтобы сердце в груди не дремало...
Все на свете отдам...
И пьянит первобытный туман.
Ты другой уголок не советуй,
Не ищи в закоулках ума.
Прижимай же к груди Забайкалье –
Пусть встречают тепло тут и там,
Чтоб увидеть себя вертикально
Всё на свете отдам.
Не горюй, благодарный свидетель,
Жизнь в урок беспощадно дана.
Господа под копирку одеты,
Самохвально блестят ордена.
Было б чем на гулянках гордиться,
Рвать рубаху и бить себя в грудь,
А придется икоте традиций
По утру присягнуть.
Где нас спросят сполна,
Чаши золото взвесят,
Где с глаз прочь пелена
Манят дали и веси.
Тучи грудятся в сопках овчиной,
Дозревает привычно Луна,
Млечный путь высветляется чинно,
Ночь, как прежде, сильна и хмельна.
И река плавит в бронзовом тигле
Золотистые нити свои,
Серебрятся морозные иглы
У белёной швеи.
Так не рви душу в клочья, не надо,
Износилось, ослабло звено.
Неуместна твоя серенада,
Пьют гураны запойно вино.
Пусть судьбою изодраны снасти,
Пусть расплата спешит по пятам,
Но к истокам вернуться однажды –
Всё на свете отдам.
Горсть слов греет в пути,
Память избранных лечит,
Гость вновь кровь разбудил,
Токи радостной встречей.
Где высокое небо бездонно,
Приголубь меня, Родина-мать.
Было время – цвели урожденно,
Как смогли нас капканы поймать?
Не к добру обезножили лыжи
И всерьез окопался Китай.
Неизбежное ближе и ближе –
Рукава закатай!
Всепогодно озвучены ставки –
Нам с тобой не везет никогда.
На кону номерные удавки,
Неприкаянных ждет нагота.
Удальцов протрезвеет немало
По заказникам, гиблым местам,
Чтобы усобица нас не сломала –
Все на свете отдам!
Чтобы сердце в груди не дремало...
Все на свете отдам...
Tradução em Português
Só aqui o vento se acaricia nas copas
E o nevoeiro primitivo embriaga.
Não aconselhes outro lugar,
Não procures nos recônditos da mente.
Aperta contra o peito o Transbaikal –
Que o calor nos receba aqui e ali,
Para me ver a mim mesmo vertical
Darei tudo no mundo.
Não chores, testemunha grata,
A vida é dada impiedosamente como uma lição.
Os senhores estão vestidos como cópias,
As medalhas brilham com auto-elogio.
Haveria algo de que se orgulhar nas farras,
Rasgar a camisa e bater no peito,
Mas terá de se jurar fidelidade ao soluço das tradições
Pela manhã.
Onde nos perguntarão plenamente,
Pesarão o ouro da taça,
Onde a névoa sai dos olhos
As distâncias e as aldeias atraem.
As nuvens amontoam-se nas colinas como pele de carneiro,
A Lua amadurece como de costume,
A Via Láctea ilumina-se solenemente,
A noite, como antes, é forte e inebriante.
E o rio derrete num cadinho de bronze
Os seus fios dourados,
As agulhas de geada tornam-se prateadas
Na costureira branqueada.
Portanto, não rasgues a alma em farrapos, não é preciso,
O elo desgastou-se, enfraqueceu.
A tua serenata é inadequada,
Os gurany bebem vinho compulsivamente.
Que as redes sejam rasgadas pelo destino,
Que o acerto de contas corra atrás dos calcanhares,
Mas para voltar às origens um dia –
Darei tudo no mundo.
Um punhado de palavras aquece no caminho,
A memória dos escolhidos cura,
O hóspede despertou o sangue novamente,
Correntes numa reunião alegre.
Onde o céu alto é sem fundo,
Acolhe-me, Pátria-mãe.
Houve um tempo em que florescemos por natureza,
Como conseguiram as armadilhas apanhar-nos?
Não augura nada de bom que os esquis tenham perdido as pernas
E a China tenha-se entrincheirado seriamente.
O inevitável está mais e mais perto –
Arregaça as mangas!
As apostas são anunciadas em qualquer clima –
Nós nunca temos sorte.
Em jogo estão laços numerados,
A nudez espera pelos inquietos.
Muitos audazes ficarão sóbrios
Pelas reservas, por lugares fatais,
Para que a discórdia não nos quebre –
Darei tudo no mundo!
Para que o coração no peito não adormeça...
Darei tudo no mundo...
E o nevoeiro primitivo embriaga.
Não aconselhes outro lugar,
Não procures nos recônditos da mente.
Aperta contra o peito o Transbaikal –
Que o calor nos receba aqui e ali,
Para me ver a mim mesmo vertical
Darei tudo no mundo.
Não chores, testemunha grata,
A vida é dada impiedosamente como uma lição.
Os senhores estão vestidos como cópias,
As medalhas brilham com auto-elogio.
Haveria algo de que se orgulhar nas farras,
Rasgar a camisa e bater no peito,
Mas terá de se jurar fidelidade ao soluço das tradições
Pela manhã.
Onde nos perguntarão plenamente,
Pesarão o ouro da taça,
Onde a névoa sai dos olhos
As distâncias e as aldeias atraem.
As nuvens amontoam-se nas colinas como pele de carneiro,
A Lua amadurece como de costume,
A Via Láctea ilumina-se solenemente,
A noite, como antes, é forte e inebriante.
E o rio derrete num cadinho de bronze
Os seus fios dourados,
As agulhas de geada tornam-se prateadas
Na costureira branqueada.
Portanto, não rasgues a alma em farrapos, não é preciso,
O elo desgastou-se, enfraqueceu.
A tua serenata é inadequada,
Os gurany bebem vinho compulsivamente.
Que as redes sejam rasgadas pelo destino,
Que o acerto de contas corra atrás dos calcanhares,
Mas para voltar às origens um dia –
Darei tudo no mundo.
Um punhado de palavras aquece no caminho,
A memória dos escolhidos cura,
O hóspede despertou o sangue novamente,
Correntes numa reunião alegre.
Onde o céu alto é sem fundo,
Acolhe-me, Pátria-mãe.
Houve um tempo em que florescemos por natureza,
Como conseguiram as armadilhas apanhar-nos?
Não augura nada de bom que os esquis tenham perdido as pernas
E a China tenha-se entrincheirado seriamente.
O inevitável está mais e mais perto –
Arregaça as mangas!
As apostas são anunciadas em qualquer clima –
Nós nunca temos sorte.
Em jogo estão laços numerados,
A nudez espera pelos inquietos.
Muitos audazes ficarão sóbrios
Pelas reservas, por lugares fatais,
Para que a discórdia não nos quebre –
Darei tudo no mundo!
Para que o coração no peito não adormeça...
Darei tudo no mundo...
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Transbaikal e a Identidade Siberiana
• Zabaikalye (Transbaikal): A música é um hino à região natal de Dmitry Revyakin, enfatizando a ligação física e espiritual com a terra («Aperta contra o peito o Transbaikal»).
• Gurany (Гураны): Refere-se aos habitantes locais do Transbaikal, descendentes de casamentos entre russos (cossacos) e povos indígenas (como os Buriates e Evenques). O termo deriva de 'guran', o nome local para o corço macho.
• Geopolítica e Fronteira: A letra menciona explicitamente a China («окопался Китай»), refletindo as tensões e a realidade da vida numa região de fronteira no extremo oriente russo.
• Verticalidade: O desejo de «ver-se verticalmente» simboliza a dignidade, a integridade moral e o estar de pé perante o destino e a pátria.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Кроны | [KRO-ny] | Copas das árvores | Onde o vento se abriga no início da música. |
| Закоулки | [za-ka-UL-ki] | Recônditos / Becos | Refere-se aos lugares escondidos da mente. |
| Сопки | [SOP-ki] | Colinas / Montes | Termo específico usado na Sibéria e no Extremo Oriente para montanhas de topo arredondado. |
| Клочья | [KLO-chya] | Farrapos / Pedaços | Usado na expressão 'rasgar a alma em farrapos'. |
| Истоки | [is-TO-ki] | Origens / Fontes | O lugar espiritual para onde o autor deseja regressar. |
| Усобица | [u-SO-bi-tsa] | Discórdia / Conflito interno | Refere-se a lutas fratricidas ou divisões dentro de um povo. |
Parte 2: O Imperativo de Exortação e Negação
A música utiliza formas imperativas como не советуй (não aconselhes) e не ищи (não procures). Em Russo, a negação de um imperativo é frequentemente feita com o aspeto imperfeito para indicar uma proibição geral ou um conselho de que algo não deve ser feito de todo.Parte 3: O Uso do Caso Instrumental de Modo e Forma
A letra contém expressões como в кронах нежится ветер e тучи грудятся... овчиной. O uso do substantivo овчиной (como pele de carneiro) no Caso Instrumental serve para descrever a forma ou aparência que as nuvens assumem, funcionando como uma comparação poética sem a necessidade de conjunções.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Как автор называет местных жителей Забайкалья в тексте?
Como o autor chama os habitantes locais do Transbaikal no texto?
Faz a correspondência entre os elementos da natureza e as suas descrições:
Russo:
Туман
Звезды
Небо
Português:
Первобытный
Бездонно
Золотистые нити
Что означает выражение «рвать душу в клочья»?
O que significa a expressão «rasgar a alma em farrapos»?
🎵 Outras Músicas de "Даурия"
1
Летят вороны
Letyat vorony
Os corvos voam
2
Даурия
Dauria
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3
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Até Ulyot
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North
Norte
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Парторг
Partorg (Party Organizer)
Partorg
10
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Sister-River
Irmã-Rio
11
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Superstitious Autumn
Outono supersticioso
12
Не серчай
Don't Be Angry
Não te zangues
