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Раненый солджа

Ranenyy soldzha

Soldado Ferido

Álbum: Баста / Смоки Мо
Compositor: Василий Вакуленко, Александр Цихов (Смоки Мо)
Letrista: Василий Вакуленко, Александр Цихов (Смоки Мо)
Arranjador: Баста, Смоки Мо (Gazgolder)

Letra em Russo

[Припев: Баста]
Никому ничего не должен
Навсегда попрощавшись с прошлым
Подводит итог раненый soldier
Скоро утонет в высотках холодное солнце
Никому ничего не должен
Навсегда попрощавшись с прошлым
Подводит итог раненый soldier
Скоро утонет в высотках холодное солнце
(Что ты? Я не свет)
Подводит итог раненый soldier
Скоро утонет в высотках холодное солнце

[Куплет 1: Баста]
Сотни рук тянутся ко мне, чтобы вырвать кусок
Ударить ножом, наполнить соком кровосток
Город дорог, город сожжённых мостов
Падшие ангелы застигнуты холодным рассветом врасплох
От злости колотит, но ничего не изменишь
(Боишься?) Ты тень лишь
Страшно сказать, как есть, как чувствуешь, во что веришь
Устроить дерзкий рамс, а не трусливый келиш
(И снова) что-то не так
(Ложь) ложь заполняет пространство, как шахту метан
И никто не хочет слышать о риске
В момент всё взлетит на воздух, будет достаточно искры
Мама, ты права: я непутёвый
Видать, у Бога в счастье на всех не хватило путёвок
Хотя, может, солнце каждого взгреет по лучу
Чему быть, того не миновать, что моё — всё получу
На двоих коротаем зиму
Будет дочь, если не п*здит УЗИ
Я за тебя жизнь, но ты за меня не станешь жить
Ты за меня жизнь, но я за тебя не стану жить
Мама, гордись мной, папа, больше не пей
Согласен, страшно пережить своих детей
(Аминь) это банальный сюжет
Детей наверх увозит лифт с оплавленными кнопками этажей
Убит, отпет, помянут, забыт
Колоколу вырвали язык, и он не по ком не звонит
Не за себя — за них, не виноват, извини
Весь вымазан слизью пригретой на груди змеи
(Смотри) как быстро повзрослели дети
И жизнь этих детей прожита на две трети
С рождения до смерти мы будто впадаем в кому
Нет ни дома, ни Бога, мы просто знакомы, сорри

[Припев: Баста]
Никому ничего не должен
Навсегда попрощавшись с прошлым
Подводит итог раненый soldier
Скоро утонет в высотках холодное солнце
Никому ничего не должен
Навсегда попрощавшись с прошлым
Подводит итог раненый soldier
Скоро утонет в высотках холодное солнце
(Что ты? Я не свет)
Подводит итог раненый soldier
Скоро утонет в высотках холодное солнце

[Куплет 2: Смоки Мо]
На календаре холодный декабрь
В этих местах люди по-прежнему мечтают о счастье
Но джунгли косят, как родовое проклятье
Окончательно сводит с ума измученных братьев
Отец, скажи, зачем я был отправлен сюда? (Зачем)
Такое чувство, что это всё выбрал я сам
Своей рукою подписал контракт
Поэтому в ответе за каждый неверный шаг (неверный шаг)
Эго твердит: "Что случилось, парень?" (Что)
Они быстрее, и просто сильнее их давят педали
Вспомни, как они смотрели и как встречали
Где они теперь? Вижу только тебя и суку печаль
Шнурую ботинки, на плечи Аляску
Пойду пройдусь, поразмышляю — мне это важно (это важно)
Район не спит, он помнит о прошлом
Всё в миражах перед моими глазами, о Боже
Я вижу себя в одном из персонажей картины
И это так реально, всё выглядит так правдиво
И пусть это заценит мой суровый критик
Мой ангел-хранитель — пасмурный Питер

[Припев: Баста]
Никому ничего не должен
Навсегда попрощавшись с прошлым
Подводит итог раненый soldier
Скоро утонет в высотках холодное солнце
Никому ничего не должен
Навсегда попрощавшись с прошлым
Подводит итог раненый soldier
Скоро утонет в высотках холодное солнце
(Что ты? Я не свет)
Подводит итог раненый soldier
Скоро утонет в высотках холодное солнце

[Аутро]
(Я не свет)

Tradução em Português

[Refrão: Basta]
Não devo nada a ninguém
Despedindo-me do passado para todo o sempre
O soldado ferido faz o balanço final da sua vida
Em breve o sol gélido há de afundar-se por entre os arranha-céus
Não devo nada a ninguém
Despedindo-me do passado para todo o sempre
O soldado ferido faz o balanço final da sua vida
Em breve o sol gélido há de afundar-se por entre os arranha-céus
(Que dizes tu? Não sou a luz)
O soldado ferido faz o balanço final da sua vida
Em breve o sol gélido há de afundar-se por entre os arranha-céus

[Verso 1: Basta]
Centenas de mãos estendem-se até mim para arrancarem um pedaço
Para darem uma facada, para encherem de sangue a ranhura de escoamento da lâmina
Cidade de caminhos sem fim, cidade de pontes queimadas
Anjos caídos são apanhados de surpresa pela alvorada gelada
Tremer de fúria por dentro, mas não se consegue mudar nada
(Tens medo?) És apenas uma sombra vaga
Mete medo dizer as coisas como elas são, o que sentes, em que acreditas
Partir para um confronto rijo e não para um acordo cobarde de bastidores
(E de novo) algo não está certo
(Mentira) a mentira preenche o espaço tal como o gás metano na mina de carvão
E ninguém quer ouvir falar em perigo
Num instante tudo voará pelos ares: bastará uma única faísca
Mãe, tu tens razão: sou um desmiolado sem rumo
Pelos vistos Deus não teve senhas de felicidade suficientes para todos
Embora, talvez, o sol aqueça cada um com o seu raio de luz
O que tiver de ser será inevitável: o que for meu receberei por inteiro
Passamos o inverno os dois juntos
Vai ser uma menina, se a ecografia não estiver a aldrabar
Daria a vida por ti, mas tu não poderás viver a vida por mim
Darias a vida por mim, mas eu não poderei viver a vida por ti
Mãe, tem orgulho em mim, pai, não bebas mais
Concordo: é aterrador sobreviver aos próprios filhos
(Ámen) este é um enredo corriqueiro
Um elevador com os botões dos andares derretidos leva os miúdos para o céu
Assassinado, encomendado nas exéquias, homenageado no velório, esquecido
Arrancaram o badalo ao sino, e ele já não toca por alma de ninguém
Não por mim: por eles, não tive culpa, desculpem lá
Todo besuntado com a baba da serpente que acalentei ao peito
(Olha bem) como estas crianças cresceram à pressa
E a vida destas crianças já foi vivida em dois terços
Desde que nascemos até à morte é como se caíssemos num coma profundo
Não há lar nem Deus, somos apenas conhecidos: peço desculpa

[Refrão: Basta]
Não devo nada a ninguém
Despedindo-me do passado para todo o sempre
O soldado ferido faz o balanço final da sua vida
Em breve o sol gélido há de afundar-se por entre os arranha-céus
Não devo nada a ninguém
Despedindo-me do passado para todo o sempre
O soldado ferido faz o balanço final da sua vida
Em breve o sol gélido há de afundar-se por entre os arranha-céus
(Que dizes tu? Não sou a luz)
O soldado ferido faz o balanço final da sua vida
Em breve o sol gélido há de afundar-se por entre os arranha-céus

[Verso 2: Smoky Mo]
No calendário corre um dezembro gélido
Por estas paragens as pessoas continuam a sonhar com a felicidade
Mas a selva vai ceifando vidas como uma maldição ancestral
Enlouquecendo de vez irmãos exaustos de lutar
Pai do céu, diz-me lá: para que fui enviado para aqui? (Para quê)
Tenho a sensação de que fui eu próprio quem escolheu tudo isto
Fui eu que assinei o contrato com a minha própria mão
Por isso sou responsável por cada passo em falso (passo em falso)
O ego repete sem parar: "O que é que aconteceu, rapaz?" (O quê)
Eles são mais rápidos e simplesmente carregam com mais força nos pedais
Lembra-te de como eles olhavam e de como nos recebiam em festa
Onde estão eles agora? Só vejo a ti e a esta cadela da tristeza
Aperto os atacadores das botas, puxo o anoraque para os ombros
Vou dar uma volta a pé, pôr as ideias em ordem: isto é importante para mim (é importante)
O bairro não dorme, recorda-se do passado
Tudo são miragens perante os meus olhos, ó meu Deus
Vejo-me a mim próprio numa das personagens deste quadro
E é tão real, tudo parece tão autêntico
E que o meu crítico severo saiba dar o devido valor a isto
O meu anjo da guarda é a cinzenta Petersburgo

[Refrão: Basta]
Não devo nada a ninguém
Despedindo-me do passado para todo o sempre
O soldado ferido faz o balanço final da sua vida
Em breve o sol gélido há de afundar-se por entre os arranha-céus
Não devo nada a ninguém
Despedindo-me do passado para todo o sempre
O soldado ferido faz o balanço final da sua vida
Em breve o sol gélido há de afundar-se por entre os arranha-céus
(Que dizes tu? Não sou a luz)
O soldado ferido faz o balanço final da sua vida
Em breve o sol gélido há de afundar-se por entre os arranha-céus

[Outro]
(Não sou a luz)

💡 Interpretação e Contexto Cultural

• O Balanço Existencial do «Soldado Ferido»: O arquétipo do veterano sobrevivente das ruas e da indústria musical, exausto das traições e das perdas geracionais, desprendendo-se de todas as dívidas morais do passado perante a imensidão indiferente dos arranha-céus moscovitas.
• Alusões Trágicas da Paisagem Urbana: A imagem impactante do elevador soviético com botões de plástico queimados por isqueiros («с оплавленными кнопками этажей») transportando crianças que partiram precocemente para o além, aliada ao sino da igreja ao qual arrancaram o badalo para não tocar o dobre fúnebre.
• Gíria Marginal e Frio de Petersburgo: Vocabulário do calão criminal como «рамс» (confronto/acerto de contas direto) por oposição a «келиш» (acordo tácito ou compromisso ardiloso), com Smoky Mo a caminhar pelas ruas gélidas com o seu casaco acolchoado («Аляска»).

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
подводить итог[pad-va-dít' i-tók]fazer o balanço final / tirar as conclusõesПодводит итог раненый soldier
врасплох[vras-plókh]de surpresa / desprevenidoзастигнуты холодным рассветом врасплох
рамс[rams]conflito aberto / ajuste de contas violento (gíria)Устроить дерзкий рамс, а не трусливый келиш
непутёвый[ne-pu-tyó-vyy]desmiolado / sem rumo / vadioМама, ты права: я непутёвый
пригреть на груди змею[pri-gryét' na gru-dí zme-yú]acalentar uma víbora no próprio peitoВесь вымазан слизью пригретой на груди змеи
коротать[ka-ra-tát']passar o tempo / iludir as horas lentasНа двоих коротаем зиму
Parte 2: A Construção Predicativa de Isenção com o Dativo «Никому ничего не должен»
A oração enfática de tripla negação russa Никому (pronome negativo no dativo) ничего (pronome negativo no genitivo/acusativo) не должен (adjetivo predicativo breve com partícula negativa) formula a rutura psicológica absoluta com cobranças e culpas pretéritas. Em russo, a acumulação de elementos negativos reforça a negação categórica.

Parte 3: O Provérbio Fatalista Russo «Чему быть, того не миновать»
Esta máxima tradicional utiliza duas orações relativas coordenadas com formas no infinitivo e genitivo para expressar determinismo e serenidade perante o destino:
- «Чему быть» (O que tiver de acontecer pela ordem natural das coisas).
- «Того не миновать» (A isso não se conseguirá escapar / não haverá como contornar).

Parte 4: A Expressão Bíblica e Popular «Пригреть змею на груди»
A metáfora de traição íntima пригреть змею на груди (dar calor e abrigo a uma serpente junto ao próprio coração) remete para a fábula clássica de Esopo adaptada por Ivan Krylov, descrevendo a desilusão com amigos a quem se dedicou confiança incondicional e que retribuíram com veneno moral.

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Что выражает пословица «чему быть, того не миновать»?

Qual é o sentido do provérbio popular russo «чему быть, того не миновать» no primeiro verso?

Associe as palavras aos seus significados em português:

Russo:
застигнуть врасплох
подводить итог
сожжённые мосты
раненый солдат
Português:
soldado ferido
fazer o balanço
apanhar de surpresa
pontes queimadas

Кто является ангелом-хранителем Смоки Мо в конце его куплета?

Quem surge personificado como o «anjo da guarda» de Smoky Mo no final do seu verso?