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Один ft. Смоки Мо

Odin ft. Smoki Mo

Sozinho ft. Smokey Mo

Álbum: Баста 3
Compositor: Василий Вакуленко (Баста), Александр Цихов (Смоки Мо)
Letrista: Василий Вакуленко (Баста), Александр Цихов (Смоки Мо)
Arranjador: Баста (Gazgolder)

Letra em Russo

[Припев]
Один, один и так проходят дни
Один, один один на один
Один, один в мегаполисе грёз
Один, один бездушно отрезавший трос
Один, один и так проходят дни
Один, один один на один
Один, один в мегаполисе грёз
Один, один, один, один

[Куплет 1: Баста]
Один в мегаполисе грёз и полуживых приматов
Один против пираньи и стаи пернатых
Против товара, к которому безумно тянет
Один на один, с тем, что называется память
Вдоль замусоленных коробок
Где из окон вылетают те, с кем жили бок о бок
Один в этом безумном городе пробок
И кто, кто сказал, что один в поле не воин?
В мегаполисе грёз и полуживых приматов
Маленький человек во власти комплексов и страхов
Да, жизнь не сахар, один вариант -
Противопоставить системы свой характер
Всё дело в карме, тогда мне суждено стать камнем
И лучше всё оставить так, чем лечь под скальпель
Как Марли плакал под ветками ямайской пальмы
Так и я вскрываюсь под травами из Китая
Как в этом городе бесконечного праздника
Не превратится в мразь, пропуская через себя тонны грязи
Не стать грязью, закрывая глаза на многое
Ссылаясь на закон времён или волю Бога
Один в мегаполисе слов и пустых обещаний
Зловещий даун, не мешай мне
Как трудно дышать, когда вместо лёгких жабры
Прибывая в постоянном поиске жанра
В городе, где давно нет внятных понятий
Где люди готовы на всё ради провианта
Где каждый третий окончательно спятил
И от опиатов медленно умирает каждый пятый
Один в мире серьёзных людей и больших денег
Где цель - сломав тебя, поставить на колени
Где мечты упираются в домик с бассейном
Где твоё содержимое - это содержимое сейфа
Один в мегаполисе грёз
Под этот соул и голос, прописанный парой полос
Я продолжаю свой путь из палаты в палату
На пару с тем, в ком препараты не убили правду

[Припев]
Один, один и так проходят дни
Один, один один на один
Один, один в мегаполисе грёз
Один, один бездушно отрезавший трос
Один, один и так проходят дни
Один, один один на один
Один, один в мегаполисе грёз
Один, один бездушно отрезавший трос

[Куплет 2: Смоки Мо]
Один в мегаполисе грёз и полуживых приматов
В окружении разбитых тел и автоматов
В тех знакомых местах, где брат тащит брата
Из блочного Ада, там, где Дьявол носит Prada
Мои герои спят от того, что дико устали
Я доносил их боль, заряжая "стальными словами"
Невидимыми волнами, сталкивая лбами
Сжигая мосты, с письмами и красными цветами
Один, совсем один, со своими стихами
Один в тёмной комнате, со своими мечтами
Можно свернуть с пути, тот, что водит кругами
Влезть в другую игру, с цепью других правил
Но пока мы здесь, делаем смесь, дуя на пламя
Близкие души шепчут слова, в "сладком тумане"
Райские двери, где бы ты думал? В твоём кармане
Опасно, ведь истина уйдёт с цветными листами
Зыбкое чувство, привет сестренке и маме
Подпись: "С любовью, Антон, одинокий странник"
От Купчино до центра пустые вагоны
И лишь один загружен, странными кадрами полон
Это охватит неизбежно, войдёт, как воздух
Каждый получит свою драгоценную дозу
Совсем один где-то в мегаполисе грёз
Совсем другой, бездушно обрезавший трос

[Припев]
Один, один и так проходят дни
Один, один один на один
Один, один в мегаполисе грёз
Один, один бездушно отрезавший трос
Один, один и так проходят дни
Один, один один на один
Один, один в мегаполисе грёз
Один, один бездушно отрезавший трос
Один, один и так проходят дни
Один, один один на один
Один, один в мегаполисе грёз
Один, один бездушно отрезавший трос
Один, один и так проходят дни
Один, один один на один
Один, один в мегаполисе грёз
Один, один бездушно отрезавший трос

Tradução em Português

[Refrão]
Sozinho, sozinho e assim passam os dias
Sozinho, sozinho cara a cara
Sozinho, sozinho na metrópole de quimeras
Sozinho, sozinho após cortar friamente as amarras
Sozinho, sozinho e assim passam os dias
Sozinho, sozinho cara a cara
Sozinho, sozinho na metrópole de quimeras
Sozinho, sozinho, sozinho, sozinho

[Verso 1: Basta]
Sozinho na metrópole de quimeras e primatas moribundos
Sozinho contra as piranhas e bandos de predadores
Contra o produto pelo qual se sente uma atração doentia
Cara a cara com aquilo a que chamam memória
Ao longo de blocos de prédios encardidos
Onde pelas janelas se atiram aqueles com quem vivíamos lado a lado
Sozinho nesta cidade louca de engarrafamentos
E quem é que disse que um soldado sozinho não ganha a batalha?
Na metrópole de quimeras e primatas moribundos
O homem comum à mercê de complexos e medos
Sim, a vida não é um mar de rosas, só há uma alternativa:
Opor à força do sistema o próprio caráter
É tudo uma questão de carma, se for esse o fado tornar-me-ei uma pedra
E mais vale deixar tudo como está do que ir parar debaixo do bisturi
Tal como Marley chorava sob as folhas de uma palmeira jamaicana
Assim me abro por completo sob o efeito de ervas da China
Como não me transformar numa escória nesta cidade de festa incessante,
Filtrando através do meu corpo toneladas de lama?
Como não me tornar na própria lama, fechando os olhos a tanta coisa,
Desculpando-me com a lei dos tempos ou com a vontade de Deus?
Sozinho numa metrópole de palavras e promessas ocas
A decadência sinistra que não me chateie
Como é difícil respirar quando em vez de pulmões temos guelras,
Permanecendo numa busca constante por um género musical
Numa cidade onde há muito desapareceram princípios claros
Onde as pessoas são capazes de tudo por mantimentos
Onde um em cada três enlouqueceu de vez
E por causa dos opiáceos um em cada cinco morre lentamente
Sozinho num mundo de gente influente e rios de dinheiro
Onde o objetivo é vergar-te e pôr-te de joelhos
Onde as aspirações não passam de uma vivenda com piscina
Onde o teu valor interior é o que está dentro do cofre
Sozinho na metrópole de quimeras
Ao som deste soul e desta voz gravada em poucas pistas
Prossigo a minha travessia de enfermaria em enfermaria
De braço dado com aquele em quem os fármacos não mataram a verdade

[Refrão]
Sozinho, sozinho e assim passam os dias
Sozinho, sozinho cara a cara
Sozinho, sozinho na metrópole de quimeras
Sozinho, sozinho após cortar friamente as amarras
Sozinho, sozinho e assim passam os dias
Sozinho, sozinho cara a cara
Sozinho, sozinho na metrópole de quimeras
Sozinho, sozinho após cortar friamente as amarras

[Verso 2: Smokey Mo]
Sozinho na metrópole de quimeras e primatas moribundos
Cercado de corpos destroçados e espingardas automáticas
Naqueles sítios tão conhecidos onde um irmão resgata outro irmão
Deste inferno de betão, onde o Diabo veste Prada
Os meus heróis adormecem de tão terrivelmente exaustos
Eu transmitia a dor deles, disparando rimas duras como aço
Em ondas invisíveis, pondo pessoas em confronto direto
Queimando pontes, com cartas e flores vermelhas
Sozinho, inteiramente só, com os meus versos
Sozinho num quarto escuro com as minhas ilusões
É possível desviarmo-nos do caminho que nos faz andar às voltas
Entrar noutro jogo, com uma cadeia de regras diferentes
Mas enquanto estivermos aqui preparamos a mistura, atiçando o fogo
Almas afins sussurram palavras num doce nevoeiro
As portas do paraíso, onde julgavas tu que estavam? No teu bolso
É arriscado, pois a verdade esvair-se-á com as notas coloridas
Uma sensação instável, um abraço à irmã e à mãe
Assinatura: "Com amor, Anton, um viajante solitário"
De Kupchino até ao centro as carruagens estão desertas
E apenas uma vai cheia, repleta de figuras estranhas
Isto vai apoderar-se de ti inevitavelmente, entrará como o ar
Cada um receberá a sua dose preciosa
Completamente só algures na metrópole de quimeras
Alguém totalmente diferente, que cortou friamente as amarras

[Refrão]
Sozinho, sozinho e assim passam os dias
Sozinho, sozinho cara a cara
Sozinho, sozinho na metrópole de quimeras
Sozinho, sozinho após cortar friamente as amarras
Sozinho, sozinho e assim passam os dias
Sozinho, sozinho cara a cara
Sozinho, sozinho na metrópole de quimeras
Sozinho, sozinho após cortar friamente as amarras
Sozinho, sozinho e assim passam os dias
Sozinho, sozinho cara a cara
Sozinho, sozinho na metrópole de quimeras
Sozinho, sozinho após cortar friamente as amarras
Sozinho, sozinho e assim passam os dias
Sozinho, sozinho cara a cara
Sozinho, sozinho na metrópole de quimeras
Sozinho, sozinho após cortar friamente as amarras

💡 Interpretação e Contexto Cultural

«Один» é uma colaboração monumental entre dois dos maiores pensadores e inovadores do hip-hop russo: Basta (representando o Sul/Rostov) e Smokey Mo (Aleksandr Tsikhov, expoente do rap psicológico e metafísico de São Petersburgo). O tema mergulha nas profundezas do desespero urbano contemporâneo, no flagelo das dependências químicas nos bairros residenciais periféricos («опиаты», «препараты») e na solidão radical do criador perante a mercantilização e a crueldade da sociedade («мегаполис грёз и полуживых приматов»).

• A Aliança Rostov e Petersburgo: O tema cruza o lirismo biográfico e confessional de Basta com as imagens místicas, herméticas e cinematográficas de Smokey Mo, autor da obra seminal «Кара-Тэ».
• Toponímia Urbana de São Petersburgo (Kupchino): Smokey Mo faz referência explícita a Kupchino (Купчино), emblemático bairro proletário e dormitório de São Petersburgo, cujos comboios suburbanos e carruagens de metro noturnas transportavam jovens desiludidos e marginais.
• O Arquétipo do Homem Comum (Маленький человек): O verso de Basta resgata a temática clássica da literatura russa de Gogol e Dostoiévski — o «pequeno homem» esmagado pela engrenagem implacável das metrópoles («маленький человек во власти комплексов и страхов»).

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
мегаполис[megapólis]metrópole, cidade gigantescaОдин в мегаполисе грёз и полуживых приматов
замусоленный[zamusólenny]encardido, sebento, gasto pelo usoВдоль замусоленных коробок
провиант[praviánt]mantimentos, provisões, comida básicaГде люди готовы на всё ради провианта
зыбкий[zýbkiy]instável, frágil, movediçoЗыбкое чувство, привет сестренке и маме
трос[tros]cabo de aço, amarra, corda de segurançaОдин, один бездушно отрезавший трос
пернатые[pernátye]aves, predadores com penas (aqui abutres humanos)Один против пираньи и стаи пернатых
Parte 2: O Provérbio Russo Adaptado («Один в поле не воин»)
A interrogação retórica «И кто сказал, что один в поле не воин?» subverte um dos provérbios mais célebres da língua russa:
- A expressão tradicional «один в поле не воин» afirma que um guerreiro solitário nada consegue perante um exército;
- A lírica questiona essa resignação coletivista, afirmando a capacidade heroica e trágica da resistência individual de um homem solitário contra o sistema («противопоставить системе свой характер»).

Parte 3: O Uso do Particípio Passivo Passado na Voz Ativa Reflexa («Отрезавший трос»)
O particípio ativo do passado «отрезавший» (do verbo perfetivo «отрезать», cortar) expressa a ação definitiva cometida pelo sujeito:
- Qualifica o sujeito «один», indicando que o próprio indivíduo tomou a decisão drástica de romper os laços com a sociedade;
- O adjunto adverbial «бездушно» (sem alma, friamente) confere um tom implacável à rutura existencial.

Parte 4: A Construção de Oposição com a Preposição «Против» e o Genitivo («Против пираньи и стаи»)
A preposição «против» rege obrigatoriamente o caso Genitivo (Родительный падеж):
- «Против [кого?] пираньи и стаи пернатых»: sublinha o confronto assimétrico entre um indivíduo desarmado e forças predadoras organizadas da selva urbana.

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Каков смысл русской пословицы «один в поле не воин», упомянутой в песне?

Qual é o sentido da expressão clássica russa «один в поле не воин», evocada e contestada por Basta na música?

Associe os termos russos da canção «Один» aos respetivos significados em português europeu:

Russo:
мегаполис
зыбкий
провиант
трос
замусоленный
Português:
encardido
mantimentos
instável
amarra
metrópole

К какому известному району Санкт-Петербурга отсылает Смоки Мо в своём куплете?

A que histórico bairro periférico de São Petersburgo se refere Smokey Mo no seu verso?