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Letra em Russo
[Интро]
Запахло жареным, жареным мясом
[Куплет 1]
Трепещи, размалёванный сноб, это кто?
Это тот, кто каньонами слов
Испещрил свой разъёбанный мозг
Это что? Метадон, в лонах ломаных строф, галлонами в кровь
Полиглот, ты в чужие беды не вникал, правильно?
Ветер сменился — ты орёшь на языках пламени
Пальцем по кремню — непреложная кара
Я по тебе уже скорблю, ничтожный опарыш
Все мы в конечном счёте — удобренье
Ты равнодушен к людям был, но поможешь растеньям
Твои мощи рассеет ветра порыв, нежно зарыв
Останки, осыпаю кудри пеплом твоим
Мне бросит вслед больная паства диагноз, но
Я — столь же Сатана, сколь ты — агнец (Понял?)
Вы все мертвы — я жив, к горлу подкатит желчь
Запись в блокноте: «Обезглавить, обоссать и сжечь»
Обоссать и сжечь, уоу
[Припев]
Я оставляю за собою пепелища, я лишний в ваших жизнях
Сколь значительных, столь и пустых
Пламя подарит нам ответы, те, что ищем
Жизнь имеет смысл, лишь когда твой труп остыл
[Переход]
Воу, пироман!
[Куплет 2]
Мне снятся ядерные зимы, 45-ый, Хиросима
Вы замёрзли? Я купил на всю зарплату керосина
Чтоб зажечь вас, но вы тлеете у мониторов
В хибарах арендованных делите коридоры
Мой маршрут обозначит дыма чёрный исполин
Ты дрочил на свою падчерицу — я тебя спалил!
Тело съёжилось и потемнело, словно жухлый лист
Ты зря кричал своему Богу, он лишь гонзо-журналист
По его просьбе жгу на бис и удираю
Вокруг благоухает ненавистный мне террариум
Вагон метро, подъезд и вниз, под одеяло
Сном младенца захлебнусь в пучине чистых идеалов (Ага)
Завтра зеваки толпами повалят в то кафе
Где я за завтраком усну навеки — аутодафе
Моя страна — бухой ребенок, наблевавший в варежку
Ей холодно в снегу, и я бензином обливаюсь, жгу
Обливаюсь, жгу
[Припев]
Я оставляю за собою пепелища, я лишний в ваших жизнях
Сколь значительных, столь и пустых
Пламя подарит нам ответы, те, что ищем
Жизнь имеет смысл, лишь когда твой труп остыл
[Аутро]
Когда твой труп остыл
Пироман, пироман
Запахло жареным, жареным мясом
[Куплет 1]
Трепещи, размалёванный сноб, это кто?
Это тот, кто каньонами слов
Испещрил свой разъёбанный мозг
Это что? Метадон, в лонах ломаных строф, галлонами в кровь
Полиглот, ты в чужие беды не вникал, правильно?
Ветер сменился — ты орёшь на языках пламени
Пальцем по кремню — непреложная кара
Я по тебе уже скорблю, ничтожный опарыш
Все мы в конечном счёте — удобренье
Ты равнодушен к людям был, но поможешь растеньям
Твои мощи рассеет ветра порыв, нежно зарыв
Останки, осыпаю кудри пеплом твоим
Мне бросит вслед больная паства диагноз, но
Я — столь же Сатана, сколь ты — агнец (Понял?)
Вы все мертвы — я жив, к горлу подкатит желчь
Запись в блокноте: «Обезглавить, обоссать и сжечь»
Обоссать и сжечь, уоу
[Припев]
Я оставляю за собою пепелища, я лишний в ваших жизнях
Сколь значительных, столь и пустых
Пламя подарит нам ответы, те, что ищем
Жизнь имеет смысл, лишь когда твой труп остыл
[Переход]
Воу, пироман!
[Куплет 2]
Мне снятся ядерные зимы, 45-ый, Хиросима
Вы замёрзли? Я купил на всю зарплату керосина
Чтоб зажечь вас, но вы тлеете у мониторов
В хибарах арендованных делите коридоры
Мой маршрут обозначит дыма чёрный исполин
Ты дрочил на свою падчерицу — я тебя спалил!
Тело съёжилось и потемнело, словно жухлый лист
Ты зря кричал своему Богу, он лишь гонзо-журналист
По его просьбе жгу на бис и удираю
Вокруг благоухает ненавистный мне террариум
Вагон метро, подъезд и вниз, под одеяло
Сном младенца захлебнусь в пучине чистых идеалов (Ага)
Завтра зеваки толпами повалят в то кафе
Где я за завтраком усну навеки — аутодафе
Моя страна — бухой ребенок, наблевавший в варежку
Ей холодно в снегу, и я бензином обливаюсь, жгу
Обливаюсь, жгу
[Припев]
Я оставляю за собою пепелища, я лишний в ваших жизнях
Сколь значительных, столь и пустых
Пламя подарит нам ответы, те, что ищем
Жизнь имеет смысл, лишь когда твой труп остыл
[Аутро]
Когда твой труп остыл
Пироман, пироман
Tradução em Português
[Intro]
Cheirou a carne assada, carne assada
[Verso 1]
Treme, snobe maquilhado, quem é este?
É aquele que com cânions de palavras
Pontuou o seu cérebro fodido
O que é isto? Metadona, no seio de estrofes quebradas, galões no sangue
Poliglota, tu não ligavas aos problemas alheios, certo?
O vento mudou — tu gritas em línguas de chamas
Com o dedo no sílex — um castigo imutável
Eu já estou de luto por ti, verme insignificante
Todos nós, em última análise, somos adubo
Foste indiferente às pessoas, mas ajudarás as plantas
As tuas relíquias serão espalhadas pelo sopro do vento, enterrando suavemente
Os restos, cubro os caracóis com as tuas cinzas
A massa doente lançará um diagnóstico atrás de mim, mas
Eu sou tão Satanás quanto tu és um cordeiro (Entendeste?)
Vocês estão todos mortos — eu estou vivo, a bílis sobe-me à garganta
Nota no bloco: «Decapitar, mijar em cima e queimar»
Mijar em cima e queimar, woah
[Refrão]
Deixo para trás cinzas, sou um extra nas vossas vidas
Tão significativas quanto vazias
A chama dar-nos-á as respostas que procuramos
A vida só faz sentido quando o teu cadáver arrefece
[Ponte]
Woah, piromaníaco!
[Verso 2]
Sonho com invernos nucleares, o ano 45, Hiroxima
Estão com frio? Comprei querosene com o meu salário todo
Para vos incendiar, mas vocês definham à frente dos monitores
Em cabanas alugadas dividem corredores
O meu trajeto será marcado pelo gigante negro de fumo
Tu tocavas-te a pensar na tua enteada — eu apanhei-te (queimei-te)!
O corpo encolheu e escureceu como uma folha murcha
Gritaste em vão pelo teu Deus, ele é apenas um jornalista gonzo
A pedido dele queimo para o bis e fujo
Ao redor exala perfume o terrário que eu odeio
Carruagem de metro, entrada de prédio e para baixo, sob o cobertor
Afogarei com o sono de um bebé no abismo de ideais puros (Aham)
Amanhã multidões de curiosos acorrerão àquele café
Onde adormecerei para sempre ao pequeno-almoço — auto de fé
O meu país é uma criança bêbada que vomitou na luva
Ela tem frio na neve, e eu cubro-me de gasolina e queimo
Cubro-me de gasolina e queimo
[Refrão]
Deixo para trás cinzas, sou um extra nas vossas vidas
Tão significativas quanto vazias
A chama dar-nos-á as respostas que procuramos
A vida só faz sentido quando o teu cadáver arrefece
[Outro]
Quando o teu cadáver arrefece
Piromaníaco, piromaníaco
Cheirou a carne assada, carne assada
[Verso 1]
Treme, snobe maquilhado, quem é este?
É aquele que com cânions de palavras
Pontuou o seu cérebro fodido
O que é isto? Metadona, no seio de estrofes quebradas, galões no sangue
Poliglota, tu não ligavas aos problemas alheios, certo?
O vento mudou — tu gritas em línguas de chamas
Com o dedo no sílex — um castigo imutável
Eu já estou de luto por ti, verme insignificante
Todos nós, em última análise, somos adubo
Foste indiferente às pessoas, mas ajudarás as plantas
As tuas relíquias serão espalhadas pelo sopro do vento, enterrando suavemente
Os restos, cubro os caracóis com as tuas cinzas
A massa doente lançará um diagnóstico atrás de mim, mas
Eu sou tão Satanás quanto tu és um cordeiro (Entendeste?)
Vocês estão todos mortos — eu estou vivo, a bílis sobe-me à garganta
Nota no bloco: «Decapitar, mijar em cima e queimar»
Mijar em cima e queimar, woah
[Refrão]
Deixo para trás cinzas, sou um extra nas vossas vidas
Tão significativas quanto vazias
A chama dar-nos-á as respostas que procuramos
A vida só faz sentido quando o teu cadáver arrefece
[Ponte]
Woah, piromaníaco!
[Verso 2]
Sonho com invernos nucleares, o ano 45, Hiroxima
Estão com frio? Comprei querosene com o meu salário todo
Para vos incendiar, mas vocês definham à frente dos monitores
Em cabanas alugadas dividem corredores
O meu trajeto será marcado pelo gigante negro de fumo
Tu tocavas-te a pensar na tua enteada — eu apanhei-te (queimei-te)!
O corpo encolheu e escureceu como uma folha murcha
Gritaste em vão pelo teu Deus, ele é apenas um jornalista gonzo
A pedido dele queimo para o bis e fujo
Ao redor exala perfume o terrário que eu odeio
Carruagem de metro, entrada de prédio e para baixo, sob o cobertor
Afogarei com o sono de um bebé no abismo de ideais puros (Aham)
Amanhã multidões de curiosos acorrerão àquele café
Onde adormecerei para sempre ao pequeno-almoço — auto de fé
O meu país é uma criança bêbada que vomitou na luva
Ela tem frio na neve, e eu cubro-me de gasolina e queimo
Cubro-me de gasolina e queimo
[Refrão]
Deixo para trás cinzas, sou um extra nas vossas vidas
Tão significativas quanto vazias
A chama dar-nos-á as respostas que procuramos
A vida só faz sentido quando o teu cadáver arrefece
[Outro]
Quando o teu cadáver arrefece
Piromaníaco, piromaníaco
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Purificador pelo Fogo e o Niilismo Social
«Пироман» é uma das visões mais extremas e violentas de Husky, personificando a figura do piromaníaco como um agente de limpeza social.
«Пироман» é uma das visões mais extremas e violentas de Husky, personificando a figura do piromaníaco como um agente de limpeza social.
• Auto de Fé e Sacrifício: A música termina com uma imagem poderosa da Rússia como uma «criança bêbada» na neve, onde o narrador se imola («auto de fé») com gasolina. Este ato não é visto como uma derrota, mas como o único fim lógico para quem não suporta o «terrário» da sociedade moderna.
• Gonzo-Jornalismo Divino: Husky descreve Deus como um «jornalista gonzo» (referência ao estilo de Hunter S. Thompson), sugerindo que a divindade é apenas um observador cínico e subjetivo que se diverte com o caos e a destruição humana.
• A Estética do Incêndio: O fogo aqui é uma metáfora para a verdade absoluta que consome as mentiras e a indiferença («сноб размалёванный»). O narrador prefere o horror de um «inverno nuclear» à mediocridade de quem «definha à frente dos monitores».
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Пепелище | [Pi-pi-LI-shche] | Cinzas / Local de um incêndio | Refere-se ao que sobra de uma casa ou cidade após o fogo. |
| Опарыш | [A-PA-rysh] | Verme (larva de mosca) | Usado como um insulto extremamente degradante. |
| Агнец | [AG-nyets] | Cordeiro | Termo bíblico e arcaico para um animal de sacrifício. |
| Зеваки | [Zi-VA-ki] | Curiosos / Mirones | Pessoas que ficam a olhar para algo (geralmente um acidente) sem ajudar. |
| Кремень | [Kri-MYEN'] | Sílex / Pederneira | Pedra usada para produzir faíscas. |
| Исполин | [Is-pa-LIN] | Gigante / Colosso | Substantivo masculino para algo de dimensões heroicas. |
Parte 2: Substantivação de Adjetivos
No refrão, Husky usa o adjetivo Лишний (extra / desnecessário) como um sustentivo para descrever a sua posição na sociedade: «Я лишний в ваших жизнях». Este conceito do «Homem Extra» (Lishniy chelovek) é um tema central na literatura clássica russa (como em Lermontov ou Pushkin), adaptado aqui para o niilismo do hip-hop.Parte 3: Orações Temporais com «Когда»
A frase «Жизнь имеет смысл, лишь когда твой труп остыл» utiliza a conjunção Когда (quando) para estabelecer a condição temporal única da verdade. O uso do passado остыл (arrefeceu) no lugar de um futuro reflete a certeza absoluta do narrador sobre o fim inevitável.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Кем Хаски называет Бога в этой песне?
Como é que Husky chama a Deus nesta canção?
Liga as substâncias aos seus propósitos na música:
Russo:
Метадон
Бензин
Керосин
Português:
Incendiar as pessoas
Autoimolação
Fluxo no sangue
Что в конечном счёте ждёт всех людей по мнению автора?
O que é que, em última análise, espera todas as pessoas segundo o autor?
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