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Letra em Russo
[Куплет 1]
По телу брызги конвульсий
Рвотные спазмы, рысью в санузел
Так я пишу, это мистика музыки
Повод хоть что-то простить самому себе
Повод плюнуть на ворохи ссаных амбиций
Повод удалиться с форумов для самоубийц
Повод полюбить себя таким, какой есть
И сомкнуть глаза, кабину опрокинув, успокоившись
Забыть о завтрашних попытках обустроить жизнь
Блядскую жестянку, меня тошнит 10-ым шрифтом
Разум наизнанку, врубаю бит, текст на пюпитр
Растворяюсь нахуй: музыка – лучший знахарь
Вырос не бандитом, и, благо, не полицаем
Я летаю под дождём, ведь я влагонепроницаем
Только б топливо не отсырело, остальное — абсурд
Лишь когда закончится небо, придёт труба псу
[Припев]
Ты сызмала ведом вещами и мещанами
Принцип домино — долги-завещанья
Твой мир – индийское кино, и, если между нами
Я летаю, не мешай мне!
Ты только навостри бинокль
Туда, где алым пламенем искрится горизонт
Парит метеозонд, в башке лишь ритм и озон
Всё прочее не парит, я летаю, не мешай мне!
[Куплет 2]
Доброе утро, страна!
Здесь напрасно искавший приют астронавт
Промелькнув яркой вспышкой в дыму эстакад
С Солнцем сделаю круг, ретируюсь в закат
Если я Карлсон, почему моя малышка не звонит мне?
Я заебался ждать, и ей по почте вышлю инвалидность (Что мне делать без неё?)
Сунуть в стакан с горчицей, в ванной подрочить, чтоб спать на чистом, и порхать в ночи?
Не кончить бы, как пан Качиньский
Пусть за окном беззаконье
Мир закован в агонии, загон на загоне
Мы с тобой не в Стокгольме, но
Жди меня на своём подоконнике
Спешу, чтобы взорвать мегатоннами тишину
Хотя порою едет крыша, на которой я живу
Пальцы дрожат, но стучат, я — как спившийся Морзе
Вспомни обо мне, увидев фотовспышки на Солнце
[Припев]
Ты сызмала ведом вещами и мещанами
Принцип домино — долги-завещанья
Твой мир – индийское кино, и, если между нами
Я летаю, не мешай мне!
Ты только навостри бинокль
Туда, где алым пламенем искрится горизонт
Парит метеозонд, в башке лишь ритм и озон
Всё прочее не парит, я летаю, не мешай мне!
[Аутро]
А мы тут, знаете, всё плюшками балуемся
По телу брызги конвульсий
Рвотные спазмы, рысью в санузел
Так я пишу, это мистика музыки
Повод хоть что-то простить самому себе
Повод плюнуть на ворохи ссаных амбиций
Повод удалиться с форумов для самоубийц
Повод полюбить себя таким, какой есть
И сомкнуть глаза, кабину опрокинув, успокоившись
Забыть о завтрашних попытках обустроить жизнь
Блядскую жестянку, меня тошнит 10-ым шрифтом
Разум наизнанку, врубаю бит, текст на пюпитр
Растворяюсь нахуй: музыка – лучший знахарь
Вырос не бандитом, и, благо, не полицаем
Я летаю под дождём, ведь я влагонепроницаем
Только б топливо не отсырело, остальное — абсурд
Лишь когда закончится небо, придёт труба псу
[Припев]
Ты сызмала ведом вещами и мещанами
Принцип домино — долги-завещанья
Твой мир – индийское кино, и, если между нами
Я летаю, не мешай мне!
Ты только навостри бинокль
Туда, где алым пламенем искрится горизонт
Парит метеозонд, в башке лишь ритм и озон
Всё прочее не парит, я летаю, не мешай мне!
[Куплет 2]
Доброе утро, страна!
Здесь напрасно искавший приют астронавт
Промелькнув яркой вспышкой в дыму эстакад
С Солнцем сделаю круг, ретируюсь в закат
Если я Карлсон, почему моя малышка не звонит мне?
Я заебался ждать, и ей по почте вышлю инвалидность (Что мне делать без неё?)
Сунуть в стакан с горчицей, в ванной подрочить, чтоб спать на чистом, и порхать в ночи?
Не кончить бы, как пан Качиньский
Пусть за окном беззаконье
Мир закован в агонии, загон на загоне
Мы с тобой не в Стокгольме, но
Жди меня на своём подоконнике
Спешу, чтобы взорвать мегатоннами тишину
Хотя порою едет крыша, на которой я живу
Пальцы дрожат, но стучат, я — как спившийся Морзе
Вспомни обо мне, увидев фотовспышки на Солнце
[Припев]
Ты сызмала ведом вещами и мещанами
Принцип домино — долги-завещанья
Твой мир – индийское кино, и, если между нами
Я летаю, не мешай мне!
Ты только навостри бинокль
Туда, где алым пламенем искрится горизонт
Парит метеозонд, в башке лишь ритм и озон
Всё прочее не парит, я летаю, не мешай мне!
[Аутро]
А мы тут, знаете, всё плюшками балуемся
Tradução em Português
[Verso 1]
Pelo corpo salpicos de convulsões
Espasmos de vómito, a trote para o sanitário
É assim que escrevo, é a mística da música
Um motivo para perdoar algo a mim mesmo
Um motivo para cuspir num monte de ambições de merda
Um motivo para sair dos fóruns de suicidas
Um motivo para me amar tal como sou
E fechar os olhos, virando a cabeça, acalmando-me
Esquecer as tentativas de amanhã de organizar a vida
Lata de merda, sinto náuseas em fonte tamanho 10
A razão do avesso, ligo o beat, o texto na estante de música
Dissolvo-me, porra: a música é o melhor curandeiro
Não cresci bandido e, felizmente, nem polícia
Eu voo debaixo da chuva, pois sou impermeável
Desde que o combustível não humedeça, o resto é absurdo
Só quando o céu acabar é que o cão estará lixado
[Refrão]
Desde pequeno és guiado por coisas e burgueses
Princípio dominó — dívidas-testamentos
O teu mundo é cinema indiano e, se queres saber
Eu estou a voar, não me estorves!
Tu apenas aponta o binóculo
Para onde o horizonte brilha com uma chama escarlate
Paira uma sonda meteorológica, na cabeça apenas ritmo e ozono
Tudo o resto não me rala, estou a voar, não me estorves!
[Verso 2]
Bom dia, país!
Aqui um astronauta que procurou abrigo em vão
Passando como um clarão brilhante no fumo dos viadutos
Farei um círculo com o Sol, retirando-me no pôr do sol
Se eu sou o Karlsson, por que é que a minha pequena não me liga?
Fartei-me de esperar e vou enviar-lhe a invalidez pelo correio (O que faço sem ela?)
Meter num copo com mostarda, masturbar-me no banho para dormir no limpo e pairar na noite?
Quem me dera não acabar como o senhor Kaczyński
Que haja ilegalidade lá fora
O mundo está acorrentado em agonia, curral atrás de curral
Nós não estamos em Estocolmo, mas
Espera-me no teu parapeito da janela
Apresso-me para explodir com megatoneladas o silêncio
Embora por vezes o telhado onde vivo comece a patinar
Os dedos tremem mas batem, sou como um Morse alcoólico
Lembra-te de mim ao ver os clarões no Sol
[Refrão]
Desde pequeno és guiado por coisas e burgueses
Princípio dominó — dívidas-testamentos
O teu mundo é cinema indiano e, se queres saber
Eu estou a voar, não me estorves!
Tu apenas aponta o binóculo
Para onde o horizonte brilha com uma chama escarlate
Paira uma sonda meteorológica, na cabeça apenas ritmo e ozono
Tudo o resto não me rala, estou a voar, não me estorves!
[Outro]
E nós aqui, sabem, andamos a entreter-nos com bolinhos
Pelo corpo salpicos de convulsões
Espasmos de vómito, a trote para o sanitário
É assim que escrevo, é a mística da música
Um motivo para perdoar algo a mim mesmo
Um motivo para cuspir num monte de ambições de merda
Um motivo para sair dos fóruns de suicidas
Um motivo para me amar tal como sou
E fechar os olhos, virando a cabeça, acalmando-me
Esquecer as tentativas de amanhã de organizar a vida
Lata de merda, sinto náuseas em fonte tamanho 10
A razão do avesso, ligo o beat, o texto na estante de música
Dissolvo-me, porra: a música é o melhor curandeiro
Não cresci bandido e, felizmente, nem polícia
Eu voo debaixo da chuva, pois sou impermeável
Desde que o combustível não humedeça, o resto é absurdo
Só quando o céu acabar é que o cão estará lixado
[Refrão]
Desde pequeno és guiado por coisas e burgueses
Princípio dominó — dívidas-testamentos
O teu mundo é cinema indiano e, se queres saber
Eu estou a voar, não me estorves!
Tu apenas aponta o binóculo
Para onde o horizonte brilha com uma chama escarlate
Paira uma sonda meteorológica, na cabeça apenas ritmo e ozono
Tudo o resto não me rala, estou a voar, não me estorves!
[Verso 2]
Bom dia, país!
Aqui um astronauta que procurou abrigo em vão
Passando como um clarão brilhante no fumo dos viadutos
Farei um círculo com o Sol, retirando-me no pôr do sol
Se eu sou o Karlsson, por que é que a minha pequena não me liga?
Fartei-me de esperar e vou enviar-lhe a invalidez pelo correio (O que faço sem ela?)
Meter num copo com mostarda, masturbar-me no banho para dormir no limpo e pairar na noite?
Quem me dera não acabar como o senhor Kaczyński
Que haja ilegalidade lá fora
O mundo está acorrentado em agonia, curral atrás de curral
Nós não estamos em Estocolmo, mas
Espera-me no teu parapeito da janela
Apresso-me para explodir com megatoneladas o silêncio
Embora por vezes o telhado onde vivo comece a patinar
Os dedos tremem mas batem, sou como um Morse alcoólico
Lembra-te de mim ao ver os clarões no Sol
[Refrão]
Desde pequeno és guiado por coisas e burgueses
Princípio dominó — dívidas-testamentos
O teu mundo é cinema indiano e, se queres saber
Eu estou a voar, não me estorves!
Tu apenas aponta o binóculo
Para onde o horizonte brilha com uma chama escarlate
Paira uma sonda meteorológica, na cabeça apenas ritmo e ozono
Tudo o resto não me rala, estou a voar, não me estorves!
[Outro]
E nós aqui, sabem, andamos a entreter-nos com bolinhos
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Herói de Infância Sob uma Lente Underground
Esta canção utiliza a figura de «Karlsson no Telhado» (personagem da autora sueca Astrid Lindgren, imensamente popular na URSS) como uma metáfora para o artista incompreendido e solitário.
Esta canção utiliza a figura de «Karlsson no Telhado» (personagem da autora sueca Astrid Lindgren, imensamente popular na URSS) como uma metáfora para o artista incompreendido e solitário.
• Karlsson e o Isolamento: Ao contrário da versão infantil, o Karlsson de Husky vive num telhado que «patina» (едет крыша — gíria para enlouquecer). Ele não está em Estocolmo, mas numa Rússia decadente, usando a sua hélice imaginária para fugir de um mundo de «dívidas e testamentos».
• Referências Políticas e Trágicas: A menção a Lech Kaczyński (Presidente polaco falecido num acidente aéreo em 2010) reforça o medo de um fim abrupto e violento durante o seu «voo» artístico.
• A Música como Cura: O narrador descreve o processo criativo como algo fisicamente doloroso (espasmos, convulsões), mas essencial para a sobrevivência mental, preferindo a sua «impermeabilidade» emocional ao conformismo burguês.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Санузел | [San-u-ZYEL] | Instalações sanitárias / Casa de banho | Abreviatura de 'Sanitarniy uzel'. |
| Знахарь | [ZNA-khar'] | Curandeiro / Feiticeiro | Alguém que cura através de métodos tradicionais ou místicos. |
| Мещане | [Mi-SHCHA-ni] | Burgueses / Filisteus | Pessoas focadas apenas em bens materiais e interesses mesquinhos. |
| Подоконник | [Pa-da-KON-nik] | Parapeito da janela | Local onde Karlsson costumava aparecer. |
| Завещание | [Za-vi-SHCHA-ni-ye] | Testamento | Documento legal sobre a herança após a morte. |
| Плюшки | [PLYUSH-ki] | Bolinhos / Caracóis de canela | A comida favorita de Karlsson, mencionada no Outro. |
Parte 2: Verbos de Estado e Mudança Psicológica
A música usa expressões idiomáticas para descrever a perda de sanidade: Едет крыша (o telhado está a andar/patinar). Gramaticalmente, o uso do verbo Ехать (ir/conduzir) com o sujeito Крыша (telhado) cria uma imagem visual de uma estrutura que sai do lugar, representando a desestabilização mental.Parte 3: O Uso do Particípio Passado Passivo
Construções como Мир закован (o mundo está acorrentado) utilizam a forma curta do particípio passado. O verbo original é Заковать. A forma curta (-ан, -анно, -ана) foca no estado resultante da ação, descrevendo a condição estática e opressiva da realidade do narrador.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Кем не вырос герой песни?
O que é que o herói da música NÃO se tornou ao crescer?
Liga as personagens e elementos aos seus significados na música:
Russo:
Морзе
Карлсон
Пан Качиньский
Português:
O narrador no telhado
Medo de um fim trágico
Comunicação tremida
Что балуют герои в самом конце песни?
Com o que é que os heróis se entretêm no final da música?
🎵 Outras Músicas de "сбчь жзнь"
1
Сибирская язва
Sibirskaya yazva
Antraz (Úlcera Siberiana)
2
Собачья жизнь
Sobachya zhizn
Vida de Cão
3
Собачий вальс
Sobachiy vals
Valsa do Cão
4
Седьмое октября
Sedmoe oktyabrya
Sete de Outubro
5
Солдат
Soldat
Soldado
6
Голубка
Golubka
Pombinha
7
Тайга
Tayga
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Моим людям
Moim lyudyam
Ao Meu Povo
9
Иисус
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Jesus
10
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Piroman
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11
Космолёт
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13
Все псы попадают в рай
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Todos os Cães Merecem o Céu
