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Letra em Russo
[Куплет 1]
На коромысле два ведёрка
И сугроб глотает ноги, их приходится выдёргивать
Чуть свет — убогий будуар, по радио куранты
Там скользкий тротуар, Бога ради, аккуратней
Шаль на остатки волос, сединой испачканных
До водокачки, мимо табачного
Где-то шампанского брызги, аншлаг, спектакль
А баба Люся утром с коромыслом, как всегда
Калейдоскопы окон, кутает зверинцы полутьма
Вот-вот сообразит опохмелиться голытьба
Вот-вот старого поверх, хоть и того же, автора
Рухнет на плечи перхотью новое завтра
А бабе Люсе всё равно уже давно
Чтобы суп сварить к обеду, всё одно месить говно
С утра, то ли петлёй на шее, то ли обухом — коромысло
А что там в вёдрах? Блядь, да там же мы с тобой
[Припев]
Она хотела бы жить на Манхэттене
Делиться секретами с Энн Хэтэуэй
Но этому не суждено бывать, как снегу в августе
Кинули рыбину на лёд: давай, карабкайся
В зеркале забитая старуха, жизнь — разбитая скорлупка
Миска супа, калитка, халупа
Так как дела, голубка? Как дела, голубка?
Как дела, голубка? Как дела, голубка? Как дела голубка, как?
[Куплет 2]
В телике скидки, бонусы, спа-салоны
А в трудкнижке бабы Люси — зоновская столовая
Пахала, одна растила отпрыска безголового
У того отсидки, УДО, обыски, и по новой
Вы могли видеть бабу Люсю на ринге на рынке
Где страсти похлеще, чем на свинг-вечеринке
В кассе, в очереди, и таков уклад вещей
Время делает частой гостьей на кладбище Бабу Люсю
Я заявлюсь к ней вечером по звёздам рассыпанным
Она достанет с трепетом детские фото сына
Тот за стеной в пьяном бреду ругнётся, горемыка
Она спрячет синяки и слёзы, как привыкла
И, разминая языком пластмассу карамельки
Будет швыркать чай и рассказывать параллельно
Я резко встану, плюну ей в лицо и рассмеюсь
Потом в подъезде застрелюсь, как дела, баб Люсь?
[Припев]
Она хотела бы жить на Манхэттене
Делиться секретами с Энн Хэтэуэй
Но этому не суждено бывать, как снегу в августе
Кинули рыбину на лёд: давай, карабкайся
В зеркале забитая старуха, жизнь — разбитая скорлупка
Миска супа, калитка, халупа
Так как дела, голубка? Как дела, голубка?
Как дела, голубка? Как дела, голубка? Как дела голубка, как?
На коромысле два ведёрка
И сугроб глотает ноги, их приходится выдёргивать
Чуть свет — убогий будуар, по радио куранты
Там скользкий тротуар, Бога ради, аккуратней
Шаль на остатки волос, сединой испачканных
До водокачки, мимо табачного
Где-то шампанского брызги, аншлаг, спектакль
А баба Люся утром с коромыслом, как всегда
Калейдоскопы окон, кутает зверинцы полутьма
Вот-вот сообразит опохмелиться голытьба
Вот-вот старого поверх, хоть и того же, автора
Рухнет на плечи перхотью новое завтра
А бабе Люсе всё равно уже давно
Чтобы суп сварить к обеду, всё одно месить говно
С утра, то ли петлёй на шее, то ли обухом — коромысло
А что там в вёдрах? Блядь, да там же мы с тобой
[Припев]
Она хотела бы жить на Манхэттене
Делиться секретами с Энн Хэтэуэй
Но этому не суждено бывать, как снегу в августе
Кинули рыбину на лёд: давай, карабкайся
В зеркале забитая старуха, жизнь — разбитая скорлупка
Миска супа, калитка, халупа
Так как дела, голубка? Как дела, голубка?
Как дела, голубка? Как дела, голубка? Как дела голубка, как?
[Куплет 2]
В телике скидки, бонусы, спа-салоны
А в трудкнижке бабы Люси — зоновская столовая
Пахала, одна растила отпрыска безголового
У того отсидки, УДО, обыски, и по новой
Вы могли видеть бабу Люсю на ринге на рынке
Где страсти похлеще, чем на свинг-вечеринке
В кассе, в очереди, и таков уклад вещей
Время делает частой гостьей на кладбище Бабу Люсю
Я заявлюсь к ней вечером по звёздам рассыпанным
Она достанет с трепетом детские фото сына
Тот за стеной в пьяном бреду ругнётся, горемыка
Она спрячет синяки и слёзы, как привыкла
И, разминая языком пластмассу карамельки
Будет швыркать чай и рассказывать параллельно
Я резко встану, плюну ей в лицо и рассмеюсь
Потом в подъезде застрелюсь, как дела, баб Люсь?
[Припев]
Она хотела бы жить на Манхэттене
Делиться секретами с Энн Хэтэуэй
Но этому не суждено бывать, как снегу в августе
Кинули рыбину на лёд: давай, карабкайся
В зеркале забитая старуха, жизнь — разбитая скорлупка
Миска супа, калитка, халупа
Так как дела, голубка? Как дела, голубка?
Как дела, голубка? Как дела, голубка? Как дела голубка, как?
Tradução em Português
[Verso 1]
No balancim dois baldes
E a neve engole as pernas, é preciso arrancá-las
Ao romper da aurora — o boudoir miserável, no rádio os carrilhões
Ali o passeio escorregadio, por amor de Deus, cuidado
O xafe sobre os restos de cabelo, sujos de grisalho
Até à torre de água, passando pela tabacaria
Algures há salpicos de champanhe, casa cheia, espetáculo
Mas a avó Lyusia de manhã com o balancim, como sempre
Caleidoscópios de janelas, a penumbra envolve os zoológicos
A gentalha está prestes a pensar em curar a ressaca
Prestes a cair sobre os ombros, sobre o antigo autor, embora o mesmo
O novo amanhã cairá como caspa
Mas para a avó Lyusia tanto faz já há muito tempo
Para cozinhar a sopa para o almoço, dá tudo ao mesmo amassar merda
Desde manhã, ou como um laço no pescoço, ou com o verso do machado — o balancim
E o que está nos baldes? Foda-se, mas se estamos lá nós os dois
[Refrão]
Ela queria viver em Manhattan
Partilhar segredos com a Anne Hathaway
Mas isso não está destinado a acontecer, como neve em agosto
Atiraram o peixe para o gelo: anda lá, rasteja
No espelho uma velha oprimida, a vida — uma casca partida
Tigela de sopa, portão, cabana
Então como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas, pombinha?
Como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas pombinha, como?
[Verso 2]
Na TV há descontos, bónus, spas
E na carteira de trabalho da avó Lyusia — cantina da prisão
Trabalhou no duro, criou sozinha um rebento sem cabeça
Esse tem penas de prisão, liberdade condicional, buscas, e tudo de novo
Podiam ver a avó Lyusia no ringue no mercado
Onde as paixões são piores que numa festa de swing
Na caixa, na fila, e assim é a ordem das coisas
O tempo faz da avó Lyusia uma convidada frequente no cemitério
Eu aparecerei na casa dela à noite pelas estrelas espalhadas
Ela tirará com temor as fotos de infância do filho
Esse atrás da parede praguejará num delírio ébrio, o coitado
Ela esconderá as nódoas negras e as lágrimas, como se habituou
E, amassando com a língua o plástico do rebuçado
Sorverá o chá e contará ao mesmo tempo
Eu levantar-me-ei bruscamente, cuspirei na cara dela e rir-me-ei
Depois no prédio dar-lhe-ei um tiro, como vão as coisas, avó Lyusia?
[Refrão]
Ela queria viver em Manhattan
Partilhar segredos com a Anne Hathaway
Mas isso não está destinado a acontecer, como neve em agosto
Atiraram o peixe para o gelo: anda lá, rasteja
No espelho uma velha oprimida, a vida — uma casca partida
Tigela de sopa, portão, cabana
Então como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas, pombinha?
Como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas pombinha, como?
No balancim dois baldes
E a neve engole as pernas, é preciso arrancá-las
Ao romper da aurora — o boudoir miserável, no rádio os carrilhões
Ali o passeio escorregadio, por amor de Deus, cuidado
O xafe sobre os restos de cabelo, sujos de grisalho
Até à torre de água, passando pela tabacaria
Algures há salpicos de champanhe, casa cheia, espetáculo
Mas a avó Lyusia de manhã com o balancim, como sempre
Caleidoscópios de janelas, a penumbra envolve os zoológicos
A gentalha está prestes a pensar em curar a ressaca
Prestes a cair sobre os ombros, sobre o antigo autor, embora o mesmo
O novo amanhã cairá como caspa
Mas para a avó Lyusia tanto faz já há muito tempo
Para cozinhar a sopa para o almoço, dá tudo ao mesmo amassar merda
Desde manhã, ou como um laço no pescoço, ou com o verso do machado — o balancim
E o que está nos baldes? Foda-se, mas se estamos lá nós os dois
[Refrão]
Ela queria viver em Manhattan
Partilhar segredos com a Anne Hathaway
Mas isso não está destinado a acontecer, como neve em agosto
Atiraram o peixe para o gelo: anda lá, rasteja
No espelho uma velha oprimida, a vida — uma casca partida
Tigela de sopa, portão, cabana
Então como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas, pombinha?
Como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas pombinha, como?
[Verso 2]
Na TV há descontos, bónus, spas
E na carteira de trabalho da avó Lyusia — cantina da prisão
Trabalhou no duro, criou sozinha um rebento sem cabeça
Esse tem penas de prisão, liberdade condicional, buscas, e tudo de novo
Podiam ver a avó Lyusia no ringue no mercado
Onde as paixões são piores que numa festa de swing
Na caixa, na fila, e assim é a ordem das coisas
O tempo faz da avó Lyusia uma convidada frequente no cemitério
Eu aparecerei na casa dela à noite pelas estrelas espalhadas
Ela tirará com temor as fotos de infância do filho
Esse atrás da parede praguejará num delírio ébrio, o coitado
Ela esconderá as nódoas negras e as lágrimas, como se habituou
E, amassando com a língua o plástico do rebuçado
Sorverá o chá e contará ao mesmo tempo
Eu levantar-me-ei bruscamente, cuspirei na cara dela e rir-me-ei
Depois no prédio dar-lhe-ei um tiro, como vão as coisas, avó Lyusia?
[Refrão]
Ela queria viver em Manhattan
Partilhar segredos com a Anne Hathaway
Mas isso não está destinado a acontecer, como neve em agosto
Atiraram o peixe para o gelo: anda lá, rasteja
No espelho uma velha oprimida, a vida — uma casca partida
Tigela de sopa, portão, cabana
Então como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas, pombinha?
Como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas, pombinha? Como vão as coisas pombinha, como?
💡 Interpretação e Contexto Cultural
A Antítese da Rússia Invisível
Esta canção utiliza o contraste brutal entre o brilho mediático e a realidade da pobreza na província russa.
Esta canção utiliza o contraste brutal entre o brilho mediático e a realidade da pobreza na província russa.
• Citação de Band'Eros: O refrão é uma paródia sombria do hit pop russo «Она хотела бы жить на Манхэттене» do grupo Band'Eros. Enquanto a música original é um pop leve sobre sonhos de consumo, Husky usa-a para sublinhar a impossibilidade desses sonhos para a «Avó Lyusia».
• A Avó Lyusia: Representa o arquétipo da mulher russa trabalhadora que carrega o peso do mundo num balancim (коромысло). O facto de Husky dizer que «nós estamos nos baldes» sugere que as gerações mais novas são o fardo pesado que estas mulheres transportam.
• Violência e Niilismo: O final do segundo verso, onde o narrador reage com desprezo e violência à hospitalidade da velha, é uma expressão extrema do niilismo de Husky: a frustração de ver um ciclo de sofrimento (o filho alcoólico, a pobreza) que não se altera, levando a um desejo de destruir a própria empatia.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Коромысло | [Ka-ra-MYS-la] | Balancim / Cambão | Peça de madeira para carregar dois baldes nos ombros. |
| Сугроб | [Su-GROP] | Pilha de neve | Acumulação natural de neve provocada pelo vento. |
| Голытьба | [Ga-lyt'-BA] | Gentalha / Pobretanas | Termo coletivo pejorativo para pessoas muito pobres. |
| Обух | [O-bukh] | Verso do machado | A parte oposta ao gume do machado. |
| Халупа | [Kha-LU-pa] | Cabana / Casebre | Habitação muito pobre e degradada. |
| Горемыка | [Ga-ri-MY-ka] | Pobre diabo / Coitado | Pessoa perseguida pelo azar ou sofrimento. |
Parte 2: Condicional e Irrealidade
O refrão utiliza o condicional Хотела бы (Queria / Gostaria de). Em russo, o condicional forma-se com o verbo no passado + a partícula бы. Esta estrutura é usada para descrever sonhos impossíveis ou situações hipotéticas, reforçadas pela comparação «как снегу в августе» (como neve em agosto).Parte 3: Verbos Incoativos e Iminência
A expressão Вот-вот (Prestes a / Está quase) é usada com verbos no futuro ou presente para indicar uma ação que vai acontecer a qualquer segundo: «Вот-вот сообразит» (Está quase a perceber/decidir). Cria uma tensão de inevitabilidade na rotina da personagem.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что баба Люся несёт на коромысле?
O que é que a avó Lyusia carrega no balancim?
Liga os contrastes apresentados na música:
Russo:
Манхэттен
Шампанское
Спа-салоны
Português:
Халупа
Суп
Водокачка
С кем она хотела бы делиться секретами?
Com quem é que ela gostaria de partilhar segredos?
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