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← Voltar para Алла ПугачёваАлла Пугачёва

Я больше не ревную

Ya bolshe ne revnuyu

Eu já não tenho ciúmes

Álbum: Как тревожен этот путь
Compositor: Alla Pugacheva
Letrista: Osip Mandelstam
Arranjador: Alla Pugacheva

Letra em Russo

Я наравне с другими хочу тебе служить
От ревности сухими губами ворожить
Не утоляет слово мне пересохших уст
И без тебя мне снова дремучий воздух пуст

Припев:
Я больше не ревную, я больше не ревную, я тебя зову
И все, чего хочу я, и все, чего хочу я, я вижу наяву
И все, чего хочу я, и все, чего хочу я, я вижу наяву
Я больше не ревную, я больше не ревную, но я тебя зову

Я больше не ревную, но я тебя хочу
Сама себя несу я, как жертву палачу
Тебя не назову я — ни радость, ни любовь
На дикую, чужую мне подменили кровь!

Припев:
Я больше не ревную, я больше не ревную, я тебя зову
И все, чего хочу я, и все, чего хочу я, я вижу наяву
И все, чего хочу я, и все, чего хочу я, я вижу наяву
Я больше не ревную, я больше не ревную, но я тебя зову

Еще одно мгновенье, и я тебе скажу:
«Не радость, а мученье в тебе я нахожу»
Я наравне с другими хочу тебе служить
От ревности сухими губами ворожить

Припев:
Я больше не ревную, я больше не ревную, я тебя зову
И все, чего хочу я, и все, чего хочу я, я вижу наяву
И все, чего хочу я, и все, чего хочу я, я вижу наяву
Я больше не ревную, я больше не ревную, но я тебя зову

Tradução em Português

Eu, em pé de igualdade com os outros, quero servir-te
Com lábios secos de ciúme, fazer feitiçaria
A palavra não sacia os meus lábios ressequidos
E sem ti, de novo, o ar denso está vazio para mim

Refrão:
Eu já não tenho ciúmes, eu já não tenho ciúmes, eu chamo-te
E tudo o que eu quero, e tudo o que eu quero, vejo-o acordada
E tudo o que eu quero, e tudo o que eu quero, vejo-o acordada
Eu já não tenho ciúmes, eu já não tenho ciúmes, mas chamo-te

Eu já não tenho ciúmes, mas eu quero-te
Levo-me a mim mesma como uma vítima ao carrasco
Não te chamarei nem de alegria, nem de amor
Por uma [sangue] selvagem e alheia me trocaram o sangue!

Refrão:
Eu já não tenho ciúmes, eu já não tenho ciúmes, eu chamo-te
E tudo o que eu quero, e tudo o que eu quero, vejo-o acordada
E tudo o que eu quero, e tudo o que eu quero, vejo-o acordada
Eu já não tenho ciúmes, eu já não tenho ciúmes, mas chamo-te

Mais um instante, e eu dir-te-ei:
«Não alegria, mas tormento encontro em ti»
Eu, em pé de igualdade com os outros, quero servir-te
Com lábios secos de ciúme, fazer feitiçaria

Refrão:
Eu já não tenho ciúmes, eu já não tenho ciúmes, eu chamo-te
E tudo o que eu quero, e tudo o que eu quero, vejo-o acordada
E tudo o que eu quero, e tudo o que eu quero, vejo-o acordada
Eu já não tenho ciúmes, eu já não tenho ciúmes, mas chamo-te

💡 Interpretação e Contexto Cultural

A Fusão do Rock com a Poesia de Prata
Poesia Erudita no Pop: A letra desta canção é um poema de Osip Mandelstam, um dos maiores poetas da "Idade de Prata" russa. Pugacheva tomou a liberdade de adaptar versos escritos em 1915, conferindo-lhes uma sonoridade rock dramática e moderna para os padrões de 1982.

Estética do Sacrifício: A imagem da mulher que se entrega «como uma vítima ao carrasco» (как жертву палачу) é extremamente forte e típica do imaginário trágico russo, onde o amor é frequentemente indissociável do sofrimento e da auto-imolação.

O Ciúme que Consome: O poema descreve um ciúme tão físico que seca os lábios e transforma o ar em algo «denso» e irrespirável. A negação repetida no refrão («Eu já não tenho ciúmes») soa como uma auto-sugestão desesperada enquanto a narradora continua a chamar pelo amado.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Ревность[RYEV-nast']Ciúme / CiúmesSubstantivo feminino. Descreve o sentimento de posse e suspeita amorosa.
Наяву[Na-ya-VU]Acordada / Na realidadeAdvérbio que descreve algo que acontece enquanto se está desperto, em oposição a sonhar.
Ворожить[Va-ra-ZHIT']Fazer feitiçaria / AdivinhaçãoVerbo no infinitivo. Refere-se a práticas místicas ou folclóricas de encantamento.
Уст[Ust]Lábios / Boca (Poético)Substantivo plural arcaico ou poético para 'guba' (lábio). Muito comum na literatura clássica.
Палач[Pa-LACH]Carrasco / ExecutorSubstantivo masculino que simboliza a crueldade ou o destino impiedoso.
Мученье[Mu-CHYEN'-ye]Tormento / SofrimentoForma poética de 'mucheniye'. Descreve uma dor física ou espiritual prolongada.

Parte 2: Comparações e Similares (Как)
A letra utiliza a conjunção Как para criar metáforas de estado e ação:
Как жертву палачу (Como uma vítima ao carrasco) - estabelece uma relação de submissão.
• No russo, как é a ferramenta principal para o espelhamento poético de sentimentos em imagens concretas.

Parte 3: Negação e Exclusão com «Ни... Ни...»
Para negar múltiplas qualidades ou opções de forma enfática, Mandelstam usa a construção Ни... ни...:
• «Тебя не назову я — ни радость, ни любовь» (Não te chamarei nem de alegria, nem de amor).
• Esta estrutura exige que o verbo principal também esteja negado com не, reforçando a impossibilidade de categorizar o sentimento.

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Как героиня несет сама себя в песне?

Como é que a heroína se leva a si mesma na música?

Faz a correspondência entre os estados físicos e as suas causas na letra:

Russo:
Воздух
Сухие губы
Кровь
Português:
Pelo ciúme (От ревности)
Denso / Vazio (Пуст)
Selvagem / Alheia (Чужая)

Что героиня находит в любимом человеке?

O que é que a heroína encontra na pessoa amada?