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Letra em Russo
[Куплет]
Когда приговор озвучат, ты пожелаешь мне сгнить в тюрьме
Эта ебливая жизнь не нужна ни тебе, ни мне
Но пока ты грязищу множила, я с землей ровняла
Я бы вырвала ей сердце, просто времени было мало!
Мелкие, блять, паршивцы, их дыхание — твоя вина
Что почувствовал бы убийца: промозглая пелена, скользкая
За горло меня, как ее хватала, вырычала обиду, не выпросила пощады
Просто времени было мало, я сильней истерзала бы ваше чадо!
Твоя кровь грязная, по венам ползает пауком
Я не видела ничего живого нигде, ни в ком
Стоны походят на песню, выходя из тела рывком
Мерзкая, мертвая, злая сука, только себя пожалеешь потом!
Срезав кожу с себя куском, лишь пятна твои смывала
Ты меня кинула, бросила, позабыла, клянись, что не ты меня породила
Трави меня в каждом лице, мое умирание — самоцель, ее умирание — самоцвет
Редкий камень в хребте земли. Ее уберегали — да не уберегли
Твоя дочь задыхалась от страха, взглянув на меня мельком
Твои сыновья говорят, что ты лучшая мама на свете
Вот они, твои дети
А меня ты выплюнула, выблевала и оставила
Подкинула кукушонком, забыла, занюхала, заколола, а теперь вылезла!
И щенков своих притащила
Мамочка, злая сука! Резала твои вены, кромсая ее руки
Отнимала твое дыхание, разрезая худую шею
И не прощу прощения. И не прошу прощени
И не прощу прощения, не чувствую вины
Наконец на тебя на улице смотрят так, как должны
Ничего мне слаще их боли не было
Мальчишки плач, будто сон трава
Мамочка, ты же в них жива
Они так тобою плакали, маленькой ручки не отведя
Куски твоей плоти воют, напряжения нахлебавшись
Я хотела им худшей доли и позволила им остаться
Им не поднимешь стопки даже за упокой
Я оставила их с тобой!
Чтобы тварь, как ты, хоть однажды, но все-таки полюбила
И целуя их перед сном, вспоминай, что я вырыла две могилы
Когда приговор озвучат, ты пожелаешь мне сгнить в тюрьме
Эта ебливая жизнь не нужна ни тебе, ни мне
Но пока ты грязищу множила, я с землей ровняла
Я бы вырвала ей сердце, просто времени было мало!
Мелкие, блять, паршивцы, их дыхание — твоя вина
Что почувствовал бы убийца: промозглая пелена, скользкая
За горло меня, как ее хватала, вырычала обиду, не выпросила пощады
Просто времени было мало, я сильней истерзала бы ваше чадо!
Твоя кровь грязная, по венам ползает пауком
Я не видела ничего живого нигде, ни в ком
Стоны походят на песню, выходя из тела рывком
Мерзкая, мертвая, злая сука, только себя пожалеешь потом!
Срезав кожу с себя куском, лишь пятна твои смывала
Ты меня кинула, бросила, позабыла, клянись, что не ты меня породила
Трави меня в каждом лице, мое умирание — самоцель, ее умирание — самоцвет
Редкий камень в хребте земли. Ее уберегали — да не уберегли
Твоя дочь задыхалась от страха, взглянув на меня мельком
Твои сыновья говорят, что ты лучшая мама на свете
Вот они, твои дети
А меня ты выплюнула, выблевала и оставила
Подкинула кукушонком, забыла, занюхала, заколола, а теперь вылезла!
И щенков своих притащила
Мамочка, злая сука! Резала твои вены, кромсая ее руки
Отнимала твое дыхание, разрезая худую шею
И не прощу прощения. И не прошу прощени
И не прощу прощения, не чувствую вины
Наконец на тебя на улице смотрят так, как должны
Ничего мне слаще их боли не было
Мальчишки плач, будто сон трава
Мамочка, ты же в них жива
Они так тобою плакали, маленькой ручки не отведя
Куски твоей плоти воют, напряжения нахлебавшись
Я хотела им худшей доли и позволила им остаться
Им не поднимешь стопки даже за упокой
Я оставила их с тобой!
Чтобы тварь, как ты, хоть однажды, но все-таки полюбила
И целуя их перед сном, вспоминай, что я вырыла две могилы
Tradução em Português
[Verso]
Quando pronunciarem a sentença, tu desejarás que eu apodreça na prisão
Esta vida fodida não faz falta nem a ti, nem a mim
Mas enquanto tu multiplicavas a sujidade, eu nivelava com a terra
Eu ter-lhe-ia arrancado o coração, simplesmente houve pouco tempo!
Pequenos, porra, sarnentos, a respiração deles é tua culpa
O que sentiria o assassino: um véu gélido, escorregadio
Pela garganta me agarrava como a ela, rosnou a mágoa, não implorou misericórdia
Simplesmente houve pouco tempo, eu teria torturado mais o vosso rebento!
O teu sangue é sujo, rasteja pelas veias como uma aranha
Eu não vi nada de vivo em lado nenhum, nem em ninguém
Os gemidos parecem-se com uma canção, saindo do corpo num solavanco
Cabra nojenta, morta, malvada, só terás pena de ti própria depois!
Cortando a pele de mim mesma num pedaço, apenas lavava as tuas manchas
Tu abandonaste-me, deixaste-me, esqueceste-me, jura que não foste tu que me deste à luz
Envenena-me em cada rosto, a minha morte é um fim em si, a morte dela é uma joia
Uma pedra rara na espinha da terra. Protegeram-na — mas não a conseguiram proteger
A tua filha sufocava de medo, ao olhar para mim de relance
Os teus filhos dizem que tu és a melhor mãe do mundo
Aqui estão eles, os teus filhos
E a mim tu cuspi-me, vomitaste-me e deixaste-me
Deixaste-me como uma cria de cuco, esqueceste, cheiraste, injetaste e agora apareceste!
E trouxeste as tuas crias
Mamã, cabra malvada! Cortava as tuas veias, retalhando as mãos dela
Tirava a tua respiração, cortando o pescoço magro
E não perdoarei o perdão. E não peço perdã
E não perdoarei o perdão, não sinto culpa
Finalmente na rua olham para ti como devem
Nada foi mais doce para mim do que a dor deles
O choro do rapaz, como erva do sono
Mamã, tu afinal estás viva neles
Eles choraram tanto por ti, sem afastar a mãozinha
Os pedaços da tua carne uivam, tendo-se engasgado com a tensão
Eu desejava-lhes um destino pior e permiti que ficassem
A eles não erguerás os copos nem pelo seu descanso
Eu deixei-os contigo!
Para que uma criatura como tu, nem que seja por uma vez, amasse afinal
E ao beijá-los antes de dormir, lembra-te que eu cavei duas sepulturas
Quando pronunciarem a sentença, tu desejarás que eu apodreça na prisão
Esta vida fodida não faz falta nem a ti, nem a mim
Mas enquanto tu multiplicavas a sujidade, eu nivelava com a terra
Eu ter-lhe-ia arrancado o coração, simplesmente houve pouco tempo!
Pequenos, porra, sarnentos, a respiração deles é tua culpa
O que sentiria o assassino: um véu gélido, escorregadio
Pela garganta me agarrava como a ela, rosnou a mágoa, não implorou misericórdia
Simplesmente houve pouco tempo, eu teria torturado mais o vosso rebento!
O teu sangue é sujo, rasteja pelas veias como uma aranha
Eu não vi nada de vivo em lado nenhum, nem em ninguém
Os gemidos parecem-se com uma canção, saindo do corpo num solavanco
Cabra nojenta, morta, malvada, só terás pena de ti própria depois!
Cortando a pele de mim mesma num pedaço, apenas lavava as tuas manchas
Tu abandonaste-me, deixaste-me, esqueceste-me, jura que não foste tu que me deste à luz
Envenena-me em cada rosto, a minha morte é um fim em si, a morte dela é uma joia
Uma pedra rara na espinha da terra. Protegeram-na — mas não a conseguiram proteger
A tua filha sufocava de medo, ao olhar para mim de relance
Os teus filhos dizem que tu és a melhor mãe do mundo
Aqui estão eles, os teus filhos
E a mim tu cuspi-me, vomitaste-me e deixaste-me
Deixaste-me como uma cria de cuco, esqueceste, cheiraste, injetaste e agora apareceste!
E trouxeste as tuas crias
Mamã, cabra malvada! Cortava as tuas veias, retalhando as mãos dela
Tirava a tua respiração, cortando o pescoço magro
E não perdoarei o perdão. E não peço perdã
E não perdoarei o perdão, não sinto culpa
Finalmente na rua olham para ti como devem
Nada foi mais doce para mim do que a dor deles
O choro do rapaz, como erva do sono
Mamã, tu afinal estás viva neles
Eles choraram tanto por ti, sem afastar a mãozinha
Os pedaços da tua carne uivam, tendo-se engasgado com a tensão
Eu desejava-lhes um destino pior e permiti que ficassem
A eles não erguerás os copos nem pelo seu descanso
Eu deixei-os contigo!
Para que uma criatura como tu, nem que seja por uma vez, amasse afinal
E ao beijá-los antes de dormir, lembra-te que eu cavei duas sepulturas
💡 Interpretação e Contexto Cultural
True Crime, Psicopatologia e Ressentimento Familiar
• O Caso Alyssa Bustamante: A música é baseada num caso real chocante de 2009 nos EUA. Alyssa Bustamante, então com 15 anos, assassinou brutalmente a sua vizinha de 9 anos, Elizabeth Olten. No seu diário, a adolescente descreveu a experiência como "espetacular" e "agradável", uma frieza que o artista capta perfeitamente na letra.
• A Perspetiva da Assassina: Slava KPSS escreve a canção inteiramente do ponto de vista de Alyssa, mas foca o ódio não na vítima, e sim na sua própria mãe. A narrativa sugere um passado de abandono extremo, adições da mãe e negligência emocional, expondo um ciclo de trauma transgeracional.
• O Cuco (Кукушонок): A expressão "Подкинула кукушонком" (Deixaste-me como uma cria de cuco) é uma forte referência natural e cultural. Os cucos são aves conhecidas por colocarem os seus ovos nos ninhos de outras espécies, abandonando as crias. Simboliza uma criança rejeitada pelos próprios pais e atirada para o sistema ou outros familiares.
• Violência Transferida: Os versos descrevem como a assassina via a sua mãe na vítima e nos irmãos mais novos. Ao infligir dor aos outros, ela estava, na sua mente perturbada, a castigar a mãe pelas feridas do passado.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Приговор | [Pri-ga-VOR] | Sentença / Veredito | Decisão final de um tribunal. |
| Сгнить | [Zgnit'] | Apodrecer | Verbo perfectivo; decair organicamente ou definhar na prisão. |
| Пощада | [Pa-SHCHA-da] | Misericórdia / Clemência | Piedade implorada por alguém em perigo de morte ou dor. |
| Чадо | [CHA-da] | Rebento / Filho | Termo arcaico e literário para criança, usado aqui de forma irónica ou macabra. |
| Кукушонок | [Ku-ku-SHO-nak] | Cria de cuco | Usado metaforicamente para uma criança abandonada. |
| Могила | [Ma-GI-la] | Sepultura / Túmulo | Substantivo feminino; o buraco escavado para enterrar os mortos. |
Parte 2: Condicional Irreal (Partícula «Бы»)
A letra recorre frequentemente ao modo condicional para expressar ações hipotéticas ou arrependimentos sombrios do passado:• «Я бы вырвала ей сердце» (Eu ter-lhe-ia arrancado o coração).
• «Я сильней истерзала бы ваше чадо» (Eu teria torturado mais o vosso rebento).
Em russo, o condicional forma-se colocando o verbo no passado e adicionando a partícula бы, independentemente do tempo em que a ação (não) ocorreu.Parte 3: Prefixos Intensificadores em Verbos de Ação
O artista usa verbos crus que descrevem dano físico com prefixos (приставки) que indicam a conclusão violenta e irredutível da ação:• Вырвала (Arrancou para fora).
• Истерзала (Torturou/Lacerou até ao limite).
• Разрезая (Cortando/Dividindo ao meio).
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
К кому обращается Алиса в этой песне?
A quem se dirige a Alyssa nesta música?
Faz a correspondência entre a palavra russa e o seu significado no contexto da letra:
Russo:
Могила
Пощада
Приговор
Português:
Sentença
Misericórdia
Sepultura
Какое чувство героиня не испытывает, согласно тексту?
Que sentimento a protagonista não sente, de acordo com a letra?
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HISTÓRIA
