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Опять надо жить

Opyat nado zhit

De Novo É Preciso Viver

Álbum: Солнце мёртвых
Compositor: Слава КПСС
Letrista: Вячеслав Машнов
Arranjador: Слава КПСС

Letra em Russo

[Припев]
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, я в кровати как в гробу (Слёг)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, детка, я встать не могу (Никак)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, я в кровати как в гробу (Слёг)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, детка, я встать не могу (Никак)

[Куплет 1]
Моя жизнь — бесконечный сонный паралич
Не хочется ебаться, мне не хочется любить
Безысходный самотык из жопы моей торчит
Я верчу свое сознание, ищу кнопку «отключить»
Дрянного вина пакет, я выгляну из окна
За солнышком как лакеи пиздохают облака
Весна просрётся букетом из зелени да говна
А в моих квадратных метрах цветёт разве что вода
Ну и нахуй мне выходить, жизнь — ёбаная тоска
Напряги и нервяки, да дворняги из-за куска
Готовы рвать на мне портки, я бы дал им себя сожрать
Но мне опять надо жить и смертельно охота спать
И не надо меня будить, от правды меня тошнит
Обосранный дзен-буддизм мне не впарите, как тампоны
Не надо меня будить, я вечность бы так продрых
Но заперт в одном вагоне с макетами из картона
Они кажутся людьми, стальные глисты умело
Ползут по кишке метро и им вряд ли говно — помеха
На станции, как жуки, люди заняты общим делом
А мне так поебать на это, свою я давно проехал
Растолкают на конечной али выкинут на рельсы
Обмоют и перекрестят, али так уронят в землю
И будет ли туса в небе или вечность, чтоб проспаться
Мне не очень интересно, ведь завтра так может статься

[Припев]
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, я в кровати как в гробу (Слёг)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, детка, я встать не могу (Никак)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, я в кровати как в гробу (Слёг)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, детка, я встать не могу (Никак)

[Куплет 2]
Детка, однажды ты захочешь от меня аборт
А черви разобьют из нас свой сад костей
Мне пролежни милее, чем верблюжий горб
Прости, резона не секу я покидать постель
Пускай по лесу муравей тащит свежий трупик
Пускай ваш улей в суете с утра и до утра
Стал жить как трутень ведь в быту тонуть, что муха в супе
Не моя игра, просто не моя игра
Все мы едем в никуда, по шоссе из никуда
Только я дымлю на заднем, а ты тупишь за рулем
И все мы суть одна хуйня, все мы суть одна хуйня
Только я любуюсь видом, ты в погоне за рублем стух
И это путь из точки А, это путь до точки Б
Только нету точки А, и не бывало точки Б
Ведь ты поймёшь это тогда, когда горючка на нуле
Без какого-то толчка качались сами по себе
Эти качели в пустоте, качели в пустоте
Твою игру свернуть никак, но ты волен нажать "уйти"
Потеет палец на курке, мой палец на курке
Мне некогда нажать, ведь мне опять надо жить

[Припев]
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, я в кровати как в гробу (Слёг)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, детка, я встать не могу (Никак)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, я в кровати как в гробу (Слёг)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, детка, я встать не могу (Никак)
Но мне на это положить, я в кровати как в гробу (Слёг)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, детка, я встать не могу (Никак)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, я в кровати как в гробу (Слёг)
Опять надо жить, опять надо жить
Но мне на это положить, детка, я встать не могу (Никак)

Tradução em Português

[Refrão]
De novo é preciso viver, de novo é preciso viver
Mas eu estou-me a cagar para isso, estou na cama como num caixão (caí)
De novo é preciso viver, de novo é preciso viver
Mas eu estou-me a cagar para isso, baby, não consigo levantar-me (de maneira nenhuma)
De novo é preciso viver, de novo é preciso viver
Mas eu estou-me a cagar para isso, estou na cama como num caixão (caí)
De novo é preciso viver, de novo é preciso viver
Mas eu estou-me a cagar para isso, baby, não consigo levantar-me (de maneira nenhuma)

[Verso 1]
A minha vida é uma paralisia do sono infinita
Não tenho vontade de foder, não tenho vontade de amar
Um consolo sem saída espeta-se no meu rabo
Eu giro a minha consciência, procuro o botão «desligar»
Um pacote de vinho fuleira, eu olho pela janela
Atrás do solzinho, como lacaios, caminham as nuvens
A primavera vai cagar um ramo de verdura e de merda
E nos meus metros quadrados só floresce a água [estagnada]
E para que raio hei de sair, a vida é uma melancolia foda
Tensões e nervos, e vira-latas por causa de um bocado [de comida]
Prontos para me rasgar as calças, eu deixaria que me comessem
Mas de novo é preciso viver e tenho uma vontade mortal de dormir
E não vale a pena acordar-me, a verdade dá-me náuseas
Não me venham impingir um budismo zen de merda como se fossem tampões
Não me acordem, eu dormiria assim uma eternidade
Mas estou preso num vagão com maquetes de cartão
Eles parecem pessoas, lombrigas de aço habilmente
Rastejam pelo intestino do metro e a merda dificilmente é um obstáculo
Na estação, como besouros, as pessoas ocupam-se com a causa comum
Mas eu estou-me tanto a cagar para isso, a minha estação já passou há muito
Vão-me acordar na última paragem ou atirar-me para os carris
Vão lavar-me e benzer-me, ou simplesmente deixar-me cair na terra
E se haverá festa no céu ou uma eternidade para dormir a sesta
Não me interessa muito, pois amanhã pode acontecer assim

[Refrão]
De novo é preciso viver, de novo é preciso viver
Mas eu estou-me a cagar para isso, estou na cama como num caixão
De novo é preciso viver, de novo é preciso viver
Mas eu estou-me a cagar para isso, baby, não consigo levantar-me

[Verso 2]
Baby, um dia vais querer fazer um aborto de mim
E os vermes farão de nós o seu jardim de ossos
As escaras são-me mais queridas que a corcunda de um camelo
Desculpa, não percebo a lógica em sair da cama
Que a formiga arraste pela floresta um pequeno cadáver fresco
Que a vossa colmeia viva na azáfama de manhã à noite
Passei a viver como um zangão, pois afogar-se no quotidiano é como uma mosca na sopa
Não é o meu jogo, simplesmente não é o meu jogo
Vamos todos para lado nenhum, por uma autoestrada de lado nenhum
Só eu é que estou a fumar no banco de trás, e tu estás feito parvo ao volante
E somos todos a mesma merda, somos todos a mesma merda
Só eu é que aprecio a vista, tu apodreceste na perseguição do rublo
E este é o caminho do ponto A, este é o caminho até ao ponto B
Só que não existe ponto A, e nunca houve ponto B
Pois tu só vais perceber isso quando o combustível chegar a zero
Sem nenhum empurrão, balançavam por si mesmos
Estes baloiços no vazio, baloiços no vazio
Não há como cancelar o teu jogo, mas és livre de carregar em «sair»
O dedo sua no gatilho, o meu dedo no gatilho
Não tenho tempo para premir, pois de novo é preciso viver

[Refrão]
De novo é preciso viver, de novo é preciso viver
Mas eu estou-me a cagar para isso, estou na cama como num caixão
De novo é preciso viver, de novo é preciso viver
Mas eu estou-me a cagar para isso, baby, não consigo levantar-me

💡 Interpretação e Contexto Cultural

A Paralisia do Quotidiano e o Niilismo de Quarto
Esta música descreve um estado de depressão clínica e existencial, onde o simples ato de levantar da cama é visto como uma tarefa hercúlea e sem sentido.

Sleet' (Слёг): Verbo russo que indica ficar acamado devido a doença ou exaustão física/mental. O narrador usa a cama como um substituto simbólico para o caixão.

Intestino do Metro (Кишка метро): Uma metáfora comum na poesia russa moderna para descrever a natureza orgânica e claustrofóbica do transporte subterrâneo, onde as pessoas são vistas como 'vermes' ou 'parasitas' num sistema maior.

Ponto A ao Ponto B: Uma desconstrução da lógica de progresso. Slava argumenta que a vida não tem origem nem destino, sendo apenas um movimento inercial no vazio.

Baloiços no Vazio (Качели в пустоте): Uma imagem recorrente no rock e rap alternativo russo que simboliza a oscilação inútil entre altos e baixos emocionais sem sair do lugar.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Охота[A-khò-ta]Ter vontade / CaçaNeste contexto, é um advérbio que significa 'querer muito' (ex: 'смертельно охота спать' - ter uma vontade mortal de dormir).
Положить[Pa-la-zhìt']Colocar / Cagar paraA expressão 'мне на это положить' é calão para 'não me interessa' ou 'estou-me a cagar para isso' (abreviação de 'положить болт/хер').
Пролежни[PRÒ-lij-ni]Escaras / Feridas de decúbitoFeridas que surgem por passar demasiado tempo deitado, reforçando a ideia de paralisia física.
Горючка[Ga-ryùch-ka]CombustívelCalão para combustível (gasolina/diesel), aqui usado como metáfora para a energia vital.
Трутень[TRÙ-tyen']Zangão / ParasitaAquele que vive do trabalho alheio ou que não faz nada de produtivo.

Parte 2: Verbos de Estado e Impessoais
A letra utiliza construções impessoais para descrever sentimentos:
Не хочется (Não se tem vontade/Não apetece) - Verbo reflexivo no impessoal.
Тошнит (Dá náuseas/Enjoa) - Usado com o acusativo 'меня'.

Parte 3: O Uso do Futuro Hipotético (Растолкают, Выкинут)
Os verbos na 3ª pessoa do plural sem sujeito explícito indicam ações que 'alguém' fará ao narrador no futuro, reforçando a sua passividade.
Растолкают (Acordarão à força/Empurrarão).
Выкинут (Atirarão fora).

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

С чем герой сравнивает свою кровать?

Com o que o herói compara a sua cama?

Associe as imagens da música aos seus significados niilistas:

Russo:
Сонный паралич
Горючка на нуле
Стальные глисты
Português:
Pessoas no metro
Fim da energia vital
A vida do herói

Что герою милее, чем верблюжий горб?

O que é mais querido para o herói do que a corcunda de um camelo?