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Мышка-норушка

Myshka-norushka

Ratinho do Campo

Álbum: Солнце мёртвых
Compositor: Слава КПСС
Letrista: Вячеслав Машнов
Arranjador: Слава КПСС

Letra em Russo

[Припев]
Упаду как доминошка, к смерти в лукошко
Крепкий фундамент? Да хуй там
На курьих ножках эта избушка (Не было и нет)
Хвостиком смахнёт меня мышка-норушка
Упаду как доминошка, к смерти в лукошко
Крепкий фундамент? Да хуй там
На курьих ножках эта избушка (Не было и нет)
Хвостиком смахнёт меня мышка-норушка

[Куплет 1]
Всё — это не значит ничего, а это значит всё
Мёртвое ожило, потом снова померло
И дальше потащила крест, из-за плешивой скалы благовест
(Все, это не значит ничего) А это значит, есть
Некое одно, но их так много, что не счесть нулём
И мы исчезнем днём, как эти тени кучерявых крон
Ведь о хребет волны (Не переломят як хребет с весло)
Крошка Харона за буйками бессмертья восторг
Дай нам свободу, мы строим острог, в нем же и сгниём
Крыша течёт, белим потолок (Толку-то?)
В степи Муюнкума, быстроногий волк знает, что почём
А я, дымлюсь, как бесхозный бычок
Может, кто заметит тот дымок и поднимет с земли
Невзначай подставит мне плечо и тем снимет с петли
Но жмуриков обводит детвора, их цветные мелки
Страшно поцарапали асфальт, где седые плевки
Мне не до смеха, мне не до слёз
Над всем смеюсь, но смеюсь всерьёз
Ничто не теплилось россыпью звёзд
Вся эта жизнь — это такой себе анекдот
И пусть в финале не смешно, но я хотя бы жил грешно
Всё, что скопил — ничто, в главных ролях – никто
Он скинет платье, повесит на стул
Надо ли скорбеть, когда хоронят дурацкий костюм?

[Припев]
Упаду как доминошка, к смерти в лукошко
Крепкий фундамент? Да хуй там
На курьих ножках эта избушка (Не было и нет)
Хвостиком смахнёт меня мышка-норушка
Упаду как доминошка, к смерти в лукошко
Крепкий фундамент? Да хуй там
На курьих ножках эта избушка (Не было и нет)
Хвостиком смахнёт меня мышка-норушка

[Куплет 2]
Горбатого могила не исправит, это вздорный трёп
Ведь холмик над могилой, как по мне, это все тот же горб
(Утопаю в чернозёме, видно, что небо струилось в нигде)
(Утопаю в чернозёме, мне Россия лает волчицей во мгле)
Природа знает, где запрятан гром
Утром задирает без стыда, свой звёздный подол
Но город дураков, без неба
Все это предки для нас строили на трупах
Чтоб мы жили в бетонных гробах (Кайф)
И в буквах тоже бессмертия нет
Все эти писаки — удальцы заговаривать в смерть
Где они теперь?
Помнишь я выбил нам сердечко в камне? (Му-а)
Теперь ты сгнила, а оно осталось
Мне в ночи не спалось, всё казалось, как только усну
Месяц распадётся на куски, до утра стерегу

[Припев]
Упаду как доминошка, к смерти в лукошко
Крепкий фундамент? Да хуй там
На курьих ножках эта избушка (Не было и нет)
Хвостиком смахнёт меня мышка-норушка

Tradução em Português

[Refrão]
Vou cair como um dominó, no cesto da morte
Fundações sólidas? Pois sim, o caraças
Sobre pés de galinha está esta cabana (Nunca houve nem há)
Com a cauda vai varrer-me o ratinho do campo
Vou cair como um dominó, no cesto da morte
Fundações sólidas? Pois sim, o caraças
Sobre pés de galinha está esta cabana (Nunca houve nem há)
Com a cauda vai varrer-me o ratinho do campo

[Verso 1]
Tudo — não significa nada, e isso significa tudo
O morto ganhou vida, depois morreu de novo
E continuou a carregar a cruz, de trás da rocha calva o toque dos sinos
(Tudo, não significa nada) E isso significa que existe
Um certo um, mas são tantos que não se contam com um zero
E desapareceremos de dia, como as sombras destas copas encaracoladas
Pois sobre a crista da onda (Não quebrarão como uma crista com um remo)
A migalha de Caronte além das boias é o êxtase da imortalidade
Dá-nos liberdade, nós construímos uma prisão, e nela apodreceremos
O telhado mete água, caiamos o teto (Para quê?)
Na estepe de Muyunkum, o lobo veloz sabe o que é o quê
E eu, deito fumo como uma beata abandonada
Talvez alguém note esse fuminho e o levante do chão
Sem querer me dê o ombro e assim me tire da corda
Mas as crianças desenham o contorno dos defuntos, os seus giz coloridos
Arranharam terrivelmente o asfalto, onde estão os escarros grisalhos
Não estou para risos, não estou para lágrimas
Rio-me de tudo, mas rio-me a sério
Nada brilhava como um punhado de estrelas
Toda esta vida — é uma anedota assim-assim
E que no final não tenha graça, mas eu pelo menos vivi em pecado
Tudo o que juntei — é nada, nos papéis principais – ninguém
Ele tirará o vestido, pendurará na cadeira
Será preciso chorar quando enterram um fato estúpido?

[Refrão]
Vou cair como um dominó, no cesto da morte
Fundações sólidas? Pois sim, o caraças
Sobre pés de galinha está esta cabana (Nunca houve nem há)
Com a cauda vai varrer-me o ratinho do campo
Vou cair como um dominó, no cesto da morte
Fundações sólidas? Pois sim, o caraças
Sobre pés de galinha está esta cabana (Nunca houve nem há)
Com a cauda vai varrer-me o ratinho do campo

[Verso 2]
O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita, isso é conversa fiada
Pois o montículo sobre o túmulo, para mim, é a mesma corcunda
(Afundo-me no solo negro, vê-se que o céu escorria para lado nenhum)
(Afundo-me no solo negro, para mim a Rússia uiva como uma loba na névoa)
A natureza sabe onde está escondido o trovão
De manhã levanta sem vergonha a sua bainha estrelada
Mas a cidade dos tontos, sem céu
Tudo isto os antepassados construíram para nós sobre cadáveres
Para que vivamos em caixões de betão (Fixe)
E nas letras também não há imortalidade
Todos estes escribas — valentes a tentar enganar a morte com palavras
Onde estão eles agora?
Lembras-te que gravei para nós um coração na pedra? (Mu-a)
Agora tu apodreceste, mas ele ficou
De noite não conseguia dormir, tudo parecia que mal adormecesse
A lua se desfaria em pedaços, vigio até de manhã

[Refrão]
Vou cair como um dominó, no cesto da morte
Fundações sólidas? Pois sim, o caraças
Sobre pés de galinha está esta cabana (Nunca houve nem há)
Com a cauda vai varrer-me o ratinho do campo

💡 Interpretação e Contexto Cultural

Deconstrução do Folclore e Niilismo Urbano
Nesta faixa, Slava KPSS utiliza elementos dos contos de fadas russos (skazki) para ilustrar a fragilidade da existência humana e a inevitabilidade da morte.

Myshka-norushka (Мышка-норушка): Uma personagem clássica dos contos infantis russos (como 'O Nabo Gigante' ou 'A Cabana'). Aqui, ela assume um papel fatalista: tal como no conto 'O Ovo de Galinha', onde o rato quebra o ovo de ouro com um simples movimento de cauda, na música a 'ratinha' destrói a vida humana com a mesma facilidade indiferente.

Cabana sobre Pés de Galinha (Избушка на курьих ножках): A morada da bruxa Baba Yaga. Slava usa esta imagem para descrever a fragilidade das construções humanas — tanto físicas (prédios de betão) como metafísicas (a própria vida). Nada tem um 'alicerce sólido'.

Caronte e Muyunkum: A letra mistura a mitologia grega (o barqueiro Caronte) com a geografia centro-asiática (a estepe de Muyunkum, famosa pela obra de Chingiz Aitmatov, 'O Calvário'), sugerindo que o destino trágico é universal.

O Fato Estúpido (Дурацкий костюм): Uma metáfora para o corpo humano. Slava sugere que a morte é apenas o ato de 'despir o vestido', questionando a necessidade de luto por algo que era apenas uma vestimenta temporária da alma.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Доминошка[Da-mi-NOSH-ka]Peça de dominóMetáfora para a queda em cadeia da vida.
Лукошко[Lu-KOSH-ka]Cesto de vimePequena cesta tradicional, aqui usada como o local onde a morte 'colhe' as vidas.
Острог[As-TROK]Prisão / FortalezaTermo arcaico para uma prisão fortificada.
Жмурик[ZHMU-rik]Defunto / Cadáver (gíria)Termo coloquial e algo desrespeitoso para um morto.
Чернозём[Chir-na-ZYOM]Solo negro / Terra fértilSolo típico de certas regiões russas, aqui simbolizando a sepultura.
Горб[Gorp]CorcundaUsado no provérbio 'O túmulo endireita o corcunda' (Горбатого могила исправит).

Parte 2: Provérbios Russos Subvertidos
A letra utiliza o provérbio «Горбатого могила исправит» (Só o túmulo endireita o corcunda), que significa que as falhas de caráter de alguém nunca mudarão enquanto viver. Slava subverte-o dizendo que o próprio túmulo (o montículo de terra) é apenas outra corcunda, reforçando a ideia de que não há redenção ou mudança mesmo na morte.

Parte 3: O Uso do Futuro Hipotético e de Intenção
O narrador usa o futuro para descrever a sua própria queda e o fim do mundo.
Упаду (Vou cair/Cairei).
Смахнёт (Varrerá).
Исчезнем (Desapareceremos).
Estes verbos perfectivos indicam uma ação que ocorrerá uma única vez e terá um resultado definitivo.

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Что сделает мышка-норушка своим хвостиком?

O que é que a ratinha do campo fará com a sua cauda?

Associa os elementos folclóricos às suas imagens na música:

Russo:
Избушка
Курьи ножки
Лукошко
Português:
Cabana frágil
Fundações instáveis
Cesto da morte

С чем сравнивается жизнь в первом куплете?

Com o que é comparada a vida no primeiro verso?