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Letra em Russo
[Припев]
Жизни мышья беготня, что тревожишь ты меня?
Жизни мышья беготня, что тревожишь ты меня?
Жизни мышья беготня, что тревожишь ты меня?
Жизни мышья беготня, что тревожишь ты меня?
[Куплет]
Каждый день один и тот же день, когда же тень?
Под палящим солнцем в русском поле некуда присесть
Ведь под нами металл раскалён до бела
Время нет, чтобы жить, но время есть на дела
Кто ж так тянет удила? Нахуй мама родила
Эх, коли бы зима все тропки замела
Катит в санях мурза, за ним коника ведут
Под уздцы, не оставляя следов на снегу
Может быть, на повороте нас волки стерегут?
Может быть, косоворотку на мне вороги порвут?
Ночка темна, да голосами кликуш
Моя горница полна их загубленных душ
Да! Я же сам опричник
Дал бы вам огня, да отсырели спички
В поле лебеда и мне напели птички
Что мне дана голова, чтоб висеть в петличке
То ли полынья, то ли хворь в груди
То ли мышья беготня, то ли вошь в кутиль
Пока к ногтю не прижали, значит можно жить
Здесь всегда будет так, но не время любить, нет!
Ты как в подполье мышка
Что-то скребётся внутрях, да не слишком
Шлём сигналы SOS, но с Земли нас не слышно
Мы где-то далеко, вот и времячко вышло
Вот и кончились песни
Всюду суета и мы сами стали как тени
С виду всё не так, но так ли это всё на деле?
Не могли делить краюху, но могилку-то поделим!
Вся эта планета — одна братская могила
Трахался со смертью — бездна проглотила
С банком не расплатишься треком или винилом
Даже их кассиры знают, мои песенки — фальшивка
Жизни мышья беготня, что тревожишь ты меня?
Жизни мышья беготня, что тревожишь ты меня?
Жизни мышья беготня, что тревожишь ты меня?
Жизни мышья беготня, что тревожишь ты меня?
[Куплет]
Каждый день один и тот же день, когда же тень?
Под палящим солнцем в русском поле некуда присесть
Ведь под нами металл раскалён до бела
Время нет, чтобы жить, но время есть на дела
Кто ж так тянет удила? Нахуй мама родила
Эх, коли бы зима все тропки замела
Катит в санях мурза, за ним коника ведут
Под уздцы, не оставляя следов на снегу
Может быть, на повороте нас волки стерегут?
Может быть, косоворотку на мне вороги порвут?
Ночка темна, да голосами кликуш
Моя горница полна их загубленных душ
Да! Я же сам опричник
Дал бы вам огня, да отсырели спички
В поле лебеда и мне напели птички
Что мне дана голова, чтоб висеть в петличке
То ли полынья, то ли хворь в груди
То ли мышья беготня, то ли вошь в кутиль
Пока к ногтю не прижали, значит можно жить
Здесь всегда будет так, но не время любить, нет!
Ты как в подполье мышка
Что-то скребётся внутрях, да не слишком
Шлём сигналы SOS, но с Земли нас не слышно
Мы где-то далеко, вот и времячко вышло
Вот и кончились песни
Всюду суета и мы сами стали как тени
С виду всё не так, но так ли это всё на деле?
Не могли делить краюху, но могилку-то поделим!
Вся эта планета — одна братская могила
Трахался со смертью — бездна проглотила
С банком не расплатишься треком или винилом
Даже их кассиры знают, мои песенки — фальшивка
Tradução em Português
[Refrão]
Correria de ratos da vida, por que me inquietas?
Correria de ratos da vida, por que me inquietas?
Correria de ratos da vida, por que me inquietas?
Correria de ratos da vida, por que me inquietas?
[Verso]
Todos os dias o mesmo dia, quando virá a sombra?
Sob o sol escaldante no campo russo não há onde sentar
Pois sob nós o metal está em brasa
Não há tempo para viver, mas há tempo para os afazeres
Quem puxa assim as rédeas? Para que raio a mãe me pariu?
Ah, se o inverno cobrisse todos os trilhos
Um fidalgo (Murza) viaja num trenó, levam o seu cavalo atrás
Pelos freios, sem deixar pegadas na neve
Talvez na curva os lobos nos espreitem?
Talvez os inimigos rasguem a minha camisa (kosovorotka)?
A noite é escura, e com as vozes das carpideiras
A minha sala está cheia das suas almas perdidas
Sim! Eu próprio sou um opritchnik
Dar-vos-ia fogo, mas os fósforos estão húmidos
No campo há ervas daninhas e os pássaros cantaram-me
Que me foi dada a cabeça para estar pendurada na lapela (forca)
Ou um buraco no gelo, ou uma doença no peito
Ou correria de ratos, ou um piolho no canto
Enquanto não nos apertaram as unhas, significa que se pode viver
Aqui será sempre assim, mas não é tempo para amar, não!
Tu és como um ratinho no subsolo
Algo arranha lá dentro, mas não muito
Enviamos sinais de SOS, mas da Terra não nos ouvem
Estamos algures longe, e o tempinho acabou
Eis que acabaram as canções
Por todo o lado vaidade e nós próprios tornámo-nos sombras
Na aparência nada é assim, mas será tudo assim na realidade?
Não podiam dividir a crosta de pão, mas dividiremos a sepultura!
Todo este planeta — é uma vala comum
Fodi com a morte — o abismo engoliu-me
Não pagarás ao banco com uma faixa ou um vinil
Até os caixas deles sabem: as minhas canções são falsas
Correria de ratos da vida, por que me inquietas?
Correria de ratos da vida, por que me inquietas?
Correria de ratos da vida, por que me inquietas?
Correria de ratos da vida, por que me inquietas?
[Verso]
Todos os dias o mesmo dia, quando virá a sombra?
Sob o sol escaldante no campo russo não há onde sentar
Pois sob nós o metal está em brasa
Não há tempo para viver, mas há tempo para os afazeres
Quem puxa assim as rédeas? Para que raio a mãe me pariu?
Ah, se o inverno cobrisse todos os trilhos
Um fidalgo (Murza) viaja num trenó, levam o seu cavalo atrás
Pelos freios, sem deixar pegadas na neve
Talvez na curva os lobos nos espreitem?
Talvez os inimigos rasguem a minha camisa (kosovorotka)?
A noite é escura, e com as vozes das carpideiras
A minha sala está cheia das suas almas perdidas
Sim! Eu próprio sou um opritchnik
Dar-vos-ia fogo, mas os fósforos estão húmidos
No campo há ervas daninhas e os pássaros cantaram-me
Que me foi dada a cabeça para estar pendurada na lapela (forca)
Ou um buraco no gelo, ou uma doença no peito
Ou correria de ratos, ou um piolho no canto
Enquanto não nos apertaram as unhas, significa que se pode viver
Aqui será sempre assim, mas não é tempo para amar, não!
Tu és como um ratinho no subsolo
Algo arranha lá dentro, mas não muito
Enviamos sinais de SOS, mas da Terra não nos ouvem
Estamos algures longe, e o tempinho acabou
Eis que acabaram as canções
Por todo o lado vaidade e nós próprios tornámo-nos sombras
Na aparência nada é assim, mas será tudo assim na realidade?
Não podiam dividir a crosta de pão, mas dividiremos a sepultura!
Todo este planeta — é uma vala comum
Fodi com a morte — o abismo engoliu-me
Não pagarás ao banco com uma faixa ou um vinil
Até os caixas deles sabem: as minhas canções são falsas
💡 Interpretação e Contexto Cultural
Intertextualidade Pushkiniana e Niilismo Histórico
O título e o refrão desta música são referências diretas à cultura e história russas, misturando o erudito com o mundano.
O título e o refrão desta música são referências diretas à cultura e história russas, misturando o erudito com o mundano.
• Мышья беготня (Correria de Ratos): Esta é uma citação direta do poema de Alexander Pushkin, «Versos escritos de noite, durante a insónia». Pushkin usa esta imagem para descrever o som monótono e perturbador da vida quotidiana que não deixa o poeta dormir. Slava utiliza-a para expressar o tédio e a futilidade da existência moderna.
• Opritchnik (Опричник): Membro da guarda pessoal de Ivan, o Terrível, conhecidos pela sua crueldade extrema e fidelidade absoluta. Ao dizer «Eu próprio sou um opritchnik», Slava identifica-se com o carrasco e a vítima ao mesmo tempo, inserindo-se na linhagem de violência da história russa.
• Kosovorotka (Косоворотка): Camisa tradicional russa com o colarinho de lado. Rasgar a camisa é um gesto simbólico de prontidão para a luta ou execução.
• Brataskaya mogila (Братская могила): Vala comum. A metáfora final de que o planeta inteiro é uma vala comum serve para anular qualquer individualismo ou esperança de salvação pessoal.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Беготня | [Bi-gat-NYA] | Correria / Agitação | Substantivo feminino que indica um movimento contínuo e muitas vezes inútil. |
| Тревожить | [Tri-VO-zhit'] | Inquietar / Incomodar | Verbo usado para descrever algo que perturba a paz ou o sono. |
| Удила | [U-DI-la] | Freio / Rédea | Parte do arreio do cavalo. A expressão 'тянуль удила' significa exercer controlo ou apressar. |
| Кликуша | [Kli-KU-sha] | Carpideira / Possuída | Historicamente, mulheres que gritavam histericamente durante rituais religiosos ou funerais. |
| Крайуха | [Kra-YU-kha] | Crosta de pão / Pedaço de pão | Termo coloquial para a extremidade de um pão, símbolo de partilha básica. |
| Полынья | [Pa-lyn-YA] | Buraco no gelo / Polinia | Espaço de água aberta no meio do gelo, uma armadilha mortal no inverno russo. |
Parte 2: Construções de Incerteza (То ли... то ли...)
A música utiliza repetidamente a construção «То ли... то ли...» (Ou... ou... / Quer seja... quer seja...), que indica dúvida ou indiferença do narrador perante várias opções negativas.• То ли полынья, то ли хворь (Ou um buraco no gelo, ou uma doença).
Parte 3: O Uso do Passado Perfectivo com Negação
• Не могли делить (Não puderam dividir).
• Не слышно (Não se ouve).
Estes termos enfatizam a incapacidade humana de cooperação e o isolamento metafísico em que se encontram as personagens.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Чью цитату («Жизни мышья беготня») использует Слава КПСС?
De quem é a citação («Correria de ratos da vida») que Slava KPSS utiliza?
Associa os termos históricos russos às suas traduções:
Russo:
Косоворотка
Мурза
Опричник
Português:
Guarda de Ivan, o Terrível
Camisa tradicional
Fidalgo / Aristocrata
Чем нельзя расплатиться с банком, согласно песне?
Com o que é que não se pode pagar ao banco, segundo a canção?
🎵 Outras Músicas de "Солнце мёртвых"
1
Соечка
Soyechka
O Gaiozinho
2
Мышка-норушка
Myshka-norushka
Ratinho do Campo
3
Смерти и вина
Smerti i vina
De morte e de vinho
4
Солнце мёртвых
Sun of the Dead
O Sol dos Mortos
5
В замогильной стороне
V zamogilnoy storone
Do Lado de Além-Túmulo
6
Шатуны
Shatuny
Os Errantes
7
Пусть
Pust
Que assim seja
9
Опять надо жить
Opyat nado zhit
De Novo É Preciso Viver
10
Волки да вороны
Volki da vorony
Lobos e Corvos
