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Letra em Russo
[Куплет]
Наши фиксики умерли
Раньше что-то там двигали
Внутри душ теперь тушь течёт
И кто заткнет пробоину в мясном домике?
Встали ходики, время — нет
В тихом омуте чертят мне
Льёшь свинец на оголенный нерв
Ты врёшь, подлец, и весь божий свет
Ты свел в насмешку, мой ангел дня
Белоснежка проснулась зря
Ни свет ни заря я брёл по полям
Унавожена земля людьми. Как и я
Они хотели жить вечно, пить чай
На кухоньке с той, что одна поняла
Пей до дна, жизнь — свеча!
Вот беда, в раму дует сквозняк!
Где ж вы, фиксики? Всё пройдёт!
Сердце свыкнется, ум поймёт
Ногти грязные давят вошь!
Скорбь и радости черпал ковш!
А теперь скребёт о пустой бачок
И я хрипло выплюну злой стишок!
В бездну смыслы — все ни о чём
Забегай на огонёк, мой мотылёк!
Дай мне луковку, я ж по ней
Влезу в рай, здесь же, меж огней
Только гибель и точка
Стоит ли гнить в одиночке?
В сточной яме страстей и грехов
Пьяным в свой Иерихон
Буду спешить хоть ползком
Барынька, шлю вам поклон!
Я глуп и смешон
В этих обносках с сырками из «Дикси»
Я верю, всё ещё можно пофиксить!
Наши фиксики умерли
Раньше что-то там двигали
Внутри душ теперь тушь течёт
И кто заткнет пробоину в мясном домике?
Встали ходики, время — нет
В тихом омуте чертят мне
Льёшь свинец на оголенный нерв
Ты врёшь, подлец, и весь божий свет
Ты свел в насмешку, мой ангел дня
Белоснежка проснулась зря
Ни свет ни заря я брёл по полям
Унавожена земля людьми. Как и я
Они хотели жить вечно, пить чай
На кухоньке с той, что одна поняла
Пей до дна, жизнь — свеча!
Вот беда, в раму дует сквозняк!
Где ж вы, фиксики? Всё пройдёт!
Сердце свыкнется, ум поймёт
Ногти грязные давят вошь!
Скорбь и радости черпал ковш!
А теперь скребёт о пустой бачок
И я хрипло выплюну злой стишок!
В бездну смыслы — все ни о чём
Забегай на огонёк, мой мотылёк!
Дай мне луковку, я ж по ней
Влезу в рай, здесь же, меж огней
Только гибель и точка
Стоит ли гнить в одиночке?
В сточной яме страстей и грехов
Пьяным в свой Иерихон
Буду спешить хоть ползком
Барынька, шлю вам поклон!
Я глуп и смешон
В этих обносках с сырками из «Дикси»
Я верю, всё ещё можно пофиксить!
Tradução em Português
[Verso]
Os nossos fixiki morreram
Antigamente moviam qualquer coisa lá dentro
Dentro das almas agora corre rímel
E quem tapará o buraco na casinha de carne?
Os relógios de parede pararam, o tempo — acabou
No pântano calmo desenham para mim
Vertes chumbo num nervo exposto
Tu mentes, canalha, e todo o mundo de Deus
Transformaste em troça, meu anjo do dia
A Branca de Neve acordou em vão
Nem luz nem madrugada, eu vagava pelos campos
A terra está adubada com pessoas. Tal como eu
Eles queriam viver para sempre, beber chá
Na cozinha com aquela que foi a única a compreender
Bebe até ao fundo, a vida é uma vela!
Eis o mal, entra corrente de ar pela moldura!
Onde estais vós, fixiki? Tudo passará!
O coração habituar-se-á, a mente compreenderá
Unhas sujas esmagam o piolho!
A concha colheu o luto e as alegrias!
E agora arranha num tanque vazio
E eu cuspirei roucamente um versinho malvado!
Para o abismo os sentidos — todos sobre nada
Passa pela luzinha, minha mariposa!
Dá-me uma cebolinha, pois por ela
Subirei ao paraíso, aqui mesmo, entre fogos
Apenas a perdição e ponto final
Valerá a pena apodrecer na solitária?
Na fossa de paixões e pecados
Bêbado para o meu Jericó
Vou apressar-me nem que seja a rastejar
Minha senhora, envio-vos uma vénia!
Sou tolo e ridículo
Nestes farrapos com queijinhos do «Dixie»
Eu acredito, ainda se pode consertar tudo!
Os nossos fixiki morreram
Antigamente moviam qualquer coisa lá dentro
Dentro das almas agora corre rímel
E quem tapará o buraco na casinha de carne?
Os relógios de parede pararam, o tempo — acabou
No pântano calmo desenham para mim
Vertes chumbo num nervo exposto
Tu mentes, canalha, e todo o mundo de Deus
Transformaste em troça, meu anjo do dia
A Branca de Neve acordou em vão
Nem luz nem madrugada, eu vagava pelos campos
A terra está adubada com pessoas. Tal como eu
Eles queriam viver para sempre, beber chá
Na cozinha com aquela que foi a única a compreender
Bebe até ao fundo, a vida é uma vela!
Eis o mal, entra corrente de ar pela moldura!
Onde estais vós, fixiki? Tudo passará!
O coração habituar-se-á, a mente compreenderá
Unhas sujas esmagam o piolho!
A concha colheu o luto e as alegrias!
E agora arranha num tanque vazio
E eu cuspirei roucamente um versinho malvado!
Para o abismo os sentidos — todos sobre nada
Passa pela luzinha, minha mariposa!
Dá-me uma cebolinha, pois por ela
Subirei ao paraíso, aqui mesmo, entre fogos
Apenas a perdição e ponto final
Valerá a pena apodrecer na solitária?
Na fossa de paixões e pecados
Bêbado para o meu Jericó
Vou apressar-me nem que seja a rastejar
Minha senhora, envio-vos uma vénia!
Sou tolo e ridículo
Nestes farrapos com queijinhos do «Dixie»
Eu acredito, ainda se pode consertar tudo!
💡 Interpretação e Contexto Cultural
Fixiki, Direitos de Autor e a Fragilidade Humana
Esta canção tem uma história de produção curiosa que reflete o caos da indústria cultural russa. Originalmente intitulada «Fixiki» (referência à série de animação russa sobre pequenas criaturas que reparam máquinas), a faixa sofreu várias alterações após queixas de direitos de autor.
Esta canção tem uma história de produção curiosa que reflete o caos da indústria cultural russa. Originalmente intitulada «Fixiki» (referência à série de animação russa sobre pequenas criaturas que reparam máquinas), a faixa sofreu várias alterações após queixas de direitos de autor.
• De Fixiki a Garantia: O título final, «Гарантийные человечки», é uma homenagem ao livro de Eduard Uspensky que inspirou a série. Slava utiliza estas figuras infantis como metáfora para os mecanismos internos da alma que pararam de funcionar.
• A Cebolinha de Dostoiévski: A linha «Dá-me uma cebolinha» (Дай мне луковку) refere-se à parábola da cebola em Os Irmãos Karamazov, onde um pequeno ato de caridade pode ser a única esperança de salvação.
• Cotidiano e Abjeção: A letra mistura imagens bíblicas e míticas (Jericó, paraíso) com a realidade crua e pobre da Rússia contemporânea, como os «queijinhos do Dixie» (supermercado de baixo custo), sublinhando o contraste entre o desejo de transcendência e a miséria material.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Фиксики | [FIK-si-ki] | Fixiki | Personagens de animação que consertam coisas. |
| Сквозняк | [Skvaz-NYAK] | Corrente de ar | Substantivo masculino. |
| Пофиксить | [Pa-FIK-sit'] | Consertar / Resolver | Gíria russa derivada do inglês 'to fix'. |
| Луковка | [LU-kaf-ka] | Cebolinha | Diminutivo de Luk (cebola). Referência literária. |
| Поклон | [Pa-KLON] | Vénia / Saudação | Substantivo masculino. |
| Обноски | [Ab-NOS-ki] | Farrapos / Roupas velhas | Substantivo plural. |
Parte 2: Verbos de Estado e Mudança
A música usa o verbo Свыкнуться (Habituar-se/Aprender a viver com): «Сердце свыкнется».• É um verbo reflexivo que indica um processo psicológico de adaptação a uma situação difícil ou inevitável.
Parte 3: O Caso Instrumental de Meio
Na frase «Унавожена земля людьми» (A terra está adubada com pessoas), a palavra Люди (Pessoas) está no Caso Instrumental plural.• O Instrumental é usado aqui para indicar o agente ou o material pelo qual a terra foi fertilizada, conferindo um tom sombrio e literal à metáfora.
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что произошло с фиксиками в песне?
O que aconteceu com os fixiki na música?
Faz a correspondência entre os elementos e os seus significados:
Russo:
Луковка
Дикси
Ходики
Português:
Salvação/Dostoiévski
Relógio de parede
Supermercado
Во что верит герой в конце песни?
Em que é que o herói acredita no final da música?
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