Anterior Próxima
Letra em Russo
[Куплет 1: Ю. Клинских, И. Пухонина]
Первый день пришёл домой в жопу пьяный я
Вижу, лошадь у крыльца, где быть должна моя
Ну я спросил у молоденькой жены, обиду затая:
«Зачем чужая лошадь там, где быть должна моя?»
«Где какая лошадь? Да шёл бы лучше спать
Это же корова, что привела нам мать!»
А сколько я повидывал, объездил все края
Но, чтоб корова под седлом, нигде не видел я!
[Куплет 2: Ю. Клинских, И. Пухонина]
Второй день пришёл домой в жопу пьяный я
Вижу, шляпа на стене, где быть должна моя
Ну я спросил у молоденькой жены, обиду затая:
«Зачем чужая шляпа там, где быть должна моя?»
«Где какая шляпа? Да шёл бы лучше спать
Это же горшочек, что принесла нам мать!»
А сколько я повидывал, объездил все края
Но, чтоб горшок с полями был, нигде не видел я!
[Припев]
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
[Куплет 3: Ю. Клинских, И. Пухонина]
Я в третий день пришёл домой, в жопу пьяный я
Вижу, жопа на жене, где быть должна моя
Ну я спросил у молоденькой жены, обиду затая:
«Зачем чужая жопа там, где быть должна моя?»
«Где какая жопа? Да иди ты лучше спать
Ведь это медный тазик, что принесла нам мать!»
А сколько я повидывал, объездил все края
С разрезом чтобы тазик был, нигде не видел я!
[Куплет 4: Ю. Клинских, И. Пухонина]
Четвёртый день пришёл домой в жопу пьяный я
Вижу, писька на жене, где быть должна моя
Ну я спросил у молоденькой жены, обиду затая:
«Зачем чужая писька там, где быть должна моя?»
«Где какая писька? Да шёл бы лучше спать
Это ж красный стручик, что принесла нам мать!»
А сколько я повидывал, объездил все края
Но, чтобы струч с залупой был, нигде не видел я!
[Припев]
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
Первый день пришёл домой в жопу пьяный я
Вижу, лошадь у крыльца, где быть должна моя
Ну я спросил у молоденькой жены, обиду затая:
«Зачем чужая лошадь там, где быть должна моя?»
«Где какая лошадь? Да шёл бы лучше спать
Это же корова, что привела нам мать!»
А сколько я повидывал, объездил все края
Но, чтоб корова под седлом, нигде не видел я!
[Куплет 2: Ю. Клинских, И. Пухонина]
Второй день пришёл домой в жопу пьяный я
Вижу, шляпа на стене, где быть должна моя
Ну я спросил у молоденькой жены, обиду затая:
«Зачем чужая шляпа там, где быть должна моя?»
«Где какая шляпа? Да шёл бы лучше спать
Это же горшочек, что принесла нам мать!»
А сколько я повидывал, объездил все края
Но, чтоб горшок с полями был, нигде не видел я!
[Припев]
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
[Куплет 3: Ю. Клинских, И. Пухонина]
Я в третий день пришёл домой, в жопу пьяный я
Вижу, жопа на жене, где быть должна моя
Ну я спросил у молоденькой жены, обиду затая:
«Зачем чужая жопа там, где быть должна моя?»
«Где какая жопа? Да иди ты лучше спать
Ведь это медный тазик, что принесла нам мать!»
А сколько я повидывал, объездил все края
С разрезом чтобы тазик был, нигде не видел я!
[Куплет 4: Ю. Клинских, И. Пухонина]
Четвёртый день пришёл домой в жопу пьяный я
Вижу, писька на жене, где быть должна моя
Ну я спросил у молоденькой жены, обиду затая:
«Зачем чужая писька там, где быть должна моя?»
«Где какая писька? Да шёл бы лучше спать
Это ж красный стручик, что принесла нам мать!»
А сколько я повидывал, объездил все края
Но, чтобы струч с залупой был, нигде не видел я!
[Припев]
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
А доконала эта метаморфоза!
Tradução em Português
[Verso 1: Yu. Klinskikh, I. Pukhonina]
No primeiro dia cheguei a casa bêbado como um cacho
Vejo um cavalo no alpendre, onde devia estar o meu
Bem, perguntei à minha jovem esposa, escondendo a mágoa:
«Porque está ali um cavalo alheio, onde devia estar o meu?»
«Onde é que está um cavalo? Olha, era melhor ires dormir
Isto é a vaca que a nossa mãe trouxe!»
E por mais que eu tenha visto, viajei por todos os cantos
Mas uma vaca com sela, nunca vi em lado nenhum!
[Verso 2: Yu. Klinskikh, I. Pukhonina]
No segundo dia cheguei a casa bêbado como um cacho
Vejo um chapéu na parede, onde devia estar o meu
Bem, perguntei à minha jovem esposa, escondendo a mágoa:
«Porque está ali um chapéu alheio, onde devia estar o meu?»
«Onde é que está um chapéu? Olha, era melhor ires dormir
Isto é o tachinho que a nossa mãe trouxe!»
E por mais que eu tenha visto, viajei por todos os cantos
Mas um tacho com abas, nunca vi em lado nenhum!
[Refrão]
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
[Verso 3: Yu. Klinskikh, I. Pukhonina]
No terceiro dia cheguei a casa, bêbado como um cacho
Vejo um rabo na minha mulher, onde devia estar o meu
Bem, perguntei à minha jovem esposa, escondendo a mágoa:
«Porque está ali um rabo alheio, onde devia estar o meu?»
«Onde é que está um rabo? Olha, vai-te mas é deitar
Pois isto é a bacia de cobre que a nossa mãe trouxe!»
E por mais que eu tenha visto, viajei por todos os cantos
Mas uma bacia com uma racha, nunca vi em lado nenhum!
[Verso 4: Yu. Klinskikh, I. Pukhonina]
No quarto dia cheguei a casa bêbado como um cacho
Vejo uma gaita na minha mulher, onde devia estar a minha
Bem, perguntei à minha jovem esposa, escondendo a mágoa:
«Porque está ali uma gaita alheia, onde devia estar a minha?»
«Onde é que está uma gaita? Olha, era melhor ires dormir
Isto é o pimentozinho que a nossa mãe trouxe!»
E por mais que eu tenha visto, viajei por todos os cantos
Mas um pimento com cabeça, nunca vi em lado nenhum!
[Refrão]
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
No primeiro dia cheguei a casa bêbado como um cacho
Vejo um cavalo no alpendre, onde devia estar o meu
Bem, perguntei à minha jovem esposa, escondendo a mágoa:
«Porque está ali um cavalo alheio, onde devia estar o meu?»
«Onde é que está um cavalo? Olha, era melhor ires dormir
Isto é a vaca que a nossa mãe trouxe!»
E por mais que eu tenha visto, viajei por todos os cantos
Mas uma vaca com sela, nunca vi em lado nenhum!
[Verso 2: Yu. Klinskikh, I. Pukhonina]
No segundo dia cheguei a casa bêbado como um cacho
Vejo um chapéu na parede, onde devia estar o meu
Bem, perguntei à minha jovem esposa, escondendo a mágoa:
«Porque está ali um chapéu alheio, onde devia estar o meu?»
«Onde é que está um chapéu? Olha, era melhor ires dormir
Isto é o tachinho que a nossa mãe trouxe!»
E por mais que eu tenha visto, viajei por todos os cantos
Mas um tacho com abas, nunca vi em lado nenhum!
[Refrão]
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
[Verso 3: Yu. Klinskikh, I. Pukhonina]
No terceiro dia cheguei a casa, bêbado como um cacho
Vejo um rabo na minha mulher, onde devia estar o meu
Bem, perguntei à minha jovem esposa, escondendo a mágoa:
«Porque está ali um rabo alheio, onde devia estar o meu?»
«Onde é que está um rabo? Olha, vai-te mas é deitar
Pois isto é a bacia de cobre que a nossa mãe trouxe!»
E por mais que eu tenha visto, viajei por todos os cantos
Mas uma bacia com uma racha, nunca vi em lado nenhum!
[Verso 4: Yu. Klinskikh, I. Pukhonina]
No quarto dia cheguei a casa bêbado como um cacho
Vejo uma gaita na minha mulher, onde devia estar a minha
Bem, perguntei à minha jovem esposa, escondendo a mágoa:
«Porque está ali uma gaita alheia, onde devia estar a minha?»
«Onde é que está uma gaita? Olha, era melhor ires dormir
Isto é o pimentozinho que a nossa mãe trouxe!»
E por mais que eu tenha visto, viajei por todos os cantos
Mas um pimento com cabeça, nunca vi em lado nenhum!
[Refrão]
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
Ah, deu cabo de mim esta metamorfose!
💡 Interpretação e Contexto Cultural
Sátira ao adultério e a reinterpretação do folclore europeu
A canção «Metamorfose» é baseada numa estrutura clássica de baladas folclóricas europeias (conhecida em inglês como «Our Goodman» ou «Seven Drunken Nights»), onde um marido bêbado confronta a esposa sobre sinais óbvios de um amante, e ela responde com desculpas absurdas.
A canção «Metamorfose» é baseada numa estrutura clássica de baladas folclóricas europeias (conhecida em inglês como «Our Goodman» ou «Seven Drunken Nights»), onde um marido bêbado confronta a esposa sobre sinais óbvios de um amante, e ela responde com desculpas absurdas.
• Humor de 'Kolkhoz': Yuri Khoy adapta a balada para a realidade russa suburbana e operária, usando calão pesado («v jopu pyanyy») para descrever o estado de embriaguez extrema. A comédia reside na esposa tentar convencer o marido, cujo julgamento está toldado pelo álcool, de que coisas óbvias (como um amante na cama) são objetos domésticos trazidos pela sogra.
• A 'Metamorfose' Irónica: O título refere-se às transformações impossíveis que a esposa inventa: um cavalo vira vaca, um chapéu vira tacho, e o corpo do amante transforma-se em utensílios de cozinha. No final, a música atinge o absurdo máximo quando o marido, mesmo bêbado, nota as incongruências anatómicas («bacia com racha» ou «pimento com cabeça»).
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Крыльцо | [Kryl'-TSO] | Alpendre / Varanda | Entrada elevada de uma casa russa tradicional. |
| Затая | [Za-ta-YA] | Escondendo / Ocultando | Gerúndio do verbo 'zatat'', geralmente usado com sentimentos (mágoa, raiva). |
| Доконала | [Da-ka-NA-la] | Deu cabo de / Exauriu | Verbo no passado feminino; significa levar alguém ao limite ou terminar com algo. |
| Седло | [Sid-LO] | Sela | Equipamento para montar cavalos; aqui usado para a vaca. |
| Стручик | [STRU-chik] | Pimentozinho / Vagem | Diminutivo de 'struch'. Usado como metáfora fálica no calão. |
| Разрез | [Raz-RYEZ] | Corte / Racha | Substantivo masculino; refere-se a uma abertura ou incisão. |
Parte 2: Condicional Irreal com «Чтобы» e o Passado
A música usa a estrutura Чтоб(ы) + Verbo no Passado para descrever situações absurdas ou nunca antes vistas:• «Чтоб корова была под седлом» (Para que uma vaca estivesse com sela).
• «С разрезом чтобы тазик был» (Para que a bacia tivesse uma racha).
Esta construção é típica para expressar desejos, finalidades ou, neste contexto, a incredulidade perante uma condição hipotética.Parte 3: Numerais Ordinais e o Caso Nominativo
Cada verso começa com a marcação do tempo usando numerais ordinais:• Первый день (Primeiro dia).
• Второй день (Segundo dia).
• Третий день (Terceiro dia).
Os numerais ordinais em russo declinam-se como adjetivos, concordando em género, número e caso com o substantivo (neste caso, 'день' - masculino singular).Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
В каком состоянии главный герой приходит домой?
Em que estado o protagonista chega a casa?
Liga as mentiras da esposa aos objetos reais que o marido vê:
Russo:
Жопа
Шляпа
Лошадь
Português:
Корова
Горшочек
Медный тазик
Кто, по словам жены, принёс все эти вещи?
Quem, segundo a esposa, trouxe todas aquelas coisas?
🎵 Outras Músicas de "Танцы после порева"
1
Танцы после порева
Tantsy posle poreva
Danças depois da f@da
2
Не даёт
Ne dayot
Ela não dá
4
Вдова
Vdova
A Viúva
5
Проститутка
Prostitutka
Prostituta
6
Комары
Komary
Mosquitos
7
Незнакомые места
Neznakomyye mesta
Lugares Desconhecidos
8
Казачья
Kazachya
Canção Cossaca
9
Сельский кайф
Selskiy kayf
Curtição Rural
10
Из чего же
Iz chego zhe
De que são feitos
11
Богатые тоже плачут
Bogatyye tozhe plachut
Os Ricos Também Choram
12
Укус вампира
Ukus vampira
A Mordidela do Vampiro
13
Злая ночь
Zlaya noch
Noite Maligna
