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Letra em Russo
[Интро]
— Встать! Суд идёт. Обвиняется гражданин Клинских Юрий Николаевич, 64-го года рождения, по статье 104 УК РСФСР. Гражданин Клинских, ваше последнее слово
— Граждане судьи, граждане заседатели, дело было так:
[Куплет 1]
У меня была подруга, я её любил
Не могли мы друг без друга, я с ней долго был
Вместе мы с ней год не спали. «Врёшь!» Да чтоб я сдох!
Очень долго я крепился, столько, сколько смог
Но однажды уломал её я лечь со мной
Очень круто оторвался с биксой молодой
Но средь ночи тёлка согрешила втихаря
Я её за то пришиб, короче говоря
[Припев]
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
[Куплет 2]
Очень жаль, конечно, баба классная была
Но зачем она в тот вечер круто насрала?
Я чуть-чуть не задохнулся, помутнел мой ум
Резко снял свои носки и вдарил наобум
Эх, нестиранные, твёрдые мои носки
От них череп у чувихи лопнул на куски
Вы поверьте, судьи, я ведь это не хотел
Я в тот раз от страха очень сильно сам набздел
[Припев]
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
[Куплет 3]
Да, вину я не скрываю, я был виноват
А она не виновата, виноват был зад
Подвело её уж очень громкое дупло
А меня подвёл носок, такое западло!
[Припев]
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
— Встать! Суд идёт. Обвиняется гражданин Клинских Юрий Николаевич, 64-го года рождения, по статье 104 УК РСФСР. Гражданин Клинских, ваше последнее слово
— Граждане судьи, граждане заседатели, дело было так:
[Куплет 1]
У меня была подруга, я её любил
Не могли мы друг без друга, я с ней долго был
Вместе мы с ней год не спали. «Врёшь!» Да чтоб я сдох!
Очень долго я крепился, столько, сколько смог
Но однажды уломал её я лечь со мной
Очень круто оторвался с биксой молодой
Но средь ночи тёлка согрешила втихаря
Я её за то пришиб, короче говоря
[Припев]
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
[Куплет 2]
Очень жаль, конечно, баба классная была
Но зачем она в тот вечер круто насрала?
Я чуть-чуть не задохнулся, помутнел мой ум
Резко снял свои носки и вдарил наобум
Эх, нестиранные, твёрдые мои носки
От них череп у чувихи лопнул на куски
Вы поверьте, судьи, я ведь это не хотел
Я в тот раз от страха очень сильно сам набздел
[Припев]
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
[Куплет 3]
Да, вину я не скрываю, я был виноват
А она не виновата, виноват был зад
Подвело её уж очень громкое дупло
А меня подвёл носок, такое западло!
[Припев]
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
У меня была подруга, я её любил
Она пёрнула в постели — я её убил
Tradução em Português
[Intro]
— Levantem-se! O tribunal está em sessão. Acusa-se o cidadão Klinskikh Yuri Nikolaevich, nascido em 64, ao abrigo do artigo 104 do Código Penal da RSFSR. Cidadão Klinskikh, as suas últimas palavras
— Senhores juízes, senhores jurados, a coisa passou-se assim:
[Verso 1]
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Não podíamos viver um sem o outro, estive com ela muito tempo
Juntos não dormíamos há um ano. «Mentes!» Que eu morra aqui!
Aguentei-me muito tempo, tanto quanto pude
Mas um dia convenci-a a deitar-se comigo
Curti à brava com a miúda nova
Mas a meio da noite a gaja pecou às escondidas
Eu por causa disso apaguei-a, resumindo a conversa
[Refrão]
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
[Verso 2]
É uma pena, claro, a gaja era classe
Mas porque é que ela naquela noite se borrou toda?
Eu quase sufoquei, a minha mente obscureceu
Tirei rapidamente as minhas meias e bati à toa
Eh, as minhas meias não lavadas e duras
Com elas o crânio da tipa estalou em pedaços
Acreditem, juízes, eu não queria isto
Eu dessa vez, de medo, também me peidei todo
[Refrão]
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
[Verso 3]
Sim, não escondo a culpa, eu fui culpado
Mas ela não teve culpa, a culpa foi do rabo
Atraiçoou-a aquele buraco muito barulhento
E a mim atraiçoou-me a meia, que azar f@dido!
[Refrão]
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
— Levantem-se! O tribunal está em sessão. Acusa-se o cidadão Klinskikh Yuri Nikolaevich, nascido em 64, ao abrigo do artigo 104 do Código Penal da RSFSR. Cidadão Klinskikh, as suas últimas palavras
— Senhores juízes, senhores jurados, a coisa passou-se assim:
[Verso 1]
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Não podíamos viver um sem o outro, estive com ela muito tempo
Juntos não dormíamos há um ano. «Mentes!» Que eu morra aqui!
Aguentei-me muito tempo, tanto quanto pude
Mas um dia convenci-a a deitar-se comigo
Curti à brava com a miúda nova
Mas a meio da noite a gaja pecou às escondidas
Eu por causa disso apaguei-a, resumindo a conversa
[Refrão]
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
[Verso 2]
É uma pena, claro, a gaja era classe
Mas porque é que ela naquela noite se borrou toda?
Eu quase sufoquei, a minha mente obscureceu
Tirei rapidamente as minhas meias e bati à toa
Eh, as minhas meias não lavadas e duras
Com elas o crânio da tipa estalou em pedaços
Acreditem, juízes, eu não queria isto
Eu dessa vez, de medo, também me peidei todo
[Refrão]
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
[Verso 3]
Sim, não escondo a culpa, eu fui culpado
Mas ela não teve culpa, a culpa foi do rabo
Atraiçoou-a aquele buraco muito barulhento
E a mim atraiçoou-me a meia, que azar f@dido!
[Refrão]
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
Eu tinha uma namorada, eu amava-a
Ela deu um peido na cama — eu matei-a
💡 Interpretação e Contexto Cultural
Absurdismo, Meias Sujas e o Artigo 104
Esta canção utiliza uma estrutura narrativa de confissão judicial para apresentar uma história absurda e escatológica. Yuri Khoi parodia os dramas criminais russos, elevando um incidente doméstico ridículo ao nível de um julgamento oficial.
Esta canção utiliza uma estrutura narrativa de confissão judicial para apresentar uma história absurda e escatológica. Yuri Khoi parodia os dramas criminais russos, elevando um incidente doméstico ridículo ao nível de um julgamento oficial.
• O Artigo 104: Na intro, o juiz menciona o Artigo 104 do Código Penal da RSFSR (União Soviética), que na época se referia a «Homicídio cometido em estado de forte perturbação emocional súbita» (afeto). É uma piada jurídica precisa para justificar o crime absurdo cometido pelo protagonista.
• A Arma do Crime (Meias): O uso de «meias duras de sujidade» como arma mortal é um tropo clássico do humor «zhlob-rock», satirizando a falta de higiene e a vida rústica da personagem, cujas meias são tão rígidas que conseguem quebrar um crânio.
• Linguagem Marginal: Khoi utiliza termos como «Biksa» (бикса) e «Chuvikha» (чувиха) — gírias de rua para raparigas — reforçando a estética marginal da narrativa.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Заседатели | [Za-se-DA-tye-li] | Jurados / Assessores | Membros do tribunal que auxiliam o juiz. |
| Крепился | [Kri-PIL-sya] | Aguentei-me / Contive-me | Verbo que indica esforço para resistir a uma tentação ou dor. |
| Бикса | [BIK-sa] | Gaja / Miúda | Gíria de rua russa para uma rapariga atraente. |
| Пришиб | [Pri-SHIB] | Apagou / Matou / Esmagou | Verbo coloquial para matar ou bater com força letal. |
| Наобум | [Na-a-BUM] | À toa / Sem pensar | Advérbio que indica uma ação feita ao acaso ou sem plano. |
| Западло | [Za-pad-LO] | Azar / Humilhação / Golpe baixo | Termo do calão criminal para algo vergonhoso ou um azar terrível. |
Parte 2: Verbos de Estado Mental (Pomutnyel)
O verbo Помутнел (ficou turvo/obscurecido) vem de mutny (turvo). Na expressão «помутнел мой ум», descreve a perda momentânea da razão, o que encaixa na defesa jurídica de agir sob «afeto» mencionada na introdução.Parte 3: O Uso da Partícula «Да чтоб я...»
A expressão Да чтоб я сдох! é um juramento popular muito forte, equivalente a «Que eu morra aqui se for mentira!». É usada pelo narrador para tentar convencer os juízes da sua (duvidosa) veracidade.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
По какой статье обвиняют героя песни?
Por que artigo é acusado o herói da canção?
Liga os intervenientes do tribunal aos seus papéis:
Russo:
Судьи
Обвиняемый
Заседатели
Português:
Juízes
Jurados
Acusado (Клинских)
Что послужило «оружием» в песне?
O que serviu como «arma» na canção?
🎵 Outras Músicas de "Нажми на газ"
1
Нажми на газ
Nazhmi na gaz
Pisa no gás
2
Кабак
Kabak
A Tasca
3
Подвал
Podval
A Cave
4
Девушка
Devushka
Rapariga
6
Взял вину на себя
Vzyal vinu na sebya
Assumi a Culpa
7
Оборотень
Oboroten
Lobisomem
8
Мажор
Mazhor
O Mauricinho
9
Лирика
Lirika
Lírica
10
Дурак
Durak
O Tolo
11
Тёща
Tyoshcha
A Sogra
12
Мумия
Mumiya
A Múmia
13
Репетиция
Repetitsiya
O Ensaio
