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Пинкертон

Pinkerton

Pinkerton

Álbum: Второй фронт
Compositor: Aleksandr Kozlov
Letrista: Vadim Samoylov
Arranjador: Agata Kristi

Letra em Russo

Как это... Как... А, вот, да, вспомнил - хобби
Марки, попугаи, видео, металл
Я не гоняюсь за деньгами, не гоняюсь за плотью
Нет! Черный блокнот - мой идеал
Я все запишу о соседях
О вашей жене и ее любовнике
Я напишу, как семь дней в неделю
Спали друг с другом и шептали анекдоты!
Я держу тело в отличной форме
Хитрый слух, а глаз как у орла
Работаю все дни, и даже субботы
С восьми утра до восьми утра
Я улыбнусь вам при встрече
Че-че-че-четко и точно
Руку подам, я робот-убийца
Поставленный на метод поточный

Я Пинкертон!
Я Пинкертон!
Я Пинкертон!
Я Пинкертон, я Пинкертон!

Номер сотый спал, пока жена в отъезде
С собственной дочкой (вот те раз!)
Номер сто три, не помню, который по счету
Ну, в общем, говорил про указ
Номер сто пять ходил на Генделя
А после весь день грыз метал
Номер сто семь, какая досада -
Не помню, с кем точно, но тоже спал!

Я Пинкертон!
Я Пинкертон!
Я Пинкертон!
Я Пинкертон, я - Пинкертон!
Я, я Пинкертон

Девятый захотел изменить что-то
Там, где не снимают даже пыль с картин
Еще немного усилий, и узнаете все
Что делал третий и второй и даже номер один!
Я сберегу как икону
Свой черный буклет, как символ бессилия
Ваших побед перед грязью
В аорте, стянутой иудовской вязью!

Я Пинкертон!
Я Пинкертон!
Я Пинкертон!
Я Пинкертон, я Пинкертон!
Я Пинкертон!
Я Пинкертон!
Я Пинкертон!
Я Пинкертон, я - Пинкертон!

Tradução em Português

Como é que... Como... Ah, eis, sim, lembrei-me - hobby
Selos, papagaios, vídeo, metal
Eu não corro atrás de dinheiro, não corro atrás da carne
Não! O bloco de notas negro - é o meu ideal
Eu anotarei tudo sobre os vizinhos
Sobre a sua mulher e o amante dela
Eu escreverei, como sete dias por semana
Dormiam um com o outro e sussurravam anedotas!
Eu mantenho o corpo em excelente forma
Audição astuta, e olho como o de uma águia
Trabalho todos os dias, e até aos sábados
Das oito da manhã às oito da manhã
Eu sorrirei para vós no encontro
Cla-cla-cla-claramente e com precisão
Estenderei a mão, eu sou um robô assassino
Colocado no método de produção em série

Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton, eu sou o Pinkerton!

O número cem dormia, enquanto a mulher estava fora
Com a própria filha (ora toma!)
O número cento e três, não me lembro qual na contagem
Bem, no geral, falava sobre o decreto
O número cento e cinco foi ver o Handel
E depois o dia todo roía metal
O número cento e sete, que aborrecimento -
Não me lembro com quem exatamente, mas também dormia!

Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton, eu sou o Pinkerton!
Eu, eu sou o Pinkerton

O nono quis mudar algo
Lá, onde nem sequer tiram o pó dos quadros
Mais um pouco de esforço, e sabereis tudo
O que fez o terceiro e o segundo e até o número um!
Eu guardarei como um ícone
O meu folheto negro, como símbolo da impotência
Das vossas vitórias perante a sujidade
Na aorta, apertada por uma ligadura de Judas!

Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton, eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton!
Eu sou o Pinkerton, eu sou o Pinkerton!

💡 Interpretação e Contexto Cultural

O Culto da Denúncia e a Paranóia Soviética
Nesta música crua e sarcástica, o termo «Pinkerton» (nome da famosa agência de detetives norte-americana) é usado para descrever o arquétipo do bufos (informador/espião amador) soviético, o «stukach». A canção ridiculariza e, ao mesmo tempo, assusta pela naturalidade com que o narrador expõe a vida íntima e os segredos alheios.

A Desumanização Através de Números: Para o Pinkerton da música, as pessoas deixam de ter nomes e passam a ser números (o número cem, o número cento e três, o nono). Este é um retrato da máquina burocrática e totalitária que não vê seres humanos, apenas sujeitos de vigilância, convertendo-o a si próprio num «robô assassino no método de produção em série».

A Miséria Moral: O espião gaba-se de não correr atrás de dinheiro ou carne, mas sim do poder de possuir o seu «bloco de notas negro». Ele reduz todas as vitórias e ideais dos outros à «sujidade» e à traição, metaforicamente descrita de forma brutal no final como uma aorta «apertada por uma ligadura de Judas» (uma alusão a Judas Iscariotes, o símbolo supremo da traição).

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Блокнот[Blak-NOT]Bloco de notasSubstantivo masculino.
Сосед[Sa-SYED]VizinhoSubstantivo masculino. Plural: Соседи.
Слух[Slukh]Audição / RumorSubstantivo masculino.
Пыль[Pyl']Pó / PoeiraSubstantivo feminino.
Грязь[Gryaz']Sujidade / LamaSubstantivo feminino. Usado no sentido moral.
Убийца[U-BIY-tsa]AssassinoSubstantivo masculino/feminino (dependendo de quem pratica a ação).

Parte 2: Numerais Ordinais (Порядковые числительные)
Na terceira estrofe, o protagonista refere-se às suas vítimas usando numerais ordinais, que declinam exatamente como os adjetivos.
Сотый (Centésimo / Número cem).
Девятый (Nono).
Третий (Terceiro).
Estas palavras concordam em género, número e caso com o substantivo implícito (neste caso, 'номер' - número, que é masculino).

Parte 3: O Prefixos de Intensidade e Cuidado
A palavra «сберегу» (guardarei / pouparei) vem do verbo Сберечь. O prefixo с- junto com a raiz беречь (proteger/cuidar) indica a conclusão ou o sucesso da ação de preservar algo. O narrador cuidará do seu folheto negro com o mesmo zelo religioso com que se guarda um «ícone».

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Что является идеалом Пинкертона?

Qual é o ideal do Pinkerton, de acordo com o primeiro verso?

Liga os 'números' às ações que o Pinkerton registou sobre eles:

Russo:
Номер сто пять
Девятый
Номер сотый
Português:
Dormia com a própria filha
Foi ver o Handel
Quis mudar algo

Кем Пинкертон называет себя в конце первого куплета?

Do que o Pinkerton chama a si mesmo no final do primeiro verso?