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Letra em Russo
[Куплет 1]
Моё небо снова окрасилось алым
На мольберте окна авангардом кровавым
Моё небо снова задаёт вопросы
Ответить на которые само не возьмётся
Моё небо постоянно меняет цвета
В бесконечных играх ноля и креста
[Куплет 2]
Моё небо не спит, звёзды пряча в карманах
Кранов башенных игл в городах-наркоманах
Моё небо свой таинственный танец танцует
Когда крыло самолёта в нём след кометой рисует
Моё небо смотрит мне в глаза
Когда ноет стужа или сверкает гроза
[Припев 1]
Пью, пью, пью
И не могу напиться
Вверх, вверх, вверх
Аж голова кружится
Ввысь, ввысь, ввысь
Лететь или разбиться?
[Куплет 3]
Моё небо смеётся, потому что всё знает
Даже о том, что моим никогда не станет
Моё небо молчит понимающим другом
Когда я, заблудившись, болтаюсь по кругу
Моё небо умрёт в пепле древних учений
Вместе со мной моё небо исчезнет
[Припев 2]
Пью, пью, пью
И не могу напиться
Вверх, вверх, вверх
Аж голова кружится
Ввысь, ввысь
Лететь или разбиться?
Лететь или разбиться?
[Припев 3]
Пью, пью, пью
И не могу напиться
Вверх, вверх, вверх
Аж голова кружится
Ввысь, ввысь
Лететь или разбиться?
Лететь или разбиться?
Лететь или разбиться?
Лететь или разбиться?
[Бридж]
Ветер разовьёт наши флаги
Время разотрёт нашу плоть
И мы очнемся там, где нет никого
Где вечность превращается в музыку
Ветер разовьёт наши флаги
Время разотрёт нашу плоть
И мы очнемся там, где нет никого
Где вечность превращается в музыку
Ветер разовьёт наши флаги
Время разотрёт нашу плоть
И мы очнемся там, где нет никого
Где вечность превращается в музыку
Ветер разовьёт наши флаги
Время разотрёт нашу плоть
И мы очнемся там, где нет никого
Где вечность превращается в музыку
Ветер разовьёт наши флаги
Время разотрёт нашу плоть
И мы очнемся там, где нет никого
Где вечность превращается в музыку
[Аутро]
Ветер... флаги
Время... плоть
И мы... нет никого
Вечность... в музыку
Ветер... флаги
Время... плоть
И мы... нет никого
Вечность... в музыку
Ветер... флаги
Время... плоть
И мы... нет никого
Вечность... в музыку
Ветер... флаги
Время... плоть
И мы... нет никого
Вечность... в музыку
Моё небо снова окрасилось алым
На мольберте окна авангардом кровавым
Моё небо снова задаёт вопросы
Ответить на которые само не возьмётся
Моё небо постоянно меняет цвета
В бесконечных играх ноля и креста
[Куплет 2]
Моё небо не спит, звёзды пряча в карманах
Кранов башенных игл в городах-наркоманах
Моё небо свой таинственный танец танцует
Когда крыло самолёта в нём след кометой рисует
Моё небо смотрит мне в глаза
Когда ноет стужа или сверкает гроза
[Припев 1]
Пью, пью, пью
И не могу напиться
Вверх, вверх, вверх
Аж голова кружится
Ввысь, ввысь, ввысь
Лететь или разбиться?
[Куплет 3]
Моё небо смеётся, потому что всё знает
Даже о том, что моим никогда не станет
Моё небо молчит понимающим другом
Когда я, заблудившись, болтаюсь по кругу
Моё небо умрёт в пепле древних учений
Вместе со мной моё небо исчезнет
[Припев 2]
Пью, пью, пью
И не могу напиться
Вверх, вверх, вверх
Аж голова кружится
Ввысь, ввысь
Лететь или разбиться?
Лететь или разбиться?
[Припев 3]
Пью, пью, пью
И не могу напиться
Вверх, вверх, вверх
Аж голова кружится
Ввысь, ввысь
Лететь или разбиться?
Лететь или разбиться?
Лететь или разбиться?
Лететь или разбиться?
[Бридж]
Ветер разовьёт наши флаги
Время разотрёт нашу плоть
И мы очнемся там, где нет никого
Где вечность превращается в музыку
Ветер разовьёт наши флаги
Время разотрёт нашу плоть
И мы очнемся там, где нет никого
Где вечность превращается в музыку
Ветер разовьёт наши флаги
Время разотрёт нашу плоть
И мы очнемся там, где нет никого
Где вечность превращается в музыку
Ветер разовьёт наши флаги
Время разотрёт нашу плоть
И мы очнемся там, где нет никого
Где вечность превращается в музыку
Ветер разовьёт наши флаги
Время разотрёт нашу плоть
И мы очнемся там, где нет никого
Где вечность превращается в музыку
[Аутро]
Ветер... флаги
Время... плоть
И мы... нет никого
Вечность... в музыку
Ветер... флаги
Время... плоть
И мы... нет никого
Вечность... в музыку
Ветер... флаги
Время... плоть
И мы... нет никого
Вечность... в музыку
Ветер... флаги
Время... плоть
И мы... нет никого
Вечность... в музыку
Tradução em Português
[Verso 1]
O meu céu voltou a tingir-se de carmesim
No cavalete da janela com vanguarda sangrenta
O meu céu volta a fazer perguntas
Às quais não se dará a responder
O meu céu muda constantemente de cores
Nos jogos infinitos do zero e da cruz
[Verso 2]
O meu céu não dorme, escondendo estrelas nos bolsos
Das agulhas das gruas-torre nas cidades-viciadas
O meu céu dança a sua dança misteriosa
Quando a asa do avião lhe desenha um rasto de cometa
O meu céu olha-me nos olhos
Quando a geada doi ou a trovoada fulgura
[Refrão 1]
Bebo, bebo, bebo
E não me consigo saciar
Acima, acima, acima
A cabeça já me gira
Para o alto, para o alto, para o alto
Voar ou despedaçar-me?
[Verso 3]
O meu céu ri, porque sabe tudo
Até sobre o facto de nunca ser meu
O meu céu cala-se como um amigo compreensivo
Quando eu, perdido, ando às voltas em círculos
O meu céu morrerá nas cinzas dos ensinamentos antigos
Junto comigo o meu céu desaparecerá
[Refrão 2]
Bebo, bebo, bebo
E não me consigo saciar
Acima, acima, acima
A cabeça já me gira
Para o alto, para o alto
Voar ou despedaçar-me?
Voar ou despedaçar-me?
[Refrão 3]
Bebo, bebo, bebo
E não me consigo saciar
Acima, acima, acima
A cabeça já me gira
Para o alto, para o alto
Voar ou despedaçar-me?
Voar ou despedaçar-me?
Voar ou despedaçar-me?
Voar ou despedaçar-me?
[Ponte]
O vento desfraldará as nossas bandeiras
O tempo triturará a nossa carne
E acordaremos onde não há ninguém
Onde a eternidade se transforma em música
O vento desfraldará as nossas bandeiras
O tempo triturará a nossa carne
E acordaremos onde não há ninguém
Onde a eternidade se transforma em música
O vento desfraldará as nossas bandeiras
O tempo triturará a nossa carne
E acordaremos onde não há ninguém
Onde a eternidade se transforma em música
O vento desfraldará as nossas bandeiras
O tempo triturará a nossa carne
E acordaremos onde não há ninguém
Onde a eternidade se transforma em música
O vento desfraldará as nossas bandeiras
O tempo triturará a nossa carne
E acordaremos onde não há ninguém
Onde a eternidade se transforma em música
[Outro]
Vento... bandeiras
Tempo... carne
E nós... ninguém
Eternidade... em música
Vento... bandeiras
Tempo... carne
E nós... ninguém
Eternidade... em música
Vento... bandeiras
Tempo... carne
E nós... ninguém
Eternidade... em música
Vento... bandeiras
Tempo... carne
E nós... ninguém
Eternidade... em música
O meu céu voltou a tingir-se de carmesim
No cavalete da janela com vanguarda sangrenta
O meu céu volta a fazer perguntas
Às quais não se dará a responder
O meu céu muda constantemente de cores
Nos jogos infinitos do zero e da cruz
[Verso 2]
O meu céu não dorme, escondendo estrelas nos bolsos
Das agulhas das gruas-torre nas cidades-viciadas
O meu céu dança a sua dança misteriosa
Quando a asa do avião lhe desenha um rasto de cometa
O meu céu olha-me nos olhos
Quando a geada doi ou a trovoada fulgura
[Refrão 1]
Bebo, bebo, bebo
E não me consigo saciar
Acima, acima, acima
A cabeça já me gira
Para o alto, para o alto, para o alto
Voar ou despedaçar-me?
[Verso 3]
O meu céu ri, porque sabe tudo
Até sobre o facto de nunca ser meu
O meu céu cala-se como um amigo compreensivo
Quando eu, perdido, ando às voltas em círculos
O meu céu morrerá nas cinzas dos ensinamentos antigos
Junto comigo o meu céu desaparecerá
[Refrão 2]
Bebo, bebo, bebo
E não me consigo saciar
Acima, acima, acima
A cabeça já me gira
Para o alto, para o alto
Voar ou despedaçar-me?
Voar ou despedaçar-me?
[Refrão 3]
Bebo, bebo, bebo
E não me consigo saciar
Acima, acima, acima
A cabeça já me gira
Para o alto, para o alto
Voar ou despedaçar-me?
Voar ou despedaçar-me?
Voar ou despedaçar-me?
Voar ou despedaçar-me?
[Ponte]
O vento desfraldará as nossas bandeiras
O tempo triturará a nossa carne
E acordaremos onde não há ninguém
Onde a eternidade se transforma em música
O vento desfraldará as nossas bandeiras
O tempo triturará a nossa carne
E acordaremos onde não há ninguém
Onde a eternidade se transforma em música
O vento desfraldará as nossas bandeiras
O tempo triturará a nossa carne
E acordaremos onde não há ninguém
Onde a eternidade se transforma em música
O vento desfraldará as nossas bandeiras
O tempo triturará a nossa carne
E acordaremos onde não há ninguém
Onde a eternidade se transforma em música
O vento desfraldará as nossas bandeiras
O tempo triturará a nossa carne
E acordaremos onde não há ninguém
Onde a eternidade se transforma em música
[Outro]
Vento... bandeiras
Tempo... carne
E nós... ninguém
Eternidade... em música
Vento... bandeiras
Tempo... carne
E nós... ninguém
Eternidade... em música
Vento... bandeiras
Tempo... carne
E nós... ninguém
Eternidade... em música
Vento... bandeiras
Tempo... carne
E nós... ninguém
Eternidade... em música
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Céu como Interlocutor Íntimo e a Dissolução do Eu no Cosmos
• «Моё небо» — O Meu Céu: Toda a canção é construída em torno da possessão do céu — «моё небо» (o meu céu). Mas esta possessão é claramente ilusória: o próprio céu sabe que «nunca será meu». A lírica de Порubov transforma o céu num espelho da consciência — que faz perguntas sem as responder, que ri de tudo o que sabe, que morre quando o sujeito morre. É o arquétipo do «double» ou sombra psíquica projetada no cosmos.
• «Города-наркоманы» — Cidades-Viciadas: A expressão composta «cidades-viciadas» (города-наркоманы) descreve São Petersburgo e outras metrópoles russas como entidades dependentes — das gruas que esticam as suas «agulhas» para o céu como seringas, do betão, do consumo. É uma crítica visual à urbanização desumanizante mascarada de imagem poética.
• «Ноль и крест» — O Zero e a Cruz: Os «jogos infinitos do zero e da cruz» podem ler-se como o jogo do galo (0 vs X), mas também como a oposição entre o nada (ноль) e o sacrifício/fé (крест). O céu existe nessa tensão permanente entre o vazio e o significado.
• «Где вечность превращается в музыку» — Onde a Eternidade se Torna Música: A ponte da canção fecha com uma das frases mais densas do álbum. A música não é arte — é o estado final da existência, para onde convergem a carne triturada pelo tempo e os espíritos acordados no silêncio. É a promessa escatológica secular de Порubov: não o paraíso, mas a música.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Мольберт | [Mal'-BYERT] | Cavalete (de pintura) | Substantivo masculino. O suporte de madeira onde os pintores colocam a tela. Aqui, a janela é metaforicamente o cavalete onde o céu pinta o seu quadro ao amanhecer. |
| Авангард | [A-van-GARD] | Vanguarda (artística) | Substantivo masculino. Movimento artístico de rutura e experimentação. Associado à pintura expressionista e ao sangue do céu ao amanhecer. |
| Стужа | [STU-zha] | Gelo / Frio intenso | Substantivo feminino de registo literário/poético para um frio extremo e doloroso. «Ноет стужа» (a geada doi) é uma personificação clássica. |
| Пепел | [PYE-pil] | Cinzas | Substantivo masculino. Resíduo do que foi queimado; aqui associado ao fim dos «ensinamentos antigos» e à morte simbólica. |
| Ввысь | [Vvys'] | Para o alto / Para cima (movimento ascendente) | Advérbio de direção que indica movimento em sentido vertical ascendente. Mais intenso do que «вверх» (acima), implica um impulso de elevação absoluta. |
| Очнуться | [A-CHNUT'-sya] | Despertar / Recobrar os sentidos | Verbo perfectivo reflexivo. Acordar de um estado inconsciente, de um sonho ou de uma anestesia existencial. «Мы очнемся» — nós acordaremos. |
Parte 2: O Pronome Possessivo «Моё» e a Personificação
Em toda a canção, o céu é sistematicamente precedido pelo pronome possessivo «моё» (meu, neutro). Em russo, o pronome possessivo concorda em género, número e caso com o substantivo que acompanha. «Небо» (céu) é neutro, daí «моё небо». Esta repetição anafórica — a mesma estrutura a iniciar cada verso — cria um efeito litânico e reforça a apropriação subjetiva do cosmos pelo narrador.Parte 3: O Verbo «Взяться» no Futuro Negado
A frase «само не возьмётся» (não se dará a / não se porá a) usa o verbo perfectivo «взяться» (pôr-se a fazer algo, tomar a iniciativa). No futuro negado, indica que o sujeito (o céu) não tomará a iniciativa de responder às suas próprias perguntas. Esta construção — Não + Verbo Perfectivo no Futuro — é comum em russo para indicar recusa ou incapacidade de iniciar uma ação.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Согласно тексту, что происходит там, где нет никого, куда герои попадают после смерти?
De acordo com a letra, o que acontece no lugar onde não há ninguém, para onde os protagonistas vão depois da morte?
Liga as palavras russas às suas traduções em PT-PT:
Russo:
Стужа
Пепел
Мольберт
Português:
Cavalete
Frio intenso
Cinzas
В чём грамматическая особенность повторяющегося «моё небо» в каждом куплете?
Qual é a particularidade gramatical do «моё небо» que inicia cada verso?
🎵 Outras Músicas de "Видения"
1
Видение первое
Videnie pervoe
Primeira Visão
2
Имя
Imya
Nome
3
Расцвет (Свободный и дикий)
Rastsvet (Svobodny i Diky)
Florescimento (Livre e Selvagem)
4
1 X 1
1 X 1
1 X 1
6
Матрёшка + Видение второе
Matryoshka + Videnie vtoroe
Matrioska + Segunda Visão
7
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Instinkty
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Рокнролъ это всерьез
Rokenrol eto vserez
O Rock'n'Roll é a Sério
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Сразу со всех сторон
Srazu so vsekh storon
De Todos os Lados ao Mesmo Tempo
10
Видение третье
Videnie tretyе
Terceira Visão
