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Letra em Russo
[Интро]
В капсульной гостинице под землёй
В развалинах рта колосится вой
Будто где-то форточка плачет
Ой, это заворочался пращур мой
Над могилой корчится пар седой
Труп сидит на корточках, сам не свой
Стряхнуть дремоту с лежалых мышц
Оставить погост, побежать, как мышь
В рассветной неге под марш стрекоз
В горбатом небе мурашки звёзд
Дышать на руки, крестясь во мглу
В пахучей попутке припасть к стеклу
Трупье сердце стучит впотьмах
Пот густеет, на хлеб хоть мажь
Крутят железы чёрный фарш
Червивое сердце поет реванш
[Куплет]
Фантомный хуй надувает вены
И, как отрыжка монтажной пены
Он деревенеет наизготове
И яйца млеют на изголовье
Каплями крапать чужие ляжки
Жрать и опорожнять стекляшки
Врать, паясничать, бить посуду
Короче, драть эту жизнь, как суку
А осень снимает гнилой парик
Солнце заката грызёт балык
Город свернулся котом: «Мурлык»
И делся куда-то с толпой барыг
Спит моя дочка — кусок меня
Матери тёплый сосок жуя
С улицы лаются колдыри
Домогается палец звонка двери
Щёлк-щёлк, замок, на пороге труп
(Щёлк-щёлк, замок, на пороге труп)
Космос зернистый висит кутьёй
Труп на пороге стоит как свой
В чашках корячится рафинад
(В чашках корячится рафинад)
Ночью вспенится чернозём
Труп заменит меня во всём:
Труп будет трахать мою жену
Нюхать коку, курить траву
В глухих отелях сходить с ума
В клубах-котельных цедить слова
Плясать, разбрасывать струпья фраз
Глядят опарыши трупьих глаз
Толпа кишит, как ансамбль мокриц
Лохмотья кожи сползают с лиц
В пустых оградок пародонтоз
Ячейки трупов в домах под снос
Куют программу, кроят общак
Партия мёртвых чеканит шаг
В канаве мокнет парламентёр
Армия мёртвых поёт террор
Трупьи блокпосты по всем дорогам
Трупы сосутся в прорехах окон
[Аутро]
В капсульной гостинице под землёй
В развалинах рта колосится вой
Последний гроб разевает рот
Последний труп покидает гроб
Трупьи иконы на бардачках
Трупье порно в 3D-очках
Трупьи дети тусят в ТЦ
Трупья тень на твоем лице
В капсульной гостинице под землёй
В развалинах рта колосится вой
Будто где-то форточка плачет
Ой, это заворочался пращур мой
Над могилой корчится пар седой
Труп сидит на корточках, сам не свой
Стряхнуть дремоту с лежалых мышц
Оставить погост, побежать, как мышь
В рассветной неге под марш стрекоз
В горбатом небе мурашки звёзд
Дышать на руки, крестясь во мглу
В пахучей попутке припасть к стеклу
Трупье сердце стучит впотьмах
Пот густеет, на хлеб хоть мажь
Крутят железы чёрный фарш
Червивое сердце поет реванш
[Куплет]
Фантомный хуй надувает вены
И, как отрыжка монтажной пены
Он деревенеет наизготове
И яйца млеют на изголовье
Каплями крапать чужие ляжки
Жрать и опорожнять стекляшки
Врать, паясничать, бить посуду
Короче, драть эту жизнь, как суку
А осень снимает гнилой парик
Солнце заката грызёт балык
Город свернулся котом: «Мурлык»
И делся куда-то с толпой барыг
Спит моя дочка — кусок меня
Матери тёплый сосок жуя
С улицы лаются колдыри
Домогается палец звонка двери
Щёлк-щёлк, замок, на пороге труп
(Щёлк-щёлк, замок, на пороге труп)
Космос зернистый висит кутьёй
Труп на пороге стоит как свой
В чашках корячится рафинад
(В чашках корячится рафинад)
Ночью вспенится чернозём
Труп заменит меня во всём:
Труп будет трахать мою жену
Нюхать коку, курить траву
В глухих отелях сходить с ума
В клубах-котельных цедить слова
Плясать, разбрасывать струпья фраз
Глядят опарыши трупьих глаз
Толпа кишит, как ансамбль мокриц
Лохмотья кожи сползают с лиц
В пустых оградок пародонтоз
Ячейки трупов в домах под снос
Куют программу, кроят общак
Партия мёртвых чеканит шаг
В канаве мокнет парламентёр
Армия мёртвых поёт террор
Трупьи блокпосты по всем дорогам
Трупы сосутся в прорехах окон
[Аутро]
В капсульной гостинице под землёй
В развалинах рта колосится вой
Последний гроб разевает рот
Последний труп покидает гроб
Трупьи иконы на бардачках
Трупье порно в 3D-очках
Трупьи дети тусят в ТЦ
Трупья тень на твоем лице
Tradução em Português
[Intro]
Num hotel cápsula debaixo da terra
Nas ruínas da boca floresce o uivo
Como se algures uma ventanilha chorasse
Oh, é o meu antepassado que se começou a mexer
Sobre o túmulo contorce-se um vapor grisalho
O cadáver está acocorado, fora de si
Sacudir a sonolência dos músculos dormentes
Deixar o cemitério, fugir como um rato
No deleite do amanhecer sob a marcha das libélulas
No céu corcovado, o formigueiro das estrelas
Respirar para as mãos, benzendo-se na penumbra
Numa boleia malcheirosa colar-se ao vidro
O coração cadavérico bate às escuras
O suor engrossa, dá quase para barrar no pão
As glândulas moem carne picada preta
O coração verminado canta revanche
[Verso]
Um caralho fantasma enche as veias
E, como um arroto de espuma de montagem
Ele endurece, de prontidão
E os tomates desfalecem na cabeceira
Gotas a pingar em coxas alheias
Comer e esvaziar copos [bebidas]
Mentir, palhaçar, partir loiça
Em suma, foder esta vida como a uma cadela
E o outono tira a peruca podre
O sol do pôr-do-sol rói o lombo de peixe seco
A cidade enrolou-se como um gato: «Miau-miau»
E sumiu-se para algum lado com a multidão de traficantes
Dorme a minha filha — um pedaço de mim
O mamilo quente da mãe mastigando
Da rua ladram os bêbados
O dedo assedia a campainha da porta
Clique-clique, a fechadura, no limiar um cadáver
(Clique-clique, a fechadura, no limiar um cadáver)
O cosmos granulado paira como kutia [doce de cereais]
O cadáver no limiar está como se fosse de casa
Nas chávenas contorce-se o açúcar refinado
(Nas chávenas contorce-se o açúcar refinado)
À noite a terra preta espumará
O cadáver substituir-me-á em tudo:
O cadáver vai foder a minha mulher
Cheirar coca, fumar erva
Em hotéis surdos enlouquecer
Em clubes-caldeiras destilar palavras
Dançar, espalhar crostas de frases
Olham as larvas dos olhos cadavéricos
A multidão fervilha, como um conjunto de bichos-de-conta
Farrapos de pele escorregam dos rostos
Na periodontite das cercas vazias
Células de cadáveres em casas para demolição
Forjam o programa, cortam o fundo comum
O partido dos mortos marca o passo
Na vala molha-se o parlamentar
O exército dos mortos canta terror
Checkpoints cadavéricos por todas as estradas
Cadáveres chupam-se nas fendas das janelas
[Outro]
Num hotel cápsula debaixo da terra
Nas ruínas da boca floresce o uivo
O último caixão escancara a boca
O último cadáver abandona o caixão
Ícones cadavéricos nos porta-luvas
Porno cadavérico em óculos 3D
Crianças cadavéricas curtem no centro comercial
Uma sombra cadavérica no teu rosto
Num hotel cápsula debaixo da terra
Nas ruínas da boca floresce o uivo
Como se algures uma ventanilha chorasse
Oh, é o meu antepassado que se começou a mexer
Sobre o túmulo contorce-se um vapor grisalho
O cadáver está acocorado, fora de si
Sacudir a sonolência dos músculos dormentes
Deixar o cemitério, fugir como um rato
No deleite do amanhecer sob a marcha das libélulas
No céu corcovado, o formigueiro das estrelas
Respirar para as mãos, benzendo-se na penumbra
Numa boleia malcheirosa colar-se ao vidro
O coração cadavérico bate às escuras
O suor engrossa, dá quase para barrar no pão
As glândulas moem carne picada preta
O coração verminado canta revanche
[Verso]
Um caralho fantasma enche as veias
E, como um arroto de espuma de montagem
Ele endurece, de prontidão
E os tomates desfalecem na cabeceira
Gotas a pingar em coxas alheias
Comer e esvaziar copos [bebidas]
Mentir, palhaçar, partir loiça
Em suma, foder esta vida como a uma cadela
E o outono tira a peruca podre
O sol do pôr-do-sol rói o lombo de peixe seco
A cidade enrolou-se como um gato: «Miau-miau»
E sumiu-se para algum lado com a multidão de traficantes
Dorme a minha filha — um pedaço de mim
O mamilo quente da mãe mastigando
Da rua ladram os bêbados
O dedo assedia a campainha da porta
Clique-clique, a fechadura, no limiar um cadáver
(Clique-clique, a fechadura, no limiar um cadáver)
O cosmos granulado paira como kutia [doce de cereais]
O cadáver no limiar está como se fosse de casa
Nas chávenas contorce-se o açúcar refinado
(Nas chávenas contorce-se o açúcar refinado)
À noite a terra preta espumará
O cadáver substituir-me-á em tudo:
O cadáver vai foder a minha mulher
Cheirar coca, fumar erva
Em hotéis surdos enlouquecer
Em clubes-caldeiras destilar palavras
Dançar, espalhar crostas de frases
Olham as larvas dos olhos cadavéricos
A multidão fervilha, como um conjunto de bichos-de-conta
Farrapos de pele escorregam dos rostos
Na periodontite das cercas vazias
Células de cadáveres em casas para demolição
Forjam o programa, cortam o fundo comum
O partido dos mortos marca o passo
Na vala molha-se o parlamentar
O exército dos mortos canta terror
Checkpoints cadavéricos por todas as estradas
Cadáveres chupam-se nas fendas das janelas
[Outro]
Num hotel cápsula debaixo da terra
Nas ruínas da boca floresce o uivo
O último caixão escancara a boca
O último cadáver abandona o caixão
Ícones cadavéricos nos porta-luvas
Porno cadavérico em óculos 3D
Crianças cadavéricas curtem no centro comercial
Uma sombra cadavérica no teu rosto
💡 Interpretação e Contexto Cultural
A Necro-Realidade e o Legado dos Mortos
Lançada originalmente como parte da banda sonora do filme «Petrovs in Flu» (2021) de Kirill Serebrennikov, «Реванш» é uma obra de terror social e existencialismo bruto. A música utiliza a metáfora de um cadáver que regressa do cemitério para ocupar o lugar de um pai de família, simbolizando como a vida dos vivos é, na verdade, moldada e substituída pelo legado e pela cultura dos que já morreram. Husky descreve uma sociedade onde os mortos estão em todo lado: nos centros comerciais, na política («Partido dos Mortos») e até na intimidade. A imagem final dos prédios russos como columbários gigantes reforça a ideia de que vivemos em cidades de betão que são, em última análise, depósitos de mortalidade acumulada.
Lançada originalmente como parte da banda sonora do filme «Petrovs in Flu» (2021) de Kirill Serebrennikov, «Реванш» é uma obra de terror social e existencialismo bruto. A música utiliza a metáfora de um cadáver que regressa do cemitério para ocupar o lugar de um pai de família, simbolizando como a vida dos vivos é, na verdade, moldada e substituída pelo legado e pela cultura dos que já morreram. Husky descreve uma sociedade onde os mortos estão em todo lado: nos centros comerciais, na política («Partido dos Mortos») e até na intimidade. A imagem final dos prédios russos como columbários gigantes reforça a ideia de que vivemos em cidades de betão que são, em última análise, depósitos de mortalidade acumulada.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Пращур | [PRA-shchur] | Antepassado / Progenitor | Termo arcaico para um ancestral remoto. |
| Погост | [Pa-GOST] | Cemitério / Adro | Palavra russa antiga para designar um local de enterro. |
| Корточки | [KOR-tach-ki] | Acocorado / De cócoras | Usado na expressão 'сидеть на корточках'. |
| Чернозём | [Chir-na-ZYOM] | Terra preta / Solo fértil | Solo típico das estepes russas, muito rico em húmus. |
| Опарыши | [A-PA-ry-shi] | Larvas | Geralmente associadas à decomposição. |
| Общак | [Ab-SHCHAK] | Fundo comum / Tesouro | Gíria russa para o dinheiro partilhado entre criminosos. |
Parte 2: Verbos de Mudança e Substituição
A música foca-se na substituição do eu pelo 'outro' (o cadáver). O verbo Заменить (Substituir) é crucial:• Труп заменит меня (O cadáver substituir-me-á).
• Note-se o uso do Caso Acusativo para o objeto direto (меня).
Parte 3: Adjetivos Possessivos e Relacionais
Husky utiliza o sufixo -ье para criar adjetivos relacionados com o cadáver:• Трупье сердце (Coração cadavérico).
• Трупьи глаза (Olhos cadavéricos).
Esta construção confere um tom sombrio e biológico às descrições, reforçando a natureza física da morte.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Где находится капсульная гостиница в начале песни?
Onde se localiza o hotel cápsula no início da canção?
Faz a correspondência entre as imagens e as suas descrições:
Russo:
Сердце
Парик
Гроб
Português:
Verminado (Chervivoye)
Podre (Gniloy)
Último (Posledniy)
Что будет делать труп вместо героя?
O que fará o cadáver em vez do herói?
🎵 Outras Músicas de "Хошхоног"
1
Intro
Intro
Intro
2
Шаг влево, шаг вправо
Shag vlevo, shag vpravo
Passo à Esquerda, Passo à Direita
3
Никогда-нибудь
Nikogda-nibud
Nunca-quer-que-seja
4
Люцифер
Lyutsifer
Lúcifer
5
Аферист
Aferist
Vigarista
6
Мир мух
Mir mukh
Mundo das Moscas
7
Частушки
Chastushki
Chastushki (Cantigas Satíricas)
8
Комната скомкана
Komnata skomkana
O Quarto está Amarrotado
9
Птицы
Ptitsy
Pássaros
10
Ода Ничему
Oda Nichemu
Ode ao Nada
11
Бесконечный магазин
Beskonechniy magazin
Carregador Infinito
12
Владыка слов
Vladyka slov
O Soberano das Palavras
13
На что я дрочу
Na chto ya drochu
Com o que é que eu me masturbo
15
Старуха
Starukha
A Velha
16
Outro
Outro
Outro
