Anterior Próxima
← Voltar para Гражданская ОборонаГражданская Оборона

Убивать

Ubivat

Matar

Álbum: Реанимация
Compositor: Egor Letov
Letrista: Egor Letov
Arranjador: Egor Letov

Letra em Russo

Постигая такое, что не хочется жить
Нас исследует сырая земля
Роемся в текущем
Думаем, что всё могло быть лучше
Отборные святыни, потайные тупики
Виртуальные пустыни, лабиринты, потолки

Продолжая исступлённо и отчаянно спать

Переключить на чёрно-белый режим
Переключить на чёрно-белый режим

И убивать, убивать, убивать, убивать
Убивать, убивать, убивать, убивать
Убивать...

Постигая такое, что не хочется жить
Наблюдает за нами небес синева
Бредим в настоящем
Знаем, что вчера всё было баще
Собираем по осколкам, выделяем стихи
Разбредаемся по полкам, выключаемся стихийно

Продолжая увлечённо и решительно спать

(Переключить на чёрно-белый режим...)
(И убивать, убивать...)

Постигая такое, что не хочется жить
Солнышко взирает на моё забытьё
Сплю в кленовой роще
Верю, что всего должно быть больше
Измеряя в глубину добровольные могилы
Подавляю седину, экономлю свои силы

Продолжая безнадёжно и безвременно спать

[Скит / Spoken Word Final]
Отныне ненавидеть обязательные даты
Эти круглые, квадратные торжественные даты
Смертельно ненавидеть эти праздничные даты
Убивать, убивать все эти праздничные даты
Официально объявленные
Предписанные, обожаемые
Всенародно соблюдаемые пряничные праздники
(...)
Чем нас злее проклинают
Тем я менее тужу
Чем сильнее забывают
Тем я громче знаменит
Чем страшнее нас пугают
Тем я более герой
Чем подлее убивают
Тем вернее я живой!

Tradução em Português

Compreendendo coisas tais, que não apetece viver
A terra húmida explora-nos
Escavamos na corrente [do dia a dia]
Pensamos que tudo poderia ter sido melhor
Santuários selecionados, becos sem saída secretos
Desertos virtuais, labirintos, tetos

Continuando frenética e desesperadamente a dormir

Mudar para o modo preto-e-branco
Mudar para o modo preto-e-branco

E matar, matar, matar, matar
Matar, matar, matar, matar
Matar...

Compreendendo coisas tais, que não apetece viver
O azul dos céus observa-nos
Deliramos no presente
Sabemos que ontem tudo foi mais fixe
Recolhemos os cacos, extraímos versos
Espalhamo-nos pelas prateleiras, desligamo-nos espontaneamente

Continuando entusiasmada e resolutamente a dormir

(Mudar para o modo preto-e-branco...)
(E matar, matar...)

Compreendendo coisas tais, que não apetece viver
O solzinho contempla o meu esquecimento
Durmo num bosque de áceres
Acredito que devia haver mais de tudo
Medindo em profundidade as sepulturas voluntárias
Suprimo os cabelos brancos, economizo as minhas forças

Continuando desesperada e intemporalmente a dormir

[Spoken Word Final]
A partir de agora odiar as datas obrigatórias
Essas datas solenes redondas e quadradas
Odiar mortalmente essas datas festivas
Matar, matar todas essas datas festivas
Oficialmente declaradas
Prescritas, adoradas
Feriados de «pão-de-mel» observados por toda a nação
(...)
Quanto mais maldosamente nos amaldiçoam
Menos eu lamento
Quanto mais fortemente nos esquecem
Mais alto é a minha fama
Quanto mais assustadoramente nos tentam assustar
Mais herói eu sou
Quanto mais vilmente nos matam
Mais verdadeiramente estou vivo!

💡 Interpretação e Contexto Cultural

O Ódio à Alegria Fabricada
Esta faixa é monumental no cânone de Letov. Começa como um rock psicadélico sobre a depressão existencial («Compreendendo coisas tais que não apetece viver») e termina num poema manifesto.

O «Modo Preto-e-Branco»
«Переключить на чёрно-белый режим» refere-se a uma simplificação radical da visão do mundo. Em tempos de crise extrema ou guerra (interna ou externa), as matizes desaparecem: ou se está vivo ou morto, amigo ou inimigo. É um mecanismo de defesa.

O Manifesto Final
O longo monólogo no final é um ataque feroz aos «feriados oficiais» e às «datas obrigatórias». Na Rússia Soviética e Pós-Soviética, os feriados públicos eram frequentemente demonstrações de lealdade ao Estado, celebrações forçadas e artificiais («feriados de pão-de-mel»). Letov rejeita essa alegria prescrita, encontrando a sua verdadeira vitalidade na resistência: «Quanto mais vilmente nos matam, mais verdadeiramente estou vivo». É a filosofia final do Punk Siberiano: a imortalidade através da resistência total.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Убивать[U-bi-VAT']MatarVerbo imperfeito (processo de matar).
Земля[Zim-LYA]Terra / SoloSubstantivo feminino.
Режим[Re-ZHIM]Modo / RegimeSubstantivo masculino.
Праздник[PRAZD-nik]Feriado / FestaSubstantivo masculino.
Живой[Zhi-VOY]VivoAdjetivo masculino.
Дата[DA-ta]DataGeralmente datas comemorativas.
Спать[SPAT']DormirVerbo.

Parte 2: Gerúndios (Fazendo...)
Letov começa as estrofes com uma forma verbal chamada Gerúndio (Деепричастие), que indica uma ação que acontece ao mesmo tempo que o verbo principal.

Verbo: Постигать (Compreender/Alcançar).
• Gerúndio: Постигая (Compreendendo).

Verbo: Продолжать (Continuar).
• Gerúndio: Продолжая (Continuando).
Frase: "Постигая такое... нас исследует земля" (Enquanto compreendemos tais coisas... a terra explora-nos).

Parte 3: A Estrutura Comparativa «Quanto... Tanto...»
No final da música, há uma excelente lição sobre correlação:

• Чем [comparativo]..., Тем [comparativo]...
• Significa: Quanto mais X..., mais Y...

Exemplos da letra:
1. Чем нас злее проклинают, Тем я менее тужу.
(Quanto mais zangado nos amaldiçoam, menos eu sofro/lamento).

2. Чем подлее убивают, Тем вернее я живой.
(Quanto mais vilmente matam, mais verdadeiramente/certamente estou vivo).

Nota: «Вернее» vem de Верный (Certo/Fiel/Verdadeiro).

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Liga as palavras russas à tradução correta:

Russo:
Живой
Земля
Праздник
Português:
Feriado/Festa
Vivo
Terra

O que significa a estrutura "Чем..., Тем..."?

Qual é a função da estrutura "Чем..., Тем..."?

A frase "Не хочется жить" é impessoal. O que significa?

Como traduzirias melhor o sentimento de "Не хочется жить"?