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Letra em Russo
[Куплет 1]
Долгая память хуже, чем сифилис
Особенно в узком кругу
Такой вакханалии воспоминаний
Не пожелать и врагу
И стареющий юноша в поисках кайфа
Лелеет в зрачках своих вечный вопрос
И поливает вином, и откуда-то сбоку
С прицельным вниманьем глядит электрический пёс
[Куплет 2]
И мы несем свою вахту в прокуренной кухне
В шляпах из перьев и трусах из свинца
И если кто-то издох от удушья
То отряд не заметил потери бойца
И сплоченность рядов есть свидетельство дружбы
Или страха сделать свой собственный шаг
И над кухней-замком возвышенно реет
Похожий на плавки и пахнущий плесенью флаг
[Куплет 3]
И у каждого здесь есть излюбленный метод
Приводить в движенье сияющий прах
Гитаристы лелеют свои фотоснимки
А поэты торчат на чужих номерах
Но сами давно звонят лишь друг другу
Обсуждая, насколько прекрасен наш круг
А этот пёс вгрызается в стены
В вечном поиске новых и ласковых рук
[Куплет 4]
Но женщины — те, что могли быть, как сестры, —
Красят ядом рабочую плоскость ногтей
И во всем, что движется, видят соперниц
Хотя уверяют, что видят блядей
И от таких проявлений любви к своим ближним
Мне становится страшно за рассудок и нрав
Но этот пёс не чужд парадоксов:
Он влюблен в этих женщин
И с его точки зренья он прав
[Куплет 5]
Потому что другие здесь не вдохновляют
Ни на жизнь, ни на смерть, ни на несколько строк
И один с изумлением смотрит на Запад
А другой с восторгом глядит на Восток
И каждый уже десять лет учит роли
О которых лет десять как стоит забыть
А этот пёс смеется над нами:
Он не занят вопросом, каким и зачем ему быть
[Куплет 6]
У этой песни нет конца и начала
Но есть эпиграф — несколько фраз:
Мы выросли в поле такого напряга
Где любое устройство сгорает на раз
И, логически мысля, сей пёс невозможен
Но он жив, как не снилось и нам, мудрецам
И друзья меня спросят: «О ком эта песня?»
И я отвечу загадочно: «Ах, если б я знал это сам…»
Долгая память хуже, чем сифилис
Особенно в узком кругу
Такой вакханалии воспоминаний
Не пожелать и врагу
И стареющий юноша в поисках кайфа
Лелеет в зрачках своих вечный вопрос
И поливает вином, и откуда-то сбоку
С прицельным вниманьем глядит электрический пёс
[Куплет 2]
И мы несем свою вахту в прокуренной кухне
В шляпах из перьев и трусах из свинца
И если кто-то издох от удушья
То отряд не заметил потери бойца
И сплоченность рядов есть свидетельство дружбы
Или страха сделать свой собственный шаг
И над кухней-замком возвышенно реет
Похожий на плавки и пахнущий плесенью флаг
[Куплет 3]
И у каждого здесь есть излюбленный метод
Приводить в движенье сияющий прах
Гитаристы лелеют свои фотоснимки
А поэты торчат на чужих номерах
Но сами давно звонят лишь друг другу
Обсуждая, насколько прекрасен наш круг
А этот пёс вгрызается в стены
В вечном поиске новых и ласковых рук
[Куплет 4]
Но женщины — те, что могли быть, как сестры, —
Красят ядом рабочую плоскость ногтей
И во всем, что движется, видят соперниц
Хотя уверяют, что видят блядей
И от таких проявлений любви к своим ближним
Мне становится страшно за рассудок и нрав
Но этот пёс не чужд парадоксов:
Он влюблен в этих женщин
И с его точки зренья он прав
[Куплет 5]
Потому что другие здесь не вдохновляют
Ни на жизнь, ни на смерть, ни на несколько строк
И один с изумлением смотрит на Запад
А другой с восторгом глядит на Восток
И каждый уже десять лет учит роли
О которых лет десять как стоит забыть
А этот пёс смеется над нами:
Он не занят вопросом, каким и зачем ему быть
[Куплет 6]
У этой песни нет конца и начала
Но есть эпиграф — несколько фраз:
Мы выросли в поле такого напряга
Где любое устройство сгорает на раз
И, логически мысля, сей пёс невозможен
Но он жив, как не снилось и нам, мудрецам
И друзья меня спросят: «О ком эта песня?»
И я отвечу загадочно: «Ах, если б я знал это сам…»
Tradução em Português
[Estrofe 1]
Uma memória longa é pior que sífilis
Especialmente num círculo estreito
Tal bacanal de memórias
Não se deseja nem ao inimigo
E o jovem a envelhecer em busca de êxtase
Acalenta nas suas pupilas a eterna questão
E rega com vinho, e de algum lado
Com atenção focada olha o cão elétrico
[Estrofe 2]
E nós cumprimos o nosso turno na cozinha esfumaçada
Com chapéus de penas e cuecas de chumbo
E se alguém morreu de asfixia
O destacamento não notou a perda do combatente
E a coesão das fileiras é testemunho de amizade
Ou do medo de dar o seu próprio passo
E sobre a cozinha-castelo esvoaça sublimemente
Uma bandeira parecida com calções de banho e a cheirar a mofo
[Estrofe 3]
E cada um aqui tem o seu método favorito
De colocar em movimento o pó brilhante
Os guitarristas acalentam as suas fotografias
E os poetas ficam colados a números alheios
Mas eles próprios há muito que ligam apenas uns aos outros
Discutindo quão maravilhoso é o nosso círculo
E este cão crava os dentes nas paredes
Na eterna busca de mãos novas e afetuosas
[Estrofe 4]
Mas as mulheres — aquelas que podiam ser como irmãs, —
Pintam com veneno a superfície de trabalho das unhas
E em tudo o que se move veem rivais
Embora assegurem que veem putas
E de tais manifestações de amor ao próximo
Fico com medo pela sanidade e pela moral
Mas este cão não é alheio a paradoxos:
Ele está apaixonado por estas mulheres
E do seu ponto de vista ele tem razão
[Estrofe 5]
Porque as outras aqui não inspiram
Nem para a vida, nem para a morte, nem para algumas linhas
E um com espanto olha para o Ocidente
E outro com entusiasmo olha para o Oriente
E cada um já há dez anos estuda papéis
Dos quais há dez anos que se devia esquecer
E este cão ri-se de nós:
Ele não está ocupado com a questão de como e para que deve ser
[Estrofe 6]
Esta canção não tem fim nem princípio
Mas tem uma epígrafe — algumas frases:
Nós crescemos num campo de tal tensão
Onde qualquer dispositivo queima de imediato
E, pensando logicamente, este cão é impossível
Mas ele está vivo, como nem nós, os sábios, sonhávamos
E os amigos perguntar-me-ão: «Sobre quem é esta canção?»
E eu responderei misteriosamente: «Ah, se eu próprio soubesse...»
Uma memória longa é pior que sífilis
Especialmente num círculo estreito
Tal bacanal de memórias
Não se deseja nem ao inimigo
E o jovem a envelhecer em busca de êxtase
Acalenta nas suas pupilas a eterna questão
E rega com vinho, e de algum lado
Com atenção focada olha o cão elétrico
[Estrofe 2]
E nós cumprimos o nosso turno na cozinha esfumaçada
Com chapéus de penas e cuecas de chumbo
E se alguém morreu de asfixia
O destacamento não notou a perda do combatente
E a coesão das fileiras é testemunho de amizade
Ou do medo de dar o seu próprio passo
E sobre a cozinha-castelo esvoaça sublimemente
Uma bandeira parecida com calções de banho e a cheirar a mofo
[Estrofe 3]
E cada um aqui tem o seu método favorito
De colocar em movimento o pó brilhante
Os guitarristas acalentam as suas fotografias
E os poetas ficam colados a números alheios
Mas eles próprios há muito que ligam apenas uns aos outros
Discutindo quão maravilhoso é o nosso círculo
E este cão crava os dentes nas paredes
Na eterna busca de mãos novas e afetuosas
[Estrofe 4]
Mas as mulheres — aquelas que podiam ser como irmãs, —
Pintam com veneno a superfície de trabalho das unhas
E em tudo o que se move veem rivais
Embora assegurem que veem putas
E de tais manifestações de amor ao próximo
Fico com medo pela sanidade e pela moral
Mas este cão não é alheio a paradoxos:
Ele está apaixonado por estas mulheres
E do seu ponto de vista ele tem razão
[Estrofe 5]
Porque as outras aqui não inspiram
Nem para a vida, nem para a morte, nem para algumas linhas
E um com espanto olha para o Ocidente
E outro com entusiasmo olha para o Oriente
E cada um já há dez anos estuda papéis
Dos quais há dez anos que se devia esquecer
E este cão ri-se de nós:
Ele não está ocupado com a questão de como e para que deve ser
[Estrofe 6]
Esta canção não tem fim nem princípio
Mas tem uma epígrafe — algumas frases:
Nós crescemos num campo de tal tensão
Onde qualquer dispositivo queima de imediato
E, pensando logicamente, este cão é impossível
Mas ele está vivo, como nem nós, os sábios, sonhávamos
E os amigos perguntar-me-ão: «Sobre quem é esta canção?»
E eu responderei misteriosamente: «Ah, se eu próprio soubesse...»
💡 Interpretação e Contexto Cultural
A Crítica à Bohemia Subterrânea
Esta canção é uma crítica mordaz e satírica aos círculos intelectuais e boémios de Leningrado (a «intelligentsia» clandestina). BG ataca a estagnação (o famoso Zastoy da era Brejnev) e a nostalgia tóxica.
Esta canção é uma crítica mordaz e satírica aos círculos intelectuais e boémios de Leningrado (a «intelligentsia» clandestina). BG ataca a estagnação (o famoso Zastoy da era Brejnev) e a nostalgia tóxica.
• A Cozinha-Castelo: Na URSS, as cozinhas dos pequenos apartamentos eram o centro da vida social, política e filosófica clandestina. BG descreve essa «cozinha esfumaçada» como um castelo impenetrável, mas também como uma prisão onde as pessoas preferem a «coesão das fileiras» por medo de «dar o seu próprio passo» e criar algo novo.
• «O destacamento não notou a perda do combatente»: Esta linha é uma citação direta da famosa canção soviética «Grenada» (com poema de Mikhail Svetlov). Aqui, é usada ironicamente para mostrar a indiferença e a hipocrisia do círculo de amigos: se alguém sucumbe (asfixia figurativa), os outros continuam a sua tertúlia sem pestanejar.
• O Cão Elétrico: Representa uma força paradoxal, talvez a energia crua do rock, a vida real ou a verdadeira inspiração. Ao contrário dos «sábios» presos nos seus papéis há dez anos, o cão vive de forma impossível e autêntica, sem se preocupar com o porquê de existir.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Пёс | [Pyos] | Cão | Substantivo masculino (mais rude ou rústico que a palavra 'Собака'). |
| Кайф | [Kayf] | Êxtase / Prazer / Moca | Gíria muito popular na URSS para descrever relaxamento extremo ou o efeito de drogas/álcool. |
| Удушье | [U-DU-sh'ye] | Asfixia | Substantivo neutro. |
| Плесень | [PLYE-syen'] | Mofo / Bolor | Substantivo feminino. Metáfora para a estagnação mental e física. |
| Блядь | [Blyat'] | Puta | Palavra obscena (Mat). Na letra, é usada para destacar o julgamento hipócrita. |
| Напряг | [Na-PRYAK] | Tensão | Gíria para uma situação psicologicamente exaustiva ou tensa (de Напряжение). |
Parte 2: Verbos de Destruição e Exaustão
A letra usa vocabulário intenso para descrever o ambiente hostil:• Издох (Morreu/Esticou o pernil): Uma forma rude e animalista de dizer que alguém morreu, derivada do verbo 'Издохнуть'.
• Сгорает на раз (Queima de imediato): A expressão «на раз» é coloquial e significa fazer algo de uma só vez, no primeiro instante.
Parte 3: Construção Infinitiva Impessoal («Не пожелать и врагу»)
A frase «Такой вакханалии... не пожелать и врагу» usa o verbo no infinitivo perfeito (пожелать) acompanhado de negação para expressar uma impossibilidade absoluta, sem sujeito definido. Traduz-se como «(Isso) não se deve/pode desejar nem ao inimigo».Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что, по мнению автора, хуже сифилиса?
O que é, segundo o autor, pior do que a sífilis?
Faz a correspondência entre os adjetivos e os substantivos usados na canção:
Russo:
Электрический
Сияющий
Прокуренная
Português:
Cozinha
Cão
Pó
Кого отряд не заметил потери?
De quem o destacamento não notou a perda?
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