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Letra em Russo
[Интро]
Йе, йе, ха-ха, ха-ха
[Куплет]
Он думал, знает он про всех всё
Но на нерест, как осётр, — Скуратов Малюта
Он душит сам себя своей болью
И подаёт себя на блюде нам мясо с кровью
Потерянный в своём мирке наивном
Вырос истеричкой, ребёнком, забытым в лифте, ха
На грязных улицах совкового города
Выблевав совесть, впитал гордость
И думал, это — Большая Медведица
Но в это слабо верится, и ветряная мельница
Ломает ему позвонки каждый божий раз
В бессильной злобе кулаки, да, он знает: он слаб
Но этот век — не время для любви
И он делает больно им, потом делает вид
Что всё это им по заслугам, судьба — сука?
Либо терпи, либо вскройся. Да, грубо
Но его тоже никто не жалел
И каменное сердце — своего рода бронежилет
И он смеялся, говоря всем (Всем):
«Это иллюзии, друзей нет»
Вечер коротая в компании хуй пойми кого
Завтра он скажет: «Они все — дерьмо»
Да, может, так, брат, только ты же сам рад
Занырнуть с головой в этот змеиный клубок
Ну так не прячь свою улыбку злую
Я не газую, просто сбрось с себя эту шкуру
Ты убедительно так поступил (Минотавр мёртв)
Ты в лабиринте и ты в нём один
Я вижу слёзы на твоих глазах, брат
Но это злые слёзы. И ты так жалел себя
Что не заметил, как просрал весь ёбаный мир
Даже святое извратив, подожги нам сплиф
И попиздим о том, как на твоих похоронах (На твоих)
Я возьму тост при матери и пацанах (Я скажу!):
«Он никогда никого не любил
И я не знаю, почему я вообще с ним дружил»
Другие скажут, ты особенным был
Но ты же знаешь: люди пиздят
В этой земле лежит обычный злой мальчик
Не разобравшийся нихуя
Йе, йе, ха-ха, ха-ха
[Куплет]
Он думал, знает он про всех всё
Но на нерест, как осётр, — Скуратов Малюта
Он душит сам себя своей болью
И подаёт себя на блюде нам мясо с кровью
Потерянный в своём мирке наивном
Вырос истеричкой, ребёнком, забытым в лифте, ха
На грязных улицах совкового города
Выблевав совесть, впитал гордость
И думал, это — Большая Медведица
Но в это слабо верится, и ветряная мельница
Ломает ему позвонки каждый божий раз
В бессильной злобе кулаки, да, он знает: он слаб
Но этот век — не время для любви
И он делает больно им, потом делает вид
Что всё это им по заслугам, судьба — сука?
Либо терпи, либо вскройся. Да, грубо
Но его тоже никто не жалел
И каменное сердце — своего рода бронежилет
И он смеялся, говоря всем (Всем):
«Это иллюзии, друзей нет»
Вечер коротая в компании хуй пойми кого
Завтра он скажет: «Они все — дерьмо»
Да, может, так, брат, только ты же сам рад
Занырнуть с головой в этот змеиный клубок
Ну так не прячь свою улыбку злую
Я не газую, просто сбрось с себя эту шкуру
Ты убедительно так поступил (Минотавр мёртв)
Ты в лабиринте и ты в нём один
Я вижу слёзы на твоих глазах, брат
Но это злые слёзы. И ты так жалел себя
Что не заметил, как просрал весь ёбаный мир
Даже святое извратив, подожги нам сплиф
И попиздим о том, как на твоих похоронах (На твоих)
Я возьму тост при матери и пацанах (Я скажу!):
«Он никогда никого не любил
И я не знаю, почему я вообще с ним дружил»
Другие скажут, ты особенным был
Но ты же знаешь: люди пиздят
В этой земле лежит обычный злой мальчик
Не разобравшийся нихуя
Tradução em Português
[Intro]
Ié, ié, ha-ha, ha-ha
[Verso]
Ele achava que sabia tudo sobre todos
Mas vai para a desova, como um esturjão — Malyuta Skuratov
Ele estrangula-se a si mesmo com a sua dor
E serve-se a nós num prato como carne com sangue
Perdido no seu mundozinho ingénuo
Cresceu histérico, uma criança esquecida no elevador, ha
Nas ruas sujas de uma cidade soviética
Depois de vomitar a consciência, absorveu o orgulho
E pensou que isto era a Ursa Maior
Mas é difícil de acreditar nisso, e o moinho de vento
Parte-lhe as vértebras cada maldita vez
Punhos em raiva impotente, sim, ele sabe: ele é fraco
Mas este século não é tempo para o amor
E ele faz-lhes mal, depois finge
Que tudo isto é o que merecem, o destino é uma cabra?
Ou aguentas, ou cortas-te. Sim, é bruto
Mas a ele também ninguém o poupou
E o coração de pedra é uma espécie de colete à prova de bala
E ele ria-se, dizendo a todos (Todos):
«Isto são ilusões, não há amigos»
Passando a noite na companhia de nem se sabe quem
Amanhã ele dirá: «São todos uns merdas»
Sim, talvez seja assim, irmão, mas tu próprio estás feliz
Por mergulhares de cabeça neste ninho de cobras
Então não escondas o teu sorriso malvado
Eu não estou a acelerar, apenas deita fora essa pele
Tu agiste de forma tão convincente (O Minotauro está morto)
Estás no labirinto e estás nele sozinho
Vejo lágrimas nos teus olhos, irmão
Mas são lágrimas amargas. E tu tiveste tanta pena de ti mesmo
Que não percebeste como lixaste o mundo inteiro
Até pervertendo o que é sagrado, acende-nos o splotch
E vamos dar à língua sobre como no teu funeral (No teu)
Eu farei um brinde perante a tua mãe e os rapazes (Eu direi!):
«Ele nunca amou ninguém
E nem sei por que é que fui amigo dele»
Outros dirão que foste especial
Mas tu bem sabes: as pessoas mentem
Nesta terra jaz um rapaz malvado comum
Que não percebeu porra nenhuma
Ié, ié, ha-ha, ha-ha
[Verso]
Ele achava que sabia tudo sobre todos
Mas vai para a desova, como um esturjão — Malyuta Skuratov
Ele estrangula-se a si mesmo com a sua dor
E serve-se a nós num prato como carne com sangue
Perdido no seu mundozinho ingénuo
Cresceu histérico, uma criança esquecida no elevador, ha
Nas ruas sujas de uma cidade soviética
Depois de vomitar a consciência, absorveu o orgulho
E pensou que isto era a Ursa Maior
Mas é difícil de acreditar nisso, e o moinho de vento
Parte-lhe as vértebras cada maldita vez
Punhos em raiva impotente, sim, ele sabe: ele é fraco
Mas este século não é tempo para o amor
E ele faz-lhes mal, depois finge
Que tudo isto é o que merecem, o destino é uma cabra?
Ou aguentas, ou cortas-te. Sim, é bruto
Mas a ele também ninguém o poupou
E o coração de pedra é uma espécie de colete à prova de bala
E ele ria-se, dizendo a todos (Todos):
«Isto são ilusões, não há amigos»
Passando a noite na companhia de nem se sabe quem
Amanhã ele dirá: «São todos uns merdas»
Sim, talvez seja assim, irmão, mas tu próprio estás feliz
Por mergulhares de cabeça neste ninho de cobras
Então não escondas o teu sorriso malvado
Eu não estou a acelerar, apenas deita fora essa pele
Tu agiste de forma tão convincente (O Minotauro está morto)
Estás no labirinto e estás nele sozinho
Vejo lágrimas nos teus olhos, irmão
Mas são lágrimas amargas. E tu tiveste tanta pena de ti mesmo
Que não percebeste como lixaste o mundo inteiro
Até pervertendo o que é sagrado, acende-nos o splotch
E vamos dar à língua sobre como no teu funeral (No teu)
Eu farei um brinde perante a tua mãe e os rapazes (Eu direi!):
«Ele nunca amou ninguém
E nem sei por que é que fui amigo dele»
Outros dirão que foste especial
Mas tu bem sabes: as pessoas mentem
Nesta terra jaz um rapaz malvado comum
Que não percebeu porra nenhuma
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Cinismo da Morte e a Autocrítica em Terceira Pessoa
«Могилам II» (Aos Túmulos II) é a sequela de uma faixa de 2014, mas apresenta uma mudança drástica de tom. Enquanto a primeira parte lidava com a morte de um ente querido como uma perda dolorosa, esta segunda parte encara a finitude de forma fria e niilista.
«Могилам II» (Aos Túmulos II) é a sequela de uma faixa de 2014, mas apresenta uma mudança drástica de tom. Enquanto a primeira parte lidava com a morte de um ente querido como uma perda dolorosa, esta segunda parte encara a finitude de forma fria e niilista.
• Malyuta Skuratov: Slava evoca a figura histórica do infame carrasco de Ivan, o Terrível, para descrever uma natureza cruel e autodestrutiva.
• O Narrador Distanciado: O uso da terceira pessoa permite a Slava realizar um «diss track» contra si mesmo, descrevendo o seu próprio funeral hipotético com uma honestidade brutal. O «coração de pedra» é apresentado como um mecanismo de defesa contra uma infância negligenciada numa cidade soviética decadente.
• Desconstrução do Mito: A canção termina rejeitando a ideia de que o artista é «especial», rotulando o falecido apenas como um «rapaz malvado comum» que morreu sem encontrar respostas.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Могила | [ma-GI-la] | Túmulo / Cova | Substantivo feminino, palavra central que dá título à canção. |
| Гордость | [GOR-dast'] | Orgulho | Substantivo feminino, descrito como algo absorvido após a perda da consciência. |
| Совесть | [SO-vyest'] | Consciência (moral) | Substantivo feminino. |
| Похороны | [PO-kha-ra-ny] | Funeral / Enterro | Substantivo usado apenas no plural. |
| Бронежилет | [bra-ni-zhi-LYET] | Colete à prova de bala | Metáfora para o coração endurecido. |
| Злой | [Zloy] | Malvado / Irritado | Adjetivo que descreve o 'rapaz' no final da música. |
Parte 2: Verbos de Percepção e Pensamento
A letra usa o pretérito para descrever as ilusões do protagonista: • Он думал (Ele pensava/achava).
• Он знал (Ele sabia).
• Не заметил (Não percebeu/notou).
Estes verbos reforçam a narrativa de alguém que viveu num estado de erro ou cegueira emocional.Parte 3: O Uso do Gerúndio (Deyeprichastiye)
O autor usa o gerúndio para descrever ações que contextualizam o estado do herói:• Выблевав совесть (Tendo vomitado a consciência).
• Коротая вечер (Passando a noite / Matando o tempo).
• Извратив святое (Tendo pervertido o sagrado).
Estas formas verbais mostram a causa ou o modo das ações principais na narrativa.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
С кем автор сравнивает себя в начале куплета?
Com quem é que o autor se compara no início do verso?
Associa as metáforas aos seus significados na letra:
Russo:
Змеиный клубок
Каменное сердце
Ветряная мельница
Português:
Colete à prova de bala
Ninho de cobras
Moinho de vento
Что скажет автор в тосте на похоронах?
O que dirá o autor no brinde durante o funeral?
🎵 Outras Músicas de "Чудовище, погубившее мир"
1
Чудовище погубившее мир
Chudovishe pogubivshee mir
O Monstro que Destruiu o Mundo
2
Чучело
Chuchelo
Espantalho
3
В хрущёвских и брежневских домах (IKB)
In Khrushchev and Brezhnev Houses (IKB)
Nas Casas de Khrushchev e Brezhnev (IKB)
4
Мёртвый игрок
Myortvyy igrok
Jogador Morto
5
Лёд выдержит
Lyod Vyderzhit
O Gelo Aguentará
6
ЧДПБЛ
CHDPBL
CHDPBL (Longa Marcha)
8
Вечное возвращение
Vechnoe Vozvrashenie
Eterno Retorno
9
Остров
Ostrov
Ilha
10
Комната (Room)
Komnata
Quarto
11
Мальчиш-плохиш
Malchish-Plokhish
O Rapaz Malvado
12
Похоронка
Pokhoronka
A Notificação de Óbito
13
Домики у моря
Domiki u Morya
Casinhas à Beira-mar
14
Больно
Bol'no
Dói
15
Я убью себя
Ya Ub'yu Sebya
Vou Matar-me
16
Ни надежды, ни Бога, ни хип-хопа
Ni Nadezhdy, Ni Boga, Ni Khip-Khopa
Sem Esperança, Sem Deus, Sem Hip-Hop
