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Letra em Russo
Я стою у окна, я смотрю за окно, я считаю шаги
Еще вчера я видел дома на другом берегу неподвижной реки
Но опустился туман, больше нет ничего
Не видно, ничего не видно, и нет огней
Я стою с тобой перед белой стеной, мы стоим одни
Белая стена, смотри – не смотри, и пой ей песню – не пой –
Она не расскажет тебе, того что будет со мной
И что же, что же приключится с тобой и со мной
Я закрою глаза рукой
Чтобы память вернуло мне
Вернуло хотя бы во сне
Воду в реке, дома за рекой
Мы стоим перед белой стеной
Стоим перед белой стеной
Стоим перед белой стеной
Я открываю окно, я впускаю туман, я шепчу имена:
Одну звали Лето, другую Осень, а третью, бесспорно, Весна
Но они вошли в туман и не вышли назад
Попробуй, попробуй их догони
Мы стоим с тобой перед белой стеной, перед белой стеной одни
Белая стена, кричи –не кричи, и бей кулаками – не бей –
Она не расскажет тебе, того что есть там за ней
И есть ли, есть ли хоть что-то, хоть что-то за ней
Я закрою глаза рукой
Чтобы память вернуло мне
Вернуло хотя бы во сне
Воду в реке, дома за рекой
Но ты остаешься со мной
Белая перед белой стеной
Стоишь перед белой стеной
Я стою у окна, я смотрю за окно, я считаю шаги
Я стою с тобой перед белой стеной, мы стоим одни
Еще вчера я видел дома на другом берегу неподвижной реки
Но опустился туман, больше нет ничего
Не видно, ничего не видно, и нет огней
Я стою с тобой перед белой стеной, мы стоим одни
Белая стена, смотри – не смотри, и пой ей песню – не пой –
Она не расскажет тебе, того что будет со мной
И что же, что же приключится с тобой и со мной
Я закрою глаза рукой
Чтобы память вернуло мне
Вернуло хотя бы во сне
Воду в реке, дома за рекой
Мы стоим перед белой стеной
Стоим перед белой стеной
Стоим перед белой стеной
Я открываю окно, я впускаю туман, я шепчу имена:
Одну звали Лето, другую Осень, а третью, бесспорно, Весна
Но они вошли в туман и не вышли назад
Попробуй, попробуй их догони
Мы стоим с тобой перед белой стеной, перед белой стеной одни
Белая стена, кричи –не кричи, и бей кулаками – не бей –
Она не расскажет тебе, того что есть там за ней
И есть ли, есть ли хоть что-то, хоть что-то за ней
Я закрою глаза рукой
Чтобы память вернуло мне
Вернуло хотя бы во сне
Воду в реке, дома за рекой
Но ты остаешься со мной
Белая перед белой стеной
Стоишь перед белой стеной
Я стою у окна, я смотрю за окно, я считаю шаги
Я стою с тобой перед белой стеной, мы стоим одни
Tradução em Português
Eu estou à janela, eu olho pela janela, eu conto os passos
Ainda ontem eu via casas na outra margem do rio imóvel
Mas o nevoeiro baixou, não há mais nada
Não se vê, nada se vê, e não há luzes
Eu estou contigo diante de uma parede branca, estamos sós
Parede branca, olha – não olhes, e canta-lhe uma canção – não cantes –
Ela não te dirá, aquilo que acontecerá comigo
E o que, o que sucederá contigo e comigo
Eu fecharei os olhos com a mão
Para que a memória me devolva
Devolva pelo menos no sonho
A água no rio, as casas além do rio
Estamos diante de uma parede branca
Estamos diante de uma parede branca
Estamos diante de uma parede branca
Eu abro a janela, eu deixo entrar o nevoeiro, eu sussurro nomes:
Uma chamava-se Verão, outra Outono, e a terceira, sem dúvida, Primavera
Mas elas entraram no nevoeiro e não saíram de volta
Tenta, tenta alcançá-las
Estamos contigo diante de uma parede branca, diante da parede branca sós
Parede branca, grita – não grites, e bate com os punhos – não batas –
Ela não te dirá, aquilo que existe lá atrás dela
E se existe, se existe sequer algo, sequer algo atrás dela
Eu fecharei os olhos com a mão
Para que a memória me devolva
Devolva pelo menos no sonho
A água no rio, as casas além do rio
Mas tu permaneces comigo
Branca diante da parede branca
Estás diante da parede branca
Eu estou à janela, eu olho pela janela, eu conto os passos
Eu estou contigo diante de uma parede branca, estamos sós
Ainda ontem eu via casas na outra margem do rio imóvel
Mas o nevoeiro baixou, não há mais nada
Não se vê, nada se vê, e não há luzes
Eu estou contigo diante de uma parede branca, estamos sós
Parede branca, olha – não olhes, e canta-lhe uma canção – não cantes –
Ela não te dirá, aquilo que acontecerá comigo
E o que, o que sucederá contigo e comigo
Eu fecharei os olhos com a mão
Para que a memória me devolva
Devolva pelo menos no sonho
A água no rio, as casas além do rio
Estamos diante de uma parede branca
Estamos diante de uma parede branca
Estamos diante de uma parede branca
Eu abro a janela, eu deixo entrar o nevoeiro, eu sussurro nomes:
Uma chamava-se Verão, outra Outono, e a terceira, sem dúvida, Primavera
Mas elas entraram no nevoeiro e não saíram de volta
Tenta, tenta alcançá-las
Estamos contigo diante de uma parede branca, diante da parede branca sós
Parede branca, grita – não grites, e bate com os punhos – não batas –
Ela não te dirá, aquilo que existe lá atrás dela
E se existe, se existe sequer algo, sequer algo atrás dela
Eu fecharei os olhos com a mão
Para que a memória me devolva
Devolva pelo menos no sonho
A água no rio, as casas além do rio
Mas tu permaneces comigo
Branca diante da parede branca
Estás diante da parede branca
Eu estou à janela, eu olho pela janela, eu conto os passos
Eu estou contigo diante de uma parede branca, estamos sós
💡 Interpretação e Contexto Cultural
A Incerteza do Destino e o Nevoeiro Existencial
«Parede Branca» é uma metáfora sobre o isolamento e o desconhecido que caracteriza o fim de uma era. A parede branca e o nevoeiro representam uma barreira intransponível entre o passado (as casas na outra margem que eram visíveis «ainda ontem») e um futuro incerto onde «não há luzes».
A letra evoca a perda da ciclicidade do tempo, personificada nas figuras do Verão, Outono e Primavera que desaparecem no nevoeiro sem retornar, sugerindo um estado de estagnação onde apenas resta o presente imediato e vazio. O gesto de fechar os olhos para «devolver a memória» indica que a realidade se tornou tão desoladora que a verdade e a beleza só podem agora ser encontradas no mundo dos sonhos ou das recordações. É uma das letras mais minimalistas e inquietantes de Kormiltsev, capturando a sensação de estar «só» mesmo acompanhado, diante do silêncio absoluto do destino.
«Parede Branca» é uma metáfora sobre o isolamento e o desconhecido que caracteriza o fim de uma era. A parede branca e o nevoeiro representam uma barreira intransponível entre o passado (as casas na outra margem que eram visíveis «ainda ontem») e um futuro incerto onde «não há luzes».
A letra evoca a perda da ciclicidade do tempo, personificada nas figuras do Verão, Outono e Primavera que desaparecem no nevoeiro sem retornar, sugerindo um estado de estagnação onde apenas resta o presente imediato e vazio. O gesto de fechar os olhos para «devolver a memória» indica que a realidade se tornou tão desoladora que a verdade e a beleza só podem agora ser encontradas no mundo dos sonhos ou das recordações. É uma das letras mais minimalistas e inquietantes de Kormiltsev, capturando a sensação de estar «só» mesmo acompanhado, diante do silêncio absoluto do destino.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Туман | [Tu-MAN] | Nevoeiro / Neblina | Substantivo masculino. Símbolo do desconhecido e da confusão na música. |
| Берег | [BYE-ryek] | Margem / Costa | Substantivo masculino. 'На другом берегу' significa na outra margem. |
| Огни | [Ag-NI] | Luzes / Fogos | Plural de 'огонь' (fogo/luz). Refere-se às luzes da cidade ou sinais de vida. |
| Бесспорно | [Byes-SPOR-na] | Indiscutivelmente / Sem dúvida | Advérbio que indica certeza absoluta. |
| Кулак | [Ku-LAK] | Punho | Substantivo masculino. 'Бей кулаками' significa bater com os punhos. |
| Память | [PA-myat'] | Memória | Substantivo feminino. O que o narrador tenta recuperar ao fechar os olhos. |
Parte 1: O Imperativo de Indiferença (Смотри – не смотри)
A música utiliza uma estrutura russa muito comum para indicar que uma ação é inútil ou irrelevante.• Смотри – не смотри (Olhes ou não olhes).
• Кричи – не кричи (Grites ou não grites).
Esta construção usa o imperativo seguido da negação 'не' e do mesmo verbo, indicando que o resultado será o mesmo (neste caso, a parede não dirá nada) independentemente do esforço do sujeito.Parte 2: Verbos de Percepção no Presente
O narrador descreve a sua situação atual usando verbos de visão e estado no presente.• Я вижу (Eu vejo) / Не видно (Não se vê - forma impessoal).
• Я стою (Eu estou de pé / Eu estou parado).
• Я смотрю (Eu olho).
A transição do que ele «via ontem» (videl) para o que «não se vê agora» marca o contraste temporal da canção.Parte 3: O Futuro com «Приключиться» e «Рассказать»
A parede branca é personificada como um oráculo silencioso.• Она не расскажет (Ela não dirá / não contará) - futuro do verbo рассказать.
• Что приключится (O que acontecerá / sucederá) - futuro do verbo приключиться (geralmente usado para eventos inesperados ou aventuras).
Ambos os verbos estão no aspecto perfectivo, focando no evento futuro incerto.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что мешает герою видеть дома на другом берегу сегодня?
O que é que impede o herói de ver as casas na outra margem hoje?
Associa os nomes das estações mencionados na música:
Russo:
Осень
Лето
Весна
Português:
Verão
Outono
Primavera
Зачем герой закрывает глаза рукой в припеве?
Porque é que o herói fecha os olhos com a mão no refrão?
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