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Letra em Russo
[Куплет]
По семнадцать нам:
Мой друг успел напиться в кал
И пригласил зайти к нему
Проблем, мол, будто куча
Угомонить — невелика цена:
Кивать и слушать пацана
Но первый звук на хате был
Как провернулся ключ
Дверь припёр и в позу:
Пот течёт по торсу
Спиртом выжгло воздух
Хрусталики глаз стали стеклом
Харя, как накалена
На бровях испарина
Поймал белку парень
И навыдавил мне слов
«Рома, мне б убить их, азиатов или как их
Долбят опиаты, потом гребут лес лопатой
Мне винтовку бы с зарплатой на плечо и сухпаёк
Перебью всех супостатов, потом точно запоём
Я не прочь убить залётных
Надо мстить им всем за нас
За такое даже хвалят
Грех не выполнить заказ
Мне на душе, друг, как-то пасмурно
Нужен только паспорт
Ждёт строкой там красненькой мой воинский обяз»
Обмяк и в кресло
Спину выгнул в голенький вопрос
Над креслом крестик
Подкова над проходом
Икона, рядом магнитофон
Даже если б артефакты ответили
Он бы не заметил их. И чтобы не найти
Запутавшегося сегодня друга завтра в петельке
Я говорю за четверых
«Зачем искать врагов
Тебе своих что ль не хватает?
И зачем тебе окоп? Те перекопан весь район
И он учил нас только ненавидеть слепо по команде
А твой третий дан от тех, кого ты ща полил говном
Кому нужны солдаты? Кошельку — вот так сюрприз
Родина капец как нужен ты, не твоя жизнь
Темнота внутри трясётся жилой как пружина
Но ты посильней паршивой гостьи из ТВ-страшилок
Успокойся»
[Припев]
Будто коп я сдал значок
И веду дело в соляру
Не надеясь на почёт, нет
С виду со мной Бога вовсе нет
Но я не в базе православных
Я его двойной агент
Будто коп я сдал значок
И веду дело в соляру
Не надеясь на почёт, нет
С виду со мной Бога вовсе нет
Но я не в базе православных
Я его двойной агент
По семнадцать нам:
Мой друг успел напиться в кал
И пригласил зайти к нему
Проблем, мол, будто куча
Угомонить — невелика цена:
Кивать и слушать пацана
Но первый звук на хате был
Как провернулся ключ
Дверь припёр и в позу:
Пот течёт по торсу
Спиртом выжгло воздух
Хрусталики глаз стали стеклом
Харя, как накалена
На бровях испарина
Поймал белку парень
И навыдавил мне слов
«Рома, мне б убить их, азиатов или как их
Долбят опиаты, потом гребут лес лопатой
Мне винтовку бы с зарплатой на плечо и сухпаёк
Перебью всех супостатов, потом точно запоём
Я не прочь убить залётных
Надо мстить им всем за нас
За такое даже хвалят
Грех не выполнить заказ
Мне на душе, друг, как-то пасмурно
Нужен только паспорт
Ждёт строкой там красненькой мой воинский обяз»
Обмяк и в кресло
Спину выгнул в голенький вопрос
Над креслом крестик
Подкова над проходом
Икона, рядом магнитофон
Даже если б артефакты ответили
Он бы не заметил их. И чтобы не найти
Запутавшегося сегодня друга завтра в петельке
Я говорю за четверых
«Зачем искать врагов
Тебе своих что ль не хватает?
И зачем тебе окоп? Те перекопан весь район
И он учил нас только ненавидеть слепо по команде
А твой третий дан от тех, кого ты ща полил говном
Кому нужны солдаты? Кошельку — вот так сюрприз
Родина капец как нужен ты, не твоя жизнь
Темнота внутри трясётся жилой как пружина
Но ты посильней паршивой гостьи из ТВ-страшилок
Успокойся»
[Припев]
Будто коп я сдал значок
И веду дело в соляру
Не надеясь на почёт, нет
С виду со мной Бога вовсе нет
Но я не в базе православных
Я его двойной агент
Будто коп я сдал значок
И веду дело в соляру
Не надеясь на почёт, нет
С виду со мной Бога вовсе нет
Но я не в базе православных
Я его двойной агент
Tradução em Português
[Verso]
Tínhamos dezassete anos:
O meu amigo conseguiu embebedar-se até cair
E convidou-me a entrar na casa dele
Dizendo que tinha imensos problemas
Acalmá-lo — não era grande o custo:
Apenas acenar e ouvir o rapaz
Mas o primeiro som no apartamento foi
O som da chave a dar a volta
Trancou a porta e fez pose:
O suor escorre-lhe pelo torso
O ar ardeu com cheiro a álcool
Os cristalinos dos olhos tornaram-se vidro
A cara como que em brasa
Suor nas sobrancelhas
O rapaz apanhou uma alucinação alcoólica
E cuspiu-me palavras à força
"Roma, eu devia matá-los, aos asiáticos ou lá o que são
Consomem opiáceos, depois limpam a floresta à pá
Quem me dera uma espingarda ao ombro com salário e ração de combate
Matarei todos os adversários, e depois certamente cantaremos
Não me importo de matar os que vêm de fora
Temos de nos vingar deles por todos nós
Por isso até nos elogiam
É pecado não cumprir a encomenda
Sinto-me, amigo, com o peito nublado
Preciso apenas do passaporte
Lá me espera numa linha vermelha o meu dever militar"
Ficou mole e caiu na poltrona
Curvou as costas numa pergunta despida
Acima da poltrona uma pequena cruz
Uma ferradura sobre a passagem
Um ícone, ao lado um gravador
Mesmo que os artefactos respondessem
Ele não os notaria. E para não encontrar
O amigo hoje confuso amanhã numa corda de enforcado
Eu falo por quatro
"Para que procurar inimigos?
Será que não te bastam os teus próprios?
E para que queres uma trincheira? Tens o bairro todo escavado
E ele ensinou-nos apenas a odiar cegamente sob comando
E o teu terceiro dan veio daqueles sobre quem acabaste de despejar merda
Quem precisa de soldados? A carteira de alguém — que surpresa
A Pátria precisa imenso de ti, mas não da tua vida
A escuridão interior treme como uma mola tensa
Mas tu és mais forte do que a hóspede miserável das histórias de terror da TV
Acalma-te"
[Refrão]
Como se fosse um polícia entreguei o distintivo
E investigo o caso sozinho
Sem esperar por honra, não
Aparentemente Deus não está comigo de todo
Mas não estou na base de dados dos ortodoxos
Sou o seu agente duplo
Como se fosse um polícia entreguei o distintivo
E investigo o caso sozinho
Sem esperar por honra, não
Aparentemente Deus não está comigo de todo
Mas não estou na base de dados dos ortodoxos
Sou o seu agente duplo
Tínhamos dezassete anos:
O meu amigo conseguiu embebedar-se até cair
E convidou-me a entrar na casa dele
Dizendo que tinha imensos problemas
Acalmá-lo — não era grande o custo:
Apenas acenar e ouvir o rapaz
Mas o primeiro som no apartamento foi
O som da chave a dar a volta
Trancou a porta e fez pose:
O suor escorre-lhe pelo torso
O ar ardeu com cheiro a álcool
Os cristalinos dos olhos tornaram-se vidro
A cara como que em brasa
Suor nas sobrancelhas
O rapaz apanhou uma alucinação alcoólica
E cuspiu-me palavras à força
"Roma, eu devia matá-los, aos asiáticos ou lá o que são
Consomem opiáceos, depois limpam a floresta à pá
Quem me dera uma espingarda ao ombro com salário e ração de combate
Matarei todos os adversários, e depois certamente cantaremos
Não me importo de matar os que vêm de fora
Temos de nos vingar deles por todos nós
Por isso até nos elogiam
É pecado não cumprir a encomenda
Sinto-me, amigo, com o peito nublado
Preciso apenas do passaporte
Lá me espera numa linha vermelha o meu dever militar"
Ficou mole e caiu na poltrona
Curvou as costas numa pergunta despida
Acima da poltrona uma pequena cruz
Uma ferradura sobre a passagem
Um ícone, ao lado um gravador
Mesmo que os artefactos respondessem
Ele não os notaria. E para não encontrar
O amigo hoje confuso amanhã numa corda de enforcado
Eu falo por quatro
"Para que procurar inimigos?
Será que não te bastam os teus próprios?
E para que queres uma trincheira? Tens o bairro todo escavado
E ele ensinou-nos apenas a odiar cegamente sob comando
E o teu terceiro dan veio daqueles sobre quem acabaste de despejar merda
Quem precisa de soldados? A carteira de alguém — que surpresa
A Pátria precisa imenso de ti, mas não da tua vida
A escuridão interior treme como uma mola tensa
Mas tu és mais forte do que a hóspede miserável das histórias de terror da TV
Acalma-te"
[Refrão]
Como se fosse um polícia entreguei o distintivo
E investigo o caso sozinho
Sem esperar por honra, não
Aparentemente Deus não está comigo de todo
Mas não estou na base de dados dos ortodoxos
Sou o seu agente duplo
Como se fosse um polícia entreguei o distintivo
E investigo o caso sozinho
Sem esperar por honra, não
Aparentemente Deus não está comigo de todo
Mas não estou na base de dados dos ortodoxos
Sou o seu agente duplo
💡 Interpretação e Contexto Cultural
Двойной агент: A Alucinação Militarista e a Resposta do Artista
A décima faixa é uma narrativa dramática na primeira pessoa sobre a conversa do narrador com um amigo que sofre uma crise alcoólica violenta e quer alistar-se nas forças armadas.
A décima faixa é uma narrativa dramática na primeira pessoa sobre a conversa do narrador com um amigo que sofre uma crise alcoólica violenta e quer alistar-se nas forças armadas.
• A gíria de «Поймать белку»: O verso «Поймал белку парень» usa o termo informal «белка» (esquilo, de «белая горячка») para descrever a psicose alcoólica e o delírio. Sob o efeito do álcool, o amigo reproduz a propaganda xenófoba da televisão.
• A contradição do apartamento pós-soviético: O verso «Над креслом крестик / Подкова над проходом / Икона, рядом магнитофон» retrata de forma brilhante o sincretismo religioso e a confusão ideológica da classe trabalhadora russa: uma cruz cristã, uma ferradura pagã decorativa para a sorte, e um ícone tradicional ao lado do gravador.
• O Agente Duplo de Deus: No refrão, o narrador afirma «Я не в базе православных / Я его двойной агент». O artista recusa a afiliação formal à Igreja Ortodoxa Russa estatal (que ativamente abençoa campanhas militares), agindo como um "agente duplo" focado na moralidade espiritual genuína e na preservação da vida do amigo.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Испарина | [is-PA-ri-na] | Suor leve / Gotículas de suor | Substantivo feminino. Humidade ou suor frio que se condensa na testa ou no rosto durante o medo ou a febre. |
| Супостат | [supa-STAT] | Adversário / Inimigo | Substantivo masculino arcaico de uso literário e épico. O amigo usa-o influenciado por termos grandiloquentes da narrativa patriótica. |
| Залётный | [za-LYOT-ny] | Que vem de fora / Forasteiro | Adjetivo. Designa originalmente aves migradoras, mas no calão coloquial aponta para pessoas vindas de outras regiões ou países. |
| Петелька | [pye-TYEL'-ka] | Corda de enforcado / Laço | Substantivo feminino (diminutivo de «петля» - laço). Refere-se metaforicamente ao perigo latente de suicídio devido ao desespero. |
| Окоп | [a-KOP] | Trincheira | Substantivo masculino. Valas de proteção em combate terrestre. Representa a militarização mental que o narrador confronta. |
| В соляру | [f sa-LYA-ru] | Sozinho / Solo | Locução adverbial da gíria de videojogos (derivado de solo). Significa realizar uma missão ou tarefa sem assistência. |
Parte 1: O Optativo Desiderativo com a Partícula «Бы»
Na linha «мне б убить их» (eu devia matá-los) e «винтовку бы» (quem me dera uma espingarda), a partícula condicional/optativa «бы» (abreviada para «б» após vogal) é associada a pronomes no caso dativo («мне») e ao infinitivo ou substantivo. Esta construção exprime um desejo forte, impulsivo e irrefletido.Parte 2: O Prefixo Verbal de Intensidade «На-» com o Sufixo «-вы-»
O termo «навыдавил мне слов» usa o verbo de prefixação múltipla «навыдавливать» (espremer em grande quantidade). O prefixo «на-» indica a acumulação de quantidade ou a fadiga da ação de expelir as palavras sob o efeito da embriaguez.Parte 3: O Caso Instrumental de Modo «Стеклом»
No verso «Хрусталики глаз стали стеклом» (Os cristalinos dos olhos tornaram-se vidro), o substantivo «стекло» (vidro) é declinado no caso instrumental neutro («стеклом») exigido pelo verbo copulativo de transformação/estado «стать» (tornar-se).Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что выражает популярный русский сленг «поймать белку» в строке?
O que expressa a gíria popular russa «поймать белку» no verso?
Russo:
В соляру
Супостат
Окоп
Испарина
Português:
Suor leve
Adversário
Trincheira
Sozinho
В чём смысл метафоры «двойного агента» Бога?
Qual é o significado da metáfora do «двойной агент» de Deus?
🎵 Outras Músicas de "Пов3стка"
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На боль 2022
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Kasha iz topora
Sopa de Pedra
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