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Letra em Russo
Гибкие строки сплетают узор,
Шепоты Оки края обнимают, -
Им не вернуться пугливой росой
В зелень мая.
Горстью украден размах без стыда, -
Были бы рады ослабить запястья.
Не шелохнуться в ревнивый удар,
Смерить прищуром глубокие пасти.
И несмышленым увидеть себя,
Греть завиток коры,
Бросить в затылок крик:
- Где ты только не был!
Пенил струи нерпой,
Ходил до рассвета
Туда - сюда.
Залпом меты отнял
Высечь вязь исподним,
Ронял в косы веток
Распыл утай.
Просится взглядом в некошеный стог,
Прячет добычу в лосиные шкуры,
Пьет поцелуй в январе
Горькой весной.
В сумерках сговор с упрямым расторг,
Сталью поправил монгольские скулы,
Плач обернул в Навий зрень
Сгинуть в назой.
Высохло русло в песок,
В тропы - трещины, -
Даром просили еще
В лица брызги.
Рядом остался один
Верить прежнему
И не спешит уходить
Пыльной брысью
Шепоты Оки края обнимают, -
Им не вернуться пугливой росой
В зелень мая.
Горстью украден размах без стыда, -
Были бы рады ослабить запястья.
Не шелохнуться в ревнивый удар,
Смерить прищуром глубокие пасти.
И несмышленым увидеть себя,
Греть завиток коры,
Бросить в затылок крик:
- Где ты только не был!
Пенил струи нерпой,
Ходил до рассвета
Туда - сюда.
Залпом меты отнял
Высечь вязь исподним,
Ронял в косы веток
Распыл утай.
Просится взглядом в некошеный стог,
Прячет добычу в лосиные шкуры,
Пьет поцелуй в январе
Горькой весной.
В сумерках сговор с упрямым расторг,
Сталью поправил монгольские скулы,
Плач обернул в Навий зрень
Сгинуть в назой.
Высохло русло в песок,
В тропы - трещины, -
Даром просили еще
В лица брызги.
Рядом остался один
Верить прежнему
И не спешит уходить
Пыльной брысью
Tradução em Português
Linhas flexíveis tecem um padrão,
Os sussurros do Oka abraçam as margens, -
Eles não voltarão como orvalho tímido
Ao verde de maio.
O alcance foi roubado às mãos cheias sem vergonha, -
Eles ficariam felizes em relaxar os pulsos.
Não se mexer perante o golpe ciumento,
Medir com o olhar semicerrado as mandíbulas profundas.
E ver-se como um ignorante,
Aquecer o caracol da casca da árvore,
Lançar um grito à nuca:
- Onde é que tu não estiveste!
Espumaste as correntes como uma foca,
Caminhaste até ao amanhecer
De um lado para o outro.
De um trago tiraste os marcos
Para esculpir a trama com a roupa de baixo,
Deixaste cair nas tranças dos ramos
A dispersão oculta.
O olhar pede para entrar num palheiro não ceifado,
Esconde a presa em peles de alce,
Bebe um beijo em janeiro
Como uma primavera amarga.
No crepúsculo rompeu o acordo com o teimoso,
Com aço corrigiu as maçãs do rosto mongóis,
Transformou o pranto em visão de Nav,
Para sumir no lodo.
O leito secou em areia,
Em caminhos - fendas, -
Pediram em vão por mais
Respingos nos rostos.
Perto ficou sozinho
A acreditar no que era antes
E não tem pressa de partir
Com um 'enxota' poeirento
Os sussurros do Oka abraçam as margens, -
Eles não voltarão como orvalho tímido
Ao verde de maio.
O alcance foi roubado às mãos cheias sem vergonha, -
Eles ficariam felizes em relaxar os pulsos.
Não se mexer perante o golpe ciumento,
Medir com o olhar semicerrado as mandíbulas profundas.
E ver-se como um ignorante,
Aquecer o caracol da casca da árvore,
Lançar um grito à nuca:
- Onde é que tu não estiveste!
Espumaste as correntes como uma foca,
Caminhaste até ao amanhecer
De um lado para o outro.
De um trago tiraste os marcos
Para esculpir a trama com a roupa de baixo,
Deixaste cair nas tranças dos ramos
A dispersão oculta.
O olhar pede para entrar num palheiro não ceifado,
Esconde a presa em peles de alce,
Bebe um beijo em janeiro
Como uma primavera amarga.
No crepúsculo rompeu o acordo com o teimoso,
Com aço corrigiu as maçãs do rosto mongóis,
Transformou o pranto em visão de Nav,
Para sumir no lodo.
O leito secou em areia,
Em caminhos - fendas, -
Pediram em vão por mais
Respingos nos rostos.
Perto ficou sozinho
A acreditar no que era antes
E não tem pressa de partir
Com um 'enxota' poeirento
💡 Interpretação e Contexto Cultural
Misticismo Eslavo e a Geografia Siberiana
• O Rio Oka: A menção ao rio Oka («Шепоты Оки») traz uma localização geográfica específica, situando a narrativa na Rússia central/europeia, contrastando com as influências asiáticas da banda.
• Mundo de Nav (Навий зрень): A expressão «Naviy zren» refere-se ao mundo de Nav, que na mitologia eslava é o submundo ou o reino dos mortos e dos espíritos. Ter a «visão de Nav» sugere uma perceção espiritual além do mundo material.
• Maçãs do Rosto Mongóis (Монгольские скулы): Reflete a herança genética e cultural da Eurásia, reconhecendo a mistura de povos eslavos e nómadas asiáticos que moldaram a Sibéria e a Rússia.
• Simbolismo Animal (Нерпа e Лось): A nerpa (foca do Baikal) e o alce são animais totémicos da Sibéria, reforçando a ligação xamânica do protagonista com a natureza selvagem.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Узор | [U-ZOR] | Padrão / Ornamento | Refere-se a desenhos complexos em tecidos ou na própria natureza. |
| Запястья | [Za-PYAST-ya] | Pulsos | Substantivo neutro plural; parte do braço que liga à mão. |
| Прищуром | [Pri-SHCHU-ram] | Olhar semicerrado | Caso Instrumental de 'Prishchur'. Indica a forma como se observa algo com desconfiança ou foco. |
| Исподним | [Is-POD-nim] | Roupa de baixo / Roupa interior | Caso Instrumental de 'Ispodneye'. Refere-se ao que está por baixo da vestimenta principal. |
| Скулы | [SKU-ly] | Maçãs do rosto / Maçãs faciais | Parte proeminente da face, frequentemente associada a traços étnicos específicos. |
| Брысью | [BRYS'-yu] | Enxota / Xô (movimento de afastar) | Derivado da interjeição 'Brys'!' usada para afastar gatos; aqui indica uma partida rápida ou desprezada. |
Parte 1: O Caso Instrumental para Comparação Similativa
O verso «Пенил струи нерпой» utiliza o Caso Instrumental do substantivo 'nerpa' (foca).• Em russo, o Instrumental pode indicar não só a ferramenta, mas a maneira ou a forma como algo é feito.
• Significa que o sujeito agiu como ou na qualidade de uma foca nas correntes de água.
Parte 2: Verbos de Movimento Multidirecionais e o Espaço
A expressão «Ходил... Туда - сюда» exemplifica o uso do verbo 'khodit' para movimento habitual ou sem direção fixa.• Туда (para lá) e Сюда (para cá) indicam a oscilação do movimento no espaço, comum para descrever deambulação ou incerteza.
Parte 3: Arcaísmos e Neologismos Poéticos
Revyakin utiliza termos como Навий (relativo aos mortos/espíritos) e Назой (termo obscuro/neologismo que remete para lama ou lodo).• Estes termos criam uma atmosfera arcaica que exige que o tradutor procure a raiz etimológica (Nav - mitologia eslava) para dar sentido ao texto sagrado/profano da canção.
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Шёпоты какой реки обнимают края в песне?
Os sussurros de que rio abraçam as margens na música?
Liga os animais às suas referências na letra:
Russo:
Ворон
Нерпа
Лось
Português:
Espumar as correntes
Peles para esconder a presa
Não mencionado nesta música
В какой зрень обернул плач герой?
Em que visão transformou o herói o seu pranto?
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