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Letra em Russo
День вычеркнул
Плач ичигом
ярым.
Звезд трещина
Пьет лешего
талым.
И в сумерках
Без умолку
свищет
Гроздь медная
Ждет бедного
Кижечь.
Пьет из руки,
Вьет изургень
взглядом.
В ночь до краев
Спрятал норов
рядом.
А засветло
Роса ведра
дрогнет.
В треск бересты
Зараз остыл
локтем.
Я три года стоял
Рядом серой стеной,
Прорубил кистенем
Рукава в Дастояр.
Обещала - дождет
Без добычи меня,
Но чужая снеярь
Обручила дождем.
Ураганил птенцом
В брызги бился звенеть,
И обмолвился ей,
Горемыт, бубенцом.
Видно, не с той ноги встарь
Бросился звон приручать.
Утром густой туман сдал
Просекой в плеск ручья.
А на пальцах кривых
Вся добыча моя,
И печалится май
Поцелуем молвы.
Ни кола, ни двора -
Только клочьями шерсть,
И поругана честь
Очи в ночь затворять.
Ладно, затеплилась сталь:
Гонит увидеть тебя.
Просит ремень себе в дар
Крошево вытупа
Плач ичигом
ярым.
Звезд трещина
Пьет лешего
талым.
И в сумерках
Без умолку
свищет
Гроздь медная
Ждет бедного
Кижечь.
Пьет из руки,
Вьет изургень
взглядом.
В ночь до краев
Спрятал норов
рядом.
А засветло
Роса ведра
дрогнет.
В треск бересты
Зараз остыл
локтем.
Я три года стоял
Рядом серой стеной,
Прорубил кистенем
Рукава в Дастояр.
Обещала - дождет
Без добычи меня,
Но чужая снеярь
Обручила дождем.
Ураганил птенцом
В брызги бился звенеть,
И обмолвился ей,
Горемыт, бубенцом.
Видно, не с той ноги встарь
Бросился звон приручать.
Утром густой туман сдал
Просекой в плеск ручья.
А на пальцах кривых
Вся добыча моя,
И печалится май
Поцелуем молвы.
Ни кола, ни двора -
Только клочьями шерсть,
И поругана честь
Очи в ночь затворять.
Ладно, затеплилась сталь:
Гонит увидеть тебя.
Просит ремень себе в дар
Крошево вытупа
Tradução em Português
O dia riscou
O pranto com o sapato de couro
ardente.
A fenda das estrelas
Bebe o espírito da floresta
com o degelo.
E no crepúsculo
Sem cessar
assobiam
O cacho de cobre
Espera pelo pobre
Kizhech.
Bebe da mão,
Tece a visão mística
com o olhar.
Na noite até à borda
Escondeu o génio
por perto.
E antes do amanhecer
A rosal do balde
tremeluzirá.
No estalido da casca de bétula
De uma vez arrefeceu
com o cotovelo.
Eu estive parado três anos
Como um muro cinzento ao lado,
Abrir caminho com uma maça
Para as mangas de Dastoyar.
Prometeste - esperarás
Por mim sem presa,
Mas a neve estrangeira
Desposou-me com a chuva.
Fui furacão como um pássaro
Bati-me em respingos para ressoar,
E deixei escapar para ela,
Infortunado, como um guizo.
Pelo visto, não foi com o pé certo outrora
Que me lancei para domar o toque.
De manhã o nevoeiro denso cedeu
Pelo caminho no chapinhar do riacho.
E nos dedos curvos
Está toda a minha presa,
E o maio entristece-se
Com o beijo do boato.
Sem eira nem beira -
Apenas a lã em farrapos,
E a honra foi ultrajada
Ao fechar os olhos na noite.
Bem, o aço começou a aquecer:
Compele-me a ver-te.
O cinto pede para si como dádiva
A tritura da saliência
O pranto com o sapato de couro
ardente.
A fenda das estrelas
Bebe o espírito da floresta
com o degelo.
E no crepúsculo
Sem cessar
assobiam
O cacho de cobre
Espera pelo pobre
Kizhech.
Bebe da mão,
Tece a visão mística
com o olhar.
Na noite até à borda
Escondeu o génio
por perto.
E antes do amanhecer
A rosal do balde
tremeluzirá.
No estalido da casca de bétula
De uma vez arrefeceu
com o cotovelo.
Eu estive parado três anos
Como um muro cinzento ao lado,
Abrir caminho com uma maça
Para as mangas de Dastoyar.
Prometeste - esperarás
Por mim sem presa,
Mas a neve estrangeira
Desposou-me com a chuva.
Fui furacão como um pássaro
Bati-me em respingos para ressoar,
E deixei escapar para ela,
Infortunado, como um guizo.
Pelo visto, não foi com o pé certo outrora
Que me lancei para domar o toque.
De manhã o nevoeiro denso cedeu
Pelo caminho no chapinhar do riacho.
E nos dedos curvos
Está toda a minha presa,
E o maio entristece-se
Com o beijo do boato.
Sem eira nem beira -
Apenas a lã em farrapos,
E a honra foi ultrajada
Ao fechar os olhos na noite.
Bem, o aço começou a aquecer:
Compele-me a ver-te.
O cinto pede para si como dádiva
A tritura da saliência
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Guerreiro Errante e o Despojamento Siberiano
• Linguagem Hermética: Revyakin utiliza neologismos xamânicos como «изургень» (izurgen' - visão ou energia interior) e «снеярь» (sneyar' - força da neve), que transformam a canção num ritual linguístico sobre a sobrevivência na taiga.
• O Kisten' (Кистень): A menção a abrir caminho com um «kisten'» (uma arma medieval russa composta por um peso de metal preso a uma corrente) evoca a figura do herói épico ou do bandido social que sobrevive pela força e pela destreza nas florestas da Sibéria.
• Identidade de Marginal (Ни кола, ни двора): A expressão russa usada indica pobreza absoluta («sem eira nem beira»). O protagonista é um despossuído cuja única riqueza é a experiência e a «lã em farrapos», refletindo a filosofia cínica e livre do rock underground siberiano.
• Toponímia Mística (Кижечь / Дастояр): Estes nomes parecem referir-se a lugares espirituais ou geográficos inventados que funcionam como destinos numa geografia mística da alma, onde a honra é testada pelo isolamento e pela natureza.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Ичигом | [I-chi-gam] | Sapato de couro | Caso Instrumental de 'Ichig' (botas macias sem salto, típicas dos povos turcos e siberianos). |
| Кистенем | [Kis-ti-NYOM] | Maça de corrente / Mangual | Arma de combate corpo a corpo usada para golpear com força cinética. |
| Горемыт | [Ga-ri-MYT] | Infortunado / Coitado | Forma curta e arcaica de 'Goremyka', alguém que carrega um destino sofrido. |
| Бересты | [Bi-ris-TY] | Casca de bétula | Material usado na Sibéria para escrita, cestaria e como acendalha, famosa pelo seu estalido ao arder. |
| Засветло | [ZA-svyet-la] | Antes do amanhecer / Enquanto há luz | Advérbio que indica o período de transição entre a noite e o dia. |
| Локтем | [LOK-tyem] | Cotovelo | Caso Instrumental de 'Lokot''. Usado aqui para indicar um gesto físico de afastamento ou arrefecimento. |
Parte 1: O Caso Instrumental de Instrumento e Modo
A música é rica em substantivos no Instrumental que descrevem como o herói interage com o mundo:• Прорубил кистенем (Abriu caminho com a maça).
• Обручила дождем (Desposou com a chuva).
• Пьет взглядом (Bebe com o olhar).
Parte 2: Verbos de Movimento e Transformação (Ураганил / Обмолвился)
• Ураганил (Agir como um furacão): Um verbo expressivo criado a partir do substantivo 'Uragan', indicando uma ação violenta e caótica.
• Обмолвился (Deixar escapar uma palavra): Verbo reflexivo que indica um lapso verbal ou uma revelação não planeada.
Parte 3: Expressões de Negação e Falta
A frase «Ни кола, ни двора» é uma expressão idiomática clássica russa para descrever alguém que não possui propriedade nenhuma.• Literalmente: 'nem estaca [para prender gado], nem quintal'.
• Reforça o estado de despojamento do herói siberiano, que se define pelo que é e não pelo que tem.
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Чем герой прорубил рукава в Дастояр?
Com que ferramenta o herói abriu caminho para Dastoyar?
Liga as substâncias naturais aos seus verbos na música:
Russo:
Густой туман
Звезд трещина
Чужая снеярь
Português:
Пьет лешего (Bebe o espírito da floresta)
Сдал просекой (Cedeu pelo caminho)
Обручила дождем (Desposou com a chuva)
Что просит себе в дар крошево вытупа?
O que a tritura da saliência pede para si como dádiva?
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