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Letra em Russo
[Куплет 1]
Что осталось нам понюшкой –
Капля-кроха с ноготок.
Прошепчу тебе на ушко,
Как попали под каток.
Износились кости-жилы,
Нет минутки прикорнуть.
Давит нас слепая сила,
Погибаем на корню.
[Припев]
Непомерным бременем жалятся души,
На ветру слезятся глаза.
Фитилёк до времени скорбно притушен,
И вороны в небе кружат.
[Куплет 2]
Как неделю за неделей –
Всё мотаем жизни срок.
Поделом всем нам продели
Цепь в ноздрю – и в том урок.
Дело-дрянь, и нет пощады,
Прописали нам кирдык.
Жутковат рецепт исчадий
И редеют дни впритык.
[Куплет 3]
Испокон просрочено скверное зелье:
До воды простой голодны.
Бедолаги склочные, спазмы веселья –
Страшно за себя и родных…
Все мы не безродная, свальная свора –
Для любви и чести годны.
Упыри болотные, псы произвола
Через крест прицела видны.
[Аутро]
Так зайдись же плачем криком.
Жги призывно, соловей.
Одолеть чужое иго,
Долг вернуть земле своей!
Что осталось нам понюшкой –
Капля-кроха с ноготок.
Прошепчу тебе на ушко,
Как попали под каток.
Износились кости-жилы,
Нет минутки прикорнуть.
Давит нас слепая сила,
Погибаем на корню.
[Припев]
Непомерным бременем жалятся души,
На ветру слезятся глаза.
Фитилёк до времени скорбно притушен,
И вороны в небе кружат.
[Куплет 2]
Как неделю за неделей –
Всё мотаем жизни срок.
Поделом всем нам продели
Цепь в ноздрю – и в том урок.
Дело-дрянь, и нет пощады,
Прописали нам кирдык.
Жутковат рецепт исчадий
И редеют дни впритык.
[Куплет 3]
Испокон просрочено скверное зелье:
До воды простой голодны.
Бедолаги склочные, спазмы веселья –
Страшно за себя и родных…
Все мы не безродная, свальная свора –
Для любви и чести годны.
Упыри болотные, псы произвола
Через крест прицела видны.
[Аутро]
Так зайдись же плачем криком.
Жги призывно, соловей.
Одолеть чужое иго,
Долг вернуть земле своей!
Tradução em Português
[Verso 1]
O que nos restou foi uma pitada –
Uma gota-migalha do tamanho de uma unha.
Vou sussurrar-te ao ouvido,
Como fomos atropelados pelo rolo compressor.
Os ossos e tendões desgastaram-se,
Não há um minuto para cochilar.
Uma força cega esmaga-nos,
Perecemos na raiz.
[Refrão]
As almas são picadas por um fardo desmedido,
Os olhos lacrimejam ao vento.
O pequeno pavio está tristemente abafado por agora,
E os corvos giram no céu.
[Verso 2]
Como semana após semana –
Vamos cumprindo a pena da vida.
Bem feito para nós, enfiaram-nos
A corrente na narina – e nisso há uma lição.
A coisa está feia, e não há piedade,
Prescreveram-nos o fim total.
O fado das criaturas é assustador
E os dias escasseiam perigosamente.
[Verso 3]
Desde tempos imemoriais a poção infame está fora de validade:
Estamos famintos de água simples.
Coitados barulhentos, espasmos de alegria –
É assustador por si próprio e pelos familiares…
Nenhum de nós é uma matilha sem raízes ou promíscua –
Somos aptos para o amor e para a honra.
Vampiros do pântano, cães do arbítrio
São visíveis através da cruz da mira.
[Outro]
Então explode em pranto e grito.
Canta ardentemente, rouxinol.
Vencer o jugo alheio,
Devolver a dívida à sua terra!
O que nos restou foi uma pitada –
Uma gota-migalha do tamanho de uma unha.
Vou sussurrar-te ao ouvido,
Como fomos atropelados pelo rolo compressor.
Os ossos e tendões desgastaram-se,
Não há um minuto para cochilar.
Uma força cega esmaga-nos,
Perecemos na raiz.
[Refrão]
As almas são picadas por um fardo desmedido,
Os olhos lacrimejam ao vento.
O pequeno pavio está tristemente abafado por agora,
E os corvos giram no céu.
[Verso 2]
Como semana após semana –
Vamos cumprindo a pena da vida.
Bem feito para nós, enfiaram-nos
A corrente na narina – e nisso há uma lição.
A coisa está feia, e não há piedade,
Prescreveram-nos o fim total.
O fado das criaturas é assustador
E os dias escasseiam perigosamente.
[Verso 3]
Desde tempos imemoriais a poção infame está fora de validade:
Estamos famintos de água simples.
Coitados barulhentos, espasmos de alegria –
É assustador por si próprio e pelos familiares…
Nenhum de nós é uma matilha sem raízes ou promíscua –
Somos aptos para o amor e para a honra.
Vampiros do pântano, cães do arbítrio
São visíveis através da cruz da mira.
[Outro]
Então explode em pranto e grito.
Canta ardentemente, rouxinol.
Vencer o jugo alheio,
Devolver a dívida à sua terra!
💡 Interpretação e Contexto Cultural
Resistência Espiritual e a Metáfora do Rolo Compressor
• Rolo Compressor (Каток): A letra utiliza a gíria russa «попасть под каток» para descrever alguém que foi esmagado pelo sistema, pela política ou por circunstâncias inevitáveis e violentas.
• O Pequeno Pavio (Фитилёк): Simboliza a esperança ou a vida espiritual que, embora «abafada» (притушен) pelas dificuldades presentes, ainda não se apagou totalmente. É a chama interior que resiste ao «fardo desmedido».
• Corrente na Narina: Uma imagem forte que remete à domesticação forçada de animais selvagens (como ursos ou touros), simbolizando a perda de liberdade e a humilhação do povo que é conduzido à força.
• Upyri e Cães do Arbítrio: Revyakin identifica os opressores como seres inumanos — «vampiros» (упыри) e «cães» — sugerindo que o combate não é apenas político, mas uma luta contra forças que drenam a vida da terra russa.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Фитилёк | [Fi-ti-LYOK] | Pequeno pavio | Diminutivo de 'fitil''; a parte da vela que arde. Simboliza a última esperança ou luz. |
| Понюшка | [Pa-NYUSH-ka] | Pitada (de rapé) | Pequena quantidade de algo, geralmente tabaco para cheirar; significa uma porção insignificante. |
| Кирдык | [Kir-DYK] | Fim total / Morte / 'Já era' | Gíria russa de origem turca para designar um desfecho fatal, ruína ou morte inevitável. |
| Упыри | [U-py-RI] | Vampiros / Mortos-vivos | Criaturas do folclore eslavo que sugam o sangue; usado aqui para descrever pessoas gananciosas e cruéis. |
| Иго | [I-ga] | Jugo / Opressão | Termo histórico (ex: o jugo Tártaro-Mongol) usado para descrever o domínio forçado de um povo sobre outro. |
| Свора | [SVO-ra] | Matilha / Bando | Geralmente refere-se a um grupo de cães de caça; pode ter conotação pejorativa para um grupo de pessoas desordenado. |
Parte 1: Expressões Idiomáticas de Desfecho
A letra usa a expressão «Погибаем на корню» (Perecemos na raiz). Significa que algo está a morrer antes mesmo de se desenvolver ou que a destruição é total, atingindo a base fundamental da existência.Parte 2: Verbos de Estado e Sofrimento Reflexivos
O verso «Непомерным бременем жалятся души» utiliza o verbo reflexivo «жалиться» (picar-se / ser picado). Em russo, a terminação «-ся» indica que a alma sofre a ação do fardo de forma intrínseca, como se a dor fizesse parte do seu estado atual.Parte 3: O Uso do Caso Instrumental de Meio
Na frase «Через крест прицела видны» (Vistos através da cruz da mira), o autor descreve a perspetiva do combatente. O uso de «крест» (cruz) como parte da mira telescópica cria um contraste irónico entre o símbolo sagrado e o instrumento de morte.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что случилось с фитильком в песне?
O que aconteceu com o pequeno pavio na música?
Associa os substantivos às suas descrições na letra:
Russo:
Соловей
Каток
Вороны
Português:
Rolo compressor
Giram no céu
Canta/arde ardentemente
Через какой предмет видны «упыри болотные»?
Através de que objeto são vistos os 'vampiros do pântano'?
