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Letra em Russo
[Куплет 1]
Когда ты меня раскусишь, жжёный мой сахарок
Выставишь с детьми нерожденными за порог
Я умою дымом глаза, слепые, как волдыри
Везите меня вприпрыжку, трамваи-поводыри
Чтобы в какой-то кухне, да в пьяни, да в кутерьме
Но наплакать на ухо шлюхе, жеманной, как кутюрье
О том, как тебя люблю и как жить без тебя очкую
Хмельную всглотну слюну, и ебало в стол забычкую
[Предприпев]
Мне приснятся мои похороны
Ты в чёрном-чёрном-чёрном...
[Припев]
Чёрный-чёрный голос, чёрный-чёрный бит (Ари, ари, ари)
Чёрный компас, чёрный гид (Ари, ари, ари)
Черным-черно, черным-черно, черным-черно
Черным-черно, черным-черно, черным-черно
Черным-черно
[Переход]
Держи меня
[Куплет 2]
В час, когда меня не станет в мыслях ласковых твоих, я
Вздрогну в разбитом теле, ополаскивая рыхлое нутро
Какой-то дрянью. Фаршированный собой
По мостовой вожу ногами до смешного вразнобой
Из неба сыпется перхоть, перхоть крошками с плеч
Я очернял свою юность самой пошлой из мечт:
В чёрных тачках, похожих на больших черепах
Перекрикивать мысли в чужих черепах
[Переход]
Это чёрная линия
[Предприпев]
[...]
[Припев]
[...]
[Куплет 3]
Между мной и разинутой в зеве беззубом пастью сортира
Тянется-тянется горькой резиною пьяной слюны нитка строптивая
И кончается, истончается
Она кончится — сгину и я
На руку оплывает стена парафиновая
Эта нить — пуповина моя, в ней длины — половина меня
Опираясь о глянцевую, белую грудь санфаянсовую
Пуповиной кулак опоясываю
И под русскую плясовую я выплясываю
На кухню — там музыка
И накурено густо и вкусно
Там лежит моя чёрная книжка
Я пишу туда чёрные сказки
Там живут мои чёрные люди
И живут свои чёрные жизни
Чёрные жизни
[Припев]
[...]
[Аутро]
Отыщи меня, отыщи меня под забором
Глаза, глаза, веки, губы
Чёрное пламя
Когда ты меня раскусишь, жжёный мой сахарок
Выставишь с детьми нерожденными за порог
Я умою дымом глаза, слепые, как волдыри
Везите меня вприпрыжку, трамваи-поводыри
Чтобы в какой-то кухне, да в пьяни, да в кутерьме
Но наплакать на ухо шлюхе, жеманной, как кутюрье
О том, как тебя люблю и как жить без тебя очкую
Хмельную всглотну слюну, и ебало в стол забычкую
[Предприпев]
Мне приснятся мои похороны
Ты в чёрном-чёрном-чёрном...
[Припев]
Чёрный-чёрный голос, чёрный-чёрный бит (Ари, ари, ари)
Чёрный компас, чёрный гид (Ари, ари, ари)
Черным-черно, черным-черно, черным-черно
Черным-черно, черным-черно, черным-черно
Черным-черно
[Переход]
Держи меня
[Куплет 2]
В час, когда меня не станет в мыслях ласковых твоих, я
Вздрогну в разбитом теле, ополаскивая рыхлое нутро
Какой-то дрянью. Фаршированный собой
По мостовой вожу ногами до смешного вразнобой
Из неба сыпется перхоть, перхоть крошками с плеч
Я очернял свою юность самой пошлой из мечт:
В чёрных тачках, похожих на больших черепах
Перекрикивать мысли в чужих черепах
[Переход]
Это чёрная линия
[Предприпев]
[...]
[Припев]
[...]
[Куплет 3]
Между мной и разинутой в зеве беззубом пастью сортира
Тянется-тянется горькой резиною пьяной слюны нитка строптивая
И кончается, истончается
Она кончится — сгину и я
На руку оплывает стена парафиновая
Эта нить — пуповина моя, в ней длины — половина меня
Опираясь о глянцевую, белую грудь санфаянсовую
Пуповиной кулак опоясываю
И под русскую плясовую я выплясываю
На кухню — там музыка
И накурено густо и вкусно
Там лежит моя чёрная книжка
Я пишу туда чёрные сказки
Там живут мои чёрные люди
И живут свои чёрные жизни
Чёрные жизни
[Припев]
[...]
[Аутро]
Отыщи меня, отыщи меня под забором
Глаза, глаза, веки, губы
Чёрное пламя
Tradução em Português
[Verso 1]
Quando me decifrares [rascusish], meu açúcar queimado
E me expulsares com os filhos não nascidos para fora da porta
Eu lavarei com fumo os olhos, cegos como bolhas [feridas]
Levem-me aos saltos, elétricos-guia [cães-guia]
Para que numa cozinha qualquer, na bebedeira, na confusão
Eu possa chorar ao ouvido de uma p*ta, afetada como um costureiro
Sobre como te amo e como tenho cagaço [ochkuyu] de viver sem ti
Engolirei a saliva embriagada, e apagarei a fronha [cara] na mesa como um cigarro
[Pré-Refrão]
Sonharei com o meu funeral
Tu de preto-preto-preto...
[Refrão]
Voz negra-negra, beat negro-negro (Ari, ari, ari)
Bússola negra, guia negro (Ari, ari, ari)
Escuro como o breu, escuro como o breu
[...]
[Transição]
Segura-me
[Verso 2]
Na hora em que eu deixar de existir nos teus pensamentos carinhosos, eu
Estremecerei num corpo partido, enxaguando o interior frouxo
Com alguma porcaria. Recheado de mim mesmo
Arrasto os pés pela calçada, ridiculamente descoordenado
Do céu cai caspa, caspa em migalhas dos ombros
Eu enegreci a minha juventude com o mais vulgar dos sonhos:
Em carros pretos, parecidos com grandes tartarugas
Gritar mais alto que os pensamentos em crânios alheios
[Transição]
Esta é a linha negra
[Pré-Refrão]
[...]
[Verso 3]
Entre mim e a bocarra do sobe-e-desce [retrete], escancarada na garganta desdentada
Estica-se, estica-se, como borracha amarga, o fio teimoso de saliva bêbada
E acaba, torna-se fino
Quando ela acabar — perecerei também eu
Na mão derrete a parede de parafina
Este fio é o meu cordão umbilical, tem metade do meu comprimento
Apoiando-me no peito branco e brilhante de faiança sanitária
Enrolo o punho no cordão umbilical
E ao som de uma dança russa, eu saio a dançar
Para a cozinha — lá há música
E está cheio de fumo, denso e saboroso
Lá está o meu livro negro
Eu escrevo nele contos negros
Lá vivem as minhas pessoas negras
E vivem as suas vidas negras
[Refrão]
[...]
[Outro]
Encontra-me, encontra-me debaixo da cerca
[...]
Chama negra
Quando me decifrares [rascusish], meu açúcar queimado
E me expulsares com os filhos não nascidos para fora da porta
Eu lavarei com fumo os olhos, cegos como bolhas [feridas]
Levem-me aos saltos, elétricos-guia [cães-guia]
Para que numa cozinha qualquer, na bebedeira, na confusão
Eu possa chorar ao ouvido de uma p*ta, afetada como um costureiro
Sobre como te amo e como tenho cagaço [ochkuyu] de viver sem ti
Engolirei a saliva embriagada, e apagarei a fronha [cara] na mesa como um cigarro
[Pré-Refrão]
Sonharei com o meu funeral
Tu de preto-preto-preto...
[Refrão]
Voz negra-negra, beat negro-negro (Ari, ari, ari)
Bússola negra, guia negro (Ari, ari, ari)
Escuro como o breu, escuro como o breu
[...]
[Transição]
Segura-me
[Verso 2]
Na hora em que eu deixar de existir nos teus pensamentos carinhosos, eu
Estremecerei num corpo partido, enxaguando o interior frouxo
Com alguma porcaria. Recheado de mim mesmo
Arrasto os pés pela calçada, ridiculamente descoordenado
Do céu cai caspa, caspa em migalhas dos ombros
Eu enegreci a minha juventude com o mais vulgar dos sonhos:
Em carros pretos, parecidos com grandes tartarugas
Gritar mais alto que os pensamentos em crânios alheios
[Transição]
Esta é a linha negra
[Pré-Refrão]
[...]
[Verso 3]
Entre mim e a bocarra do sobe-e-desce [retrete], escancarada na garganta desdentada
Estica-se, estica-se, como borracha amarga, o fio teimoso de saliva bêbada
E acaba, torna-se fino
Quando ela acabar — perecerei também eu
Na mão derrete a parede de parafina
Este fio é o meu cordão umbilical, tem metade do meu comprimento
Apoiando-me no peito branco e brilhante de faiança sanitária
Enrolo o punho no cordão umbilical
E ao som de uma dança russa, eu saio a dançar
Para a cozinha — lá há música
E está cheio de fumo, denso e saboroso
Lá está o meu livro negro
Eu escrevo nele contos negros
Lá vivem as minhas pessoas negras
E vivem as suas vidas negras
[Refrão]
[...]
[Outro]
Encontra-me, encontra-me debaixo da cerca
[...]
Chama negra
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Cordão Umbilical e a Retrete
«Chernym-cherno» é o pico do existencialismo escatológico de Husky. O herói sente-se uma criatura das trevas e da sujidade.
«Chernym-cherno» é o pico do existencialismo escatológico de Husky. O herói sente-se uma criatura das trevas e da sujidade.
• A Metáfora da Retrete: No terceiro verso, Husky descreve uma cena de vómito na retrete («Sortir»). O fio de saliva viscosa que o liga à sanita é descrito como o seu cordão umbilical («Pupovina»). Ele sente que nasceu daquela sujidade; a retrete é a sua mãe de faiança («peito branco de faiança sanitária»). Se o fio se partir, ele deixa de existir.
• Zabychkovat' (Забычковать): No fim do primeiro verso, ele diz: «E apagarei a fronha na mesa como um cigarro» (ебало в стол забычкую). O verbo vem de Bychok (beata de cigarro). Ele vai bater com a cara na mesa e apagar (adormecer bêbado) com a mesma violência com que se esmaga um cigarro no cinzeiro.
• Trams-Guias (Трамваи-поводыри): Ele pede aos elétricos que o levem como se fossem cães-guia (Sobaka-povodyr'), pois está «cego» de fumo e dor.
• Açúcar Queimado: A referência a «açúcar queimado» pode aludir a uma guloseima soviética de infância (açúcar derretido numa colher) que se tornou amarga, ou, mais sombriamente, à preparação de heroína, embora o contexto da música seja fortemente alcoólico.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Черным-черно | [Cher-NYM cher-NO] | Escuro como o breu / Completamente preto | Expressão idiomática de intensidade. |
| Пуповина | [Pu-pa-VI-na] | Cordão umbilical | Substantivo feminino. |
| Сортир | [Sar-TIR] | Retrete / Cagatório | Palavra grosseira para WC. |
| Волдырь | [Val-DYR'] | Bolha (na pele) / Ampola | Substantivo masculino. |
| Очковать | [Ach-ka-VAT'] | Ter medo / Borrar-se de medo | Gíria (de 'Ochko' = ânus). |
| Поводырь | [Pa-va-DYR'] | Guia (pessoa ou animal) | Geralmente usado para cães-guia de cegos. |
Parte 2: Advérbios de Modo (Como?)
Husky usa advérbios expressivos formados com prefixos:• Вприпрыжку (Aos saltos / Saltitando). De Прыгать (Saltar).
• Вразнобой (Descoordenadamente / Em discórdia). De Бой (Batida/Luta). Usado para descrever pernas que não obedecem.
Parte 3: Intensificação por Repetição
O russo intensifica qualidades repetindo o adjetivo ou usando o Instrumental:• Чёрный-чёрный (Muito preto).
• Черным-черно (Literalmente: "Preto de forma preta"). Esta construção (Instrumental + Advérbio/Adjetivo curto) denota plenitude absoluta (ex: Полным-полно - Cheio a transbordar).
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
С чем сравнивает герой свою связь с унитазом?
Com o que compara o herói a sua ligação à sanita?
Liga as metáforas negras:
Russo:
Трамваи
Машины
Лицо в стол
Português:
Guias (Povodyri)
Tartarugas
Apagar cigarro
Что значит «очковать» на сленге?
O que significa a gíria «ochkovat'»?
🎵 Outras Músicas de "Любимые песни (воображаемых) людей"
1
Ай
Ai
Ai
2
Бит шатает голову
Bit Shataet Golovu
O Beat Abana a Cabeça
3
Панелька
Panelka
Panelka (O Prédio de Painéis)
4
Заново
Zanovo
De Novo
5
Пуля-дура
Pulya-Dura
A Bala é Louca
6
Пироман '17
Piroman '17
Piromaníaco '17
7
Аллилуйя (ft. BollywoodFM)
Alliluyya
Aleluia
8
Мармелад
Marmelad
Marmelada (Gomas)
9
Фюрер
Furer
Führer
11
Хозяйка
Khozyayka
A Dona
12
Детка-Голливуд
Detka-Gollivud
Menina-Hollywood
13
Мультики
Multiki
Desenhos Animados
