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На встречу

Na vstrechu

Ao encontro

Álbum: НАКИПЬ
Compositor: Matveykin Ivan
Letrista: Matveykin Ivan
Arranjador: ONDA ANDAR

Letra em Russo

[Куплет 1]
Улица учит давать леща любым проблемам
Возникнет спрос, поднимает житуху с колен нам
Высокий тип, мой гламур поборол брутал
Трамвайный матершинник, не вор и не вандал
Может ли снос головы повлиять на судьбу?
Там, где падали воины, я напевал хуйню
Слепо до возгласа крики прячут лицо
Нашим ошибкам столько громко и тепло
На волю к победам, под стол не калекам
Типичным мудилам, я мрачным пробелам
Чёрная полоса сегодня станет белой-белой
И музыкальный псих подавится минорной пеной
Столь брасом вдоль, пиф-паф, ой-ой-ой
Близкий уже побратовал с чужой рукой
На мраморе тушью герой на века
Близко война, там — боль и беда

[Припев]
Навстречу белому рассвету близится тоска
Я — воин избы и покойник добра
Я вижу, как догорает фамильная свеча
Герою быть сукой и плыть до утра
Но вера в голову раскаты, дай Бог нам детей
Чьи владенья без грязи, без чар и блядей
Видимо, столько увидим на жизненном пути
Дай нам сил, Всевышний, — без них не пройти

[Куплет 2]
А мне музыку и только, в рост бы пойти
Докромать в перевал и прилечь у горы
Света меньше, не уж то, грызите рукав
По прибытию пижона света нету в глазах
Нам карьера важней, мысли — камень, забей
Свора пулей у виска, только горечи налей
В доску пьян, я в дрова, бо-болит голова
Вредно утром, а то с похмелья похуй нам
Памяти к чертям, на лбу шрам в теле срам
После жутких потерь волос бел, голос дран
Но тут и спеть не дают, покуда голос дыряв
Мой посыл на стихал, твой — в траве и в маслах
Между тем, плоский юмор ударит ножом
Тот, кто был за плечом, обречён быть скотом
И ни смеху, ни потех, для меня стал быть грех
Я заново рождён, только не для помех

[Припев]
Навстречу белому рассвету близится тоска
Я — воин избы и покойник добра
Я вижу, как догорает фамильная свеча
Герою быть сукой и плыть до утра
Но вера в голову раскаты, дай Бог нам детей
Чьи владенья без грязи, без чар и блядей
Видимо, столько увидим на жизненном пути
Дай нам сил, Всевышний, — без них не пройти
Навстречу белому рассвету близится тоска
Я — воин избы и покойник добра
Я вижу, как догорает фамильная свеча
Герою быть сукой и плыть до утра
Но вера в голову раскаты, дай Бог нам детей
Чьи владенья без грязи, без чар и блядей
Видимо, столько увидим на жизненном пути
Дай нам сил, Всевышний, — без них не пройти

[Аутро]
Навстречу белому рассвету близится тоска
Я — воин избы и покойник добра
Я вижу, как догорает фамильная свеча
Но вера в голову раскаты, дай Бог нам детей
Чьи владенья без грязи, без чар и блядей
Видимо, столько увидим на жизненном пути
Дай нам сил, Всевышний, — без них не пройти

Tradução em Português

[Verso 1]
A rua ensina a dar uma bofetada a quaisquer problemas
Surgirá a procura, levanta-nos a vidinha dos joelhos
Um tipo alto, o meu glamour superou a brutalidade
Um desbocado do elétrico, nem ladrão nem vândalo
Poderá o desatino da cabeça influenciar o destino?
Lá, onde caíram guerreiros, eu cantarolava merdas
Cegamente até à exclamação, os gritos escondem o rosto
Para os nossos erros, tanto barulho e calor
Para a liberdade rumo às vitórias, debaixo da mesa não para os aleijados
Para os típicos idiotas, eu para as lacunas sombrias
A maré de azar hoje tornar-se-á branca-branca
E o psicopata musical engasgar-se-á com a espuma menor
Tanto nado de bruços ao longo, pif-paf, ai-oi-oi
O próximo já confraternizou com uma mão alheia
No mármore a tinta-da-china, um herói para a eternidade
A guerra está próxima, lá — há dor e infortúnio

[Refrão]
Ao encontro da alvorada branca aproxima-se a melancolia
Eu sou o guerreiro da isba e o defunto do bem
Vejo como a vela da família arde até ao fim
O herói deve ser um cobarde e nadar até de manhã
Mas a fé troa na cabeça, dê-nos Deus crianças
Cujas posses sejam sem sujidade, sem feitiços e putas
Pelos vistos, veremos tanto no caminho da vida
Dá-nos força, Altíssimo, — sem ela não dá para passar

[Verso 2]
E eu quero apenas música, adoraria crescer
Chegar a coxear ao passo e deitar-me junto à montanha
Há menos luz, será possível, roam a manga
À chegada do cromo, não há luz nos olhos
Para nós a carreira é mais importante, os pensamentos — uma pedra, esquece
A matilha é uma bala na têmpora, deita apenas amargura
Bêbedo que nem um cacho, estou que nem lenha, a-a cabeça dói
Faz mal de manhã, se não com a ressaca não queremos saber
A memória para o diabo, na testa uma cicatriz, no corpo a vergonha
Depois de perdas terríveis o cabelo está branco, a voz gasta
Mas aqui nem cantar me deixam, enquanto a voz tiver buracos
A minha mensagem acalmou, a tua — na erva e nos óleos
Entretanto, o humor raso atingirá com uma faca
Aquele, que estava atrás do ombro, está condenado a ser gado
E nem ao riso, nem à diversão, para mim tornou-se um pecado
Nasci de novo, só que não para ser um obstáculo

[Refrão]
Ao encontro da alvorada branca aproxima-se a melancolia
Eu sou o guerreiro da isba e o defunto do bem
Vejo como a vela da família arde até ao fim
O herói deve ser um cobarde e nadar até de manhã
Mas a fé troa na cabeça, dê-nos Deus crianças
Cujas posses sejam sem sujidade, sem feitiços e putas
Pelos vistos, veremos tanto no caminho da vida
Dá-nos força, Altíssimo, — sem ela não dá para passar
Ao encontro da alvorada branca aproxima-se a melancolia
Eu sou o guerreiro da isba e o defunto do bem
Vejo como a vela da família arde até ao fim
O herói deve ser um cobarde e nadar até de manhã
Mas a fé troa na cabeça, dê-nos Deus crianças
Cujas posses sejam sem sujidade, sem feitiços e putas
Pelos vistos, veremos tanto no caminho da vida
Dá-nos força, Altíssimo, — sem ela não dá para passar

[Outro]
Ao encontro da alvorada branca aproxima-se a melancolia
Eu sou o guerreiro da isba e o defunto do bem
Vejo como a vela da família arde até ao fim
Mas a fé troa na cabeça, dê-nos Deus crianças
Cujas posses sejam sem sujidade, sem feitiços e putas
Pelos vistos, veremos tanto no caminho da vida
Dá-nos força, Altíssimo, — sem ela não dá para passar

💡 Interpretação e Contexto Cultural

Sobrevivência Urbana e Esperança para o Futuro
A Sabedoria das Ruas: O tema de que a rua é uma professora implacável que ensina a lidar com problemas («давать леща любым проблемам») é comum no rap russo. O protagonista define-se não como um criminoso («не вор и не вандал»), mas como um sobrevivente urbano moldado pelo seu ambiente — um «desbocado do elétrico».

Dicotomia da Vida e da Morte: O artista usa a imagem do «guerreiro da isba» (воин избы) e do «defunto do bem» (покойник добра) para descrever a sua luta interna. Ele combate as dificuldades da vida comum («изба» representa a casa rural simples, as origens), mas sente que a bondade em si já está morta no mundo cruel em que habita.

A Maré de Azar (Чёрная полоса): Na cultura russa, as fases da vida são frequentemente descritas como riscas («полосы»): brancas para os bons momentos, pretas para os maus. A esperança de que a «risca preta se tornará branca-branca» revela otimismo no meio da melancolia geral da faixa.

Apelo à Geração Futura: No refrão, surge um apelo direto a Deus («Всевышний» - o Altíssimo) por proteção e força. O desejo de ter filhos cujas posses/mundos sejam livres de sujidade, ilusões («без чар») e corrupção moral reflete uma busca por redenção e um futuro mais limpo.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Изба[Iz-BA]Isba / Casa de madeiraCasa tradicional russa; símbolo da vida rural, modesta e com raízes profundas.
Матершинник[Ma-tir-SHIN-nik]DesbocadoPessoa que usa frequentemente linguagem profana/palavrões ('mat').
Рассвет[Ras-SVYET]Alvorada / AmanhecerSubstantivo masculino que indica o início de um novo dia ou esperança.
Свора[SVO-ra]Matilha / BandoGrupo de cães de caça ou metáfora para um grupo unido, por vezes agressivo.
Покойник[Pa-KOY-nik]Defunto / MortoSubstantivo masculino usado literal e metaforicamente.
Полоса[Pa-la-SA]Faixa / Risca / Maré (de sorte)Usada na expressão idiomática 'чёрная полоса' (maré de azar).

Parte 2: Expressões de Embriaguez
A frase «В доску пьян, я в дрова» contém duas expressões idiomáticas fortíssimas para descrever o estado de embriaguez profunda:
В доску пьян: (Bêbedo que nem uma tábua). Indica alguém que está rígido e insensível devido ao álcool.
В дрова: (Que nem lenha). Significa estar inerte, incapaz de se mover ou pensar com clareza, como um pedaço de madeira.

Parte 3: O Prefix "До-" para Limites
No verso «Докромать в перевал», o artista usa um verbo (provavelmente um neologismo poético ou gíria) com o prefixo до-.
• Este prefixo indica o alcance de um limite ou o fim de uma ação prolongada e exaustiva (ex: дойти - chegar; дожить - sobreviver até). Transmite a ideia de chegar ao fim do percurso na montanha com grande esforço.

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

О чём просит Всевышнего герой в припеве?

O que o herói pede ao Altíssimo no refrão?

Liga as imagens poéticas aos seus significados na letra:

Russo:
В дрова
Воин
Чёрная полоса
Português:
Da isba
Fase de azar
Muito bêbedo

Кем не является герой по его словам в первом куплете?

O que o herói afirma não ser no primeiro verso?