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гробы

groby

caixões

Álbum: ночные грузчики
Compositor: Nochnye Gruzchiki
Letrista: Yevgeny Alyokhin, Mikhail Yenotov
Arranjador: Nochnye Gruzchiki

Letra em Russo

Не помню себя ребёнком, пока не услышал стихи
И сразу за ними ломка о поисках светлой тоски
Найти свои первые строки, блуждая чужими дворами
Каналы, улицы, стройки мне сладко и жутко шептали
Что должен забыть свой адрес, что должен забыть своё имя
Чтобы вырасти обезьяной, страдающей шизофренией
Разрушить привычный порядок, устроить бессмысленный бунт
Говорить лишь бросая перчатку, и что слова меня же убьют
Вся жизнь, как попытка сбежать за пределы личности, высказать
Что-то между пьяным воем бомжа и вмещающим мудрость земли афоризмом
Я существо без возраста и пола, стою у своей могильной плиты
Пытаясь вспомнить первое слово, чтобы опять этот путь пройти

Моё жильё — как прихожая
Время — застывший зной
Знакомы все лица прохожих
Для близких смутно чужой
Моё жильё — как прихожая
Время — застывший зной
Сбрасываю свою кожу
Грань между миром и мной

Я мечтал быть поэтом, и мне казалось, им был
Но стихи не с буквами клетки, а с кишками гробы
Однажды я проснулся на кладбище, где на каждом надгробии надпись
Так красиво и так страшно с именем моим рифмовалась
Я закричал: «Боже, разучи меня видеть, как
Все вокруг на что-то похоже, на что-то будто бы намекает»
Но Бог смолчал, он не говорит с поэтом, он говорит поэтом
Теперь я ни жив ни мёртв, странный гибрид субъекта с объектом
Если женщина — что-то между ангелом и чертом
А мужчина — что-то между зверем и богом
То поэт — между мужчиной и женщиной что-то
А потому обречен быть одиноким
Так что сделайте мне одолжение, не называйте ни мужчиной, ни женщиной
Я небо трахаю чернильным стержнем, и стихами от него беременею

Все жёны мои — вдовы
Все дети мои — сироты
Близкие мои, кто вы?
Сердце моё, чьё ты?
Все жёны мои — вдовы
Все дети мои — сироты
Строки мои, от кого вы?
Совесть моя, о чём ты?

Tradução em Português

Não me lembro de mim criança, até ter ouvido poesia
E logo a seguir o ressacar pela busca de uma melancolia clara
Encontrar os meus primeiros versos, vagueando por pátios alheios
Canais, ruas, obras sussurravam-me com doçura e pavor
Que devia esquecer o meu endereço, que devia esquecer o meu имя
Para crescer como um macaco a sofrer de esquizofrenia
Destruir a ordem habitual, organizar uma rebelião sem sentido
Falar apenas atirando a luva, e que as palavras matar-me-ão a mim próprio
A vida inteira, como uma tentativa de fugir além dos limites da personalidade, expressar
Algo entre o uivo bêbado de um sem-abrigo e um aforismo que encerra a sabedoria da terra
Sou um ser sem idade nem género, estou de pé junto à minha lápide
Tentando lembrar-me da primeira palavra, para fazer de novo este caminho

A minha habitação — é como um hall de entrada
O tempo — é um calor estagnado
Conhecidas todas as caras dos transeuntes
Para os próximos vagamente um estranho
A minha habitação — é как um hall de entrada
O tempo — é um calor estagnado
Dispo a minha pele
Fronteira entre o mundo e mim

Sonhava ser poeta, e parecia-me que o era
Mas os poemas não são jaulas com letras, mas caixões com tripas
Um dia acordei num cemitério, onde em cada lápide a inscrição
Tão bonita e tão terrivelmente rimava com o meu имя
Eu gritei: «Meu Deus, desensina-me a ver como
Tudo à volta se parece com algo, como se aludisse a algo»
Mas Deus calou-se, ele não fala com o poeta, ele fala pelo poeta
Agora não estou vivo nem morto, um странный híbrido de sujeito com objeto
Se a mulher — é algo entre um anjo e um diabo
E o homem — é algo entre uma fera e um deus
Então o poeta — é algo entre o homem e a mulher
E por isso está condenado a ser solitário
Por isso façam-me um favor, não me chamem nem homem nem mulher
Eu fodo o céu com uma carga de tinta, e engravido dele com poemas

Todas as minhas esposas — são viúvas
Todos os meus filhos — são órfãos
Meus próximos, quem são vocês?
Coração meu, de quem és tu?
Todas as minhas esposas — são viúvas
Todos os meus filhos — são órfãos
Meus versos, de quem vêm vocês?
Consciência minha, sobre o que falas tu?

💡 Interpretação e Contexto Cultural

A Metafísica do Poeta e a Inversão do Papel Divino

"Бог говорит поэтом" (A Divindade e a Poesia): A frase filosófica de Mikhail Yenotov («Бог смолчал, он не говорит с поэтом, он говорит поэтом») define o poeta não como um interlocutor de Deus, mas como o próprio instrumento/canal através do qual o divino se expressa.

Os Poemas como "Caixões com Tripas": A metáfora visceral («стихи не с буквами клетки, а с кишками гробы») desconstrói o lirismo estético, tratando a criação poética como um ato doloroso de autopsia emocional.

A Androginia Existencial do Poeta: A definição do poeta como um ser que transcende o género («между мужчиной и женщиной что-то») e a trágica sina de isolamento dos familiares no refrão 2 («Все жёны мои — вдовы / Все дети мои — сироты»).

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Улица[OO-lee-tsa]RuaSubstantivo feminino.
Слово[SLO-va]PalavraSubstantivo neutro.
Мир[Meer]MundoSubstantivo masculino.
Поэт[Pa-ET]PoetaSubstantivo masculino.
Бог[Bok]DeusSubstantivo masculino.
Сердце[SYERT-tse]CoraçãoSubstantivo neutro.

Parte 2: Verbos no Imperativo de Desaprendizagem 'Разучи'
A súplica «Боже, разучи меня видеть» usa o prefixo раз- com o verbo учить para pedir o esquecimento da hiper-sensibilidade poética.

Parte 3: Orações Substantivas Interrogativas de Pertença
O refrão exercita perguntas possessivas («Сердце моё, чьё ты? / Строки мои, от кого вы?»).

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Как Бог говорит с поэтом, согласно второму куплету?

Segundo a frase marcante do segundo verso, como comunica Deus com o poeta?

Associa as palavras em russo às respetivas traduções:

Russo:
Поэт
Сердце
Слово
Português:
Palavra
Poeta
Coração

Чем являются стихи во втором куплете?

O que são os poemas segundo a metáfora do segundo verso ('не с буквами клетки...')?