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Letra em Russo
Все, о чем вдвоем в ночи молчали,
Знали только ты да я,
Торопила тайна сенью чалой
Породниться без стыда.
Раскаленным воздухом надежды
Обжигались сгоряча,
Где искрилось безмятежно
Зеркало ручья.
Негодует пусть ревнивый ветер,
В клочья рвет знамений паруса...
Я же от заката до рассвета
Не могу сказать: "Прощай"
Расскажи мне сказку - я поверю,
Рассмеши меня до слез,
Будет с кем капканы ставить зверю -
Поохотимся всерьез.
Перекрестки сверим на ладонях
И распустим пояса -
Полетят отрадно стоны
Прямо в небеса.
И когда в соленом вихре будней
Помощи попросишь невзначай -
Я, в твоей судьбе надежный спутник,
Не спешу сказать: "Прощай"
Поутихли пламенные речи,
Все читаем по глазам.
Пусть отныне страждущих излечит
Серебристая роса.
И сердечно высятся ответы,
Навсегда в руке рука,
И хранит частицу света
Прежняя река.
Разделяют время и пространства,
Обручает золото луча.
Все же с неизменным постоянством
Не могу сказать: "Прощай"
Не спешу сказать: "Прощай"
Не могу сказать: "Прощай"
Знали только ты да я,
Торопила тайна сенью чалой
Породниться без стыда.
Раскаленным воздухом надежды
Обжигались сгоряча,
Где искрилось безмятежно
Зеркало ручья.
Негодует пусть ревнивый ветер,
В клочья рвет знамений паруса...
Я же от заката до рассвета
Не могу сказать: "Прощай"
Расскажи мне сказку - я поверю,
Рассмеши меня до слез,
Будет с кем капканы ставить зверю -
Поохотимся всерьез.
Перекрестки сверим на ладонях
И распустим пояса -
Полетят отрадно стоны
Прямо в небеса.
И когда в соленом вихре будней
Помощи попросишь невзначай -
Я, в твоей судьбе надежный спутник,
Не спешу сказать: "Прощай"
Поутихли пламенные речи,
Все читаем по глазам.
Пусть отныне страждущих излечит
Серебристая роса.
И сердечно высятся ответы,
Навсегда в руке рука,
И хранит частицу света
Прежняя река.
Разделяют время и пространства,
Обручает золото луча.
Все же с неизменным постоянством
Не могу сказать: "Прощай"
Не спешу сказать: "Прощай"
Не могу сказать: "Прощай"
Tradução em Português
Tudo sobre o que em silêncio calámos à noite,
Só tu e eu sabíamos,
O mistério apressava, sob um dossel roano,
A tornarmo-nos parentes sem vergonha.
No ar incandescente da esperança
Queimámo-nos no calor do momento,
Onde cintilava serenamente
O espelho do riacho.
Que o vento ciumento se indigne,
Rasgue em farrapos as velas dos presságios...
Eu, porém, do pôr do sol ao amanhecer,
Não consigo dizer: "Adeus"
Conta-me um conto — eu acreditarei,
Faz-me rir até às lágrimas,
Haverá com quem armar armadilhas à fera —
Caçaremos a sério.
Verificaremos os cruzamentos nas palmas das mãos
E soltaremos os cintos —
Gemidos voarão com alegria
Diretamente para os céus.
E quando, no turbilhão salgado do quotidiano,
Pedires ajuda por acaso —
Eu, companheiro fiel no teu destino,
Não tenho pressa em dizer: "Adeus"
As vozes inflamadas acalmaram,
Lemos tudo pelos olhos.
Que doravante cure os que sofrem
O orvalho prateado.
E as respostas erguem-se cordialmente,
Para sempre mão na mão,
E guarda uma partícula de luz
O antigo rio.
O tempo e os espaços separam,
O ouro do raio desposa.
Contudo, com constante perseverança,
Não consigo dizer: "Adeus"
Não tenho pressa em dizer: "Adeus"
Não consigo dizer: "Adeus"
Só tu e eu sabíamos,
O mistério apressava, sob um dossel roano,
A tornarmo-nos parentes sem vergonha.
No ar incandescente da esperança
Queimámo-nos no calor do momento,
Onde cintilava serenamente
O espelho do riacho.
Que o vento ciumento se indigne,
Rasgue em farrapos as velas dos presságios...
Eu, porém, do pôr do sol ao amanhecer,
Não consigo dizer: "Adeus"
Conta-me um conto — eu acreditarei,
Faz-me rir até às lágrimas,
Haverá com quem armar armadilhas à fera —
Caçaremos a sério.
Verificaremos os cruzamentos nas palmas das mãos
E soltaremos os cintos —
Gemidos voarão com alegria
Diretamente para os céus.
E quando, no turbilhão salgado do quotidiano,
Pedires ajuda por acaso —
Eu, companheiro fiel no teu destino,
Não tenho pressa em dizer: "Adeus"
As vozes inflamadas acalmaram,
Lemos tudo pelos olhos.
Que doravante cure os que sofrem
O orvalho prateado.
E as respostas erguem-se cordialmente,
Para sempre mão na mão,
E guarda uma partícula de luz
O antigo rio.
O tempo e os espaços separam,
O ouro do raio desposa.
Contudo, com constante perseverança,
Não consigo dizer: "Adeus"
Não tenho pressa em dizer: "Adeus"
Não consigo dizer: "Adeus"
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Vínculo Indissolúvel e a Negação da Despedida
• Прощай? (Adeus?): O ponto de interrogação no título é crucial. Embora o álbum «Сердце» lide com a morte física de Olga, esta canção afirma que a separação é apenas uma ilusão temporal. O refrão «Não consigo dizer: Adeus» é a profissão de fé de Revyakin na continuidade da alma e do amor.
• Imagens de Caça e União: A estrofe sobre «armar armadilhas à fera» e «caçar a sério» remete para a vida partilhada como uma aventura conjunta, onde as dificuldades eram enfrentadas lado a lado. Os «cruzamentos nas palmas das mãos» simbolizam o destino entrelaçado.
• A Natureza Curativa: O «orvalho prateado» que cura os que sofrem e o «ouro do raio» que desposa (une) os amantes através do tempo e espaço são elementos de uma natureza sacralizada, que serve de ponte entre o mundo terreno e o espiritual.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Сенью | [SYE-nyu] | Sob o dossel / Sob a sombra | Caso Instrumental de 'syen''. Refere-se à proteção ou abrigo oferecido pelas árvores ou pela noite. |
| Сгоряча | [Zga-ry-CHA] | No calor do momento / Impulsivamente | Advérbio que descreve uma ação feita sob forte emoção ou pressa, sem reflexão. |
| Невзначай | [Niv-zna-CHAY] | Por acaso / Sem querer | Advérbio que indica algo que acontece de forma inesperada ou não planeada. |
| Страждущих | [STRAZH-du-shchikh] | Os que sofrem / Os aflitos | Particípio substantivado (arcaísmo). Refere-se àqueles que passam por dores físicas ou espirituais. |
| Обручает | [Ab-ru-CHA-yet] | Desposa / Noiva / Une | Verbo no presente. Refere-se ao ato sagrado de unir duas pessoas em compromisso eterno. |
| Постоянством | [Pas-ta-YANST-vam] | Com constância / Perseverança | Caso Instrumental. Indica a fidelidade imutável do narrador ao seu sentimento. |
Parte 2: O Imperativo de Desejo e Permissão (Пусть)
O autor utiliza a partícula пусть (que/deixe que) para expressar um desejo ou aceitação de forças externas:• Пусть негодует ревнивый ветер (Que o vento ciumento se indigne).
• Пусть излечит серебристая роса (Que o orvalho prateado cure).
Esta construção gramatical mostra que, embora as forças da natureza ou o sofrimento existam, o narrador mantém a sua posição firme de não dizer adeus.Parte 3: O Caso Instrumental de Modo e Comparação
Como em todo o álbum, o Instrumental define a forma das imagens:• Зеркало ручья (O espelho do riacho - comparação implícita).
• Соленым вихрем будней (Pelo turbilhão salgado do quotidiano).
• Сердечно высятся ответы (As respostas erguem-se cordialmente - modo).
Estes usos reforçam a densidade poética onde o abstrato (respostas, esperança) ganha forma física ou espacial.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что рвет в клочья ревнивый ветер?
O que rasga em farrapos o vento ciumento?
Faz a correspondência entre os elementos e as suas funções na letra:
Russo:
Роса
Река
Золото луча
Português:
Излечит страждущих (Curará os aflitos)
Обручает (Desposa/Une)
Хранит частицу света (Guarda a luz)
Что автор не может сказать от заката до рассвета?
O que o autor não consegue dizer do pôr do sol ao amanhecer?
🎵 Outras Músicas de "Сердце"
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Pólvora de lágrimas
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Teias / Redes
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O meu verão
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Lírios Imortais
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