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Letra em Russo
Задрожали дали, завыли ветра,
Заживо глотали солёную волю.
Ярились казаки с утра до утра
Погулять по синему морю.
Каждому с рожденья звенела роса,
Славы необъятной, ни тени богатства.
Вечностью крылатой влекут паруса,
Боевое грозное братство.
Пороха в достатке и вдоволь свинца,
Жаждой поединка грубеют ладони,
Нет в огромном мире другого венца,
Не горим в огне, не тонем.
Эй, кистень проворный, заветный друг,
Убегает в волны, зарёй играя,
Нет врагу пощады, разорван круг,
Ждут героя ангелы рая.
Позади дымятся наградой года,
Впереди, как прежде, - походы и брани.
Кто костлявой Смерти в лицо хохотал,
Кто в боях не раз был изранен.
Сполохи знамений лобзают уста,
Жаркие молитвы и дрожь сновидений.
Только неизбежна победа Креста
В череде лихих наваждений.
Света не убудет - отмерен срок!
Пламенеют судьбы, в веках сгорая.
Нет врагу пощады - и в этом рок,
Ждут героя ангелы рая.
Задрожали дали, завыли ветра,
Заживо глотали солёную волю.
Ярились казаки с утра до утра
Погулять по синему морю.
Заживо глотали солёную волю.
Ярились казаки с утра до утра
Погулять по синему морю.
Каждому с рожденья звенела роса,
Славы необъятной, ни тени богатства.
Вечностью крылатой влекут паруса,
Боевое грозное братство.
Пороха в достатке и вдоволь свинца,
Жаждой поединка грубеют ладони,
Нет в огромном мире другого венца,
Не горим в огне, не тонем.
Эй, кистень проворный, заветный друг,
Убегает в волны, зарёй играя,
Нет врагу пощады, разорван круг,
Ждут героя ангелы рая.
Позади дымятся наградой года,
Впереди, как прежде, - походы и брани.
Кто костлявой Смерти в лицо хохотал,
Кто в боях не раз был изранен.
Сполохи знамений лобзают уста,
Жаркие молитвы и дрожь сновидений.
Только неизбежна победа Креста
В череде лихих наваждений.
Света не убудет - отмерен срок!
Пламенеют судьбы, в веках сгорая.
Нет врагу пощады - и в этом рок,
Ждут героя ангелы рая.
Задрожали дали, завыли ветра,
Заживо глотали солёную волю.
Ярились казаки с утра до утра
Погулять по синему морю.
Tradução em Português
Tremeram as distâncias, uivaram os ventos,
Engoliam viva a vontade salgada.
Enfureciam-se os cossacos de manhã até de manhã
Para passear pelo mar azul.
A cada um desde o nascimento tilintava o orvalho,
De glória imensa, nem sombra de riqueza.
Pela eternidade alada atraem as velas,
A temível irmandade de combate.
Pólvora em abundância e chumbo de sobra,
Pela sede de duelo tornam-se rudes as palmas das mãos,
Não há no mundo enorme outra coroa,
Não ardemos no fogo, não nos afogamos.
Ei, mangual ágil, amigo querido,
Foge para as ondas, brincando com a aurora,
Não há piedade para o inimigo, o círculo foi rasgado,
Esperam o herói os anjos do paraíso.
Atrás fumegam como recompensa os anos,
À frente, como antes, - campanhas e batalhas.
Quem da Morte ossuda riu na cara,
Quem nas batalhas mais de uma vez foi ferido.
Clarões de presságios beijam os lábios,
Orações fervorosas e o tremor dos sonhos.
Apenas é inevitável a vitória da Cruz
Na sucessão de ousadas ilusões.
A luz não diminuirá - o prazo está medido!
Flamejam os destinos, nos séculos ardendo.
Não há piedade para o inimigo - e nisso está o destino,
Esperam o herói os anjos do paraíso.
Tremeram as distâncias, uivaram os ventos,
Engoliam viva a vontade salgada.
Enfureciam-se os cossacos de manhã até de manhã
Para passear pelo mar azul.
Engoliam viva a vontade salgada.
Enfureciam-se os cossacos de manhã até de manhã
Para passear pelo mar azul.
A cada um desde o nascimento tilintava o orvalho,
De glória imensa, nem sombra de riqueza.
Pela eternidade alada atraem as velas,
A temível irmandade de combate.
Pólvora em abundância e chumbo de sobra,
Pela sede de duelo tornam-se rudes as palmas das mãos,
Não há no mundo enorme outra coroa,
Não ardemos no fogo, não nos afogamos.
Ei, mangual ágil, amigo querido,
Foge para as ondas, brincando com a aurora,
Não há piedade para o inimigo, o círculo foi rasgado,
Esperam o herói os anjos do paraíso.
Atrás fumegam como recompensa os anos,
À frente, como antes, - campanhas e batalhas.
Quem da Morte ossuda riu na cara,
Quem nas batalhas mais de uma vez foi ferido.
Clarões de presságios beijam os lábios,
Orações fervorosas e o tremor dos sonhos.
Apenas é inevitável a vitória da Cruz
Na sucessão de ousadas ilusões.
A luz não diminuirá - o prazo está medido!
Flamejam os destinos, nos séculos ardendo.
Não há piedade para o inimigo - e nisso está o destino,
Esperam o herói os anjos do paraíso.
Tremeram as distâncias, uivaram os ventos,
Engoliam viva a vontade salgada.
Enfureciam-se os cossacos de manhã até de manhã
Para passear pelo mar azul.
💡 Interpretação e Contexto Cultural
A Ética Guerreira Cossaca e o Apocalipse
• Cossacos (Казаки): Historicamente, eram comunidades livres de guerreiros nas estepes do sul da Rússia e da Ucrânia. A canção romantiza a sua coragem indomável e o espírito aventureiro de «passear pelo mar azul» (uma referência poética às suas audaciosas incursões marítimas no Mar Negro).
• Escatologia e a Cruz: A referência à «vitória da Cruz» (победа Креста) sublinha a fé ortodoxa inabalável que guiava estas irmandades guerreiras. O álbum liga este fervor religioso ao fim dos tempos (o prazo está medido), onde lutar pela fé de forma destemida garante um lugar entre os «anjos do paraíso».
• O Mangual (Кистень): A menção ao «mangual ágil» como um amigo querido destaca a proximidade sagrada do guerreiro com as suas armas. O mangual era uma arma de contusão tradicional russa, famosa por ser letal e imprevisível em combate corpo a corpo.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Воля | [VO-lya] | Vontade / Liberdade | Substantivo feminino; conceito fundamental da cultura cossaca que exprime a liberdade absoluta e selvagem. |
| Братство | [BRAT-stva] | Irmandade | Substantivo neutro; refere-se à união inquebrável dos guerreiros. |
| Поединок | [Pa-yi-DI-nak] | Duelo / Combate | Substantivo masculino; uma luta de um para um. |
| Пощада | [Pa-SHCHA-da] | Piedade / Misericórdia | Substantivo feminino; geralmente usado em negações ('sem piedade'). |
| Кистень | [Kis-TYEN'] | Mangual | Substantivo masculino; arma medieval russa de impacto, composta por um peso numa corrente. |
| Уста | [Us-TA] | Lábios / Boca | Termo poético/arcaico plural, frequentemente usado em contextos solenes ou religiosos. |
Parte 1: Vocabulário Arcaico e Solene
A canção constrói um tom épico através da utilização de palavras antigas ou literárias que raramente se ouvem na linguagem quotidiana, como уста (lábios), брани (antigo termo eslavo para batalhas/guerras) e сполохи (clarões rápidos de luz).Parte 2: O Caso Instrumental e Metáforas de Ação
O lirismo usa frequentemente o Caso Instrumental para exprimir as ferramentas ou os meios cósmicos com que algo é feito:• Вечностью крылатой влекут (Atraem pela eternidade alada).
• Зарёй играя (Brincando com a aurora).
• Наградой (Como recompensa).
Parte 3: Negação Contínua e Invencibilidade
Na frase «Не горим в огне, не тонем» (Não ardemos no fogo, não nos afogamos), a repetição da partícula не associada à 1ª pessoa do plural («nós») transmite o mito e o ditado tradicional russo de uma força e resiliência sobrenaturais, forjadas nas agruras das batalhas.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Кто ждёт героя?
Quem está à espera do herói?
Faz a correspondência entre os termos de guerra e a sua tradução:
Russo:
Кистень
Братство
Пощада
Português:
Mangual
Piedade
Irmandade
Чья победа неизбежна согласно песне?
Cuja vitória é inevitável segundo a canção?
