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Ленинград

Leningrad

Leningrado

Álbum: Поднимись над суетой
Compositor: Alla Pugacheva
Letrista: Osip Mandelstam
Arranjador: Alla Pugacheva

Letra em Russo

[Куплет 1]
Я вернулась в мой город, знакомый до слез
До прожилок, до детских припухших желез
Я вернулась сюда, так глотай же скорей
Рыбий жир ленинградских ночных фонарей

[Куплет 2]
Я вернулась в мой город, знакомый до слез
До прожилок, до детских припухших желез
Узнавай же скорее декабрьский денек
Где к зловещему дегтю подмешан желток

[Припев]
Ленинград! Ленинград!
Я еще не хочу умирать
У меня еще есть адреса
По которым найду голоса
Ленинград! Ленинград!
Я еще не хочу умирать
У тебя телефонов моих номера
Я еще не хочу умирать

[Куплет 3]
Я вернулась в мой город, знакомый до слез
До прожилок, до детских припухших желез
Я на лестнице черной живу, и в висок
Ударяет мне вырванный с мясом звонок

[Куплет 4]
Я вернулась в мой город, знакомый до слез
До прожилок, до детских припухших желез
И всю ночь напролет жду гостей дорогих
Шевеля кандалами цепочек дверных

[Припев]
Ленинград! Ленинград!
Я еще не хочу умирать
У меня еще есть адреса
По которым найду голоса
Ленинград! Ленинград!
Я еще не хочу умирать
У тебя телефонов моих номера
Я еще не хочу умирать

[Аутро]
Ленинград! Ленинград!
Я еще не хочу умирать
Я еще не хочу умирать
Я еще не хочу умирать
Я еще не хочу умирать

Tradução em Português

[Verso 1]
Regressei à minha cidade, conhecida até às lágrimas
Até às veias, até às glândulas infantis inchadas
Regressei aqui, por isso engole logo
O óleo de fígado de bacalhau das lanternas noturnas de Leningrado

[Verso 2]
Regressei à minha cidade, conhecida até às lágrimas
Até às veias, até às glândulas infantis inchadas
Reconhece logo este dia de dezembro
Onde ao sinistro alcatrão se mistura a gema de ovo

[Refrão]
Leningrado! Leningrado!
Eu ainda não quero morrer
Eu ainda tenho os endereços
Pelos quais encontrarei as vozes
Leningrado! Leningrado!
Eu ainda não quero morrer
Tu tens os números dos meus telefones
Eu ainda não quero morrer

[Verso 3]
Regressei à minha cidade, conhecida até às lágrimas
Até às veias, até às glândulas infantis inchadas
Vivo na escada de serviço, e na têmpora
Bate-me a campainha arrancada com a carne

[Verso 4]
Regressei à minha cidade, conhecida até às lágrimas
Até às veias, até às glândulas infantis inchadas
E passo a noite inteira à espera de convidados queridos
Agitando os grilhões das correntes das portas

[Refrão]
Leningrado! Leningrado!
Eu ainda não quero morrer
Eu ainda tenho os endereços
Pelos quais encontrarei as vozes
Leningrado! Leningrado!
Eu ainda não quero morrer
Tu tens os números dos meus telefones
Eu ainda não quero morrer

[Outro]
Leningrado! Leningrado!
Eu ainda não quero morrer
Eu ainda não quero morrer
Eu ainda não quero morrer
Eu ainda não quero morrer

💡 Interpretação e Contexto Cultural

A Tragédia de Mandelstam na Voz de Pugacheva
Origem Literária: A letra é um poema de Osip Mandelstam escrito em 1930. Originalmente, o poema aborda o medo e a opressão sob o regime de Estaline, onde o regresso à cidade natal é marcado por uma sensação de morte iminente e perda de liberdade.

Metáforas Sombrias: Imagens como «óleo de fígado de bacalhau» (associado à medicina forçada e luz amarelada baça), «campainha arrancada com a carne» e «grilhões das correntes» evocam o terror das purgas soviéticas e as detenções noturnas.

Reinterpretação: Enquanto o poema original é profundamente pessimista, Alla Pugacheva confere à música uma energia vitalista. O grito «Eu ainda não quero morrer» torna-se uma afirmação de resistência e sobrevivência, transformando o luto numa celebração da memória e da vida que persiste na metrópole.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Знакомый[Zna-KO-miy]Conhecido / FamiliarAdjetivo masculino usado para descrever algo ou alguém que se conhece bem.
Глотай[Gla-TAY]EngoleImperativo do verbo 'glotat''. Usado aqui de forma metafórica para a absorção da atmosfera da cidade.
Зловещий[Zla-VYE-shchiy]Sinistro / AgourentoAdjetivo que descreve algo que pressagia o mal ou o perigo.
Лестница[LYES-nit-sa]EscadaSubstantivo feminino. A 'escada preta' (черная лестница) refere-se à escada de serviço nas casas antigas russas.
Кандалы[Kan-da-LY]Grilhões / AlgemasSubstantivo plural associado a prisioneiros; aqui descreve as correntes de segurança das portas.
Напролет[Na-pra-LYOT]Sem parar / InteiroAdvérbio usado com 'ночь' (noite) para indicar que algo durou a noite toda.

Parte 2: A Preposição «ДО» (Até)
O poema utiliza repetidamente a preposição до para indicar o limite ou a intensidade de um estado:
До слез (Até às lágrimas).
До прожилок (Até às veias).
Esta preposição exige sempre o Caso Genitivo e serve para enfatizar o quão profundamente a narradora conhece a cidade.

Parte 3: O Uso do Advérbio «ЕЩЕ» (Ainda)
A palavra еще é central no refrão («Я еще не хочу умирать»).
• Indica a continuação de um estado ou desejo no tempo.
• Em frases negativas, reforça a ideia de que o evento (morrer) não é desejado no momento presente, sublinhando a vontade de viver.

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Что ждёт героиня всю ночь напролёт?

O que espera a heroína durante a noite inteira?

Liga as partes da cidade às sensações ou objetos descritos:

Russo:
Фонари
Денёк
Звонок
Português:
Óleo de fígado de bacalhau
Dezembro
Arrancado com a carne

О каком городе поётся в песне?

De que cidade fala a canção?