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Letra em Russo
[Куплет 1]
На небе звёздочная сыпь, в болоте громко стонет выпь
В ветвях куница разбирается с совой
«Нельзя бояться», — говорил я сам себе, стоял, курил
Обыкновенный заурядный часовой
[Куплет 2]
Я сам отправился в наряд, уже который раз подряд
Хотелось в отпуск, отпуск надо заслужить
Мой старшина сказал мне: «Знай, уйдёшь домой на первомай
Гулять с девчонками, напитки будешь пить»
[Куплет 3]
А в чаще незнакомый рёв, и трудно разглядеть врагов
Но что за топот? Что за грохот? Почему?
Ведь зверь не может так шуметь, он не осмелится посметь
Он вечный жид и соблюдает тишину
[Куплет 4]
Сверкнули ружья и ножи, принадлежащие чужим
Земля стесняется чужого сапога
На касках чёрные рога — так я узнал лицо врага
Лицо махрового, матёрого врага
[Куплет 5]
Я не успел предупредить своих, и как мне было быть?
Они все спали, набухавшаяся шваль
Что делать, если я не гад? Я вжался мордою в приклад
Впечатав ненависть в печальную печаль
[Куплет 6]
Я стал стрелять в чужих коней, я стал стрелять в пустоты дней
В змеиный ужас и вселенскую тоску
Во всех, кто младше и взрослей, в воспоминания о ней
Перекрывая им дорогу на Москву
Во всех, кто младше и взрослей, в воспоминания о ней
Перекрывая им дорогу на Москву
[Куплет 7]
Когда я рухнул на траву, глотая пыль и синеву
Проснулась армия похмельных соловьёв
Врагу, спустившемуся с гор, был дан решительный отпор
И кровь смешалась в сотню бешеных ручьёв
[Куплет 8]
В Раю я был сначала зол, но Бог повёл меня за стол
И усадил, сказавши: «Выпей-ка вина»
И вот я здесь, гляжу с небес, я то ли есть, то ли не есть
Смотрю на солнечную землю без меня
И вот я здесь, гляжу с небес, я то ли есть, то ли не есть
Смотрю на солнечную землю без меня, без меня
На небе звёздочная сыпь, в болоте громко стонет выпь
В ветвях куница разбирается с совой
«Нельзя бояться», — говорил я сам себе, стоял, курил
Обыкновенный заурядный часовой
[Куплет 2]
Я сам отправился в наряд, уже который раз подряд
Хотелось в отпуск, отпуск надо заслужить
Мой старшина сказал мне: «Знай, уйдёшь домой на первомай
Гулять с девчонками, напитки будешь пить»
[Куплет 3]
А в чаще незнакомый рёв, и трудно разглядеть врагов
Но что за топот? Что за грохот? Почему?
Ведь зверь не может так шуметь, он не осмелится посметь
Он вечный жид и соблюдает тишину
[Куплет 4]
Сверкнули ружья и ножи, принадлежащие чужим
Земля стесняется чужого сапога
На касках чёрные рога — так я узнал лицо врага
Лицо махрового, матёрого врага
[Куплет 5]
Я не успел предупредить своих, и как мне было быть?
Они все спали, набухавшаяся шваль
Что делать, если я не гад? Я вжался мордою в приклад
Впечатав ненависть в печальную печаль
[Куплет 6]
Я стал стрелять в чужих коней, я стал стрелять в пустоты дней
В змеиный ужас и вселенскую тоску
Во всех, кто младше и взрослей, в воспоминания о ней
Перекрывая им дорогу на Москву
Во всех, кто младше и взрослей, в воспоминания о ней
Перекрывая им дорогу на Москву
[Куплет 7]
Когда я рухнул на траву, глотая пыль и синеву
Проснулась армия похмельных соловьёв
Врагу, спустившемуся с гор, был дан решительный отпор
И кровь смешалась в сотню бешеных ручьёв
[Куплет 8]
В Раю я был сначала зол, но Бог повёл меня за стол
И усадил, сказавши: «Выпей-ка вина»
И вот я здесь, гляжу с небес, я то ли есть, то ли не есть
Смотрю на солнечную землю без меня
И вот я здесь, гляжу с небес, я то ли есть, то ли не есть
Смотрю на солнечную землю без меня, без меня
Tradução em Português
[Verso 1]
No céu uma erupção de estrelas, no pântano geme alto o abetouro
Nos ramos a martora resolve contas com a coruja
«Não se pode ter medo», — dizia eu a mim próprio, estava de pé, a fumar
Um sentinela comum e banal
[Verso 2]
Eu próprio fui para a guarda, já nem sei quantas vezes seguidas
Queria ir de licença, a licença é preciso merecê-la
O meu sargento disse-me: «Sabe, irás para casa no Primeiro de Maio
Passear com as raparigas, beberás bebidas»
[Verso 3]
E no mato um rugido desconhecido, e é difícil distinguir os inimigos
Mas que patada é essa? Que estrondo é esse? Porquê?
Pois a fera não pode fazer tanto barulho, ela não se atreverá a atrever-se
Ela é o judeu errante e observa o silêncio
[Verso 4]
Brilharam espingardas e facas, pertencentes a estranhos
A terra envergonha-se da bota alheia
Nos capacetes chifres pretos — assim reconheci o rosto do inimigo
O rosto do inimigo inveterado e tarimbado
[Verso 5]
Não tive tempo de avisar os meus, e como devia eu fazer?
Eles estavam todos a dormir, a gentalha embriagada
O que fazer, se eu não sou um miserável? Encostei a cara à coronha
Imprimindo o ódio na triste tristeza
[Verso 6]
Comecei a disparar contra os cavalos alheios, comecei a disparar contra o vazio dos dias
Contra o horror serpentino e a angústia universal
Contra todos os mais novos e mais velhos, contra as memórias dela
Cortando-lhes o caminho para Moscovo
Contra todos os mais novos e mais velhos, contra as memórias dela
Cortando-lhes o caminho para Moscovo
[Verso 7]
Quando caí na relva, engolindo pó e o azul do céu
Acordou um exército de rouxinais de ressaca
Ao inimigo, que desceu das montanhas, foi dada uma resposta decisiva
E o sangue misturou-se numa centena de ribeiros furiosos
[Verso 8]
No Paraíso eu estava no início zangado, mas Deus levou-me para a mesa
E sentou-me, dizendo: «Bebe lá um pouco de vinho»
E eis-me aqui, olho do céu, quer exista quer não exista
Olho para a terra ensolarada sem mim
E eis-me aqui, olho do céu, quer exista quer não exista
Olho para a terra ensolarada sem mim, sem mim
No céu uma erupção de estrelas, no pântano geme alto o abetouro
Nos ramos a martora resolve contas com a coruja
«Não se pode ter medo», — dizia eu a mim próprio, estava de pé, a fumar
Um sentinela comum e banal
[Verso 2]
Eu próprio fui para a guarda, já nem sei quantas vezes seguidas
Queria ir de licença, a licença é preciso merecê-la
O meu sargento disse-me: «Sabe, irás para casa no Primeiro de Maio
Passear com as raparigas, beberás bebidas»
[Verso 3]
E no mato um rugido desconhecido, e é difícil distinguir os inimigos
Mas que patada é essa? Que estrondo é esse? Porquê?
Pois a fera não pode fazer tanto barulho, ela não se atreverá a atrever-se
Ela é o judeu errante e observa o silêncio
[Verso 4]
Brilharam espingardas e facas, pertencentes a estranhos
A terra envergonha-se da bota alheia
Nos capacetes chifres pretos — assim reconheci o rosto do inimigo
O rosto do inimigo inveterado e tarimbado
[Verso 5]
Não tive tempo de avisar os meus, e como devia eu fazer?
Eles estavam todos a dormir, a gentalha embriagada
O que fazer, se eu não sou um miserável? Encostei a cara à coronha
Imprimindo o ódio na triste tristeza
[Verso 6]
Comecei a disparar contra os cavalos alheios, comecei a disparar contra o vazio dos dias
Contra o horror serpentino e a angústia universal
Contra todos os mais novos e mais velhos, contra as memórias dela
Cortando-lhes o caminho para Moscovo
Contra todos os mais novos e mais velhos, contra as memórias dela
Cortando-lhes o caminho para Moscovo
[Verso 7]
Quando caí na relva, engolindo pó e o azul do céu
Acordou um exército de rouxinais de ressaca
Ao inimigo, que desceu das montanhas, foi dada uma resposta decisiva
E o sangue misturou-se numa centena de ribeiros furiosos
[Verso 8]
No Paraíso eu estava no início zangado, mas Deus levou-me para a mesa
E sentou-me, dizendo: «Bebe lá um pouco de vinho»
E eis-me aqui, olho do céu, quer exista quer não exista
Olho para a terra ensolarada sem mim
E eis-me aqui, olho do céu, quer exista quer não exista
Olho para a terra ensolarada sem mim, sem mim
💡 Interpretação e Contexto Cultural
• A Tradição do Sentinela Militar Rosto à Morte: A canção evoca o dever sacrificial do sentinela militar (часовой), heroicamente imóvel na noite de patrulha para bloquear o avanço dos inimigos rumo a Moscovo.
• As Imagens Poéticas de Natureza e Fauna: A letra introduz a fauna das florestas russas com precisão lírica: a martora (куница), a coruja (сова), o abetouro no pântano (выпь) e os rouxinais de ressaca (похмельные соловьи).
• O Diálogo no Paraíso com Deus: O desfecho comovente retrata o sentinela caído em combate a ser recebido no Paraíso por Deus, que o convida a sentar-se à mesa e beber vinho enquanto contempla a Terra.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Часовой | [Cha-so-VOY] | Sentinela / Guarda de posto | Termo militar. |
| Выпь | [VYP'] | Abetouro / Pássaro aquático | Substantivo feminino. |
| Куница | [Ku-NI-tsa] | Martora / Mamífero carnívoro | Substantivo feminino. |
| Матёрый | [Ma-TYO-ry] | Inveterado / Tarimbado | Adjetivo masculino. |
| Приклад | [Pri-KLAD] | Coronha de arma de fogo | Substantivo masculino. |
| Вечный жид | [VECH-ny ZHID] | Judeu errante / Mito literário | Figura lendária. |
Parte 2: Verbos de Ação Imediata e Encaixe («Вжаться мордою в приклад»)
• A forma reflexiva вжаться (encostar-se com força / achatar-se) com o instrumental de meio: вжался мордою в приклад.
Parte 3: O Uso do Gerúndio de Interceção («Перекрывая»)
• O gerúndio перекрывая (bloqueando / cortando o passo) concorda com a ação do atirador: перекрывая им дорогу на Москву.
Parte 4: Construções de Dúvida Existencial («То ли есть, то ли не есть»)
• A estrutura то ли есть, то ли не есть expressa o estado imaterial da alma do sentinela no Paraíso.
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Какой город защищал часовой, перекрывая дорогу врагам в шестом куплете?
Que cidade os sentinela tentava proteger contra a marcha dos inimigos no verso 6?
Liga as palavras ao seu significado:
Russo:
Выпь
Часовой
Приклад
Português:
Sentinela
Coronha de arma
Abetouro
Кто встречает часового в Раю и приглашает за стол выпить вина в восьмом куплете?
Quem acolhe o sentinela no Paraíso e o convida para beber vinho no verso 8?
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