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Letra em Russo
Разговоры о напасах. Сперва
Дым густой как сперма, нервы
Кто-то бежит — его закроют завтра
По бейсболке и отпечаткам
Кто-то лежит, внутри фенамин, на пальце печатка
Кого-то зарыли, кто-то воткнул под первым
Кровь толчками, лохи со стволами
Не умереть надо уметь, кровь на асфальте
Слишком часто жизнь помещается в гроб
Я хочу, чтоб долбил хоп, и долбить
Липкие бошки шматами. Дохуя помех:
Мусора охуели — принимают всех
И чаще, чем новых тёлок дерём
Прощаемся со своими пацанами
Но я здесь и сейчас на своём отрезке
Надо быть острым, резким, опасным
Мне всё ясно: я лечу пятку, она — меня
Соски на мобилу звонят: «Подъезжай
Малышка, бери глубоко и глотай
Сгущенку, пока твоя сестрёнка
Вдувает мне паровоз в глотку робко»
Люблю свободу как рыба воду
И мне пох тот лох, что пишет законы
Имею свой закон с давних пор:
Ебать — красивых, что вставляет — курить
Убиваться, не давать себя убить
Дружить с правильными пацанами
Рэпак, огромные колонки, громкие
Татуировки, скоро сдохну, тело пропитано ядом
Но важно помнить, что ада нет
Кроме того, что рядом
Напасы-напасы
Сладкое чувство горячим дымом нарисовало
Трассу в организме, и никто не в силах разрушить
Даже храбрый мусор, пульс в кровеносной системе
В схеме метрополитена, где пассажир один
Имя — Жизнь, а вокруг — химические формулы
Позорные связи, разорванные мрази
Снова напасы: про запас, в аванс, в очередной раз
Повязаны в этом квадрате знание и шарлатаны
Блядство переживает Ренессанс
Так поддержите, сделав напас, кому важен
Шершавый инструментал, на нём тёплый вокал
Ложащийся, как масла слой на хлеба кусман
Главное — даже в тумане быть способным разглядеть главное
Сканируя глазами места, где плавно, а где резко
Где сладко, а где чистый беспонт
В поисках славы и прогресса стали зверями миллиардов несколько
Оставшиеся 5–6 процентов честных борцов с трезвостью
Харкают рифму, раскидывая её по каналам
Налево-направо снова и снова
Любители и профессионалы крепкого как капронная сеть слова
Уставшими ногами подпирают мир снизу
Оттуда демоны пускают горящие стрелы в пятки
Но не в них сердце
Дым густой как сперма, нервы
Кто-то бежит — его закроют завтра
По бейсболке и отпечаткам
Кто-то лежит, внутри фенамин, на пальце печатка
Кого-то зарыли, кто-то воткнул под первым
Кровь толчками, лохи со стволами
Не умереть надо уметь, кровь на асфальте
Слишком часто жизнь помещается в гроб
Я хочу, чтоб долбил хоп, и долбить
Липкие бошки шматами. Дохуя помех:
Мусора охуели — принимают всех
И чаще, чем новых тёлок дерём
Прощаемся со своими пацанами
Но я здесь и сейчас на своём отрезке
Надо быть острым, резким, опасным
Мне всё ясно: я лечу пятку, она — меня
Соски на мобилу звонят: «Подъезжай
Малышка, бери глубоко и глотай
Сгущенку, пока твоя сестрёнка
Вдувает мне паровоз в глотку робко»
Люблю свободу как рыба воду
И мне пох тот лох, что пишет законы
Имею свой закон с давних пор:
Ебать — красивых, что вставляет — курить
Убиваться, не давать себя убить
Дружить с правильными пацанами
Рэпак, огромные колонки, громкие
Татуировки, скоро сдохну, тело пропитано ядом
Но важно помнить, что ада нет
Кроме того, что рядом
Напасы-напасы
Сладкое чувство горячим дымом нарисовало
Трассу в организме, и никто не в силах разрушить
Даже храбрый мусор, пульс в кровеносной системе
В схеме метрополитена, где пассажир один
Имя — Жизнь, а вокруг — химические формулы
Позорные связи, разорванные мрази
Снова напасы: про запас, в аванс, в очередной раз
Повязаны в этом квадрате знание и шарлатаны
Блядство переживает Ренессанс
Так поддержите, сделав напас, кому важен
Шершавый инструментал, на нём тёплый вокал
Ложащийся, как масла слой на хлеба кусман
Главное — даже в тумане быть способным разглядеть главное
Сканируя глазами места, где плавно, а где резко
Где сладко, а где чистый беспонт
В поисках славы и прогресса стали зверями миллиардов несколько
Оставшиеся 5–6 процентов честных борцов с трезвостью
Харкают рифму, раскидывая её по каналам
Налево-направо снова и снова
Любители и профессионалы крепкого как капронная сеть слова
Уставшими ногами подпирают мир снизу
Оттуда демоны пускают горящие стрелы в пятки
Но не в них сердце
Tradução em Português
Conversas sobre passadas (napasakh). Primeiro
Fumo espesso como sémen, nervos
Alguém corre — vão prendê-lo amanhã
Pelo boné e pelas impressões digitais
Alguém está deitado, com anfetamina (fenamin) por dentro, anel de selo no dedo
Alguém foi enterrado, alguém espetou-se sob a primeira (heroína)
Sangue aos borbotões, falhados com pistolas
Saber não morrer é preciso saber, sangue no asfalto
Demasiado frequente a vida cabe num caixão
Quero que o hip-hop bata, e bater/fumar
Cabeças pegajosas em pedaços. Uma p*rrada de estorvos:
Os p*cas enlouqueceram — prendem toda a gente
E mais frequentemente do que f*demos miúdas novas
Despedimo-nos dos nossos rapazes
Mas estou aqui e agora no meu trecho
É preciso ser afiado, rápido, perigoso
Para mim está tudo claro: eu curo o charro (pyatku), ele cura-me a mim
As miúdas (soski) ligam para o telemóvel: «Vem cá
Querida, pega fundo e engole
O leite condensado, enquanto a tua irmãzinha
Sobra-me o vaporizador/carruagem (parovoz) na garganta timidamente»
Amo a liberdade como o peixe a água
E estou-me a c*gar para o otário que escreve as leis
Tenho a minha própria lei há muito tempo:
F*der as bonitas, fumar o que bate
Ficar mocado, não deixar que me matem
Ser amigo dos rapazes certos
Rap, colunas gigantes, barulhentas
Tatuagens, em breve morro, o corpo está impregnado de veneno
Mas é importante lembrar que não há inferno
Além daquele que está ao lado
Passadas-passadas
O sentimento doce desenhou com fumo quente
Uma rota no organismo, e ninguém tem forças para destruir
Nem o p*ca corajoso, o pulso no sistema circulatório
Na rede do metro, onde o passageiro é um só
Nome — Vida, e em volta — fórmulas químicas
Ligações vergonhosas, escória rasgada
Outra vez passadas: de reserva, em adiantamento, mais uma vez
Estão amarrados neste quadrado o conhecimento e os charlatães
A p*taria está a viver um Renascimento
Por isso apoiem, fazendo uma passada, quem valoriza
O instrumental áspero, sobre ele a vocalização quente
Deitando-se como uma camada de manteiga num pedaço de pão
O principal — mesmo no nevoeiro ser capaz de enxergar o principal
Digitalizando com os olhos os lugares onde é suave e onde é brusco
Onde é doce e onde é pura m*rda (bespont)
Em busca de fama e progresso tornaram-se feras alguns biliões
Os restantes 5-6 por cento de honestos combatentes contra a sobriedade
Escarram a rima, espalhando-a pelos canais
Para a esquerda e para a direita de novo e de novo
Amadores e profissionais da palavra forte como rede de nylon
Com pernas cansadas seguram o mundo por baixo
De lá os demónios lançam flechas em chamas nos calcanhares
Mas não é neles que está o coração
Fumo espesso como sémen, nervos
Alguém corre — vão prendê-lo amanhã
Pelo boné e pelas impressões digitais
Alguém está deitado, com anfetamina (fenamin) por dentro, anel de selo no dedo
Alguém foi enterrado, alguém espetou-se sob a primeira (heroína)
Sangue aos borbotões, falhados com pistolas
Saber não morrer é preciso saber, sangue no asfalto
Demasiado frequente a vida cabe num caixão
Quero que o hip-hop bata, e bater/fumar
Cabeças pegajosas em pedaços. Uma p*rrada de estorvos:
Os p*cas enlouqueceram — prendem toda a gente
E mais frequentemente do que f*demos miúdas novas
Despedimo-nos dos nossos rapazes
Mas estou aqui e agora no meu trecho
É preciso ser afiado, rápido, perigoso
Para mim está tudo claro: eu curo o charro (pyatku), ele cura-me a mim
As miúdas (soski) ligam para o telemóvel: «Vem cá
Querida, pega fundo e engole
O leite condensado, enquanto a tua irmãzinha
Sobra-me o vaporizador/carruagem (parovoz) na garganta timidamente»
Amo a liberdade como o peixe a água
E estou-me a c*gar para o otário que escreve as leis
Tenho a minha própria lei há muito tempo:
F*der as bonitas, fumar o que bate
Ficar mocado, não deixar que me matem
Ser amigo dos rapazes certos
Rap, colunas gigantes, barulhentas
Tatuagens, em breve morro, o corpo está impregnado de veneno
Mas é importante lembrar que não há inferno
Além daquele que está ao lado
Passadas-passadas
O sentimento doce desenhou com fumo quente
Uma rota no organismo, e ninguém tem forças para destruir
Nem o p*ca corajoso, o pulso no sistema circulatório
Na rede do metro, onde o passageiro é um só
Nome — Vida, e em volta — fórmulas químicas
Ligações vergonhosas, escória rasgada
Outra vez passadas: de reserva, em adiantamento, mais uma vez
Estão amarrados neste quadrado o conhecimento e os charlatães
A p*taria está a viver um Renascimento
Por isso apoiem, fazendo uma passada, quem valoriza
O instrumental áspero, sobre ele a vocalização quente
Deitando-se como uma camada de manteiga num pedaço de pão
O principal — mesmo no nevoeiro ser capaz de enxergar o principal
Digitalizando com os olhos os lugares onde é suave e onde é brusco
Onde é doce e onde é pura m*rda (bespont)
Em busca de fama e progresso tornaram-se feras alguns biliões
Os restantes 5-6 por cento de honestos combatentes contra a sobriedade
Escarram a rima, espalhando-a pelos canais
Para a esquerda e para a direita de novo e de novo
Amadores e profissionais da palavra forte como rede de nylon
Com pernas cansadas seguram o mundo por baixo
De lá os demónios lançam flechas em chamas nos calcanhares
Mas não é neles que está o coração
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Conceito de «Напас», Colaboração com Kotzi Brown e a Filosofia Nihilista
• O Conceito de «Напас»:Напас é a porção de fumo denso acumulada numa garrafa de plástico (método artesanal de fumar marijuana muito comum nos países ex-soviéticos). A música reflete sobre a vida durante uma sessão de fumo.
• Única Colaboração (Feat) nos Álbuns de Krovostok: Esta faixa conta com Kotzi Brown (membro da lendária banda underground moscovita 43º), sendo a única participação vocal externa em todos os álbuns da banda.
• «Первый» (A Primeira / Heroína): Gíria clássica do submundo russo para heroína (первый / первач), em contraste com anfetaminas (фенамин).
• Frase Emblemática sobre o Inferno: A frase final de Shilo — «É importante lembrar que não há inferno além daquele que está ao lado» — resume a mundividência crua e existencialista de Krovostok.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Напас | [Na-PAS] | Passada / Puff de fumo numa garrafa | Gíria de consumo de canábis. |
| Печатка | [Pe-CHAT-ka] | Anel de selo / Anel de brasão | Anel masculino ostensivo muito comum entre criminosos nos anos 90. |
| Пятка | [PYAT-ka] | Ponta de charro / Calcanhar | Gíria para resto/ponta de ganza. |
| Паровоз | [Pa-ra-VOZ] | Soprar o fumo diretamente na boca de outrem | Técnica de fumar em grupo. |
| Беспонт | [Bes-PONT] | M*rda / Algo sem valor ou sem efeito | Gíria: «Чистый беспонт» = Pura perca de tempo/sem efeito. |
| Мусор | [MU-sar] | P*ca / Polícia (depreciativo) | Literalmente «lixo», gíria para agente policial. |
Parte 2: O Uso de Infinitivos Independentes como Leis de Vida
• Ебать — красивых, курить — что вставляет — Estrutura de frases nominais com infinitivos para definir princípios e regras morais autónomas.
Parte 3: Adjetivo «Первый» como Substantivo na Gíria
• Под первым — O adjetivo ordinal первый é substantivado no Genitivo para significar estar sob o efeito de heroína.
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что означает слово «напас» в контексте песни?
O que significa a palavra «напас» no contexto da música?
Liga as palavras de gíria às suas traduções:
Russo:
Печатка
Мусор
Беспонт
Português:
Polícia (depreciativo)
Algo sem valor/efeito
Anel de selo
Кто является единственным приглашенным артистом (фитом) на треке?
Quem é o único artista convidado (feat) nesta faixa?
🎵 Outras Músicas de "Гантеля"
1
Интро
Intro
Introdução
3
Биография
Biografiya
Biografia
4
Бакланы
Baklany
Os Otários / Os Goplits Sem Juízo
5
Теряю голову
Teryayu golovu
Perca a Cabeça / Enlouqueço
6
Жесть
Zhest
Dureza / Chapa de Ferro / Horror
7
Белый ягуар
Belyy yaguar
Jaguar Branco
8
Пурга
Purga
Nevasca / Disparate
9
Гидропон (Дунул)
Gidropon (Dunul)
Hidroponia (Dei um Puf)
10
Лобстер-пицца
Lobster-pitstsa
Pizza de Lagosta
