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За Волной Волна

Za Volnoy Volna

Ondas Após Ondas

Álbum: Горе-поводырь
Compositor: Александр Ситников
Letrista: Александр Ситников
Arranjador: Порез на Собаке

Letra em Russo

[Куплет 1]
Разбухающие тела неспеша плывут мимо окон
Их течение тихо ворочает с боку на бок
Вторая неделя тепла, было голодно и одиноко
И бессмысленно путаться ночью в пуховый платок

По тропинкам теперь не хожу, по дворам окрестным не лажу
Сколько раз я кричала в предчувствии скорой беды
Я стою у окна и дрожу, стою и внимаю пейзажу
Равнодушному мутному сумраку тёмной воды

[Припев]
За волной волна, я тоскую одна
И носимая ветром унылая песня слышна
За окном весна, только нет ни весны, ни окна
И антеннами крыши приветливо машут со дна

[Куплет 2]
Мне еще пару дней так стоять, если верить моим подсчетам
А потом как и сотни других я отправлюсь на дно
Мне не страшно, но хочется знать, в смысле, есть ли чего-то еще там
Стало важно, хоть было до этой поры всё равно

Эту песню поют рыбаки, вынимая бездонные сети
И по-братски добычу деля, рыбакам невдомек
Что на дне их щедрой реки сквозь толщу воды незаметен
Захлебнувшийся город на вечные веки залег

[Припев]
За волной волна, я тоскую одна
И носимая ветром унылая песня слышна
За окном весна, только нет ни весны, ни окна
И антеннами крыши приветливо машут со дна

[Припев]
За волной волна, я тоскую одна
И носимая ветром унылая песня слышна
За окном весна, только нет ни весны, ни окна
И антеннами крыши приветливо машут со дна
Антеннами крыши приветливо машут со дна

Tradução em Português

[Verso 1]
Corpos inchados flutuam sem pressa passando pelas janelas
A corrente vira-os calmamente de um lado para o outro
Segunda semana de calor, foi faminto e solitário
E é inútil embrulhar-se à noite num xaile de penugem

Pelos trilhos agora não ando, pelos pátios vizinhos não vagueio
Quantas vezes eu gritei no pressentimento de uma desgraça próxima
Estou à janela e tremo, estou e observo a paisagem
O crepúsculo turvo e indiferente da água escura

[Refrão]
Ondas após ondas, eu anseio sozinha
E ouve-se uma canção melancólica levada pelo vento
Lá fora é primavera, só que não há nem primavera, nem janela
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas

[Verso 2]
Tenho mais uns dias assim para ficar, a acreditar nos meus cálculos
E depois, como centenas de outros, partirei para o fundo
Não tenho medo, mas quero saber, no sentido de se há algo mais lá
Tornou-se importante, embora até agora não fizesse diferença

Esta canção é cantada por pescadores, puxando redes sem fundo
E dividindo a presa fraternalmente, os pescadores nem desconfiam
Que no fundo do seu generoso rio, invisível através da espessura da água
Uma cidade afogada deitou-se para todo o sempre

[Refrão]
Ondas após ondas, eu anseio sozinha
E ouve-se uma canção melancólica levada pelo vento
Lá fora é primavera, só que não há nem primavera, nem janela
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas

[Refrão]
Ondas após ondas, eu anseio sozinha
E ouve-se uma canção melancólica levada pelo vento
Lá fora é primavera, só que não há nem primavera, nem janela
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas

💡 Interpretação e Contexto Cultural

O Apocalipse Submerso e a Indiferença da Natureza
Esta canção apresenta uma narrativa assustadora e melancólica sobre uma cidade submersa. A narradora observa, de forma quase anestesiada, os corpos das vítimas a flutuar e a própria cidade a desaparecer sob as águas.

A Cidade Afogada (Захлебнувшийся город): A imagem da cidade que «se deitou para todo o sempre» no fundo do rio sugere uma catástrofe irreversível, possivelmente uma inundação apocalíptica ou uma alegoria à estagnação russa, onde a vida continua à superfície (os pescadores) enquanto a história e a civilização jazem mortas por baixo.

A Antena como Aceno (Антеннами машут): Uma das imagens mais marcantes é a personificação dos telhados que parecem «acenar amigavelmente» com as antenas de televisão. Isto transforma o horror do afogamento numa cena surrealista e tragicamente doméstica.

Contraste de Perspetivas: Existe um fosso entre a narradora, que aguarda o seu próprio fim («partirei para o fundo»), e os pescadores que cantam alegremente, sem saber que estão a pescar sobre as ruínas de um mundo anterior.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Волна[Val-NA]OndaSubstantivo feminino.
Дно[Dno]FundoRefere-se ao fundo do mar ou rio.
Крыша[KRY-sha]TelhadoSubstantivo feminino.
Рыбаки[Ry-ba-KI]PescadoresPlural de Rybak.
Течение[Ti-CHYE-ni-ye]CorrenteFluxo de água.
Беда[Bi-DA]Desgraça / CalamidadeSubstantivo feminino.

Parte 2: Dupla Negação e Ausência com «Net»
No refrão, ouvimos: «Только нет ни весны, ни окна».
Нет (Não há/Não existe) exige sempre que o objeto esteja no Caso Genitivo (Весны, Окна).
• A construção Ни..., ни... reforça a ausência total («nem..., nem...»).

Parte 3: O Uso do Instrumental de Maneira
A frase «С боку на бок» (de um lado para o outro) e o uso de advérbios como «По-братски» (fraternalmente) mostram como a ação é realizada. O russo utiliza prefixos e terminações específicas para descrever o modo, como o prefixo По- aliado ao sufixo -ски para transformar um substantivo ou adjetivo num advérbio de modo.

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

Что делают тела мимо окон?

O que fazem os corpos ao passar pelas janelas?

Liga os elementos aos seus estados na música:

Russo:
Город
Вода
Весна
Português:
Afogado
Escura
Lá fora

Чем машут крыши со дна?

Com o que acenam os telhados do fundo?