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Letra em Russo
[Куплет 1]
Разбухающие тела неспеша плывут мимо окон
Их течение тихо ворочает с боку на бок
Вторая неделя тепла, было голодно и одиноко
И бессмысленно путаться ночью в пуховый платок
По тропинкам теперь не хожу, по дворам окрестным не лажу
Сколько раз я кричала в предчувствии скорой беды
Я стою у окна и дрожу, стою и внимаю пейзажу
Равнодушному мутному сумраку тёмной воды
[Припев]
За волной волна, я тоскую одна
И носимая ветром унылая песня слышна
За окном весна, только нет ни весны, ни окна
И антеннами крыши приветливо машут со дна
[Куплет 2]
Мне еще пару дней так стоять, если верить моим подсчетам
А потом как и сотни других я отправлюсь на дно
Мне не страшно, но хочется знать, в смысле, есть ли чего-то еще там
Стало важно, хоть было до этой поры всё равно
Эту песню поют рыбаки, вынимая бездонные сети
И по-братски добычу деля, рыбакам невдомек
Что на дне их щедрой реки сквозь толщу воды незаметен
Захлебнувшийся город на вечные веки залег
[Припев]
За волной волна, я тоскую одна
И носимая ветром унылая песня слышна
За окном весна, только нет ни весны, ни окна
И антеннами крыши приветливо машут со дна
[Припев]
За волной волна, я тоскую одна
И носимая ветром унылая песня слышна
За окном весна, только нет ни весны, ни окна
И антеннами крыши приветливо машут со дна
Антеннами крыши приветливо машут со дна
Разбухающие тела неспеша плывут мимо окон
Их течение тихо ворочает с боку на бок
Вторая неделя тепла, было голодно и одиноко
И бессмысленно путаться ночью в пуховый платок
По тропинкам теперь не хожу, по дворам окрестным не лажу
Сколько раз я кричала в предчувствии скорой беды
Я стою у окна и дрожу, стою и внимаю пейзажу
Равнодушному мутному сумраку тёмной воды
[Припев]
За волной волна, я тоскую одна
И носимая ветром унылая песня слышна
За окном весна, только нет ни весны, ни окна
И антеннами крыши приветливо машут со дна
[Куплет 2]
Мне еще пару дней так стоять, если верить моим подсчетам
А потом как и сотни других я отправлюсь на дно
Мне не страшно, но хочется знать, в смысле, есть ли чего-то еще там
Стало важно, хоть было до этой поры всё равно
Эту песню поют рыбаки, вынимая бездонные сети
И по-братски добычу деля, рыбакам невдомек
Что на дне их щедрой реки сквозь толщу воды незаметен
Захлебнувшийся город на вечные веки залег
[Припев]
За волной волна, я тоскую одна
И носимая ветром унылая песня слышна
За окном весна, только нет ни весны, ни окна
И антеннами крыши приветливо машут со дна
[Припев]
За волной волна, я тоскую одна
И носимая ветром унылая песня слышна
За окном весна, только нет ни весны, ни окна
И антеннами крыши приветливо машут со дна
Антеннами крыши приветливо машут со дна
Tradução em Português
[Verso 1]
Corpos inchados flutuam sem pressa passando pelas janelas
A corrente vira-os calmamente de um lado para o outro
Segunda semana de calor, foi faminto e solitário
E é inútil embrulhar-se à noite num xaile de penugem
Pelos trilhos agora não ando, pelos pátios vizinhos não vagueio
Quantas vezes eu gritei no pressentimento de uma desgraça próxima
Estou à janela e tremo, estou e observo a paisagem
O crepúsculo turvo e indiferente da água escura
[Refrão]
Ondas após ondas, eu anseio sozinha
E ouve-se uma canção melancólica levada pelo vento
Lá fora é primavera, só que não há nem primavera, nem janela
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas
[Verso 2]
Tenho mais uns dias assim para ficar, a acreditar nos meus cálculos
E depois, como centenas de outros, partirei para o fundo
Não tenho medo, mas quero saber, no sentido de se há algo mais lá
Tornou-se importante, embora até agora não fizesse diferença
Esta canção é cantada por pescadores, puxando redes sem fundo
E dividindo a presa fraternalmente, os pescadores nem desconfiam
Que no fundo do seu generoso rio, invisível através da espessura da água
Uma cidade afogada deitou-se para todo o sempre
[Refrão]
Ondas após ondas, eu anseio sozinha
E ouve-se uma canção melancólica levada pelo vento
Lá fora é primavera, só que não há nem primavera, nem janela
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas
[Refrão]
Ondas após ondas, eu anseio sozinha
E ouve-se uma canção melancólica levada pelo vento
Lá fora é primavera, só que não há nem primavera, nem janela
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas
Corpos inchados flutuam sem pressa passando pelas janelas
A corrente vira-os calmamente de um lado para o outro
Segunda semana de calor, foi faminto e solitário
E é inútil embrulhar-se à noite num xaile de penugem
Pelos trilhos agora não ando, pelos pátios vizinhos não vagueio
Quantas vezes eu gritei no pressentimento de uma desgraça próxima
Estou à janela e tremo, estou e observo a paisagem
O crepúsculo turvo e indiferente da água escura
[Refrão]
Ondas após ondas, eu anseio sozinha
E ouve-se uma canção melancólica levada pelo vento
Lá fora é primavera, só que não há nem primavera, nem janela
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas
[Verso 2]
Tenho mais uns dias assim para ficar, a acreditar nos meus cálculos
E depois, como centenas de outros, partirei para o fundo
Não tenho medo, mas quero saber, no sentido de se há algo mais lá
Tornou-se importante, embora até agora não fizesse diferença
Esta canção é cantada por pescadores, puxando redes sem fundo
E dividindo a presa fraternalmente, os pescadores nem desconfiam
Que no fundo do seu generoso rio, invisível através da espessura da água
Uma cidade afogada deitou-se para todo o sempre
[Refrão]
Ondas após ondas, eu anseio sozinha
E ouve-se uma canção melancólica levada pelo vento
Lá fora é primavera, só que não há nem primavera, nem janela
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas
[Refrão]
Ondas após ondas, eu anseio sozinha
E ouve-se uma canção melancólica levada pelo vento
Lá fora é primavera, só que não há nem primavera, nem janela
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas
E do fundo, os telhados acenam amigavelmente com as suas antenas
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Apocalipse Submerso e a Indiferença da Natureza
Esta canção apresenta uma narrativa assustadora e melancólica sobre uma cidade submersa. A narradora observa, de forma quase anestesiada, os corpos das vítimas a flutuar e a própria cidade a desaparecer sob as águas.
Esta canção apresenta uma narrativa assustadora e melancólica sobre uma cidade submersa. A narradora observa, de forma quase anestesiada, os corpos das vítimas a flutuar e a própria cidade a desaparecer sob as águas.
• A Cidade Afogada (Захлебнувшийся город): A imagem da cidade que «se deitou para todo o sempre» no fundo do rio sugere uma catástrofe irreversível, possivelmente uma inundação apocalíptica ou uma alegoria à estagnação russa, onde a vida continua à superfície (os pescadores) enquanto a história e a civilização jazem mortas por baixo.
• A Antena como Aceno (Антеннами машут): Uma das imagens mais marcantes é a personificação dos telhados que parecem «acenar amigavelmente» com as antenas de televisão. Isto transforma o horror do afogamento numa cena surrealista e tragicamente doméstica.
• Contraste de Perspetivas: Existe um fosso entre a narradora, que aguarda o seu próprio fim («partirei para o fundo»), e os pescadores que cantam alegremente, sem saber que estão a pescar sobre as ruínas de um mundo anterior.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Волна | [Val-NA] | Onda | Substantivo feminino. |
| Дно | [Dno] | Fundo | Refere-se ao fundo do mar ou rio. |
| Крыша | [KRY-sha] | Telhado | Substantivo feminino. |
| Рыбаки | [Ry-ba-KI] | Pescadores | Plural de Rybak. |
| Течение | [Ti-CHYE-ni-ye] | Corrente | Fluxo de água. |
| Беда | [Bi-DA] | Desgraça / Calamidade | Substantivo feminino. |
Parte 2: Dupla Negação e Ausência com «Net»
No refrão, ouvimos: «Только нет ни весны, ни окна». • Нет (Não há/Não existe) exige sempre que o objeto esteja no Caso Genitivo (Весны, Окна).
• A construção Ни..., ни... reforça a ausência total («nem..., nem...»).
Parte 3: O Uso do Instrumental de Maneira
A frase «С боку на бок» (de um lado para o outro) e o uso de advérbios como «По-братски» (fraternalmente) mostram como a ação é realizada. O russo utiliza prefixos e terminações específicas para descrever o modo, como o prefixo По- aliado ao sufixo -ски para transformar um substantivo ou adjetivo num advérbio de modo.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что делают тела мимо окон?
O que fazem os corpos ao passar pelas janelas?
Liga os elementos aos seus estados na música:
Russo:
Город
Вода
Весна
Português:
Afogado
Escura
Lá fora
Чем машут крыши со дна?
Com o que acenam os telhados do fundo?
🎵 Outras Músicas de "Горе-поводырь"
2
День Нераскрываемых Жвал
Den Neraskryvaemykh Zhval
O Dia das Mandíbulas que Não se Abrem
4
Тяжёлый Яд
Tyazhelyy Yad
Veneno Pesado
5
Прятки
Pryatki
Esconde-Esconde
6
У Пожара Внутри
U Pozhara Vnutri
Perto do Incêndio Interior
7
Приход Ангела Бедоносца
Prikhod Angela Bedonostsa
A Chegada do Anjo Portador da Desgraça
8
Зима
Zima
Inverno
