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Letra em Russo
Я не мог уснуть и покинул дом. Ненадолго, не навсегда
И я вошёл в море, да так глубоко, что стала стонать вода
Я двигался быстро, и подо мной потеть начала земля
И звёзды лучами царапали спину голого короля
Потом я крикнул: «Ура!» – и сам себе объявил войну
Но силы, увы, не равны, и вот, я сам у себя в плену
Рыдала весна, только я уже не слушал её капель
Пока таял снег на пустых полях, я молча копал тоннель
И вот, наконец, на седой вершине самой высокой горы
Роняя серые камни вниз, я выбрался из норы
Ещё не кончилась ночь, я понял это по цвету небес
Я так боюсь темноты, поэтому я поджигаю лес
Я так похудел, потому без труда снимаю свои кандалы
Я так боюсь высоты, поэтому прыгаю со скалы
Летаю над городами, по звёздам путь держу на восток
И ветер волнует волосы, и я падаю прямо в стог
Запели девушки колыбельную. Сено – моя кровать
И я закрываю руками глаза
И я закрываю руками глаза
И я закрываю руками глаза
Мне завтра рано вставать
И я вошёл в море, да так глубоко, что стала стонать вода
Я двигался быстро, и подо мной потеть начала земля
И звёзды лучами царапали спину голого короля
Потом я крикнул: «Ура!» – и сам себе объявил войну
Но силы, увы, не равны, и вот, я сам у себя в плену
Рыдала весна, только я уже не слушал её капель
Пока таял снег на пустых полях, я молча копал тоннель
И вот, наконец, на седой вершине самой высокой горы
Роняя серые камни вниз, я выбрался из норы
Ещё не кончилась ночь, я понял это по цвету небес
Я так боюсь темноты, поэтому я поджигаю лес
Я так похудел, потому без труда снимаю свои кандалы
Я так боюсь высоты, поэтому прыгаю со скалы
Летаю над городами, по звёздам путь держу на восток
И ветер волнует волосы, и я падаю прямо в стог
Запели девушки колыбельную. Сено – моя кровать
И я закрываю руками глаза
И я закрываю руками глаза
И я закрываю руками глаза
Мне завтра рано вставать
Tradução em Português
Não conseguia adormecer e deixei a casa. Por pouco tempo, não para sempre
E entrei no mar, tão fundo que a água começou a gemer
Movia-me depressa, e debaixo de mim a terra começou a suar
E as estrelas riscavam com raios as costas do rei nu
Depois gritei: «Urra!» – e declarei guerra a mim mesmo
Mas as forças, infelizmente, não são iguais, e eis que sou prisioneiro de mim próprio
A primavera soluçava, mas eu já não ouvia o seu gotejar
Enquanto a neve derretia nos campos vazios, eu cavava silenciosamente um túnel
E eis que, finalmente, no cume grisalho da montanha mais alta
Derrubando pedras cinzentas, saí da toca
A noite ainda não tinha acabado, percebi-o pela cor do céu
Tenho tanto medo do escuro, por isso ateio fogo à floresta
Emagreci tanto que retiro sem esforço as minhas grilhetas
Tenho tanto medo das alturas, por isso salto do penhasco
Voou sobre as cidades, sigo as estrelas rumo ao oriente
E o vento agita o cabelo, e caio direto num palheiro
As raparigas cantaram uma cantiga de ninar. O feno é a minha cama
E tapo os olhos com as mãos
E tapo os olhos com as mãos
E tapo os olhos com as mãos
Amanhã tenho de me levantar cedo
E entrei no mar, tão fundo que a água começou a gemer
Movia-me depressa, e debaixo de mim a terra começou a suar
E as estrelas riscavam com raios as costas do rei nu
Depois gritei: «Urra!» – e declarei guerra a mim mesmo
Mas as forças, infelizmente, não são iguais, e eis que sou prisioneiro de mim próprio
A primavera soluçava, mas eu já não ouvia o seu gotejar
Enquanto a neve derretia nos campos vazios, eu cavava silenciosamente um túnel
E eis que, finalmente, no cume grisalho da montanha mais alta
Derrubando pedras cinzentas, saí da toca
A noite ainda não tinha acabado, percebi-o pela cor do céu
Tenho tanto medo do escuro, por isso ateio fogo à floresta
Emagreci tanto que retiro sem esforço as minhas grilhetas
Tenho tanto medo das alturas, por isso salto do penhasco
Voou sobre as cidades, sigo as estrelas rumo ao oriente
E o vento agita o cabelo, e caio direto num palheiro
As raparigas cantaram uma cantiga de ninar. O feno é a minha cama
E tapo os olhos com as mãos
E tapo os olhos com as mãos
E tapo os olhos com as mãos
Amanhã tenho de me levantar cedo
💡 Interpretação e Contexto Cultural
A Odisseia Onírica e o Retorno ao Quotidiano
«Вставать» (Levantar-se) é uma narrativa surrealista que mistura elementos de contos de fadas, mitologia e introspeção psicológica.
«Вставать» (Levantar-se) é uma narrativa surrealista que mistura elementos de contos de fadas, mitologia e introspeção psicológica.
• O Rei Nu: A referência ao conto de Hans Christian Andersen («спину голого короля») sugere vulnerabilidade e a perda de ilusões sobre si próprio enquanto o herói atravessa elementos naturais exagerados (água que geme, terra que sua).
• Luta Interna: O conceito de «declarar guerra a si próprio» e tornar-se «prisioneiro de si mesmo» reflete o conflito central do álbum: a batalha entre os impulsos internos e as exigências do mundo exterior.
• Paradoxos do Medo: O narrador lida com os seus medos através de ações extremas — ateia fogo à floresta porque tem medo do escuro e salta de um penhasco porque tem medo de alturas. É uma forma de catarse através do confronto direto com o pavor.
• O Anticlímax Final: Após uma jornada épica de voos sobre cidades e batalhas internas, a música termina de forma abrupta e mundana. O herói fecha os olhos apenas para lembrar que a «viagem» mental acabou e a rotina do dia seguinte o espera: «Amanhã tenho de me levantar cedo».
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Вставать | [vsta-VAT'] | Levantar-se / Acordar | Verbo imperfetivo. Refere-se tanto ao ato físico de levantar como à rotina diária. |
| Навсегда | [naf-sig-DA] | Para sempre | Advérbio de tempo. |
| Плен | [plyen] | Cativeiro / Prisão | Substantivo masculino. 'В плену' significa estar cativo. |
| Кандалы | [kan-da-LY] | Grilhetas / Algemas | Substantivo plural. Simboliza restrições ou fardos. |
| Вершина | [vir-SHI-na] | Cume / Topo | Substantivo feminino. |
| Стог | [stok] | Palheiro / Meda de feno | Substantivo masculino. |
Parte 2: Verbos de Início de Ação (Prefixo За-)
O texto usa o verbo запели (começaram a cantar). O prefixo за- em verbos de som ou movimento indica o início súbito ou gradual de uma ação.Parte 3: Construções Consecutivas com «Поэтому»
«Я так боюсь темноты, поэтому я поджигаю лес» (Tenho tanto medo do escuro, por isso ateio fogo à floresta). O advérbio поэтому liga uma causa a uma consequência lógica (ou, neste caso, surrealista).Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что сделал герой, потому что побоялся темноты?
O que fez o herói porque teve medo do escuro?
Faz a correspondência entre os elementos naturais e as reações do herói:
Russo:
Земля
Скалы
Море
Português:
Gemer
Suar
Saltar
Почему герою нужно закрывать глаза в конце песни?
Porque é que o herói tem de fechar os olhos no fim da canção?
