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Letra em Russo
[Куплет 1]
Беспощадное солнце лучами пронзает листву тополей
Делая знойной одну из недавно тенистых аллей
Листья стараются, как только могут, но солнце сильней
Мы разочарованы этой аллеей, шагая по ней
Прогулочный шаг, типа напоказ
Мне в курточке жарко, но псориаз
Столовка под боком, сейчас дойдём
Сто метров — и вот он, дверной проём
[Куплет 2]
Поминальная трапеза, сорок душ
Казённой посуды глухой трезвон
У тебя полинялое платье, заколка, тушь
Как всегда, удивлённые взгляды со всех сторон
Еле слышно на кухне поёт Лоза
Вон вдова, а вон как опухли её глаза
Освоила образ, вошла во вкус
Боль и грусть, и прежних ошибок груз
Люди уставились и глядят
Мы по форме представились, не входя
Но люди не поняли, кто мы есть
Суп-лапша остывает, никто не ест
[Куплет 3]
Ряд напуганных глаз будто нитка бус
Повторяю вам: "Мы исправляем чужой конфуз"
Не поняли или не верят ещё, поди
Обернулся, приоткрыл двери: "Ну чё, входи"
Серёга заходит, смутясь слегка
Серёга косится на свой портрет
Ведь с Серёгой прощалися на века
Серёга басит: "Заебца банкет!"
[Куплет 4]
Люди как бы не верят, что это он
Потому что: "А как? Мы же только что с похорон"
Есть те, кто с трудом задавили кто крик, кто стон
И те, кто себя убедили, что видят сон
Серёгино тело идёт к жене
Всё вязко и медленно как в желе
Все замолкают будто кошмар
Серёга шагает, руки по швам
Жена будто рыба, попавшая в сеть
Дрожит и вращает белками глаз
Ладно, тут не на чё больше смотреть
Всё это мы видели тысячу раз
[Куплет 5]
Как обычно, никто почему-то не рад
Ни один не поздравил Серёгу, что он живой
Ну да ладно, Серёга, сегодня последний возврат
Вот и славно, ещё две замены и можно домой
[Аутро]
Беспощадное солнце лучами пронзает листву тополей
Делая знойной одну из недавно тенистых аллей
Листья стараются, как только могут, но солнце сильней
Листья стараются, как только могут, но солнце сильней
Листья стараются, как только могут, но солнце сильней
Стараются, как только могут, но солнце сильней
Беспощадное солнце лучами пронзает листву тополей
Делая знойной одну из недавно тенистых аллей
Листья стараются, как только могут, но солнце сильней
Мы разочарованы этой аллеей, шагая по ней
Прогулочный шаг, типа напоказ
Мне в курточке жарко, но псориаз
Столовка под боком, сейчас дойдём
Сто метров — и вот он, дверной проём
[Куплет 2]
Поминальная трапеза, сорок душ
Казённой посуды глухой трезвон
У тебя полинялое платье, заколка, тушь
Как всегда, удивлённые взгляды со всех сторон
Еле слышно на кухне поёт Лоза
Вон вдова, а вон как опухли её глаза
Освоила образ, вошла во вкус
Боль и грусть, и прежних ошибок груз
Люди уставились и глядят
Мы по форме представились, не входя
Но люди не поняли, кто мы есть
Суп-лапша остывает, никто не ест
[Куплет 3]
Ряд напуганных глаз будто нитка бус
Повторяю вам: "Мы исправляем чужой конфуз"
Не поняли или не верят ещё, поди
Обернулся, приоткрыл двери: "Ну чё, входи"
Серёга заходит, смутясь слегка
Серёга косится на свой портрет
Ведь с Серёгой прощалися на века
Серёга басит: "Заебца банкет!"
[Куплет 4]
Люди как бы не верят, что это он
Потому что: "А как? Мы же только что с похорон"
Есть те, кто с трудом задавили кто крик, кто стон
И те, кто себя убедили, что видят сон
Серёгино тело идёт к жене
Всё вязко и медленно как в желе
Все замолкают будто кошмар
Серёга шагает, руки по швам
Жена будто рыба, попавшая в сеть
Дрожит и вращает белками глаз
Ладно, тут не на чё больше смотреть
Всё это мы видели тысячу раз
[Куплет 5]
Как обычно, никто почему-то не рад
Ни один не поздравил Серёгу, что он живой
Ну да ладно, Серёга, сегодня последний возврат
Вот и славно, ещё две замены и можно домой
[Аутро]
Беспощадное солнце лучами пронзает листву тополей
Делая знойной одну из недавно тенистых аллей
Листья стараются, как только могут, но солнце сильней
Листья стараются, как только могут, но солнце сильней
Листья стараются, как только могут, но солнце сильней
Стараются, как только могут, но солнце сильней
Tradução em Português
[Verso 1]
O sol implacável atravessa com os seus raios a folhagem dos choupos
Tornando tórrida uma das alamedas até há pouco sombreadas
As folhas esforçam-se o mais que podem, mas o sol é mais forte
Estamos dececionados com esta alameda, caminhando por ela
Passo de passeio, tipo para exibir
Sinto calor no casaco, mas tenho psoríase
A cantina está logo ali ao lado, já vamos chegar
Cem metros — e ei-lo, o vão da porta
[Verso 2]
Refeição fúnebre, quarenta almas
O tilintar abafado da louça do Estado
Tu tens um vestido desbotado, gancho, rímel
Como sempre, olhares surpreendidos de todos os lados
Mal se ouve na cozinha o Loza a cantar
Ali está a viúva, e olha como os olhos dela incharam
Dominou a personagem, tomou-lhe o gosto
Dor e tristeza, e o peso de erros antigos
As pessoas ficaram paralisadas a olhar
Nós apresentámo-nos fardados, sem entrar
Mas as pessoas não perceberam quem somos
A canja de massa arrefece, ninguém come
[Verso 3]
A fila de olhos assustados é como um colar de contas
Repito-vos: "Estamos a corrigir um embaraço alheio"
Não perceberam ou não acreditam ainda, ora essa
Virei-me, abri um pouco a porta: "Então vá, entra"
O Seryoga entra, sentindo-se um pouco embaraçado
O Seryoga olha de esguelha para o seu próprio retrato
Pois do Seryoga despediram-se para todo o sempre
O Seryoga diz com voz de baixo: "Baita banquete!"
[Verso 4]
As pessoas meio que não acreditam que seja ele
Porque: "Como assim? Acabámos de vir do funeral"
Há quem tenha reprimido com dificuldade ora um grito, ora um gemido
E aqueles que se convenceram de que estão a ver um sonho
O corpo do Seryoga vai em direção à mulher
Tudo viscoso e lento como em gelatina
Todos se calam como num pesadelo
O Seryoga caminha com as mãos coladas às costuras
A mulher é como um peixe caído na rede
Treme e revira o branco dos olhos
Bem, não há mais nada para ver aqui
Vimos tudo isto mil vezes
[Verso 5]
Como de costume, ninguém sabe por que não está contente
Nem um deu os parabéns ao Seryoga por estar vivo
Mas pronto, Seryoga, hoje é o último retorno
Muito bem, mais duas trocas e podemos ir para casa
[Outro]
O sol implacável atravessa com os seus raios a folhagem dos choupos
Tornando tórrida uma das alamedas até há pouco sombreadas
As folhas esforçam-se o mais que podem, mas o sol é mais forte
As folhas esforçam-se o mais que podem, mas o sol é mais forte
As folhas esforçam-se o mais que podem, mas o sol é mais forte
Esforçam-se o mais que podem, mas o sol é mais forte
O sol implacável atravessa com os seus raios a folhagem dos choupos
Tornando tórrida uma das alamedas até há pouco sombreadas
As folhas esforçam-se o mais que podem, mas o sol é mais forte
Estamos dececionados com esta alameda, caminhando por ela
Passo de passeio, tipo para exibir
Sinto calor no casaco, mas tenho psoríase
A cantina está logo ali ao lado, já vamos chegar
Cem metros — e ei-lo, o vão da porta
[Verso 2]
Refeição fúnebre, quarenta almas
O tilintar abafado da louça do Estado
Tu tens um vestido desbotado, gancho, rímel
Como sempre, olhares surpreendidos de todos os lados
Mal se ouve na cozinha o Loza a cantar
Ali está a viúva, e olha como os olhos dela incharam
Dominou a personagem, tomou-lhe o gosto
Dor e tristeza, e o peso de erros antigos
As pessoas ficaram paralisadas a olhar
Nós apresentámo-nos fardados, sem entrar
Mas as pessoas não perceberam quem somos
A canja de massa arrefece, ninguém come
[Verso 3]
A fila de olhos assustados é como um colar de contas
Repito-vos: "Estamos a corrigir um embaraço alheio"
Não perceberam ou não acreditam ainda, ora essa
Virei-me, abri um pouco a porta: "Então vá, entra"
O Seryoga entra, sentindo-se um pouco embaraçado
O Seryoga olha de esguelha para o seu próprio retrato
Pois do Seryoga despediram-se para todo o sempre
O Seryoga diz com voz de baixo: "Baita banquete!"
[Verso 4]
As pessoas meio que não acreditam que seja ele
Porque: "Como assim? Acabámos de vir do funeral"
Há quem tenha reprimido com dificuldade ora um grito, ora um gemido
E aqueles que se convenceram de que estão a ver um sonho
O corpo do Seryoga vai em direção à mulher
Tudo viscoso e lento como em gelatina
Todos se calam como num pesadelo
O Seryoga caminha com as mãos coladas às costuras
A mulher é como um peixe caído na rede
Treme e revira o branco dos olhos
Bem, não há mais nada para ver aqui
Vimos tudo isto mil vezes
[Verso 5]
Como de costume, ninguém sabe por que não está contente
Nem um deu os parabéns ao Seryoga por estar vivo
Mas pronto, Seryoga, hoje é o último retorno
Muito bem, mais duas trocas e podemos ir para casa
[Outro]
O sol implacável atravessa com os seus raios a folhagem dos choupos
Tornando tórrida uma das alamedas até há pouco sombreadas
As folhas esforçam-se o mais que podem, mas o sol é mais forte
As folhas esforçam-se o mais que podem, mas o sol é mais forte
As folhas esforçam-se o mais que podem, mas o sol é mais forte
Esforçam-se o mais que podem, mas o sol é mais forte
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Absurdo do Retorno e a Burocracia Metafísica
Esta canção apresenta uma das premissas mais surreais do álbum: agentes fardados que realizam «substituições» ou «retornos» de pessoas falecidas aos seus próprios velórios.
Esta canção apresenta uma das premissas mais surreais do álbum: agentes fardados que realizam «substituições» ou «retornos» de pessoas falecidas aos seus próprios velórios.
• Seryoga e o Banquete: O protagonista, Seryoga, aparece no seu próprio banquete fúnebre. O horror não vem apenas do facto sobrenatural, mas da reação fria e burocrática dos agentes e da reação de choque paralisante dos convidados («A canja de massa arrefece»). A frase do Seryoga, «Baita banquete!», quebra o clima fúnebre com uma grosseria cómica e macabra.
• A Viúva e o Espetáculo: A letra descreve a viúva como alguém que «dominou a personagem», sugerindo que o luto, na visão da banda, é muitas vezes uma performance social que é interrompida brutalmente pela realidade do retorno do morto.
• Trabalho Rotineiro: O desfecho revela que para os narradores isto é apenas um emprego («mais duas trocas e podemos ir para casa»), desmistificando o milagre da ressurreição e transformando-o num erro administrativo («corrigindo um embaraço alheio»).
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Возврат | [Vaz-VRAT] | Retorno / Devolução | Substantivo masculino, usado aqui como a devolução de um morto à vida. |
| Похороны | [PO-kha-ra-ny] | Funeral / Enterro | Substantivo usado apenas no plural. |
| Вдова | [Vda-VA] | Viúva | Substantivo feminino. |
| Почерк | [PO-chirq] | Caligrafia / Estilo | Aqui usado para descrever a natureza de uma ação. |
| Конфуз | [Kan-FUZ] | Embaraço / Confusão | Substantivo masculino, descreve uma situação constrangedora. |
| Замена | [Za-MYE-na] | Troca / Substituição | Substantivo feminino. |
Parte 2: O Uso de «Будто» e «Как бы»
A letra utiliza frequentemente partículas de comparação e incerteza para criar a atmosfera surreal:• Будто (Como se / Como se fosse) — usado em «Будто просто вставать не хочет» ou «Будто нитка бус».
• Как бы (Meio que / Como que) — usado em «Люди как бы не верят».
Estas partículas são essenciais no russo para suavizar afirmações ou criar metáforas visuais.Parte 3: O Gerúndio de Tempo e Modo
O uso de Шагая (Caminhando), Смутясь (Embaraçando-se) e Смахнувши (Limpando - em músicas anteriores) mostra como o russo liga ações secundárias à principal. No verso «Мы разочарованы этой аллеей, шагая по ней», o gerúndio descreve uma ação simultânea ao estado de deceção.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что делает Серёга, когда заходит в зал?
O que faz o Seryoga quando entra na sala?
Liga as reações das pessoas ao retorno do Seryoga:
Russo:
Жена
Люди
Никто
Português:
Como um peixe na rede
Não está contente (Ne rad)
Pensam que é um sonho
Почему героям жарко в начале песни?
Porque é que os heróis têm calor no início da música?
