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Letra em Russo
Крутояр, да лесная река
Помнит дым становых костровищ.
Как столбили одно на века,
Да гнушались поденщины тыщ.
Знали сладкой полынь-лебеду,
Словно зори, перечили снам.
Вероломных учили по льду,
Да секли кочевых по полям.
Серым бархатом кутал туман,
Млечный путь по озерам топил,
Когда ширил края атаман,
От Урала до Южных Курил.
Разгоняли по облаку хмарь
Над землей, что собрали в одно.
На восток поднимали алтарь,
Да рубили на запад окно.
Нынче злоба да спесь,
Каждый сам себе брат.
Нас, как прелую взвесь
Половодье дробит в перекат.
Память путает хмель
Трын-травой, как с куста.
И только смерть, все ведет параллель-
В жизнь без креста.
Здесь каждый третий не мертв и не жив,
А каждый пятый по подвигам - зверь.
Не достроив и недолюбив,
Лбами долбим закрытую дверь.
Причитаем да долю клянем:
"Что нам делать, и кто виноват?",
Но по пожару все пляшем с огнем,
Поджигая вокруг все подряд.
Там где злоба да спесь,
Каждый сам себе брат.
Нас, как прелую взвесь
Половодье дробит в перекат.
Память путает хмель
Трын-травой, как с куста.
И только смерть, все ведет параллель-
В жизнь без креста.
Да...
Помнит дым становых костровищ.
Как столбили одно на века,
Да гнушались поденщины тыщ.
Знали сладкой полынь-лебеду,
Словно зори, перечили снам.
Вероломных учили по льду,
Да секли кочевых по полям.
Серым бархатом кутал туман,
Млечный путь по озерам топил,
Когда ширил края атаман,
От Урала до Южных Курил.
Разгоняли по облаку хмарь
Над землей, что собрали в одно.
На восток поднимали алтарь,
Да рубили на запад окно.
Нынче злоба да спесь,
Каждый сам себе брат.
Нас, как прелую взвесь
Половодье дробит в перекат.
Память путает хмель
Трын-травой, как с куста.
И только смерть, все ведет параллель-
В жизнь без креста.
Здесь каждый третий не мертв и не жив,
А каждый пятый по подвигам - зверь.
Не достроив и недолюбив,
Лбами долбим закрытую дверь.
Причитаем да долю клянем:
"Что нам делать, и кто виноват?",
Но по пожару все пляшем с огнем,
Поджигая вокруг все подряд.
Там где злоба да спесь,
Каждый сам себе брат.
Нас, как прелую взвесь
Половодье дробит в перекат.
Память путает хмель
Трын-травой, как с куста.
И только смерть, все ведет параллель-
В жизнь без креста.
Да...
Tradução em Português
Encosta íngreme e rio da floresta
Lembram o fumo das fogueiras de acampamento.
Como estabeleceram o que era único por séculos,
E desprezaram o trabalho assalariado de milhares.
Conheceram a doçura do absinto e da erva-armoles,
Como as auroras, contradisseram os sonhos.
Ensinaram os pérfidos sobre o gelo,
E açoitaram os nómadas pelos campos.
O nevoeiro envolvia em veludo cinzento,
A Via Láctea afogava-se nos lagos,
Quando o ataman expandia as fronteiras,
Do Ural até às Curilas do Sul.
Espantavam a névoa das nuvens
Sobre a terra que uniram numa só.
A oriente erguiam o altar,
E a ocidente abriam uma janela.
Hoje há malícia e soberba,
Cada um é irmão de si mesmo.
Como uma suspensão apodrecida,
A cheia fragmenta-nos na corrente.
A memória confunde-se com a embriaguez
Como a erva do esquecimento, vinda do arbusto.
E apenas a morte traça a paralela —
Para uma vida sem cruz.
Aqui cada terceiro não está morto nem vivo,
E cada quinto, pelas suas façanhas, é uma fera.
Sem terminar de construir e sem amar o suficiente,
Batemos com a testa numa porta fechada.
Lamentamos e amaldiçoamos o destino:
"O que fazer, e de quem é a culpa?",
Mas sobre o incêndio todos dançamos com o fogo,
Incendiando tudo o que nos rodeia.
Onde há malícia e soberba,
Cada um é irmão de si mesmo.
Como uma suspensão apodrecida,
A cheia fragmenta-nos na corrente.
A memória confunde-se com a embriaguez
Como a erva do esquecimento, vinda do arbusto.
E apenas a morte traça a paralela —
Para uma vida sem cruz.
Sim...
Lembram o fumo das fogueiras de acampamento.
Como estabeleceram o que era único por séculos,
E desprezaram o trabalho assalariado de milhares.
Conheceram a doçura do absinto e da erva-armoles,
Como as auroras, contradisseram os sonhos.
Ensinaram os pérfidos sobre o gelo,
E açoitaram os nómadas pelos campos.
O nevoeiro envolvia em veludo cinzento,
A Via Láctea afogava-se nos lagos,
Quando o ataman expandia as fronteiras,
Do Ural até às Curilas do Sul.
Espantavam a névoa das nuvens
Sobre a terra que uniram numa só.
A oriente erguiam o altar,
E a ocidente abriam uma janela.
Hoje há malícia e soberba,
Cada um é irmão de si mesmo.
Como uma suspensão apodrecida,
A cheia fragmenta-nos na corrente.
A memória confunde-se com a embriaguez
Como a erva do esquecimento, vinda do arbusto.
E apenas a morte traça a paralela —
Para uma vida sem cruz.
Aqui cada terceiro não está morto nem vivo,
E cada quinto, pelas suas façanhas, é uma fera.
Sem terminar de construir e sem amar o suficiente,
Batemos com a testa numa porta fechada.
Lamentamos e amaldiçoamos o destino:
"O que fazer, e de quem é a culpa?",
Mas sobre o incêndio todos dançamos com o fogo,
Incendiando tudo o que nos rodeia.
Onde há malícia e soberba,
Cada um é irmão de si mesmo.
Como uma suspensão apodrecida,
A cheia fragmenta-nos na corrente.
A memória confunde-se com a embriaguez
Como a erva do esquecimento, vinda do arbusto.
E apenas a morte traça a paralela —
Para uma vida sem cruz.
Sim...
💡 Interpretação e Contexto Cultural
A Queda Moral e a Perda da Identidade Cristã
• História e Expansão: Kinchev evoca a história épica da Rússia, desde os cossacos («атаман») que expandiram as fronteiras do Ural até ao Pacífico, até à modernização de Pedro, o Grande («abrir uma janela para o ocidente»). No entanto, contrasta essa grandeza passada com a decadência presente.
• Vida Sem Cruz: O título «Без креста» é uma metáfora para o ateísmo prático e a perda de bússola moral. Para o autor, viver sem cruz significa viver sem sacrifício, sem fé e sem a proteção espiritual que definiu a identidade russa por séculos.
• O Ciclo Russo de Culpa: A letra cita as duas questões existenciais clássicas da literatura russa (Herzen e Dostoiévski/Tolstoi): «O que fazer?» (Что делать?) e «Quem é o culpado?» (Кто виноват?). Kinchev sugere que, enquanto os russos fazem estas perguntas, continuam a destruir-se num «incêndio» metafórico.
• Natureza e Simbolismo: A «Трын-трава» (tryn-trava) é uma expressão folclórica que designa uma erva mágica que traz indiferença absoluta. O uso deste termo reforça a ideia de uma sociedade que se tornou apática e esquecida das suas raízes espirituais.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Крутояр | [Kru-ta-YAR] | Encosta íngreme | Termo geográfico e poético para uma margem de rio alta e escarpada. |
| Вероломных | [Vi-ra-LOM-nykh] | Pérfidos / Traidores | Aqueles que quebram a fé ou a palavra dada (veru lomayut). |
| Спесь | [Spies'] | Soberba / Arrogância | Substantivo feminino que termina em sinal brando (ь); pecado da vaidade excessiva. |
| Половодье | [Pa-la-VOD'-ye] | Cheia / Inundação | Fenómeno da primavera russa quando os rios transbordam com o degelo. |
| Причитать | [Pri-chi-TAT'] | Lamentar / Carpir | Ato de chorar ruidosamente ou recitar lamentações tradicionais. |
| Хмарь | [Khmar'] | Névoa / Escuridão | Substantivo feminino; tempo nublado, escuro e opressivo. |
Parte 2: Construções de Comparação e Omissão do Verbo Ser
No verso «Каждый сам себе брат» (Cada um é irmão de si mesmo), o russo omite o verbo 'ser' no presente, criando uma afirmação direta e absoluta. A estrutura сам себе (si mesmo) reforça o isolamento e o egoísmo criticados na letra.Parte 3: O Uso do Instrumental de Modo e Meio
Na frase «Серым бархатом кутал туман» (O nevoeiro envolvia em veludo cinzento), a palavra бархатом (veludo) está no Caso Instrumental. Aqui, o instrumental não indica um objeto físico usado, mas sim a forma ou a aparência de como o nevoeiro cobria a paisagem, criando uma metáfora tátil.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
До каких островов расширил края атаман?
Até que ilhas o ataman expandiu as fronteiras?
Faz a correspondência entre os pontos cardeais e as ações descritas:
Russo:
На восток
По полям
На запад
Português:
Поднимали алтарь (Erguiam o altar)
Рубили окно (Abriam uma janela)
Секли кочевых (Acoitavam nómadas)
Какие классические вопросы русской литературы задаёт автор?
Que perguntas clássicas da literatura russa o autor faz?
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