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Letra em Russo
[Куплет]
Солнце дрожит
И уходит прочь
И над городом махнув рукой
Кто-то протянет огромный холст
А на нём нарисует ночь
Сотня штрихов аккуратных мазков
Возведут города и стены
Дадут тепло
И пусть откроют в продрогшие вены
В городе много тёмных углов
Черный кот там лежит клубком
Ни толстой шкуры, ни острых клыков
Только шерсть как уголёк
Видишь ноги и наутёк
Слышишь голос, крадись потише
Кто такой человек - невдомёк
Что он хочет, чем он дышит?
[Припев]
В городе в черном, чужом
Жить чёрным котом
Проще, чем белой вороной
В городе в черном, чужом
Жить чёрным котом
Проще, чем белой вороной
[Куплет]
Вытянув шею и уши навострив
Прошмыгну по ночным дворам
Помолчу пустырям
Пожму руку теням
Гаснет улица, мне пора
Люди проходят и я не дышу
Мне их игры непонятны
Их слова просто шум
Так громки и так невнятны
[Припев]
В городе в черном, чужом
Жить чёрным котом
Проще, чем белой вороной
В городе в черном, чужом
Жить чёрным котом
Проще, чем белой вороной
Солнце дрожит
И уходит прочь
И над городом махнув рукой
Кто-то протянет огромный холст
А на нём нарисует ночь
Сотня штрихов аккуратных мазков
Возведут города и стены
Дадут тепло
И пусть откроют в продрогшие вены
В городе много тёмных углов
Черный кот там лежит клубком
Ни толстой шкуры, ни острых клыков
Только шерсть как уголёк
Видишь ноги и наутёк
Слышишь голос, крадись потише
Кто такой человек - невдомёк
Что он хочет, чем он дышит?
[Припев]
В городе в черном, чужом
Жить чёрным котом
Проще, чем белой вороной
В городе в черном, чужом
Жить чёрным котом
Проще, чем белой вороной
[Куплет]
Вытянув шею и уши навострив
Прошмыгну по ночным дворам
Помолчу пустырям
Пожму руку теням
Гаснет улица, мне пора
Люди проходят и я не дышу
Мне их игры непонятны
Их слова просто шум
Так громки и так невнятны
[Припев]
В городе в черном, чужом
Жить чёрным котом
Проще, чем белой вороной
В городе в черном, чужом
Жить чёрным котом
Проще, чем белой вороной
Tradução em Português
[Verso]
O sol estremece
E vai-se embora
E acenando a mão por cima da cidade
Alguém estenderá uma enorme tela
E nela pintará a noite
Uma centena de traços de pinceladas cuidadosas
Erguerão cidades e muralhas
Darão calor
E que abram caminho para as veias enregeladas
Na cidade há muitos cantos escuros
Um gato preto jaz ali enrolado numa bola
Nem pele grossa, nem presas afiadas
Apenas pelo como carvão
Vês pernas e foges a sete pés
Ouves uma voz, esgueira-te mais devagar
Quem é o ser humano - não faz ideia
O que quer ele, de que respira ele?
[Refrão]
Numa cidade de negro, alheia
Viver como um gato preto
É mais fácil do que como um corvo branco
Numa cidade de negro, alheia
Viver como um gato preto
É mais fácil do que como um corvo branco
[Verso]
Esticando o pescoço e aguçando as orelhas
Escapulir-me-ei pelos pátios noturnos
Guardarei silêncio perante os terrenos baldios
Apertarei a mão às sombras
A rua apaga-se, está na minha hora
As pessoas passam e eu não respiro
Os jogos deles são incompreensíveis para mim
As palavras deles são apenas ruído
Tão barulhentas e tão impercetíveis
[Refrão]
Numa cidade de negro, alheia
Viver como um gato preto
É mais fácil do que como um corvo branco
Numa cidade de negro, alheia
Viver como um gato preto
É mais fácil do que como um corvo branco
O sol estremece
E vai-se embora
E acenando a mão por cima da cidade
Alguém estenderá uma enorme tela
E nela pintará a noite
Uma centena de traços de pinceladas cuidadosas
Erguerão cidades e muralhas
Darão calor
E que abram caminho para as veias enregeladas
Na cidade há muitos cantos escuros
Um gato preto jaz ali enrolado numa bola
Nem pele grossa, nem presas afiadas
Apenas pelo como carvão
Vês pernas e foges a sete pés
Ouves uma voz, esgueira-te mais devagar
Quem é o ser humano - não faz ideia
O que quer ele, de que respira ele?
[Refrão]
Numa cidade de negro, alheia
Viver como um gato preto
É mais fácil do que como um corvo branco
Numa cidade de negro, alheia
Viver como um gato preto
É mais fácil do que como um corvo branco
[Verso]
Esticando o pescoço e aguçando as orelhas
Escapulir-me-ei pelos pátios noturnos
Guardarei silêncio perante os terrenos baldios
Apertarei a mão às sombras
A rua apaga-se, está na minha hora
As pessoas passam e eu não respiro
Os jogos deles são incompreensíveis para mim
As palavras deles são apenas ruído
Tão barulhentas e tão impercetíveis
[Refrão]
Numa cidade de negro, alheia
Viver como um gato preto
É mais fácil do que como um corvo branco
Numa cidade de negro, alheia
Viver como um gato preto
É mais fácil do que como um corvo branco
💡 Interpretação e Contexto Cultural
• A dicotomia do «Gato Preto» vs. o «Corvo Branco»: Na idiomatologia russa, «белая ворона» (o corvo branco) representa o pária excêntrico que todos rejeitam por ser diferente. Na perspetiva melancólica dos «Улица восток», numa metrópole cinzenta, impessoal e hostil («в городе в черном, чужом»), é muito mais seguro e pacífico viver como um gato preto camuflado na penumbra do que destacar-se como um alvo fácil.
• A noite como pintura expressionista: A chegada das trevas é descrita como um pintor invisível que estende uma tela imensa sobre o céu da cidade («Кто-то протянет огромный холст / А на нём нарисует ночь»), onde pinceladas frias de tinta preenchem as esquinas e as paredes de betão.
• Incompreensão do ruído social: Para o olhar felino desarmado («ни толстой шкуры, ни острых клыков»), as convenções sociais e as conversas da multidão não passam de ruído incompreensível e agressivo, preferindo a mútua cumplicidade com os terrenos baldios (пустыри) e as sombras noturnas.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| холст | [kholst] | tela de pintura, pano de linho | Кто-то протянет огромный холст |
| клубок | [klubok] | novelo, bola enrolada | Черный кот там лежит клубком |
| уголёк | [ugolyok] | pequeno carvão, brasa apagada | Только шерсть как уголёк |
| наутёк | [nautyok] | em fuga precipitada, a fugir a sete pés | Видишь ноги и наутёк |
| пустырь | [pustyr'] | terreno baldio, descampado abandonado | Помолчу пустырям |
| невнятный | [nevnyatny] | indistinto, impercetível, confuso | Так громки и так невнятны |
Parte 2: Advérbios de Fuga e Incompreensão Espontânea («Наутёк», «Невдомёк»)
O advérbio coloquial наутёк (a fugir a toda a pressa) e a palavra predicativa невдомёк (não saber, não alcançar o entendimento) são formações populares expressivas que captam a desconfiança instintiva do animal perante os passos e intenções humanas.Parte 3: Acumulação de Particípios Adverbiais Perfetivos («Вытянув шею и уши навострив»)
A justaposição dos gerúndios/particípios adverbiais вытянув (esticando) e навострив (aguçando os ouvidos, de навострить уши) descreve a prontidão e a vigilância atenta com que o narrador percorre os pátios noturnos.Parte 4: A Expressão Idiomática de Exclusão «Белая ворона» e o Comparativo «Проще, чем»
A metáfora cultural белая ворона (a ave invulgar que destoa do bando) articula-se com o comparativo de superioridade simples do adjetivo простой (проще, mais fácil) e a conjunção чем, enunciando a tese de refúgio invisível que domina a canção.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что означает русское фразеологическое выражение «белая ворона» в припеве песни?
O que significa a célebre expressão idiomática russa «белая ворона» presente no refrão?
Russo:
уголёк
клубок
пустырь
холст
Português:
tela de pintura
bola / novelo
pedaço de carvão
terreno baldio
Почему жить чёрным котом кажется лирическому герою проще?
Por que razão viver como um gato preto é considerado mais fácil na visão do narrador?
