Letra em Russo
Чёртова картошка по выходным
На копейке по колдобинам в ебеня
В старые сиденья въевшийся дым
От запаха укачивает меня
Я сразу им сказал что я не готов
В банку собирать колорадских жуков
«Я лучше прополю один все поля
Но только не жуки!» — я их умолял
Чёртова картошка по выходным
На копейке по колдобинам в ебеня
В старые сиденья въевшийся дым
От запаха укачивает меня
Дед на участке всю жизнь строит дом
Из битого шифера и палки с гвоздём
На мыле в следах от ногтей — скобочками чернозём
Дед на участке всю жизнь строит дом
Кругом кирпичи, рубероид и гудрон
И окончание стройки съезжает опять на потом
Когда я прославлюсь на всю страну
Я избавлю нас всех от боли
«Что за бред? Проще с неба достать луну
У тебя не все дома, что ли?»
Когда я прославлюсь на всю страну
Я избавлю нас всех от боли
«Что за бред? Проще с неба достать луну
У тебя не все дома, что ли?»
«У тебя не все дома, что ли?»
В новой школе не так уж и здорово:
Их смешит моя старая куртка
И нелепая шапка с узорами
Она и меня самого бесит жутко
Вшестером в однушке жить нереально:
За книжным шкафом — там у нас спальня
Разговоры в очереди к умывальнику:
«Может, пропустишь? Мне только по-маленькому»
Прочь от толпы в тесной комнате
Палец на расплавленной кнопке лифта
Тусклый оранжевый свет из-под копоти
В голове шёпотом — первые рифмы
Большая Советская энциклопедия
Том двадцать семь, разворот в середине
Там флаги всех стран на планете
И я побываю в половине как минимум
Пусть грязновато моё оперение
Для чистоты образа белой вороны
Из трещины между осколков империи
Я взмою туда, где ревут стадионы
[Припев]
Нам мечталось, что нас ждёт великая жизнь
А оказалось — что лютая жесть
Наши сверстники вместо молитв и торжеств
По утрам кричат детям «ложись»
За оградками множатся ямы
Крематории топят Ремарком
В небе над кладбищем, где лежит мама
Бомбардировщики с курсом на Харьков
Крыльчатки сирен рубят воздух
Тонкую кожу сменяет кирза
Родные тела в неестественных позах
Перемещённые лица в слезах
Это мир, где у всех – не все дома
Это война без надежд на успех
Потому что не может быть по-другому
В мире, где не все дома у всех!
На копейке по колдобинам в ебеня
В старые сиденья въевшийся дым
От запаха укачивает меня
Я сразу им сказал что я не готов
В банку собирать колорадских жуков
«Я лучше прополю один все поля
Но только не жуки!» — я их умолял
Чёртова картошка по выходным
На копейке по колдобинам в ебеня
В старые сиденья въевшийся дым
От запаха укачивает меня
Дед на участке всю жизнь строит дом
Из битого шифера и палки с гвоздём
На мыле в следах от ногтей — скобочками чернозём
Дед на участке всю жизнь строит дом
Кругом кирпичи, рубероид и гудрон
И окончание стройки съезжает опять на потом
Когда я прославлюсь на всю страну
Я избавлю нас всех от боли
«Что за бред? Проще с неба достать луну
У тебя не все дома, что ли?»
Когда я прославлюсь на всю страну
Я избавлю нас всех от боли
«Что за бред? Проще с неба достать луну
У тебя не все дома, что ли?»
«У тебя не все дома, что ли?»
В новой школе не так уж и здорово:
Их смешит моя старая куртка
И нелепая шапка с узорами
Она и меня самого бесит жутко
Вшестером в однушке жить нереально:
За книжным шкафом — там у нас спальня
Разговоры в очереди к умывальнику:
«Может, пропустишь? Мне только по-маленькому»
Прочь от толпы в тесной комнате
Палец на расплавленной кнопке лифта
Тусклый оранжевый свет из-под копоти
В голове шёпотом — первые рифмы
Большая Советская энциклопедия
Том двадцать семь, разворот в середине
Там флаги всех стран на планете
И я побываю в половине как минимум
Пусть грязновато моё оперение
Для чистоты образа белой вороны
Из трещины между осколков империи
Я взмою туда, где ревут стадионы
[Припев]
Нам мечталось, что нас ждёт великая жизнь
А оказалось — что лютая жесть
Наши сверстники вместо молитв и торжеств
По утрам кричат детям «ложись»
За оградками множатся ямы
Крематории топят Ремарком
В небе над кладбищем, где лежит мама
Бомбардировщики с курсом на Харьков
Крыльчатки сирен рубят воздух
Тонкую кожу сменяет кирза
Родные тела в неестественных позах
Перемещённые лица в слезах
Это мир, где у всех – не все дома
Это война без надежд на успех
Потому что не может быть по-другому
В мире, где не все дома у всех!
Tradução em Português
Malditas batatas aos fins de semana
No «Kopeyka» pelos buracos até ao cu de Judas
Fumo entranhado nos assentos velhos
O cheiro deixa-me enjoado
Eu disse-lhes logo que não estava pronto
Para apanhar escaravelhos da batata para dentro de um frasco
«Eu prefiro mondar todos os campos sozinho
Mas os escaravelhos não!» — eu implorava-lhes
[...]
O avô no terreno constrói a casa a vida toda
De xisto partido e paus com pregos
No sabonete, nas marcas das unhas — terra preta em forma de parêntesis
O avô no terreno constrói a casa a vida toda
À volta tijolos, feltro de telhado e alcatrão
E o fim da construção é adiado novamente para depois
Quando eu for famoso em todo o país
Eu livrar-nos-ei a todos da dor
«Que disparate? É mais fácil tirar a lua do céu
Falta-te um parafuso, ou quê?» [Não tens todos em casa?]
[...]
Na escola nova não é assim tão fixe:
O meu casaco velho fá-los rir
E o gorro ridículo com padrões
Ele a mim próprio também me irrita terrivelmente
Viver seis pessoas num T0 [quarto único] é irreal:
Atrás da estante de livros — é lá o nosso quarto
Conversas na fila para o lavatório:
«Podes deixar passar? É só para fazer chichi»
Longe da multidão no quarto apertado
Dedo no botão derretido do elevador
Luz laranja baça debaixo da fuligem
Na cabeça em sussurro — as primeiras rimas
Grande Enciclopédia Soviética
Volume vinte e sete, página dupla no meio
Lá [estão] as bandeiras de todos os países do planeta
E eu visitarei metade no mínimo
Que a minha plumagem seja um pouco suja
Para a pureza da imagem de corvo branco
Da fenda entre os estilhaços do império
Eu voarei para lá, onde rugem os estádios
Sonhávamos que nos esperava uma vida grandiosa
Mas afinal — é um horror cruel
Os nossos coetâneos em vez de orações e celebrações
De manhã gritam às crianças «deita!» [para o chão]
Atrás das vedações multiplicam-se as covas
Os crematórios aquecem [os fornos] com Remarque
No céu sobre o cemitério, onde jaz a mãe
Bombardeiros com rumo a Kharkiv
As hélices das sirenes cortam o ar
A pele fina é substituída por botas de tropa [kirza]
Corpos familiares em posições não naturais
Pessoas deslocadas em lágrimas
Este é um mundo, onde todos — não têm todos em casa
Esta é uma guerra sem esperanças de sucesso
Porque não pode ser de outra maneira
Num mundo, onde ninguém tem todos em casa!
No «Kopeyka» pelos buracos até ao cu de Judas
Fumo entranhado nos assentos velhos
O cheiro deixa-me enjoado
Eu disse-lhes logo que não estava pronto
Para apanhar escaravelhos da batata para dentro de um frasco
«Eu prefiro mondar todos os campos sozinho
Mas os escaravelhos não!» — eu implorava-lhes
[...]
O avô no terreno constrói a casa a vida toda
De xisto partido e paus com pregos
No sabonete, nas marcas das unhas — terra preta em forma de parêntesis
O avô no terreno constrói a casa a vida toda
À volta tijolos, feltro de telhado e alcatrão
E o fim da construção é adiado novamente para depois
Quando eu for famoso em todo o país
Eu livrar-nos-ei a todos da dor
«Que disparate? É mais fácil tirar a lua do céu
Falta-te um parafuso, ou quê?» [Não tens todos em casa?]
[...]
Na escola nova não é assim tão fixe:
O meu casaco velho fá-los rir
E o gorro ridículo com padrões
Ele a mim próprio também me irrita terrivelmente
Viver seis pessoas num T0 [quarto único] é irreal:
Atrás da estante de livros — é lá o nosso quarto
Conversas na fila para o lavatório:
«Podes deixar passar? É só para fazer chichi»
Longe da multidão no quarto apertado
Dedo no botão derretido do elevador
Luz laranja baça debaixo da fuligem
Na cabeça em sussurro — as primeiras rimas
Grande Enciclopédia Soviética
Volume vinte e sete, página dupla no meio
Lá [estão] as bandeiras de todos os países do planeta
E eu visitarei metade no mínimo
Que a minha plumagem seja um pouco suja
Para a pureza da imagem de corvo branco
Da fenda entre os estilhaços do império
Eu voarei para lá, onde rugem os estádios
Sonhávamos que nos esperava uma vida grandiosa
Mas afinal — é um horror cruel
Os nossos coetâneos em vez de orações e celebrações
De manhã gritam às crianças «deita!» [para o chão]
Atrás das vedações multiplicam-se as covas
Os crematórios aquecem [os fornos] com Remarque
No céu sobre o cemitério, onde jaz a mãe
Bombardeiros com rumo a Kharkiv
As hélices das sirenes cortam o ar
A pele fina é substituída por botas de tropa [kirza]
Corpos familiares em posições não naturais
Pessoas deslocadas em lágrimas
Este é um mundo, onde todos — não têm todos em casa
Esta é uma guerra sem esperanças de sucesso
Porque não pode ser de outra maneira
Num mundo, onde ninguém tem todos em casa!
💡 Interpretação e Contexto Cultural
Malditas Batatas e o Kopeyka
A primeira estrofe é um retrato visceral da infância nos anos 90 na Rússia pós-soviética. A «maldita batata» refere-se à agricultura de subsistência: as famílias viajavam para terrenos fora da cidade (dacha) para plantar batatas e sobreviver ao inverno. Iam no Kopeyka (o clássico VAZ-2101), carros velhos e desconfortáveis.
Não Estão Todos em Casa (Не все дома)
A expressão idiomática russa «У тебя не все дома» (Literalmente: Não estão todos em casa contigo) significa «Tu és maluco» ou «Falta-te um parafuso». No refrão, a família diz isto ao jovem Noize quando ele sonha em ser famoso. No final da música, o significado torna-se literal e macabro: num mundo em guerra, milhões são refugiados («Pessoas deslocadas»), logo, literalmente, «não estão todos em casa».
Remarque e Kharkiv
A referência a «Os crematórios aquecem com Remarque» é devastadora. Erich Maria Remarque escreveu A Oeste Nada de Novo, o maior romance anti-guerra de sempre, cujos livros foram queimados pelos nazis. Noize sugere que a guerra atual está a queimar as lições da história. A menção aos bombardeiros sobre o cemitério da mãe (em Belgorod, Rússia) rumo a Kharkiv (Ucrânia) ilustra a tragédia fratricida: a mãe dele está enterrada na rota que os aviões russos usam para bombardear a cidade vizinha.
A primeira estrofe é um retrato visceral da infância nos anos 90 na Rússia pós-soviética. A «maldita batata» refere-se à agricultura de subsistência: as famílias viajavam para terrenos fora da cidade (dacha) para plantar batatas e sobreviver ao inverno. Iam no Kopeyka (o clássico VAZ-2101), carros velhos e desconfortáveis.
Não Estão Todos em Casa (Не все дома)
A expressão idiomática russa «У тебя не все дома» (Literalmente: Não estão todos em casa contigo) significa «Tu és maluco» ou «Falta-te um parafuso». No refrão, a família diz isto ao jovem Noize quando ele sonha em ser famoso. No final da música, o significado torna-se literal e macabro: num mundo em guerra, milhões são refugiados («Pessoas deslocadas»), logo, literalmente, «não estão todos em casa».
Remarque e Kharkiv
A referência a «Os crematórios aquecem com Remarque» é devastadora. Erich Maria Remarque escreveu A Oeste Nada de Novo, o maior romance anti-guerra de sempre, cujos livros foram queimados pelos nazis. Noize sugere que a guerra atual está a queimar as lições da história. A menção aos bombardeiros sobre o cemitério da mãe (em Belgorod, Rússia) rumo a Kharkiv (Ucrânia) ilustra a tragédia fratricida: a mãe dele está enterrada na rota que os aviões russos usam para bombardear a cidade vizinha.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Не все дома | [Ni vsye DO-ma] | Falta um parafuso / Maluco | Expressão idiomática. |
| Картошка | [Kar-TOSH-ka] | Batata | Coloquial (Batatas em geral). |
| Кладбище | [KLAD-bi-shche] | Cemitério | Substantivo neutro. |
| Война | [Vay-NA] | Guerra | Substantivo feminino. |
| Луна | [Lu-NA] | Lua | Substantivo feminino. |
| Сирена | [Si-RYE-na] | Sirene (de ataque aéreo) | Substantivo feminino. |
Parte 2: Preposição «Po» com Dativo Plural (Recorrência)
Para indicar ações repetidas em certos dias, usa-se По + Dativo Plural.• Выходные (Fins de semana) → По выходным (Aos fins de semana).
• Утра (Manhãs) → По утрам (Às manhãs / De manhã).
Parte 3: Caso Instrumental (Agente/Meio)
Na frase «Крематории топят Ремарком» (Crematórios aquecem com Remarque):• O verbo Топить (Aquecer/Queimar combustível) pede o Instrumental para o material usado.
• Ремарк (O escritor) → Ремарком (Com Remarque / Usando livros de Remarque como lenha).
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что значит выражение «У тебя не все дома»?
O que significa a expressão coloquial «U tebya ne vse doma»?
Liga as palavras ao seu significado:
Russo:
Война
Кладбище
Картошка
Português:
Batatas
Cemitério
Guerra
Куда летят бомбардировщики в песне?
Para onde voam os bombardeiros na música?
