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Letra em Russo
[Куплет 1]
То ли явь, то ли нет
Хрупкий силуэт, осколки чуткого сна
Желтый дым сигарет
Зыбкая дорога от звезды до окна
Лунный бред — время движения прочь
Я сквозь дождь слушаю ночь
[Припев]
Границы сонных столиц, бродячий цирк проходил в ночи
Встречал кострами зарю, ходил на стругах в туман желчь
Брал всё, чем потчевал бор, плыл на потеху Чудским ветрам
И в дождь ушёл колесить по городам
[Куплет 2]
Пять минут до утра
Скоро заискрится солнцем матрица дня
Полусвет, полумрак —
Тайна перехода от росы до огня
Сквозь туман тянется к небу земля
Клином птиц в дорогу кличет меня
[Припев]
Границы сонных столиц, бродячий цирк проходил в ночи
Встречал кострами зарю, ходил на стругах в туман желчь
Брал всё, чем потчевал бор, плыл на потеху Чудским ветрам
И в дождь ушёл колесить по городам
[Проигрыш]
[Припев]
Границы сонных столиц, бродячий цирк проходил в ночи
Встречал кострами зарю, ходил на стругах в туман желчь
Брал всё, чем потчевал бор, плыл на потеху Чудским ветрам
И в дождь ушёл колесить по городам
То ли явь, то ли нет
Хрупкий силуэт, осколки чуткого сна
Желтый дым сигарет
Зыбкая дорога от звезды до окна
Лунный бред — время движения прочь
Я сквозь дождь слушаю ночь
[Припев]
Границы сонных столиц, бродячий цирк проходил в ночи
Встречал кострами зарю, ходил на стругах в туман желчь
Брал всё, чем потчевал бор, плыл на потеху Чудским ветрам
И в дождь ушёл колесить по городам
[Куплет 2]
Пять минут до утра
Скоро заискрится солнцем матрица дня
Полусвет, полумрак —
Тайна перехода от росы до огня
Сквозь туман тянется к небу земля
Клином птиц в дорогу кличет меня
[Припев]
Границы сонных столиц, бродячий цирк проходил в ночи
Встречал кострами зарю, ходил на стругах в туман желчь
Брал всё, чем потчевал бор, плыл на потеху Чудским ветрам
И в дождь ушёл колесить по городам
[Проигрыш]
[Припев]
Границы сонных столиц, бродячий цирк проходил в ночи
Встречал кострами зарю, ходил на стругах в туман желчь
Брал всё, чем потчевал бор, плыл на потеху Чудским ветрам
И в дождь ушёл колесить по городам
Tradução em Português
[Verso 1]
Se é realidade ou não
Uma silhueta frágil, fragmentos de um sono sensível
O fumo amarelo dos cigarros
Uma estrada instável da estrela até à janela
Delírio lunar — tempo de se afastar
Eu, através da chuva, escuto a noite
[Refrão]
Fronteiras de capitais sonolentas, o circo itinerante passava na noite
Saudava a aurora com fogueiras, navegava em botes na névoa amarga
Aceitava tudo o que a floresta oferecia, navegava para diversão dos ventos de Peipus
E na chuva partiu para percorrer cidades
[Verso 2]
Cinco minutos para a manhã
A matriz do dia em breve brilhará com o sol
Meia-luz, meia-escuridão —
O mistério da transição do orvalho para o fogo
Através da névoa a terra estende-se para o céu
Numa formação de aves, chama-me para a estrada
[Refrão]
Fronteiras de capitais sonolentas, o circo itinerante passava na noite
Saudava a aurora com fogueiras, navegava em botes na névoa amarga
Aceitava tudo o que a floresta oferecia, navegava para diversão dos ventos de Peipus
E na chuva partiu para percorrer cidades
[Instrumental]
[Refrão]
Fronteiras de capitais sonolentas, o circo itinerante passava na noite
Saudava a aurora com fogueiras, navegava em botes na névoa amarga
Aceitava tudo o que a floresta oferecia, navegava para diversão dos ventos de Peipus
E na chuva partiu para percorrer cidades
Se é realidade ou não
Uma silhueta frágil, fragmentos de um sono sensível
O fumo amarelo dos cigarros
Uma estrada instável da estrela até à janela
Delírio lunar — tempo de se afastar
Eu, através da chuva, escuto a noite
[Refrão]
Fronteiras de capitais sonolentas, o circo itinerante passava na noite
Saudava a aurora com fogueiras, navegava em botes na névoa amarga
Aceitava tudo o que a floresta oferecia, navegava para diversão dos ventos de Peipus
E na chuva partiu para percorrer cidades
[Verso 2]
Cinco minutos para a manhã
A matriz do dia em breve brilhará com o sol
Meia-luz, meia-escuridão —
O mistério da transição do orvalho para o fogo
Através da névoa a terra estende-se para o céu
Numa formação de aves, chama-me para a estrada
[Refrão]
Fronteiras de capitais sonolentas, o circo itinerante passava na noite
Saudava a aurora com fogueiras, navegava em botes na névoa amarga
Aceitava tudo o que a floresta oferecia, navegava para diversão dos ventos de Peipus
E na chuva partiu para percorrer cidades
[Instrumental]
[Refrão]
Fronteiras de capitais sonolentas, o circo itinerante passava na noite
Saudava a aurora com fogueiras, navegava em botes na névoa amarga
Aceitava tudo o que a floresta oferecia, navegava para diversão dos ventos de Peipus
E na chuva partiu para percorrer cidades
💡 Interpretação e Contexto Cultural
Rock, Circo e a Mística da Pesca no Lago Peipus
• A 'Canção da Pesca': Embora o título remeta para o mundo do espetáculo, Kinchev chama-lhe internamente «a canção sobre a pesca». Foi escrita em agosto de 2000 na aldeia de Saba, onde o autor costuma pescar com o baixista Pyotr Samoylov no Lago Peipus (Chudskoye Ozero).
• História e Geografia: O Lago Peipus é um local histórico sagrado para os russos, onde Alexandre Nevsky derrotou os cavaleiros teutónicos. Na letra, os «ventos de Peipus» (Чудские ветры) e os «strugi» (струги — barcos antigos russos) ligam o passatempo moderno da pesca à história ancestral russa.
• A Estética do Circo: Kinchev descreve o circo como o «antípoda do estádio». Para ele, atuar num circo é um desafio íntimo onde o público está acima do artista, exigindo que todos «desçam à arena» para criar uma verdadeira comunhão. A banda estreou-se em recintos de circo em 1987, em Chelyabinsk.
• Raridade Contemporânea: Tal como «Vereteno», esta música foi escrita no início dos anos 2000, destacando-se das restantes faixas do álbum que datam maioritariamente da década de 80.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Явь | [Yav'] | Realidade / Vigília | Substantivo feminino que designa o mundo real em oposição ao mundo dos sonhos. |
| Зыбкая | [ZYP-kaya] | Instável / Vacilante | Adjetivo usado para descrever algo que não é firme, como uma estrada de luz ou o reflexo na água. |
| Бродячий | [Bra-DYA-chiy] | Itinerante / Errante | Adjetivo que descreve quem viaja de lugar em lugar, como um circo ou um nómada. |
| Струг | [Struk] | Bote / Barco antigo | Tipo de embarcação fluvial russa de fundo chato usada entre os séculos XI e XVIII. |
| Бор | [Bor] | Floresta (de pinheiros) | Substantivo masculino que designa uma floresta densa, geralmente de coníferas. |
| Потеха | [Pa-TYE-kha] | Diversão / Entretenimento | Substantivo feminino; fazer algo para 'divertimento' de outrem, muitas vezes de forma irónica. |
Parte 2: O Uso de 'То ли... то ли...' (Indeterminação)
A canção começa com a estrutura То ли явь, то ли нет (Se é realidade ou não). Em russo, esta construção de conjunções repetidas é utilizada para expressar dúvida, hesitação ou a impossibilidade de distinguir entre duas opções, criando uma atmosfera onírica.Parte 3: O Caso Instrumental de Modo e Instrumento
No refrão, temos «Встречал кострами зарю» (Saudava a aurora com fogueiras). O substantivo кострами (fogueiras) está no Caso Instrumental plural, indicando o meio ou o instrumento através do qual a ação de saudar é realizada. É uma construção clássica para dar ênfase visual à ação.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
На чем ходил бродячий цирк в туман?
Em que tipo de embarcação o circo itinerante navegava na névoa?
Faz a correspondência entre os elementos da natureza e os seus contextos:
Russo:
Роса
Бор
Чудские ветры
Português:
Oferecia (Потчевал)
Diversão (Потеха)
Transição para o fogo
О чем на самом деле эта песня согласно Кинчеву?
Sobre o que é na realidade esta música, segundo Kinchev?
🎵 Outras Músicas de "…Танцевать"
1
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Znaki (Osen)
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10
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11
Где твой билет?
Gde tvoy bilet?
Onde está o teu bilhete?
12
Мы держим путь в сторону леса
My derzhim put v storonu lesa
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