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Хорошо, что мы не знакомы,
Khorosho, chto my ne znakomy,
Ainda bem que não nos conhecemos,
Letra em Russo
Хорошо, что мы не знакомы,
Нам не знать бы друг друга лучше,
Значит, вовремя будем дома,
Будем вовремя спать и кушать.
И никто нас не потеряет,
Нас найдут на привычном месте.
За привычными делами,
Растворившихся в старых песнях...
Ах, зачем мне моя душа?
Продать бы ее как деликатес,
Или просто раздать за так,
Закусить бесконечный стресс...
Вплетая друг в друга,
Вплетая друг в друга важные нити жизни,
Берется-то все откуда?
Не заплести бы лишнего...
Не болит, не стучит в груди,
Не скрипит под подошвой дом,
Дом в порядке, дом тихо спит,
И я усну спокойным сном,
Спокойно разберу дела,
И не промокну под дождем,
Под зонтом только я один,
Тишина под моим зонтом...
Закричать, разорвать тишину!
Раскидать строгий ход вещей,
Не держать себя на плаву,
Не прятать внутри петель.
Закричать, разорвать тишину!
Нас теперь не унять,
Не навязать нам свою игру,
Как собаку не привязать...
Я бешеный поезд, сорвавшийся с рельс,
Несущийся вглубь неуемной тоски,
Я взорвавшийся в нем тротил,
Разбросавший куски земли...
Ах, зачем мне моя душа?
Продать бы ее как деликатес,
Или просто раздать за так,
Закусить бесконечный стресс...
Нам не знать бы друг друга лучше,
Значит, вовремя будем дома,
Будем вовремя спать и кушать.
И никто нас не потеряет,
Нас найдут на привычном месте.
За привычными делами,
Растворившихся в старых песнях...
Ах, зачем мне моя душа?
Продать бы ее как деликатес,
Или просто раздать за так,
Закусить бесконечный стресс...
Вплетая друг в друга,
Вплетая друг в друга важные нити жизни,
Берется-то все откуда?
Не заплести бы лишнего...
Не болит, не стучит в груди,
Не скрипит под подошвой дом,
Дом в порядке, дом тихо спит,
И я усну спокойным сном,
Спокойно разберу дела,
И не промокну под дождем,
Под зонтом только я один,
Тишина под моим зонтом...
Закричать, разорвать тишину!
Раскидать строгий ход вещей,
Не держать себя на плаву,
Не прятать внутри петель.
Закричать, разорвать тишину!
Нас теперь не унять,
Не навязать нам свою игру,
Как собаку не привязать...
Я бешеный поезд, сорвавшийся с рельс,
Несущийся вглубь неуемной тоски,
Я взорвавшийся в нем тротил,
Разбросавший куски земли...
Ах, зачем мне моя душа?
Продать бы ее как деликатес,
Или просто раздать за так,
Закусить бесконечный стресс...
Tradução em Português
Ainda bem que não nos conhecemos,
Era melhor não nos conhecermos melhor,
Significa que estaremos em casa a horas,
Iremos dormir e comer a horas.
E ninguém nos perderá,
Encontrar-nos-ão no lugar habitual.
Ocupados com as tarefas habituais,
Dissolvidos em canções antigas...
Ah, para que me serve a minha alma?
Quem me dera vendê-la como uma iguaria,
Ou simplesmente distribuí-la de graça,
Para petiscar o stress infinito...
Entrelaçando uns nos outros,
Entrelaçando uns nos outros fios importantes da vida,
De onde é que tudo isto vem?
Quem me dera não entrelaçar nada a mais...
Não dói, não bate no peito,
A casa não range sob a sola,
A casa está em ordem, a casa dorme em silêncio,
E eu adormecerei num sono tranquilo,
Resolverei calmamente os meus assuntos,
E não me molharei debaixo da chuva,
Debaixo do guarda-chuva estou apenas eu,
Silêncio debaixo do meu guarda-chuva...
Gritar, despedaçar o silêncio!
Arremessar o curso rigoroso das coisas,
Não me manter à tona,
Não esconder laços no interior.
Gritar, despedaçar o silêncio!
Agora nada nos detém,
Não nos podem impor o vosso jogo,
Como não se pode prender um cão...
Eu sou um comboio frenético, descarrilado,
Correndo para o fundo de uma angústia implacável,
Eu sou o TNT que explodiu nele,
Espalhando pedaços de terra...
Ah, para que me serve a minha alma?
Quem me dera vendê-la como uma iguaria,
Ou simplesmente distribuí-la de graça,
Para petiscar o stress infinito...
Era melhor não nos conhecermos melhor,
Significa que estaremos em casa a horas,
Iremos dormir e comer a horas.
E ninguém nos perderá,
Encontrar-nos-ão no lugar habitual.
Ocupados com as tarefas habituais,
Dissolvidos em canções antigas...
Ah, para que me serve a minha alma?
Quem me dera vendê-la como uma iguaria,
Ou simplesmente distribuí-la de graça,
Para petiscar o stress infinito...
Entrelaçando uns nos outros,
Entrelaçando uns nos outros fios importantes da vida,
De onde é que tudo isto vem?
Quem me dera não entrelaçar nada a mais...
Não dói, não bate no peito,
A casa não range sob a sola,
A casa está em ordem, a casa dorme em silêncio,
E eu adormecerei num sono tranquilo,
Resolverei calmamente os meus assuntos,
E não me molharei debaixo da chuva,
Debaixo do guarda-chuva estou apenas eu,
Silêncio debaixo do meu guarda-chuva...
Gritar, despedaçar o silêncio!
Arremessar o curso rigoroso das coisas,
Não me manter à tona,
Não esconder laços no interior.
Gritar, despedaçar o silêncio!
Agora nada nos detém,
Não nos podem impor o vosso jogo,
Como não se pode prender um cão...
Eu sou um comboio frenético, descarrilado,
Correndo para o fundo de uma angústia implacável,
Eu sou o TNT que explodiu nele,
Espalhando pedaços de terra...
Ah, para que me serve a minha alma?
Quem me dera vendê-la como uma iguaria,
Ou simplesmente distribuí-la de graça,
Para petiscar o stress infinito...
💡 Interpretação e Contexto Cultural
A Segurança da Solidão vs. O Caos da Entrega
• A Rotina como Refúgio: A letra começa por celebrar a ordem e a previsibilidade de uma vida sem ligações profundas («dormir e comer a horas»). Este conformismo é apresentado como uma proteção contra a dor de «perder-se» em alguém.
• A Alma como Fardo: O eu lírico questiona a utilidade da alma, sugerindo que preferia vendê-la ou dá-la como um objeto de consumo para aliviar o stress. Isto reflete um desejo niilista de desapego emocional numa modernidade exaustiva.
• Metáforas de Explosão: A transição do silêncio debaixo do guarda-chuva para a imagem de um «comboio descarrilado» e «TNT» simboliza a rutura violenta da contenção emocional. O desespero contido acaba por explodir, transformando a ordem estéril em caos absoluto.
• O Guarda-Chuva Solitário: A imagem do guarda-chuva onde «só estou eu» é um símbolo clássico do isolamento urbano russo, representando ao mesmo tempo proteção contra o mundo exterior e a claustrofobia da própria solidão.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Знакомы | [Zna-KO-my] | Conhecidos | Forma curta plural do adjetivo; ser conhecido de alguém. |
| Вовремя | [VO-vri-mya] | A horas / A tempo | Advérbio que indica pontualidade ou o momento certo. |
| Деликатес | [Di-li-ka-TYES] | Iguaria / Petisco | Referência a algo refinado ou raro de comer. |
| Подошва | [Pa-DOSH-va] | Sola | A parte inferior de um sapato ou pé. |
| Зонт | [Zont] | Guarda-chuva | Objeto de proteção contra a chuva; também 'Zontik'. |
| Тоска | [Tas-KA] | Angústia / Melancolia | Conceito russo de dor profunda na alma, desejo de algo inalcançável. |
Parte 2: O Uso do Subjuntivo com «Бы»
A letra utiliza frequentemente a partícula бы para expressar desejos ou hipóteses irreais: «Нам не знать бы» (Quem me dera não nos conhecermos) ou «Продать бы» (Quem me dera vendê-la).• Nestes casos, o infinitivo do verbo + бы cria uma expressão de desejo forte ou lamentação.
Parte 3: Verbos de Movimento e Prefixos
O verso «сорвавшийся с рельс» usa um particípio derivado do verbo сорваться. • O prefixo со- (с-) indica aqui um movimento brusco de saída ou queda de um lugar (neste caso, dos carris).
• O particípio descreve o estado do comboio como algo que já perdeu o controlo e a direção.
Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Что находится под зонтом у героя?
O que está debaixo do guarda-chuva do herói?
Faz a correspondência entre as metáforas e os seus significados:
Russo:
Нити жизни
Бешеный поезд
Куски земли
Português:
Comboio frenético
Fios da vida
Pedaços de terra
С чем герой сравнивает свою душу в тексте?
Com que é que o herói compara a sua alma no texto?