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Letra em Russo
Голод, третьи сутки холод
Из потайных карманов лезет наружу осень
Я перестал смеяться , смех – это те же слезы
Жаль, что опять напрасно, жаль , что опять все то же
Долго ещё до дома, сквозь темноту кордона
Мимо трещащих окон , по тишине упругой
Рвутся тугие нервы, годы и километры
Крепко сжимают пальцы окоченевший воздух
Время гнилых устоев, мельницы ждут героев
Ждут берега чужие тех, кто уходит в море
Страшно бывает утром, к вечерu все проходит
Сны – это только средство от беспросветной скуки
Здесь не бывает больно, здесь уже все привыкли
Рвать пустоту на части или ширятся пылью
Плотно сидят на кайфе новые гегемоны
Жадно вкушают счастье люди с глазами зомби
В цепи нового света, небо взорвет ракета
День ото дня все выше травы и небоскребы
Страны третьего мира помнят историю Рима
Что же здесь с нами стало, что же здесь с нами было
Снова часы на башне отбарабанят полночь
Вечность застынет в камне , и бесконечный космос
Будет смотреть с тоскою на ненасытный хаос
На города в руинах, на все, что от нас осталось
Голод, третьи сутки холод
Из потайных карманов лезет наружу осень
Я перестал смеяться , смех – это те же слезы
Жаль, что опять напрасно, жаль , что опять все то же
Из потайных карманов лезет наружу осень
Я перестал смеяться , смех – это те же слезы
Жаль, что опять напрасно, жаль , что опять все то же
Долго ещё до дома, сквозь темноту кордона
Мимо трещащих окон , по тишине упругой
Рвутся тугие нервы, годы и километры
Крепко сжимают пальцы окоченевший воздух
Время гнилых устоев, мельницы ждут героев
Ждут берега чужие тех, кто уходит в море
Страшно бывает утром, к вечерu все проходит
Сны – это только средство от беспросветной скуки
Здесь не бывает больно, здесь уже все привыкли
Рвать пустоту на части или ширятся пылью
Плотно сидят на кайфе новые гегемоны
Жадно вкушают счастье люди с глазами зомби
В цепи нового света, небо взорвет ракета
День ото дня все выше травы и небоскребы
Страны третьего мира помнят историю Рима
Что же здесь с нами стало, что же здесь с нами было
Снова часы на башне отбарабанят полночь
Вечность застынет в камне , и бесконечный космос
Будет смотреть с тоскою на ненасытный хаос
На города в руинах, на все, что от нас осталось
Голод, третьи сутки холод
Из потайных карманов лезет наружу осень
Я перестал смеяться , смех – это те же слезы
Жаль, что опять напрасно, жаль , что опять все то же
Tradução em Português
Fome, há três dias frio
Dos bolsos secretos a outono rasteja para fora
Eu parei de rir, o riso — são as mesmas lágrimas
Pena que novamente em vão, pena que novamente tudo o mesmo
Ainda falta muito para casa, através da escuridão do cordão
Passando por janelas que estalam, pelo silêncio elástico
Rompem-se os nervos tensos, anos e quilómetros
Os dedos apertam firmemente o ar enregelado
Tempo de fundamentos podres, moinhos esperam por heróis
Margens alheias esperam por aqueles que partem para o mar
Costuma haver medo de manhã, à noite tudo passa
Sonhos — são apenas um meio contra o tédio sem luz
Aqui não costuma doer, aqui todos já se habituaram
A rasgar o vazio em pedaços ou a injetarem-se com pó
Os novos hegemonas estão bem agarrados à moca
Inalam avidamente a felicidade pessoas com olhos de zombie
Nas correntes do novo mundo, o céu será explodido por um foguete
Dia após dia, cada vez mais altos as ervas e os arranha-céus
Países do terceiro mundo lembram-se da história de Roma
O que é que aconteceu aqui connosco, o que é que houve aqui connosco
Novamente o relógio na torre tocará a meia-noite
A eternidade congelará na pedra, e o cosmos infinito
Olhará com melancolia para o caos insaciável
Para as cidades em ruínas, para tudo o que restou de nós
Fome, há três dias frio
Dos bolsos secretos a outono rasteja para fora
Eu parei de rir, o riso — são as mesmas lágrimas
Pena que novamente em vão, pena que novamente tudo o mesmo
Dos bolsos secretos a outono rasteja para fora
Eu parei de rir, o riso — são as mesmas lágrimas
Pena que novamente em vão, pena que novamente tudo o mesmo
Ainda falta muito para casa, através da escuridão do cordão
Passando por janelas que estalam, pelo silêncio elástico
Rompem-se os nervos tensos, anos e quilómetros
Os dedos apertam firmemente o ar enregelado
Tempo de fundamentos podres, moinhos esperam por heróis
Margens alheias esperam por aqueles que partem para o mar
Costuma haver medo de manhã, à noite tudo passa
Sonhos — são apenas um meio contra o tédio sem luz
Aqui não costuma doer, aqui todos já se habituaram
A rasgar o vazio em pedaços ou a injetarem-se com pó
Os novos hegemonas estão bem agarrados à moca
Inalam avidamente a felicidade pessoas com olhos de zombie
Nas correntes do novo mundo, o céu será explodido por um foguete
Dia após dia, cada vez mais altos as ervas e os arranha-céus
Países do terceiro mundo lembram-se da história de Roma
O que é que aconteceu aqui connosco, o que é que houve aqui connosco
Novamente o relógio na torre tocará a meia-noite
A eternidade congelará na pedra, e o cosmos infinito
Olhará com melancolia para o caos insaciável
Para as cidades em ruínas, para tudo o que restou de nós
Fome, há três dias frio
Dos bolsos secretos a outono rasteja para fora
Eu parei de rir, o riso — são as mesmas lágrimas
Pena que novamente em vão, pena que novamente tudo o mesmo
💡 Interpretação e Contexto Cultural
Nihilismo Geopolítico e a Queda dos Impérios
• História de Roma: A referência aos «países do terceiro mundo» que recordam Roma sugere um paralelo entre o colapso do Império Romano e a desintegração da União Soviética, tratando o declínio civilizacional como algo cíclico.
• D. Quixote e os Moinhos: A menção a «moinhos esperam por heróis» evoca a luta inútil contra moinhos de vento, metaforizando a inutilidade da resistência individual num tempo de «fundamentos podres».
• Epidemia de Drogas: O verso «injetarem-se com pó» (ширяться пылью) descreve a realidade crua do consumo de heroína nas cidades industriais do Cazaquistão e da Rússia durante os anos 90 e 2000.
• Novos Hegemonas: Uma crítica sarcástica à nova classe dirigente ou à elite financeira que emergiu das ruínas soviéticas, descrita como viciada e alienada («olhos de zombie»).
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Голод | [GO-lat] | Fome | Privação de alimentos; aqui usado tanto no sentido físico como espiritual. |
| Сутки | [SUT-ki] | 24 horas / Um dia completo | Substantivo pluralia tantum (só existe no plural) para o ciclo completo de dia e noite. |
| Ширяться | [SHY-ryat-sya] | Injetar-se | Gíria pesada para o ato de administrar drogas intravenosas. |
| Скука | [SKU-ka] | Tédio / Enfado | Estado de desinteresse profundo pela realidade circundante. |
| Зомби | [ZOM-bi] | Zombie | Referência à perda de humanidade e consciência das massas. |
| Руины | [Ru-I-ny] | Ruínas | Restos de edifícios ou de uma civilização destruída. |
Parte 2: Verbos de Estado e Pronomes Pessoais (Мне)
O texto utiliza frequentemente estruturas impessoais para descrever sentimentos: «Страшно бывает утром» (Costuma haver medo de manhã). Em russo, o sujeito que sente o medo estaria no Caso Dativo (Мне страшно), enfatizando que a sensação ocorre ao sujeito sem o seu controlo ativo.Parte 3: O Adjetivo Curto «Окоченевший»
O autor usa o particípio окоченевший (enregelado/congelado) para descrever o ar. Esta forma deriva do verbo 'okochenet', que descreve o processo de tornar-se rígido devido ao frio extremo, uma imagem comum no clima rigoroso das estepes cazaques onde a banda se originou.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Сколько времени длится холод в песне?
Quanto tempo dura o frio na canção?
Faz a correspondência entre as imagens e as suas características:
Russo:
Космос
Нервы
Устои
Português:
Гнилые (Podres)
Тугие (Tensos)
Бесконечный (Infinito)
Что для автора является средством от скуки?
O que é, para o autor, um meio contra o tédio?
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