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Letra em Russo
[Куплет 1]
Просыпаюсь похмельным утром
Мне не надо идти на пашню
Ненавижу себя и время
Мне вчера оторвало башню
Ну а после на улицу выйду
Там деревья, жлобьё и гады
Одного я никак не пойму
Отчего и чему вы так рады всегда?
[Припев]
Я убиваю себя
Я убиваю себя
Убиваю себя, убиваю себя
[Куплет 2]
Мировых проблем непочатый край
Интересы государства всего важней
Я лежу на полу и глотаю пыль
Подо мной бетон, а кругом - апрель
Прописные истины жизни
Так доступны, легки и понятны
На словах, на бумаге, на стенах
Ну а если - на шее, на венах, - как тогда?
[Припев]
Я убиваю себя
Я убиваю себя
Убиваю себя, убиваю себя
[Куплет 3]
Пролетали шальные годы
Заполняли пустые страницы
Кровью писано заклинание
На зубах бытия - сознание
Понимай свою сущность как хочешь
Постигай правду мира, как знаешь
А когда всё поймёшь и примешь
То оставь мне автограф на память
[Припев]
Я убиваю себя
Я убиваю себя
Убиваю себя, убиваю себя
Просыпаюсь похмельным утром
Мне не надо идти на пашню
Ненавижу себя и время
Мне вчера оторвало башню
Ну а после на улицу выйду
Там деревья, жлобьё и гады
Одного я никак не пойму
Отчего и чему вы так рады всегда?
[Припев]
Я убиваю себя
Я убиваю себя
Убиваю себя, убиваю себя
[Куплет 2]
Мировых проблем непочатый край
Интересы государства всего важней
Я лежу на полу и глотаю пыль
Подо мной бетон, а кругом - апрель
Прописные истины жизни
Так доступны, легки и понятны
На словах, на бумаге, на стенах
Ну а если - на шее, на венах, - как тогда?
[Припев]
Я убиваю себя
Я убиваю себя
Убиваю себя, убиваю себя
[Куплет 3]
Пролетали шальные годы
Заполняли пустые страницы
Кровью писано заклинание
На зубах бытия - сознание
Понимай свою сущность как хочешь
Постигай правду мира, как знаешь
А когда всё поймёшь и примешь
То оставь мне автограф на память
[Припев]
Я убиваю себя
Я убиваю себя
Убиваю себя, убиваю себя
Tradução em Português
[Verso 1]
Acordo numa manhã de ressaca
Não tenho de ir para a lavoura
Odeio-me a mim próprio e ao tempo
Ontem perdi a cabeça
Bem, e depois sairei para a rua
Lá estão as árvores, os broncos e os vermes
Há uma coisa que eu não percebo de todo
Por que razão e de que é que vocês estão sempre tão contentes?
[Refrão]
Estou a matar-me
Estou a matar-me
A matar-me, a matar-me
[Verso 2]
Problemas mundiais sem fim
Os interesses do Estado são o mais importante de tudo
Estou deitado no chão e engulo pó
Debaixo de mim está o betão, e à volta - abril
Verdades elementares da vida
Tão acessíveis, fáceis e claras
Em palavras, no papel, nas paredes
Bem, e se for - no pescoço, nas veias, - como é então?
[Refrão]
Estou a matar-me
Estou a matar-me
A matar-me, a matar-me
[Verso 3]
Voaram anos loucos
Preencheram as páginas vazias
Com sangue está escrito o feitiço
Nos dentes da existência - a consciência
Compreende a tua essência como quiseres
Alcança a verdade do mundo, como souberes
E quando compreenderes e aceitares tudo
Então deixa-me um autógrafo como recordação
[Refrão]
Estou a matar-me
Estou a matar-me
A matar-me, a matar-me
Acordo numa manhã de ressaca
Não tenho de ir para a lavoura
Odeio-me a mim próprio e ao tempo
Ontem perdi a cabeça
Bem, e depois sairei para a rua
Lá estão as árvores, os broncos e os vermes
Há uma coisa que eu não percebo de todo
Por que razão e de que é que vocês estão sempre tão contentes?
[Refrão]
Estou a matar-me
Estou a matar-me
A matar-me, a matar-me
[Verso 2]
Problemas mundiais sem fim
Os interesses do Estado são o mais importante de tudo
Estou deitado no chão e engulo pó
Debaixo de mim está o betão, e à volta - abril
Verdades elementares da vida
Tão acessíveis, fáceis e claras
Em palavras, no papel, nas paredes
Bem, e se for - no pescoço, nas veias, - como é então?
[Refrão]
Estou a matar-me
Estou a matar-me
A matar-me, a matar-me
[Verso 3]
Voaram anos loucos
Preencheram as páginas vazias
Com sangue está escrito o feitiço
Nos dentes da existência - a consciência
Compreende a tua essência como quiseres
Alcança a verdade do mundo, como souberes
E quando compreenderes e aceitares tudo
Então deixa-me um autógrafo como recordação
[Refrão]
Estou a matar-me
Estou a matar-me
A matar-me, a matar-me
💡 Interpretação e Contexto Cultural
O Conflito entre o Indivíduo e o Coletivismo Estatal
• Perder a Cabeça (Оторвало башню): Esta expressão da gíria russa descreve um estado de choque, loucura temporária ou uma ressaca tão forte que a pessoa perde o controlo, simbolizando o impacto da realidade brutal no indivíduo.
• Interesses do Estado: A canção ironiza a prioridade que os regimes autoritários dão aos «grandes problemas mundiais» e à «razão de Estado» enquanto o cidadão comum está «deitado no chão a engolir pó», destacando a desumanização sistémica.
• Verdades de Parede vs. Realidade: Ermen Anti contrasta as frases feitas e a propaganda («verdades elementares nas paredes») com o ato extremo de desespero («nas veias»). É uma crítica à superficialidade da moral oficial que ignora o sofrimento real.
• Dentes da Existência: Uma imagem poética agressiva que sugere que a consciência humana é algo que está a ser mastigado ou triturado pela própria sobrevivência num ambiente hostil.
📚 Lição de Russo
Parte 1: Vocabulário Chave
| Russo | Pronúncia | Português | Contexto |
|---|---|---|---|
| Пашню | [PASH-nyu] | Lavoura / Campo arado | Literalmente trabalho agrícola; metaforicamente usado para o trabalho árduo, rotineiro e escravizante. |
| Жлобьё | [Zhlab-YO] | Broncos / Labregos | Termo coletivo e depreciativo para descrever pessoas rudes, mesquinhas e sem cultura. |
| Непочатый край | [Ni-pa-CHA-tiy kray] | Sem fim / Um mundo de... | Expressão idiomática que significa uma quantidade enorme de trabalho ou problemas que ainda nem sequer foram começados. |
| Прописные | [Pra-pis-NY-ye] | Elementares / Óbvias | Adjetivo usado para descrever verdades tão básicas que são ensinadas na escola primária (como caligrafia). |
| Шальные | [Shal'-NY-ye] | Loucos / Perdidos | Usado para descrever algo desenfreado, como anos de juventude ou balas perdidas (шальная пуля). |
| Постигай | [Pas-ti-GAY] | Alcança / Compreende | Verbo no imperativo que sugere um esforço intelectual ou espiritual para atingir a verdade profunda. |
Parte 2: Verbos de Estado e Ação no Presente Contínuo
A letra utiliza o presente para descrever uma rotina de estagnação e autodestruição.• Лежу (Estou deitado), глотаю (engulo), убиваю (estou a matar).
• Estes verbos reforçam a ideia de um processo contínuo: o herói não «se matou» (passado), ele está num estado constante de «matar-se» devido ao ambiente que o rodeia.
Parte 3: Construção de Causa e Motivação (Отчего / Чему)
A pergunta «Отчего и чему вы так рады?» mostra como o russo utiliza diferentes pronomes para interrogar a causa e o objeto da alegria.• Отчего (Por que razão/De quê): foca na origem da alegria.
• Чему (A quê): foca no objeto que causa a alegria (Caso Dativo).
Esta distinção gramatical serve para enfatizar o absurdo da felicidade alheia na visão do narrador.Exercícios Rápidos
Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:
Где лежит герой во втором куплете?
Onde está deitado o herói no segundo verso?
Liga as verdades aos seus locais de exposição na música:
Russo:
На венах
На словах
На стенах
Português:
Em palavras
Nas paredes
Nas veias
Что находится под героем, когда он глотает пыль?
O que está debaixo do herói quando ele engole pó?
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